Questões de Concurso
Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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Assinale a alternativa CORRETA quanto à reescrita do trecho destacado com a devida colocação pronominal.
Transformando a frase na voz passiva analítica, tem-se como alternativa CORRETA:
No trecho “poucos realmente se escutam”, a função sintática do pronome “se” é:
Analise o termo “a conversa” e assinale a alternativa correta sobre sua função sintática no texto:
“O gerente precisou de uma estratégia eficiente para convencer a equipe.”
Utilize o texto abaixo para responder à questão.
Há pessoas com daltonismo que enxergam as cores de maneira diferente, ou seja, podem confundir tonalidades como vermelho e verde. Em geral, de origem genética, afeta principalmente os homens e pode estar associada à alteração nos cones da retina. Além disso, há exames oftalmológicos que permitem diagnosticar e avaliar o grau dessa alteração visual, bem como compreender suas particularidades em cada indivíduo.
Analise as assertivas a seguir quanto à presença de complementos verbais no texto:
(__)- “Estar” condiciona o trecho “associada à alteração nos cones da retina” como seu objeto direto;
(__)- “Enxergar”, por possuir o termo “as” ligando-o ao complemento, é transitivo indireto, gerando, assim, um objeto indireto;
(__)- “Afetar” é transitivo indireto pela presença de dois termos regidos antepostos ao complemento [objeto indireto];
(__)- “Avaliar” recebe um objeto direto como complemento, em virtude de sua regência ser transitiva direta.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, qual alternativa preenche, correta e respectivamente, os parênteses acima?
I. Em o estudo mapeou comportamentos, o termo comportamentos exerce função de objeto direto.
II. Em A violência física também é uma realidade assustadora, a expressão uma realidade assustadora exerce função de predicativo do sujeito.
III. Em o processo de ensino-aprendizagem é interrompido pelo medo e pela exclusão, os termos pelo medo e pela exclusão exercem função de agente da passiva.
Está(ão) CORRETA(S)
A medida representa um marco histórico e coloca o RS como projeto-piloto da iniciativa no Brasil.
I. O vocábulo histórico apresenta correspondência exata entre o número de letras e o número de fonemas.
II. As formas verbais representa e coloca encontram-se conjugadas no presente do indicativo.
III. O segmento um marco histórico exerce a função de objeto indireto do verbo representa.
Está CORRETO o que se afirma em:
Ainda antes do dia de São José, o prefeito inaugurou a escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão. O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto. Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado, o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu semblante a luta que havia travado com as forças da encantada santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu, para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e matemática.
Itamar Vieira Júnior. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2018, p. 95-96.
Julgue o item que se segue, em relação ao texto precedente.
No sétimo período, os termos "da promessa", "de construção" e "da escola" são complementos nominais dos nomes "cumprimento", "promessa" e "construção", respectivamente, na estrutura "o cumprimento da promessa de construção da escola".
Analise o texto a seguir para responder à questão.
Os profetas secretos
(José Eduardo Agualusa)
O que menos aprecio nesta época do ano — os maus profetas. O que mais aprecio — os bons profetas. Abomino os profetas profissionais — astrólogos, tarólogos, e certos analistas políticos — que fingem olhar para o futuro, ignorando que as profecias autênticas, aquelas que se confirmam, resultam de um exercício sistemático de atenção ao presente.
Os verdadeiros profetas não olham para o futuro — a mais respeitada e esquiva das superstições! Olham, sim, para aquilo que os rodeia. Escutam os movimentos subterrâneos. Analisam e interpretam os sinais do tempo em que estão mergulhados. O futuro emerge então como consequência lógica — ou poética — de um presente esticado até ao limite.
George Orwell, por exemplo, não sonhou com o Grande Irmão. Não foram as cartas, nem os astros, que lhe permitiram adivinhar a emergência de regimes totalitários, capazes de vigiar o dia a dia dos seus cidadãos através de tecnologias sofisticadas. Orwell imaginou o aprofundamento de métodos de vigilância, de propaganda e do uso da linguagem como instrumento de poder, que já existiam no seu tempo.
