Questões de Concurso Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q4063545 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

Por que a gente precisa de escolas e universidades?

Meus 20 anos de pesquisa sobre o que nos torna humanos contradizem meus colegas. Eles, munidos de milhões de dólares investidos em seus laboratórios bem-equipados, insistem em buscar genes e moléculas e sequências que devem ter evoluído de maneira diferente exclusivamente em nossa espécie. Eu, munida de uns poucos milhares providos primeiro pela Faperj, depois pelo CNPq, e mais recentemente pela Universidade Vanderbilt, onde trabalho, insisto que não somos especiais.

Mostrei que não somos ponto fora da curva. Meus dados deixam claro que não temos um cérebro aberrantemente maior, não temos mais neurônios do que deveríamos, não vivemos mais do que o esperado para um primata com o nosso número de neurônios corticais. Destes nós temos, sim, mais do que qualquer outro animal, e com mais neurônios corticais, como mostrei em 2019, ganhamos o que realmente nos torna humanos: tempo.

Temos uma combinação de muitos neurônios corticais e tempo de vida que nenhuma outra espécie tem, porque com mais neurônios corticais a vida fica mais lenta e mais longa (tartarugas, tubarões, morcegos e baleias "roubam" tempo funcionando em temperaturas mais baixas, mas isso é outra história). Com tantos neurônios, nós humanos levamos mais de uma década como crianças, livres para explorar o mundo e aprender com adultos, com crianças mais velhas, com avós e até bisavós – porque humanos, cheios de neurônios corticais, ultrapassam as dez décadas de vida. Camundongos, em comparação, têm apenas dois meses para aprender a ser adultos, e só dois anos para passar adiante o que aprenderam.

É essa sobreposição de gerações, resultado do maior tempo de vida que vem com ser primata da espécie humana, que nos torna mais do que nossa biologia. Só com ela, somos o Homo sapiens da idade da pedra. Mas com a sobreposição de gerações, as descobertas e invenções de cada leva de adultos são passadas adiante para a geração seguinte, que assim não começa a vida do zero. Com a sobreposição de gerações, e somente com ela, é que a transferência e a sobrevivência do conhecimento construído por cada humano se torna possível.

A sobreposição geracional começa na família, mas é aumentada exponencialmente graças a uma dessas invenções humanas: a escola. O que acontece de tão transformador na escola é que projetos de humanos têm tempo protegido para interagir com humanos adultos e aprender com eles, de forma sistematizada e eficiente, todo o conhecimento que a humanidade já construiu de mais importante para funcionarmos no planeta.

A universidade, neste sentido, é apenas a continuação da escola – cada vez mais imprescindível –, conforme não para de aumentar o corpo de conhecimento necessário para ser um ser humano funcional numa sociedade que tornamos cada vez mais complexa. E, na universidade, a sobreposição se estende por três gerações: os alunos, seus professores, e os professores destes.

Escolas e universidades são, portanto, os centros de sobreposição geracional onde os membros da espécie têm a oportunidade de aprender a ser humanos modernos. E nas universidades, onde jovens adultos têm tempo protegido para fazer pesquisa e construir conhecimento novo, eles empurram as fronteiras do que é ser humano – e passam isso adiante.

Não deveria haver nada mais precioso para a continuidade e o progresso de um país, portanto, do que garantir acesso livre e universal de seus cidadãos a escolas e universidades. Simples assim.


Herculano-Houzel, S. Por que a gente precisa de escolas e universidades? Folha de S. Paulo, Ciência, 30 maio 2025, p. A41 (adaptado).
Leia o trecho transcrito do texto.

“A sobreposição geracional começa na família, mas é aumentada exponencialmente graças a uma dessas invenções humanas: a escola. O que acontece de tão transformador na escola é que projetos de humanos têm tempo protegido para interagir com humanos adultos e aprender com eles, de forma sistematizada e eficiente, todo o conhecimento que a humanidade já construiu de mais importante para funcionarmos no planeta.”

Com base na análise morfológica e sintática dos termos destacados no contexto em que aparecem, avalie as afirmações a seguir.

