Questões de Concurso
Comentadas sobre uso da vírgula em português
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Antes de responder à questão, leia o texto a seguir:
Nostalgia: nossas memórias se tornaram um produto?
Ana Luiza Pires
Lucas Mascarenhas de Miranda
Você já se pegou pensando nos 'bons e velhos tempos'? Já assistiu a um desenho antigo ou ouviu uma música que marcou sua infância? Já visitou a casa de um ente querido que não via há anos ou encontrou fotos da sua infância e de lugares em que nunca mais esteve? Essas situações costumam nos provocar um sentimento muito diferente, chamado de nostalgia. E engana-se quem pensa que ele está ligado apenas a lembranças de momentos especiais que vivemos na nossa vida. A nostalgia pode nos conectar até a épocas que sequer vivemos e a experiências que nunca tivemos, mas que, de alguma forma, nos tocam profundamente. Mas de onde vem essa sensação? O que significa 'sentir nostalgia'?
Em 1688, o médico suíço Johannes Hofer ( 1669-1752) identificou uma doença misteriosa que se apresentava como uma saudade patológica de casa e levava a diversos sintomas físicos e mentais. E foi da junção das palavras do grego antigo nóstos ('regresso ao lar') e álgos ('dor' ou 'sofrimento') que nasceu o tem10 'nostalgia'.
Soldados que iam para guerras, jovens que deixavam seus lares para estudar fora, indivíduos escravizados que eram arrancados de suas terras, muitas foram as pessoas diagnosticadas e até vitimadas pela nostalgia.
Com o tempo, o significado do termo foi se modificando até chegar a esse sentimento que conhecemos hoje, uma espécie de saudade de épocas passadas, de momentos vividos ou não, mas que nos parecem familiares e nos tocam. A forma como entendemos a nostalgia mudou tanto ao longo dos séculos que hoje muitos a enxergam como um sentimento potencialmente bom, que desencadeia emoções boas.
E se a nostalgia é algo bom e nos afeta tanto, ela se toma um poderoso meio de acessar nossos sentimentos e influenciar nossas decisões.
O uso de memórias afetivas em filmes e séries se tornou uma prática comum e, mais do que isso, uma poderosa estratégia para atrair público e aumentar vendas, ao explorar o vínculo emocional que as pessoas têm com o passado.
Você já ouviu falar em remake, reboot ou revival? Eles nos ajudam a entender como algumas obras despertam tanto nosso interesse, especialmente quando envolvem nossas memórias ou reinterpretações de histórias que já conhecemos.
Um remake é uma nova versão de uma obra já existente, mas com a mesma história. Os remakes podem trazer novas abordagens, novos elementos, mudanças de elenco, mas sem mudanças significativas no enredo. Já o reboot é uma obra que reinicia uma história, desconsiderando versões anteriores e trazendo mudanças expressivas, mas resgatando o universo e os personagens. Por fim, o revival acontece quando uma série ou franquia retorna com uma continuação direta, mesmo após ter sido considerada finalizada.
Essas três formas de adaptar histórias já contadas estão presentes em várias iniciativas, trazendo de volta grandes sucessos da TV e do cinema e até atores e atrizes que marcaram épocas e fizeram parte da vida de uma geração inteira.
Um exemplo notável é a atriz Winona Ryder, que, após se destacar nas telas nos anos 1980 e 1990, voltou ao estrelato em 2016 com a série Stranger things, que revive a estética dos anos I980, conquistando tanto os fãs daquela época quanto uma nova geração de espectadores.
Diversas outras séries originais também buscam resgatar memórias, apresentando histórias ambientadas em períodos passados e reavivando a estética, a narrativa e o contexto vivido naquele tempo. O apelo à nostalgia nas mídias é uma forma de garantia de retomo econômico que atravessa gerações, atraindo tanto quem viveu aquele período quanto novos públicos.
