Questões de Concurso Sobre travessão em português

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Q4052645 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052597 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052545 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4042405 Português


Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil



            A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.



            O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.



            Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.



Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)

No trecho “Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas - um real por figurinha”, o emprego do travessão tem a finalidade estrita de:


Alternativas
Q3972521 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
No terceiro período do primeiro parágrafo do texto CG2A1, os travessões são empregados para isolar uma oração que
Alternativas
Q3951820 Português
Alterações da voz podem sinalizar doenças

        A voz desempenha papel importante em várias áreas da vida humana. Além da comunicação, ela é utilizada para demonstrar emoções, em formas artísticas ou ainda profissionais, como acontece com os professores. Em todos os casos, o cuidado e a adoção de bons hábitos devem ser constantes, já que alterações podem sinalizar doenças. Para promover a conscientização da população sobre o tema, instituiu‑se o Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril.

        O órgão responsável pela voz é a laringe, comumente conhecida como caixa de voz, pois desempenha um papel fundamental na produção de som. É na laringe em que estão localizadas as cordas vocais, que são músculos que vibram quando o ar passa por elas, produzindo sons.

        Rouca, fraca, tensa, cansada, trêmula, fina ou grossa demais: uma voz que se torna diferente do habitual pode ser um indicativo de que algo não vai bem. Qualquer alteração na qualidade vocal – seja na intensidade, no tom ou na qualidade – é chamada de disfonia.

        Lesões orgânicas das pregas vocais, como nódulos ou fendas; doenças inflamatórias, como as laringites agudas e crônicas; causas traumáticas, resultado do uso abusivo ou inadequado da voz, e as irritativas, reflexo do refluxo gastroesofágico; diferentes tipos de câncer de cabeça e pescoço; e doenças neurológicas, como o Parkinson, são algumas das doenças que podem se refletir em um distúrbio vocal moderado ou até em perda total da voz.

        O principal sintoma é a rouquidão, que pode estar presente de forma isolada ou associada a outros sinais de alerta: dor na garganta ao falar ou engolir, perda de peso não intencional, presença de sangue no escarro ou tosse, rouquidão persistente por mais de duas semanas, especialmente se não houver resfriado ou uso abusivo da voz, e dificuldade para engolir ou respirar.

        Os tratamentos variam de acordo com o diagnóstico clínico e com o nível de necessidade de uso da voz, seja na vida social ou na profissional. Os principais são o uso de medicamentos, a fonoterapia e a intervenção cirúrgica.

         Alguns dos inimigos da voz são: privação de sono, alimentos condimentados, leite e derivados, bebidas alcoólicas em excesso, poluição, ambientes ruidosos, mudanças bruscas de temperatura, abuso vocal, refluxo gastroesofágico, uso paliativo de pastilhas e sprays para a garganta, dentre outras medidas caseiras sem confirmação científica.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “‑ seja na intensidade, no tom ou na qualidade ‑”, o emprego dos travessões tem a função de isolar uma informação de caráter explicativo intercalada na oração.

Alternativas
Q3931027 Português

Texto para o item abaixo.


    Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.


    A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.


    A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.


    Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.


    Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.


Internet: (com adaptações)


Quanto à estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item a seguir.




No segmento “A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas.”, o emprego dos travessões é obrigatório, razão por que esses sinais não podem ser substituídos por outra pontuação sem incorrer em alteração da correção gramatical e dos sentidos pretendidos no texto.
Alternativas
Q4113054 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou. 

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.


Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025. 
No trecho "José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar", observe os sinais de pontuação empregados — vírgula e travessão — e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta e plenamente compatível com a norma culta e os efeitos estilísticos da frase.
Alternativas
Q4112436 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar", observe os sinais de pontuação empregados — vírgula e travessão — e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta e plenamente compatível com a norma culta e os efeitos estilísticos da frase.
Alternativas
Q4111934 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar", observe os sinais de pontuação empregados — vírgula e travessão — e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta e plenamente compatível com a norma culta e os efeitos estilísticos da frase.
Alternativas
Q4111896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar", observe os sinais de pontuação empregados — vírgula e travessão — e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta e plenamente compatível com a norma culta e os efeitos estilísticos da frase.
Alternativas
Q4111275 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar", observe os sinais de pontuação empregados — vírgula e travessão — e assinale a alternativa que apresenta uma análise correta e plenamente compatível com a norma culta e os efeitos estilísticos da frase.
Alternativas
Q4107850 Português

Considere o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo

[...]