I- Os termos “transformador”, “protegidos” e “adultos” exercem função adjetiva, qualificando os substantivos a que se referem.
II- A expressão “na família”, na primeira oração, desempenha o papel de adjunto adverbial e expressa uma circunstância de intensidade.
III- O verbo “aprender” rege dois complementos – um objeto direto e um objeto indireto – ambos exigidos por sua regência no contexto.
IV- A conjunção “mas”, em “mas é aumentada exponencialmente graças a uma dessas invenções humanas: a escola.”, exerce a função de finalidade entre as orações.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4062093 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino


Dentro do corpo humano, existe uma comunidade complexa formada por trilhões de microrganismos que influenciam diversos aspectos da saúde. Esse conjunto é conhecido como microbiota intestinal. A diversidade dessas bactérias pode ser comparada a um ecossistema natural: quanto maior a variedade de microrganismos, maior tende a ser a capacidade de equilíbrio do organismo diante de perturbações.

Estudos indicam que uma microbiota variada exerce papel importante no bem-estar geral. Ela participa de processos ligados ao metabolismo, ao funcionamento do cérebro, à qualidade do sono e ao controle de inflamações. Pessoas com menor diversidade bacteriana apresentam maior tendência a distúrbios intestinais, inflamações e problemas relacionados ao descanso. Por outro lado, uma microbiota mais diversa é frequentemente associada a melhores condições de saúde.

Esse conjunto de microrganismos funciona como um verdadeiro ecossistema interno e é comparado a um órgão adicional do corpo humano. Entretanto, evidências recentes indicam que alguns hábitos alimentares interferem nesse equilíbrio. Entre os fatores mais investigados está o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que alteram a composição das bactérias intestinais.

Uma das explicações para esse efeito está na presença de aditivos utilizados pela indústria para conservar alimentos, modificar a textura ou intensificar o sabor. Ao observar rótulos de produtos industrializados, é comum encontrar substâncias como emulsificantes, corantes e adoçantes artificiais. Esses componentes mantêm a aparência e o prazo de validade dos produtos, permitindo, por exemplo, que pães permaneçam macios por mais tempo ou que sorvetes tenham textura cremosa.

Entre esses aditivos, os emulsificantes são particularmente frequentes. Eles permitem a mistura de substâncias que normalmente não se combinariam, como água e óleo, além de contribuírem para a estabilidade de diversos alimentos industrializados. Pesquisas identificaram milhares de produtos alimentícios contendo esse tipo de substância, o que demonstra sua ampla presença na alimentação cotidiana.

Apesar de sua utilidade tecnológica, estudos indicam que alguns emulsificantes interferem na microbiota intestinal. Pesquisas associam essas substâncias a problemas como doenças inflamatórias intestinais, síndrome do intestino irritável e alguns tipos de câncer do sistema digestório. Experimentos realizados com animais mostram que determinadas doses de emulsificantes alteram o comportamento das bactérias intestinais, aproximando-as da parede do intestino e favorecendo processos inflamatórios.

Em condições normais, existe uma camada de muco que protege a parede intestinal e mantém as bactérias a uma distância segura. Quando esse equilíbrio é alterado e os microrganismos atravessam essa barreira protetora, surgem inflamações persistentes. Estudos com seres humanos também indicam possíveis associações entre o consumo frequente desses aditivos e doenças metabólicas.

Pesquisas realizadas com grandes grupos de adultos observaram que indivíduos mais expostos a emulsificantes apresentaram maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Embora esses resultados indiquem relações estatísticas e não causalidade direta, análises laboratoriais sugerem que certos emulsificantes reduzem a quantidade de bactérias consideradas benéficas.

Investigações clínicas também indicam que a redução do consumo desses aditivos traz benefícios para pessoas com doenças intestinais inflamatórias. Em experimentos controlados, indivíduos que adotaram dietas com menor presença de emulsificantes apresentaram maior probabilidade de melhora dos sintomas.