Na TV aberta nacional, essa tendência se manifesta há anos em remakes de grandes novelas, mas podemos citar exemplos atuais como Pantanal e Renascer. Em 2025, a telenovela Êta mundo bom! (20162017) ganhará uma continuidade, algo incomum de se ver na televisão. Em 2024, vimos as continuações de dois grandes sucessos dos anos 2000: o filme O auto da compadecida 2 e a série Cidade de Deus: a luta não para.
Na indústria norte-americana, também temos vários exemplos de adaptações de obras consagradas, como o recente lançamento do filme Wicked, que mostra a história não contada das bruxas do clássico O mágico de Oz, e o reboot da saga Harry Potter, previsto para ser lançado em 2026 e que contou com testes de mais de 32 mil crianças para compor o trio de ouro na nova versão da história.
Embora reboots, remakes e revivals não sejam novidade, é notável que a indústria do entretenimento tem investido cada vez mais em adaptações de títulos já conhecidos. E um dos motivos, além do fato de ser uma ótima estratégia comercial, são as crescentes possibilidades que a tecnologia nos oferece de preservar a memória e acessar obras antigas.
Um marco importante para o audiovisual foi o surgimento das fitas de vídeo na década de 1950, o que mudou completamente a programação televisiva. Antes dessa inovação, todos os programas eram transmitidos ao vivo. Os artistas e a equipe técnica precisavam executar tudo em tempo real, o que significava que qualquer erro se tornava parte da transmissão. Além disso, os canais não tinham conteúdo suficiente para preencher todos os horários.
Com as fitas, os programas passaram a ser gravados, editados e exibidos posteriormente, o que abriu novas possibilidades criativas. Essa mudança não só facilitou a exibição de reprises, mas também permitiu que novas gerações tivessem acesso a programas clássicos, resgatando conteúdos do passado.
Hoje, com a digitalização de arquivos e a popularização das plataformas de streaming e das redes sociais, o passado está mais acessível do que nunca nas mídias digitais. Isso torna a nostalgia uma ferramenta poderosa não apenas por mexer com nossas emoções, mas também por atingir um número cada vez maior de pessoas.
Nesse cenário, o serviço de streaming Netflix se destaca por ser pioneiro no formato e, principalmente, por explorar a nostalgia de forma estratégica, com um vasto catálogo de produções que usam a memória para criar conexões emocionais com o público. Mas, afinal, quais são essas estratégias?
A Netflix nasceu em 1997 como um serviço de aluguel de filmes e revolucionou o mercado ao criar um modelo de assinatura mensal, sem multas por atraso. A plataforma foi a primeira a lançar o serviço de streaming e, não à toa, se tornou uma das mais populares do mundo, disponível em mais de 190 países.
Por muito tempo, fomos limitados pelos horários da grade da TV para assistir aos nossos programas favoritos, sendo necessário esperar por um horário específico para ver aquele filme ou novela que tanto desejávamos. Mas o formato on demand (sob demanda) dos streamings nos deu o poder de assistir aos conteúdos a qualquer momento e em qualquer lugar.
Em 2012, a Netflix começou a investir em produções originais e a experimentar novas estratégias para ampliar seu público. Nesses lançamentos, a nostalgia começou a se destacar como uma ferramenta poderosa, trazendo impactos positivos nos números e nas críticas.
Usando a nostalgia como uma de suas principais estratégias mercadológicas, a plataforma produziu adaptações e continuações de séries clássicas, bem como obras originais ambientadas em épocas marcantes para diversas gerações. A série Gilmore girls, por exemplo, foi transmitida originalmente pelo canal The CW entre 2000 e 2007 e, em 2016, ganhou um reviva! pela Netflix, que retomou a história das personagens dez anos após os eventos da última temporada.
No cenário brasileiro, a série De volta aos 15 apresenta um retrato fiel dos anos 2000 e suas peculiaridades. A produção resgata elementos que marcaram a vida de toda uma geração, como as roupas características da época, os hits musicais que estavam no topo das paradas e a popularização dos blogues.
Um dos casos de maior sucesso recente da plataforma é a série Stranger things. Com sua ambientação nos anos 1980, repleta de referências culturais da época, desde cenários e figurinos até músicas e quadrinhos, a produção homenageia clássicos do cinema, jogos de RPG e outros elementos.