Por Sérgio Rodrigues 


    Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?


    Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?


    O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?


    Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?


    O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?


    Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Considerando os mecanismos de coesão e coerência no seguinte trecho, assinale a alternativa correta.
“Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu.”. 
Alternativas
Q4107421 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Cuidado: chatbots

Ruy Castro


Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.


Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.


Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.


Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.


Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,

11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).

Quanto à função dos sinais de pontuação nas frases a seguir, selecionadas do texto I, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4104863 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
Releia o trecho do texto I a seguir.
“Como disse Henry David Thoreau, ‘nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique’. [...] Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida? [...] Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações [...].”
Considere a função dos sinais de pontuação nesse trecho e assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4067964 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



   Os franceses sabem restaurar, mas não construir. Com isso, quero dizer que eles têm a habilidade e o gosto para restaurar seus edifícios de uma era anterior, mas perderam, desde 1945, nos anos de sua maior prosperidade, a capacidade de construir algo novo que não seja medonho.


   No entanto, não é da incapacidade dos arquitetos franceses modernos que desejo falar, embora a absoluta feiura do que eles criaram não seja totalmente irrelevante para o meu tema, como logo se verá.


   O fato é que uma quantidade enorme de paredes e outras superfícies ao longo da estrada que leva a Paris está coberta de grafitos ou pichações. Este é um fenôeno social — talvez antissocial — tanto de relativo interesse quanto de importância.


   Há, obviamente, uma certa etiqueta para essa pichação, que, quando a área de uma parede é exigida por um pichador, ela se torna sua propriedade, por assim dizer, com seu direito exclusivo de nela deixar sua marca.


   Mas o que está por trás dessa epidemia de pichação? Infelizmente, nunca consegui conversar com um pichador: não vejo nenhum deles “trabalhando” e não conheço nenhum socialmente. Portanto, resta-me apenas conjecturar sobre seu estado de espírito — mas, mesmo que eu conseguisse falar com eles, não é certo que me diriam sua motivação, ou mesmo que a conhecessem por completo.


   Numa sociedade em que tantos almejam ser “alguém”, ou seja, alguém que as pessoas conhecem ou que as afeta, e na qual o mero fato de se misturar à multidão representa uma humilhação, pichar é um meio pelo qual uma pessoa, de outra forma sem importância nela, pode impor algo de si a essa sociedade.


   O eu deve se expressar, mesmo que não tenha nada a expressar. Mas não para por aí. Percebi que os pichadores desfiguram principalmente superfícies muito feias, em vez das bonitas. Tomo isso como uma evidência de uma faculdade subconsciente de discriminação estética por parte dos pichadores, embora admita que outras explicações sejam possíveis.


(Theodore Dalrymple, “A expressão da feiura”.

Disponível em: https://revistaoeste.com/revista/edicao-280. Adaptado.)

Na passagem do 3o parágrafo “Este é um fenômeno social – talvez antissocial – tanto de relativo interesse quanto de importância.”, os termos destacados estabelecem relação de sentido de
Alternativas
Q4066932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Novo exame de sangue pode melhorar diagnóstico da hanseníase

Trabalho premiado abre perspectivas animadoras para flagrar mais cedo esta infecção que ainda acomete muitos brasileiros

-

A hanseníase persegue o homem desde a Antiguidade, e, mesmo com tantos avanços da medicina, ainda é um problema de saúde pública no mundo. No Brasil, são 30 mil novos casos por ano [*] o país é o segundo com maior incidência da doença.

Identificá-la o mais cedo possível é a chave para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as lesões e sequelas.

Hoje [*] esse processo é eminentemente clínico, quando já existem alterações na sensibilidade e na estrutura da pele. E a confirmação muitas vezes depende da baciloscopia, método que permite enxergar o patógeno no microscópio, ou da biópsia, uma técnica mais invasiva. Ocorre que nem sempre elas estão disponíveis nos postos do SUS.