“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, não é um romance sobre a queima de livros, mas sobre uma sociedade anestesiada por projetos de entretenimento cuidadosamente imbecilizantes — aquilo a que chamamos, num eufemismo elegante, cultura de massas.
Bradbury compreendeu que não seriam necessárias fogueiras para destruir os livros. Bastaria torná-los desnecessários, fazendo com que as pessoas trocassem a leitura por estímulos incessantes, rápidos e superficiais. O autor testemunhou o tédio se alastrando, viu a superficialidade ocupando todos os espaços, e escreveu a partir desses indícios.
Orwell e Bradbury foram grandes profetas — assim como Júlio Verne, Aldous Huxley, Philip K. Dick e mais uma dúzia de outros gigantes da literatura universal — porque, ao contrário de tantos falsos quiromantes, souberam olhar e escutar o presente.
Os bons profetas do nosso tempo não reivindicam nenhum dom de clarividência. Pelo contrário. Desconfiam das certezas. Encontramo-los entre escritores que interrogam as correntes obscuras do inconsciente coletivo, como a romancista canadense Margaret Atwood, com as suas visões distópicas, como no excelente “O conto da aia”. Encontramo-los também entre algumas figuras da ciência, como o físico italiano Carlo Rovelli, que há vários anos se esforça por nos mostrar o meticuloso logro do tempo.
Nenhum destes profetas contemporâneos promete salvação. Nenhum oferece calendários. Limitam-se a mostrar que o presente é mais estranho, mais frágil — e mais exigente — do que aquilo que gostamos de admitir.
Os maus profetas anunciam futuros confortáveis; os outros tornam o presente desconfortável. Os maus tranquilizam; os bons inquietam. No fim, volto ao início: o que menos aprecio nesta época do ano são os maus profetas, tão seguros de si e com tantos seguidores nas redes sociais. O que mais aprecio — os bons profetas, quase sempre discretos, atentos, solitários. Aqueles que não olham para o futuro, mas para aquilo que está ocorrendo agora, e nos forçam, por isso mesmo, a abrir os olhos. A mantê-los abertos.
(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardoagualusa/coluna/2026/01/os-profetas-secretos.ghtml. Acesso em 01/02/2026)
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Trazer essa temática à tona é de grande importância”, o termo “de grande importância” exerce a função de complemento nominal do verbo “ser”, motivo pelo qual a substituição do adjetivo “grande” por grandiosa manteria a correção gramatical e a função sintática original.
Sintaticamente, é CORRETO afirmar que, na oração destacada:
Julgue o item a seguir, referente a ideias e aspectos gramaticais do texto precedente.
No trecho “porque a natureza fez iguais a todos” (quarto período), o emprego da preposição que introduz o segmento “a todos” justifica-se pela regência do verbo fazer, empregado, na estrutura sintática em questão, com dois complementos: um direto e um indireto.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
No início do segundo parágrafo, o emprego da preposição em “À pergunta” justifica-se por sua função de complemento dos termos adjetivos “inédita e simples”.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,
Não me deixa enganar, vereis que um dia
(Vivendo esse impostor) por seu respeito
Se encherá de Emboabas a Bahia.
Pagaram os Tupis o insano feito,
E vereis entre a bélica porfia
Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,
Escravas as mulheres c’os filhinhos.
Vereis as nossas Gentes desterradas
Entre os tigres viver no sertão fundo.
Cativa a plebe, as tabas arrombadas,
Levando para além do mar profundo
Nossos filhos, e filhas desgraçadas;
Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,
Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,
Ver filhos, pais e mães feitos escravos?
(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.
Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)
Leia o texto para responder à questão.
Mais ambição para a primeira infância
Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.
É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.
O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.
Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.
(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)
• É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. (2o parágrafo)
• Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. (3o parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão de regência, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por