E o efeito da nostalgia é tão poderoso que até jovens que não viveram os anos 1980 experimentam um sentimento nostálgico, uma espécie de saudade do que não viveram. O poder financeiro dessa ferramenta pode ser percebido pela quantidade de produtos licenciados que fazem referência ao universo da série, pelas lojas temáticas, pelos jogos, pelas exposições interativas ao redor do mundo e pelo sucesso repentino e estrondoso da música 'Running up that hill ', de Kate Bush. Após ser usada em uma das cenas mais memoráveis de um episódio da quarta temporada (2022), a canção voltou às paradas, impulsionando um renascimento da música dos anos 1980 e levando o álbum de Kate Bush a um novo sucesso, 37 anos após seu lançamento.
Pode ser complexo tentar explicar, sob a ótica da psicologia, como a nostalgia é capaz de afetar nossos sentimentos e nos tornar mais suscetíveis ao consumo. Mas, quando olhamos apenas para os seus efeitos, fica evidente que esse poder existe e vem sendo muito utilizado. E não apenas a Netflix e os demais streamings se valem da nostalgia. Diversas produções, seja na TV, seja no cinema e em outras mídias, têm explorado essa ferramenta de forma magistral, utilizando remakes, reboots e revivals para conquistar tanto gerações mais velhas quanto o público jovem, que se vê imerso em narrativas e estéticas de tempos passados.
Essa conexão entre o passado e o presente e essa transformação da memória em mercadoria mostram como as emoções humanas, especialmente a saudade e o apego, são constantemente manipuladas em um mercado cada vez mais orientado para a experiência.
A nostalgia, mais do que um simples sentimento, tornou-se um dos pilares da cultura contemporânea, demonstrando que, de fato, o passado não apenas vive em nossa memória, mas também se reinventa a cada nova geração, se materializa em produtos e, acima de tudo, se vende.
Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/a1tigo/nostalgia-nossas-memorias-se-tornaram-um-produto/
"Hoje, com a digitalização de arquivos e a popularização das plataformas de streaming e das redes sociais, o passado está mais acessível do que nunca nas mídias digitais."
Assinale a alternativa que explica, respectivamente, por que as vírgulas foram usadas:

Internet: <gov.br> (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o próximo item.
No trecho “Não acumule sucata e entulho”, a inserção de uma vírgula logo após “acumule” prejudicaria a correção gramatical do texto.


Para responder à questão, considere o Texto II a seguir.

Fonte: G1. Redes sociais, perigos e distorção da realidade. Disponível em: <https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/colegio-positivo/
para-um-futuro-positivo/noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-da-realidade.ghtml>. Acesso em: 25 nov. 2024. (Adaptado)
( ) No trecho “Este mundo tecnológico em que vivemos promove constantemente mudanças no jeito humano de se relacionar, e as redes sociais são fruto (...)” (ℓ. 03-04), a vírgula foi empregada para separar orações com sujeitos diferentes.
( ) No trecho “(...) diz Maísa Pannuti, especialista em Psicologia do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) do Grupo Positivo.” (ℓ. 10-11), a vígula antes da palavra “especialista” indica início do aposto.
( ) No trecho “Nesse sentido, as redes sociais tornaram-se uma nova realidade (...)” (ℓ. 12), a vírgula foi empregada para indicar deslocamento do adjunto adverbial.
A sequência correta é
O emprego da vírgula no trecho destacado se dá com a finalidade de:
— Não faça isso, meu filho [...]
Alternativas:
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
À Beira-Mar
Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.
Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.
Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.
— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.
O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.
— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.
O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:
— Deixa eu jogar neles.
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:
— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.
O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.
— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?
— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.
Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
[...] quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante.
Alternativas:
O olhar para o futuro do novo Propósito está também no reforço do conceito forte-e-gentil, que apresenta o equilíbrio entre a busca por resultados e a maneira com a qual a Suzano se relaciona com seus diversos públicos. Orientada sempre pela certeza de que o mundo que queremos depende do que fazemos e, também, do jeito como fazemos, buscando ser melhores a cada dia.”