Além dos aditivos, o próprio grau de processamento dos alimentos também influenciam a saúde intestinal. Pesquisas compararam dietas com valores nutricionais semelhantes, mas com diferentes níveis de processamento. Participantes que consumiram alimentos frescos e minimamente processados apresentaram maior diversidade de bactérias intestinais, enquanto aqueles cuja alimentação incluía mais produtos ultraprocessados demonstraram menor diversidade microbiana e maior ocorrência de desconfortos digestivos.

De modo geral, uma orientação simples é priorizar alimentos frescos e minimamente processados. Essa escolha tende a beneficiar não apenas o organismo humano, mas também a comunidade de microrganismos que vive no intestino e desempenha papel essencial para a manutenção da saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5002dg6o.adaptado.
Estudos com seres humanos também "indicam" possíveis associações entre o consumo frequente desses aditivos e doenças metabólicas.

Com base na regência do verbo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4062039 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A armadilha da carga cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre é sinônimo de aprender mais


Muitas pessoas acreditam que estudar por mais tempo, necessariamente, conduz a melhores resultados. No entanto, evidências da área educacional indicam que o aprendizado não depende apenas da quantidade de horas dedicadas ao estudo. Ler de maneira repetida um conteúdo sem assimilá-lo demonstra que o cérebro possui limites para processar novas informações. Assim, aumentar indiscriminadamente o tempo de estudo gera fadiga mental sem produzir ganhos efetivos.

Segundo estudos sobre aprendizagem, o cérebro não aprende por simples acumulação de dados, mas pela integração das informações. Dois conceitos ajudam a compreender esse processo: memória de trabalho e carga cognitiva. A memória de trabalho corresponde ao espaço mental temporário em que manipulamos informações para realizar tarefas complexas, como compreender textos ou resolver problemas. Esse espaço possui capacidade limitada e precisa ser utilizado de forma eficiente.

A carga cognitiva representa o esforço mental necessário para processar novas informações. Ela é dividida em dois tipos principais. A carga intrínseca está relacionada à própria complexidade do conteúdo estudado. Já a carga extrínseca surge quando fatores externos dificultam o processamento das informações, como explicações confusas, excesso de estímulos ou ambientes inadequados para a aprendizagem.

Pesquisas indicam que a memória de trabalho manipula ao mesmo tempo apenas um número reduzido de unidades de informação, entre cinco e nove elementos. Esses elementos são dados simples ou conceitos mais complexos. A diferença depende do nível de conhecimento do indivíduo. Para iniciantes, diversos dados aparecem como informações isoladas; para especialistas, essas mesmas informações são agrupadas em conceitos mais amplos e organizados.

O processo de aprendizagem consiste em transformar múltiplos dados dispersos em estruturas conceituais mais integradas. Dessa forma, as informações ocupam menos espaço na memória de trabalho, permitindo que o indivíduo realize análises mais complexas. Por isso, especialistas não possuem maior capacidade de memória, mas uma organização mais eficiente do conhecimento acumulado.

Estudos mostram que distribuir o tempo de estudo ao longo de vários dias é mais eficaz do que concentrar muitas horas em uma única sessão.

O cérebro aprende com maior eficiência quando precisa recuperar informações ativamente. Por isso, atividades que exigem reorganização do conhecimento tendem a produzir melhores resultados do que simples releituras.

Entre essas atividades estão transformar textos em esquemas, reinterpretar gráficos, responder a perguntas de autoavaliação ou explicar o conteúdo a outra pessoa.

O descanso também exerce papel fundamental no aprendizado. Durante o sono, especialmente em determinadas fases, ocorrem processos de consolidação da memória que fortalecem as conexões entre os neurônios. Além disso, ambientes de estudo organizados e com menos estímulos externos contribuem para redução de interferências na memória de trabalho.

Em momentos de dificuldade, uma estratégia eficiente consiste em fragmentar o conteúdo em partes menores. Aprender pequenos elementos de cada vez facilita a compreensão progressiva do tema e reduz a sensação de sobrecarga cognitiva. À medida que o conhecimento se organiza, torna-se possível integrar essas partes em estruturas conceituais mais amplas.