Esses obstáculos motivaram uma equipe da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) a pesquisar biomarcadores presentes no sangue para descobrir mais rápido a hanseníase — antes mesmo de aparecerem os primeiros sinais [*]

Para criar um novo método, os pesquisadores avaliaram o potencial de anticorpos contra uma proteína específica da bactéria Mycobacterium leprae. Os resultados promissores já encorajam a preparação de um kit de baixo custo e fácil execução a ser empregado em unidades básicas de saúde (UBS) de todo o país.

Esse é um passo significativo para a redução no número de contágios, infecções e reincidências da moléstia, que ainda é cercada de estigma e desinformação.
Os símbolos [*] do texto podem ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q3816333 Português
Os sinais de pontuação que substituem, correta e respectivamente, os símbolos no trecho abaixo são:
Use protetor solar em todo o rosto, pescoço orelhas, nuca, braços, mãos e pernas 
Alternativas
Q3814279 Português
'A periferia nunca deixou de produzir literatura', defende coordenadora das Fábricas de Cultura


Os hábitos de leitura nas periferias da maior metrópole da América do Sul são o foco da pesquisa realizada pela Organização Social Poiesis, que analisou o público das oito unidades das Fábricas de Cultura presentes em São Paulo e apontou que mulheres representam 70% do público leitor.

Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou "nenhum preconceito impedir de acessar a literatura".

"Todo esse movimento de literatura mostra que ela, na verdade, foi durante muito tempo vista como algo elitista, como algo para outro tipo de público, mas, enquanto isso, a periferia nunca deixou de produzir literatura, de produzir oralidade ou 'oralituras', expressão usada por Leda Maria Martins. A periferia nunca deixou que nenhum preconceito a impedisse de acessar a literatura, algo tão importante para todo ser humano", disse Ifé em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A pesquisa avaliou os hábitos de leitura dos frequentadores das bibliotecas das Fábricas de Cultura na Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Iguape, Jaçanã, Jardim São Luís , Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. A coordenadora destaca que a literatura sempre esteve presente nas comunidades e que a diversidade de leitura apontada pela pesquisa ajuda a desconstruir preconceitos sobre "quem e o que lê".

Os dados indicam que as mulheres foram 70% do total de leitores, porcentagem maior que a média nacional (61%). Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, o protagonismo feminino revela a participação singular das mulheres nas comunidades. "Sabemos o quanto as mulheres têm um papel fundamental nas periferias, não nas questões do dia a dia, no trato com a própria família , com a comunidade, mas também com a literatura. Ficamos muito felizes em saber que as mulheres estão acessando a literatura, uma literatura diversa que fala tanto diretamente com as realidades delas quanto também com a literatura clássica", contou.

Representatividade

Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás , clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso "às literaturas" precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler. Ela também ressalta a importância da representatividade e de uma curadoria coletiva.

"Recentemente, Ana Maria Gonçalves — primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras —, falou algo bem importante: que as pessoas racializadas, negras principalmente, muitas vezes não acessavam a literatura porque não se viam representadas, eram histórias que iam muito além da sua realidade. Quando uma criança, um jovem, um adolescente, uma pessoa trabalhadora consegue acessar uma história em que se sinta representada, essa literatura se aproxima", afirma Ifé.


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/08/20/a-periferia-nunca-deixou-de
-produzir-literatura-defende-coordenadora-das-fabricas-de-cultura/.
Acesso em 25 ago. 2025. Adaptado.)
Considere o excerto que segue e analise as assertivas:

"Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás, clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso 'às literaturas' precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler".

I.A respeito do uso dos travessões, eles podem ser substituídos por vírgulas sem causar prejuízo na coesão e no sentido do texto.
II.As aspas duplas indicam que o excerto é uma citação direta feita aqui na questão. Logo, a expressão às literaturas que, no texto original, está entre aspas duplas, aparece corretamente, nesta citação, entre aspas simples.
III.A palavra atento concorda com acesso , uma vez que se refere a esta palavra.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3808935 Português

Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:



I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."


II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."


III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."



(Os excertos foram extraídos de:


https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)



A pontuação está correta em:

Alternativas
Respostas
21: B
22: B
23: C
24: B
25: B
26: C
27: E
28: C
29: B
30: A
31: A
32: D
33: E
34: B
35: D
36: A
37: E
38: E
39: D
40: C