Disponível em: https://www.suzano.com.br (adaptado)
Em relação ao texto, assinale a alternativa CORRETA.
(1) Vírgula. (2) Aspas. (3) Travessão.
( ) Paulo perguntou: __ Onde é o ponto de ônibus? ( ) O gato __o mais rebelde de todos__ saiu correndo. ( ) Segundo Fernando Pessoa: __Navegar é preciso, viver não é preciso__.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
TEXTO I
A triste história de Kluge Hans, o cavalo que calculava
Uns 120 anos atrás, uma das maiores celebridades da ciência mundial era Kluge Hans (João Esperto, em alemão), o cavalo que, segundo o seu dono, sabia somar, subtrair, multiplicar, dividir, operar com frações, dizer as horas e calcular dias da semana.
O proprietário, o professor de matemática e treinador de cavalos amador Wilhelm von Osten, exibia Hans publicamente, sem cobrar ingresso, para grande espanto da audiência. Por exemplo, quando Von Osten perguntava "se o oitavo dia do mês é uma terça-feira, em que data cai a sexta-feira seguinte?", Hans respondia batendo o casco no chão 11 vezes.
Os céticos diziam que era fraude, que Von Osten passava as respostas ao bicho por meio de sinais. Mas Hans acertava mesmo quando o dono estava ausente e as perguntas eram feitas por outra pessoa. Assim, a lenda do cavalo que calculava não parava de crescer.
Perante o interesse do público, a autoridade educacional da Alemanha criou uma comissão de 13 especialistas para investigar o fenômeno. Além do psicólogo Carl Stumpf, que a presidia, ela incluía um veterinário, um gerente de circo, um oficial de cavalaria, vários professores e o diretor do zoológico de Berlim. Em setembro de 1904 saiu o relatório, o qual inocentava Von Osten de qualquer truque.
Então, o biólogo e psicólogo Oskar Pfungst decidiu testar as habilidades do cavalo em diferentes condições: usando outras pessoas para questionar Hans; isolando o questionador e o cavalo do público; variando se Hans podia ver o questionador ou não; e até se o questionador sabia as respostas ou não.
Dessa forma, ele confirmou que não importava quem fazia as perguntas, o que comprovava que não havia má-fé da parte de Von Osten. Por outro lado, Pfungst constatou que Hans só respondia corretamente quando podia ver o questionador e este conhecia as respostas! De algum modo subconsciente, o questionador passava as respostas ao cavalo... E isso acontecia até quando era o próprio Pfungst quem questionava!
A descoberta lançou o descrédito sobre o pobre Hans, o que era muito injusto: mesmo não sendo capaz de calcular, Hans era um animal notável, com uma capacidade extraordinária para ler a expressão facial e a linguagem corporal dos humanos, melhor do que nós próprios somos capazes.
Von Osten não ficou convencido com as conclusões de Pfungst e continuou exibindo o seu fenômeno até morrer, em 1909. A partir daí, Hans passou por vários donos e acabou sendo alistado para servir na 1ª Guerra Mundial. O seu registro termina em 1916, quando, acredita-se, foi morto em combate.
VIANA, Marcelo. Folha de S.Paulo. Folha Corrida, 20 dez. 2023, p. B8 (adaptado).
Leia o trecho do texto I e o texto III para responder à questão a seguir.
TREXO DO TEXTO I
"[...] uma das maiores celebridades da ciência mundial era Kluge Hans (João Esperto, em alemão), o cavalo que, segundo o seu dono, sabia somar, subtrair, multiplicar, dividir, operar com frações, dizer as horas e calcular dias da semana."
TEXTO III

( ) Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=4516727588348944&set=a.13366555596 89512. Acesso em: 20 jan. 2024.
Com relação ao emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta.
A chamada SecondSky, tecnologia que reduz as temperaturas dentro de estufas em até sete graus Celsius sem comprometer a entrada de luz, foi desenvolvida por Derya Baran, professora associada de ciência de materiais e engenharia na Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST).