Dessa forma, o aprendizado eficaz não depende de esforço contínuo e excessivo, mas do uso inteligente das capacidades cognitivas. Compreender os limites da memória de trabalho, reduzir esforços mentais desnecessários e organizar as informações de forma adequada são estratégias que favorecem a construção de um aprendizado mais profundo e duradouro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1y1gzgypo.adaptado.
Além disso, ambientes de estudo organizados e com menos estímulos externos "contribuem" para redução de interferências na memória de trabalho.

Considerando a regência do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro Eletricista - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro Sanitarista e Ambiental - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Farmacêutico - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Economista - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Fisioterapeuta - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro Ambiental - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Fonoaudiólogo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Pneumo Pediátrico - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Assistente Jurídico - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Psiquiatria - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Nutricionista - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Odontólogo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro Civil - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro de Mobilidade - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Odontólogo Bucomaxilofacial - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Engenheiro de Segurança no Trabalho - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Geógrafo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Assistente Social - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Profissional de Educação Física - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Bibliotecário - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Psicólogo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Arquiteto - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Biólogo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Contador - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Geólogo - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Endocrinologista - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Infectologia - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Analista de Sistemas - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Neuropediatra - Edital nº 25 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Médico - Endócrino Pediátrico - Edital nº 25 |
Q4060173 Português
Analise as frases abaixo com relação à função sintática dos substantivos, adjetivos e pronomes.

1. Tenho necessidade de carinho.
2. Florianópolis, ilha das bruxas, tem belezas naturais indescritíveis.
3. A água do lago estava clara.
4. Os aprovados foram eles.
5. Os candidatos que se prepararam estão aqui.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4058963 Português
Observe a frase adaptada do texto:

Informa indiferente aos ouvintes a morte de milhões de pessoas pela fome que procedia da roda da vida. Não sabemos precisar a origem de tal disparate.

Sobre ela, assinale a alternativa correta, considerando a Regência Verbal.
Alternativas
Q4056849 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer.



Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2026 - UEFS - Técnico Universitário |
Q4056653 Português
Não passa pela minha cabeça voltar: por que imigrantes brasileiros estão indo embora de Portugal



O encarecimento do custo de vida tem levado muitos brasileiros a reavaliar a permanência em Portugal, sobretudo nos grandes centros urbanos. Relatos recorrentes indicam que despesas antes consideradas administráveis passaram a comprometer significativamente o orçamento, com destaque para alimentação, lazer e, principalmente, moradia. O reajuste dos aluguéis transformou imóveis simples em opções inviáveis para quem depende de rendas médias.

Dados recentes mostram que a inflação voltou a acelerar em 2025, impulsionada sobretudo pelos alimentos e pela habitação. Além do aumento geral de preços, a pressão sobre o mercado imobiliário se intensificou com a presença de estrangeiros de maior poder aquisitivo, a expansão do turismo e a redução da oferta de contratos de longa duração. O resultado foi uma elevação rápida dos valores cobrados, especialmente nas regiões metropolitanas. A esse cenário somaram-se entraves burocráticos, como a demora na renovação da autorização de residência, que restringe deslocamentos e dificulta a rotina de quem vive legalmente no país.

Ao retornar ao Brasil, alguns imigrantes relatam melhora na qualidade de vida. A possibilidade de trabalhar remotamente para clientes estrangeiros e receber em moeda forte ajuda a equilibrar as contas. Outro fator relevante é o acesso à moradia própria, que elimina o peso do aluguel e oferece maior previsibilidade financeira. Diante disso, muitos não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.

Outros brasileiros compartilham avaliações semelhantes. Apesar da facilidade para regularização migratória, salários concentrados em setores de serviços, comércio e construção não acompanham o ritmo do custo de vida. Especialistas apontam que a crise portuguesa está inserida em um contexto europeu mais amplo, marcado por inflação persistente, juros elevados e menor ritmo de construção de novas habitações. Em cidades como Lisboa e Porto, a procura crescente, combinada à oferta limitada, elevou os preços a patamares distantes da renda média, afetando tanto portugueses quanto imigrantes.

