Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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I. O texto “Como diz o ditado...”, quanto ao gênero, pode ser classificado como uma crônica.
II. O texto “Como diz o ditado...” é uma narrativa breve, que gira em torno de um só conflito, apresentando unidade de tempo e número restrito de personagens; por isso, pode ser considerado um conto.
III. Há traços de argumentatividade no fragmento de texto “Os ditados são uma espécie de cápsulas de sabedoria testadas e aprovadas pela tradição, com selo de garantia e sem prazo de validade. Podem ser usados em qualquer ocasião e sempre produzem efeito. Ninguém consegue discordar de um ditado. A não ser outro ditado.” (linhas 7-12)
IV. Há características de texto descritivo na passagem “O problema é que é muito arriscado viver seguindo a experiência alheia. Os ditados não contêm verdades eternas, dependem das circunstâncias. O importante é a gente pensar com a própria cabeça. Pode ser até que, às vezes, um ditado possa ser aplicado exatamente à situação que estamos vivendo. Mas desconfie sempre. Além disso, sabemos que é impossível aplicar em nossa vida as experiências dos outros.” (linhas 25-29).
Está correto o que se afirma em:
Predomina, no texto, a estrutura argumentativa, em que o autor pretende defender a ideia de que é possível tirar lições a partir de tragédias como a que aconteceu em Santa Catarina.

MILANI, Feizi M. Jornal do Brasil, 02 jan. 2002.
01 Os garotos da Rua Noel Rosa
onde um talo de samba viça no calçamento,
viram o pombo-correio cansado
04 confuso
aproximar-se em voo baixo.
Tão baixo voava: mais raso
07 que os sonhos municipais de cada um.
Seria o Exército em manobras
ou simplesmente
10 trazia recados de ai! amor
à namorada do tenente em Aldeia Campista?
E voando e baixando entrançou-se
13 entre folhas e galhos de fícus:
era um papagaio de papel,
estrelinha presa, suspiro
16 metade ainda no peito, outra metade
no ar.
Antes que o ferissem,
19 pois o carinho dos pequenos ainda é mais desastrado
que o dos homens
e o dos homens costuma ser mortal
22 uma senhora o salva
tomando-o no berço das mãos
e brandamente alisa-lhe
25 a medrosa plumagem azulcinza
cinza de fundos neutros de Mondrian
azul de abril pensando maio.
28 283235-58-Brasil
dizia o anel na perninha direita.
Mensagem não havia nenhuma
31 ou a perdera o mensageiro
como se perdem os maiores segredos de Estado
que graças a isto se tornam invioláveis,
34 ou o grito de paixão abafado
pela buzina dos ônibus.
Como o correio (às vezes) esquece cartas
37 teria o pombo esquecido
a razão de seu voo?
Ou sua razão seria apenas voar
40 baixinho sem mensagem como a gente
vai todos os dias à cidade
e somente algum minuto em cada vida
43 se sente repleto de eternidade, ansioso
por transmitir a outros sua fortuna?
Era um pombo assustado
46 perdido
e há perguntas na Rua Noel Rosa
e em toda parte sem resposta.
49 Pelo quê a senhora o confiou
ao senhor Manuel Duarte, que passava
para ser devolvido com urgência
52 ao destino dos pombos militares
que não é um destino.
Carlos Drummond de Andrade. Pombo-correio.
In: Carlos Drummond de Andrade: obra completa. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar, 2002, p. 483.
Internet: <www.releituras.com>.
O texto pode ser considerado, simultaneamente, poético e narrativo.

DF registra 316 ocorrências de sequestro-relâmpago nos primeiros oito mesesdeste ano.
R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto acima.

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).
Pela leitura do trecho “De resto, o ofício te irá ensinando os elementos dessa arte difícil de pensar o pensado” (l.41-43), percebe-se a intenção do autor do texto de mostrar que a sociedade da época representava um engodo no que diz respeito a pressupostos acerca da racionalidade e do conhecimento.

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).
Fica provado, no diálogo apresentado, que “algumas apólices, um diploma” (l.5) legitimam a atuação das elites nacionais, que, no entanto, estão afastadas do poder político, porque aderiram ao ofício de medalhão.

Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, v. II (com adaptações).
No diálogo apresentado, entre o personagem Janjão e seu pai, a fala inicial é introdutória do assunto e indica a surpresa do pai diante da maturidade de seu filho e o tom solene que irá permear a conversa em que o pai aconselha o filho a avaliar criticamente os valores da sociedade da época, o que torna o texto de Machado de Assis ainda adequado à atualidade.

Internet:
O texto classifica-se como expositivo, visto que, nele, é defendida, com base em argumentos, a punição daqueles que pratiquem assédio moral.
O Jivaro
(Rubem Braga)
Um Sr. Matter, que fez uma viagem de exploração à América do Sul, conta a um jornal sua conversa com um índio jivaro,
desses que sabem reduzir a cabeça de um morto até ela ficar bem pequenina. Queria assistir a uma dessas operações, e o índio
lhe disse que exatamente ele tinha contas a acertar com um inimigo.
O Sr. Matter:
- Não, não! Um homem, não. Faça isso com a cabeça de
um macaco.
E o índio:
- Por que um macaco? Ele não me fez nenhum mal!
O texto, cuja mensagem é transmitida essencialmente por meio da imagem, classifica-se como não verbal.
O texto constrói-se com base na sátira.