Após alguns países adotarem a tecnologia, agricultores de regiões dos Estados Unidos, América Latina, México, Europa, África do Sul e Marrocos começaram a instalar as coberturas SecondSky. Esses são países que historicamente se beneficiaram de condições ambientais favoráveis, mas que agora estão mudando rapidamente: “Não se trata apenas de se preparar para o futuro, mas de se proteger no presente – é como assinar uma apólice de seguro”, afirmou.
Após o verão mais quente já registrado globalmente, este ano tem tudo para ser o mais quente da história, de acordo com o Serviço de Mudança Climática Copernicus da Europa. Eventos extremos de calor foram sentidos em várias partes do mundo, tornando-se cada vez mais prováveis devido às mudanças climáticas causadas pelo ser humano.
Essas condições exercem uma enorme pressão sobre a agricultura. Ondas de calor podem secar as plantações, matando-as rapidamente se nenhuma medida for tomada, ou enfraquecê-las, tornando-as mais vulneráveis a pragas e doenças. Evitar a redução da produção agrícola geralmente exige um aumento no consumo de recursos – mais água, mais resfriamento, mais fertilizantes – que podem estar escassos ou simplesmente indisponíveis.
“A missão desta empresa é viabilizar uma agricultura sustentável, e estamos avançando significativamente contra um desafio muito difícil”, disse John Keppler, presidente executivo da Iyris. “Quanto mais rápido conseguirmos fornecer soluções de fácil implementação para a agricultura convencional, melhor estaremos.”
A Iyris integrou a tecnologia SecondSky em um polifilme flexível, que pode ser usado em túneis agrícolas, coberturas plásticas para estufas rígidas e redes de sombreamento.
Segundo dispõe Keppler, os polifilmes normalmente são substituídos de três a cinco anos e podem ser trocados com facilidade. A empresa afirma que, ao contrário de algumas soluções tradicionais para bloquear o calor, como a aplicação de giz branco em filmes plásticos, seu aditivo não compromete a durabilidade do material.
A Iyris fez parcerias com fabricantes de plástico como SABIC (Arábia Saudita), Hyma Plastic (Egito) e Armando Álvarez (Espanha) para produzir e distribuir coberturas contendo seu aditivo bloqueador de calor. Até o momento, já foram vendidos 4,5 milhões de metros quadrados desses materiais.
Fonte: CNN. Adaptado.
Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros
Por Revista Pesquisa Fapesp

(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Eu não queria estar na pele dos narradores de futebol. A vida lhes ficou difícil. Além da dificuldade de identificar os jogadores pelo número na camisa (que passou de 1 a 11 para de 1 a 99), posição em campo (todos hoje jogam em todas) e estilo de cabelo (abundam os cabelos descorados), há os nomes. Temse a impressão de que, nos anos 2000, os pais brasileiros elegeram certos nomes com os quais registrar seus filhos e correram em massa para os cartórios. É só consultar o atual plantel profissional dos principais times, divulgado por eles. Tome Mateus (ou Matteus, Matheus, Matteo ou Mateuzinho). Botafogo, Corinthians, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo, todos têm um. O Flamengo e o Cruzeiro têm dois. Ou, então, Lucas (ou Luccas ou Lucca). Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio, Santos e São Paulo têm o seu. O Cruzeiro e o Internacional, dois, e o Fluminense, pode crer, cinco. Cinco Lucas! E Wallace? Há pelo menos um no Cruzeiro, Flamengo, Fluminense e Vasco. E o que dizer de Alan (ou Allan)? Botafogo, Corinthians, Flamengo e Internacional têm um e o Atlético Mineiro, dois — todos eles Álans, não mais Alãs.
Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/03/bola-com-kaue-ou-sera-kaua.shtml>.Acesso em: 6 mar. 2025.
Leia o texto a seguir.

O POPULAR. Capa. Edição de 29 mar. 1996.
O uso das vírgulas na manchete acima apresenta a função de