Diante desse quadro, parte dos brasileiros opta por migrar para outros países europeus. Há relatos de melhoria salarial e maior poder de compra, ainda que o aluguel continue elevado em algumas cidades. Em contrapartida, despesas como transporte, alimentação e lazer tendem a ser mais acessíveis. Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração, o que afeta a experiência cotidiana de estrangeiros, mesmo quando não é o motivo central da mudança.

Outro elemento estrutural é a gentrificação acelerada, que transformou bairros centrais, substituiu moradores antigos por turistas e investidores e reforçou a habitação como ativo financeiro. Especialistas defendem a combinação de políticas públicas mais eficazes, com expansão da habitação social, regulação do aluguel turístico e medidas contra despejos, como forma de conter a escalada dos preços e preservar a diversidade urbana.

Embora Portugal mantenha políticas migratórias relativamente abertas, analistas destacam um descompasso entre a facilidade de entrada e as condições reais de permanência. A residência legal garante segurança jurídica, mas não assegura viabilidade econômica nem integração social duradoura. Nesse contexto, muitos brasileiros retornam ao país de origem ou buscam alternativas em outras regiões da Europa, evidenciando que o principal desafio não é migrar, mas conseguir permanecer com estabilidade e dignidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxq3z49pezo.adaptado.


Diante disso, "muitos" não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.
Sintaticamente, na frase apresentada, o termo destacado exerce a função de: 
Alternativas
Q4055583 Português
        Nos anos iniciais da década de 1980, o mundo testemunhou os primeiros registros de uma doença desconhecida que viria a ser responsável por milhões de mortes e mudaria significativamente o panorama da saúde pública mundial. Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado, em 1982, síndrome da imunodeficiência adquirida, ou simplesmente Aids.

        Os primeiros casos de Aids em humanos foram descritos nos Estados Unidos, a partir do relato de jovens que apresentavam grave enfraquecimento do sistema imunológico, caracterizado principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas infecções e cânceres raros. Somente dois anos após esses primeiros relatos, em 1983, o vírus hoje conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla do inglês Human Immunodeficiency Virus) foi isolado e identificado como o agente responsável pelos casos.

        Ainda em 1982, a infecção chegou ao Brasil, com a notificação oficial dos primeiros registros de Aids na cidade de São Paulo. Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o aumento do número de casos e a aparente disseminação acelerada do vírus instauraram um cenário de medo generalizado.

        Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação. Atualmente, com o tratamento antirretroviral bemsucedido, a pessoa só desenvolve Aids em raríssimas circunstâncias. 

        Apesar do sucesso da terapia antirretroviral, que controla a infecção e impede a progressão para a fase de Aids, o tratamento não elimina completamente o vírus, devido à sua capacidade de estabelecer reservatórios latentes no organismo, popularmente conhecidos como “santuários”.

        Em 2007, o relato de um indivíduo que permaneceu livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento mobilizou a comunidade científica e incentivou fortemente a busca por uma cura.

        Conhecido como “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção após um transplante de células hematopoiéticas, realizado para o tratamento de uma leucemia mieloide aguda. 

        Posteriormente, foram descritos outros relatos de pacientes submetidos a procedimentos semelhantes. Entretanto, a despeito do êxito desses casos, tal estratégia não representa uma maneira viável de curar toda a população que vive com o HIV, uma vez que o transplante de células hematopoiéticas é um procedimento complexo e arriscado que, no contexto desses pacientes, foi utilizado exclusivamente para tratar neoplasias hematológicas.

Fonte: Revista Ciência Hoje. Adaptado.
Avaliando a regência do verbo “aspirar”, analisar os itens.
I. O gás mostarda, o qual aspiraram soldados na Primeira Guerra, ainda é bastante utilizado.
II. A glória eterna, à qual aspiram os religiosos, é um estado de graça divina.
III. O livro, o qual aspirei desde minha infância, é um verdadeiro Best-seller.
Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q4055581 Português
        Nos anos iniciais da década de 1980, o mundo testemunhou os primeiros registros de uma doença desconhecida que viria a ser responsável por milhões de mortes e mudaria significativamente o panorama da saúde pública mundial. Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado, em 1982, síndrome da imunodeficiência adquirida, ou simplesmente Aids.

        Os primeiros casos de Aids em humanos foram descritos nos Estados Unidos, a partir do relato de jovens que apresentavam grave enfraquecimento do sistema imunológico, caracterizado principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas infecções e cânceres raros. Somente dois anos após esses primeiros relatos, em 1983, o vírus hoje conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla do inglês Human Immunodeficiency Virus) foi isolado e identificado como o agente responsável pelos casos.

        Ainda em 1982, a infecção chegou ao Brasil, com a notificação oficial dos primeiros registros de Aids na cidade de São Paulo. Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o aumento do número de casos e a aparente disseminação acelerada do vírus instauraram um cenário de medo generalizado.

        Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação. Atualmente, com o tratamento antirretroviral bemsucedido, a pessoa só desenvolve Aids em raríssimas circunstâncias. 

        Apesar do sucesso da terapia antirretroviral, que controla a infecção e impede a progressão para a fase de Aids, o tratamento não elimina completamente o vírus, devido à sua capacidade de estabelecer reservatórios latentes no organismo, popularmente conhecidos como “santuários”.

        Em 2007, o relato de um indivíduo que permaneceu livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento mobilizou a comunidade científica e incentivou fortemente a busca por uma cura.

        Conhecido como “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção após um transplante de células hematopoiéticas, realizado para o tratamento de uma leucemia mieloide aguda. 

        Posteriormente, foram descritos outros relatos de pacientes submetidos a procedimentos semelhantes. Entretanto, a despeito do êxito desses casos, tal estratégia não representa uma maneira viável de curar toda a população que vive com o HIV, uma vez que o transplante de células hematopoiéticas é um procedimento complexo e arriscado que, no contexto desses pacientes, foi utilizado exclusivamente para tratar neoplasias hematológicas.

Fonte: Revista Ciência Hoje. Adaptado.
Em “Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação.” (4º parágrafo), os termos sublinhados exercem, respectivamente, as funções sintáticas de:
Alternativas
Q4054480 Português
Recado ao Sr. 903


    Vizinho...
   Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor teria ainda ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão, ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
    ... Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou.” E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
    E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.


(BRAGA, Rubem. Fundação Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro. 1954.)
“O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor teria ainda ao seu lado a Lei e a Polícia.” (2º§). Em relação à morfossintaxe do trecho, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4054212 Português
       ... desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.

      Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.

      Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.


LISPECTOR,Clarice.Amor. In: Todos os contos.Rio de Janeiro:Rocco, 2016, p. 150. 
As ideias e a correção gramatical do texto seriam mantidas caso fosse substituído o trecho
Alternativas
Q4053154 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais.
Transformando a frase na voz passiva analítica, tem-se como alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4052163 Português
    Com a crescente popularização do WhatsApp, há cada vez mais pessoas conectadas à comunicação instantânea, o que facilita o contato à distância e reduz barreiras geográficas.

     Às vezes, a conversa se transforma em um verdadeiro “mar de mensagens”, no qual muitos falam, mas poucos realmente se escutam, revelando certa superficialidade nas interações.

      Há quem diga que estamos à mercê da tecnologia, como se ela fosse dona das nossas relações, influenciando comportamentos e moldando a forma como nos comunicamos no cotidiano. 

No trecho “poucos realmente se escutam”, a função sintática do pronome “se” é:

 

Alternativas
Q4052154 Português
    Com a crescente popularização do WhatsApp, há cada vez mais pessoas conectadas à comunicação instantânea, o que facilita o contato à distância e reduz barreiras geográficas.

     Às vezes, a conversa se transforma em um verdadeiro “mar de mensagens”, no qual muitos falam, mas poucos realmente se escutam, revelando certa superficialidade nas interações.

      Há quem diga que estamos à mercê da tecnologia, como se ela fosse dona das nossas relações, influenciando comportamentos e moldando a forma como nos comunicamos no cotidiano. 

Analise o termo “a conversa” e assinale a alternativa correta sobre sua função sintática no texto:

 

Alternativas
Q4052119 Português
Indique a alternativa que apresenta corretamente o núcleo do sujeito, o verbo e o termo que exige preposição, explicando o tipo de regência: 

“O gerente precisou de uma estratégia eficiente para convencer a equipe.”  
Alternativas
Q4052118 Português

Utilize o texto abaixo para responder à questão.


Há pessoas com daltonismo que enxergam as cores de maneira diferente, ou seja, podem confundir tonalidades como vermelho e verde. Em geral, de origem genética, afeta principalmente os homens e pode estar associada à alteração nos cones da retina. Além disso, há exames oftalmológicos que permitem diagnosticar e avaliar o grau dessa alteração visual, bem como compreender suas particularidades em cada indivíduo. 


Analise as assertivas a seguir quanto à presença de complementos verbais no texto: 


(__)- “Estar” condiciona o trecho “associada à alteração nos cones da retina” como seu objeto direto;


(__)- “Enxergar”, por possuir o termo “as” ligando-o ao complemento, é transitivo indireto, gerando, assim, um objeto indireto;


(__)- “Afetar” é transitivo indireto pela presença de dois termos regidos antepostos ao complemento [objeto indireto];


(__)- “Avaliar” recebe um objeto direto como complemento, em virtude de sua regência ser transitiva direta.


Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, qual alternativa preenche, correta e respectivamente, os parênteses acima? 

Alternativas
Q4050739 Português
Para responder às questões 31 a 37, leia o texto abaixo.


Pesquisa destaca aumento da violência de gênero em sala de aula

    O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de segurança e desenvolvimento, tem se tornado palco de agressões sistemáticas contra meninas e a população LGBTI+.
    Estudos recentes acendem um alerta vermelho para educadores e gestores: a violência de gênero não é um evento isolado, mas uma barreira real que compromete a aprendizagem e o futuro de milhares de estudantes no Brasil.
    A pesquisa "Livres para sonhar? Percepções da comunidade escolar sobre violência contra meninas", realizada pela organização Serenas em parceria com a Plano CDE, revela a face invisível do desrespeito nas salas de aula.
    Ao ouvir mais de 1,3 mil professores, o estudo mapeou comportamentos que, embora comuns, deixam marcas profundas.
    68% dos docentes já presenciaram comentários constrangedores sobre a aparência das alunas.
    52% observaram tratamento desigual direcionado especificamente a meninas negras em atividades pedagógicas.
    A frequência desses episodios é alarmante: 31% dos proÍessores relatam que o desrespeito ou a agressão ocorrem quase diariamente. Mais do que um problema de convivência, a violência atinge o desempenho acadêmico. Para 86o/o dos entrevistados, esses conflitos impactam diretamente a capacidade de aprender e a permanência das estudantes na escola.
    O cenário se torna ainda mais crítico quando analisado sob a perspectiva da diversidade. A Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro, conduzida pela Aliança Nacional LGBTI+ e o Instituto Unibanco, traz números que evidenciam a hostilidade enfrentada por estudantes que fogem aos padrões tradicionais.
    Em 2024, impressionantes 90% dos estudantes LGBTI+ afirmaram ter sido vítimas de agressões verbais. A violência física também é uma realidade assustadora, atingindo 34% desse grupo. O índice de agressões físicas é ainda mais elevado entre estudantes trans e travestis, chegando a 38%.
    Para os especialistas, o combate a essas práticas não é apenas uma questão ética, mas uma necessidade pedagógica. Sem um ambiente acolhedor, o processo de ensino-aprendizagem é interrompido pelo medo e pela exclusão.
    Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, reforça que a escola precisa assumir um papel ativo na desconstrução desses ciclos de violência. "Os dados mostram que a violência de gênero não é um fenômeno isolado, mas parte da rotina escolar de muitas meninas. Quando comentários sobre aparência, humilhações ou agressões se tornam frequentes, o ambiente de aprendizagem se deteriora. Enfrentar esse problema é uma agenda educacional estratégica, porque garantir segurança e respeito dentro da escola é condição básica para que meninas possam aprender, permanecer e projetar seu futuro."

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.brleducacao/pesquisa-destaca-aumento-da-violencia-de-genero-em-sala-de-aula/ (adaptado).
Analise as assertivas a seguir sobre a sintaxe de trechos retirados do texto:

I. Em o estudo mapeou comportamentos, o termo comportamentos exerce função de objeto direto.
II. Em A violência física também é uma realidade assustadora, a expressão uma realidade assustadora exerce função de predicativo do sujeito.
III. Em o processo de ensino-aprendizagem é interrompido pelo medo e pela exclusão, os termos pelo medo e pela exclusão exercem função de agente da passiva.

Está(ão) CORRETA(S) 
Alternativas
Q4050734 Português
Para responder às questões 31 a 37, leia o texto abaixo.


Pesquisa destaca aumento da violência de gênero em sala de aula

    O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de segurança e desenvolvimento, tem se tornado palco de agressões sistemáticas contra meninas e a população LGBTI+.
    Estudos recentes acendem um alerta vermelho para educadores e gestores: a violência de gênero não é um evento isolado, mas uma barreira real que compromete a aprendizagem e o futuro de milhares de estudantes no Brasil.
    A pesquisa "Livres para sonhar? Percepções da comunidade escolar sobre violência contra meninas", realizada pela organização Serenas em parceria com a Plano CDE, revela a face invisível do desrespeito nas salas de aula.
    Ao ouvir mais de 1,3 mil professores, o estudo mapeou comportamentos que, embora comuns, deixam marcas profundas.
    68% dos docentes já presenciaram comentários constrangedores sobre a aparência das alunas.
    52% observaram tratamento desigual direcionado especificamente a meninas negras em atividades pedagógicas.
    A frequência desses episodios é alarmante: 31% dos proÍessores relatam que o desrespeito ou a agressão ocorrem quase diariamente. Mais do que um problema de convivência, a violência atinge o desempenho acadêmico. Para 86o/o dos entrevistados, esses conflitos impactam diretamente a capacidade de aprender e a permanência das estudantes na escola.
    O cenário se torna ainda mais crítico quando analisado sob a perspectiva da diversidade. A Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro, conduzida pela Aliança Nacional LGBTI+ e o Instituto Unibanco, traz números que evidenciam a hostilidade enfrentada por estudantes que fogem aos padrões tradicionais.
    Em 2024, impressionantes 90% dos estudantes LGBTI+ afirmaram ter sido vítimas de agressões verbais. A violência física também é uma realidade assustadora, atingindo 34% desse grupo. O índice de agressões físicas é ainda mais elevado entre estudantes trans e travestis, chegando a 38%.
    Para os especialistas, o combate a essas práticas não é apenas uma questão ética, mas uma necessidade pedagógica. Sem um ambiente acolhedor, o processo de ensino-aprendizagem é interrompido pelo medo e pela exclusão.
    Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, reforça que a escola precisa assumir um papel ativo na desconstrução desses ciclos de violência. "Os dados mostram que a violência de gênero não é um fenômeno isolado, mas parte da rotina escolar de muitas meninas. Quando comentários sobre aparência, humilhações ou agressões se tornam frequentes, o ambiente de aprendizagem se deteriora. Enfrentar esse problema é uma agenda educacional estratégica, porque garantir segurança e respeito dentro da escola é condição básica para que meninas possam aprender, permanecer e projetar seu futuro."

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.brleducacao/pesquisa-destaca-aumento-da-violencia-de-genero-em-sala-de-aula/ (adaptado).
No período Estudos recentes acendem um alerta vermelho para educadores e gestores, a expressão destacada exerce, em relação ao verbo, a função sintática de: 
Alternativas
Q4046792 Português
Governo do Estado apresenta balanço do turismo no Rio Grande do Sul e destaca crescimento acima do dobro da média nacional



    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, apresentou as principais entregas e indicadores do setor consolidados desde 2021. Durante encontro no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre, com a presença de empresários, profissionais da área, autoridades públicas e representantes do terceiro setor, a Pasta fez uma retrospectiva de como o segmento reagiu a duas grandes crises recentes: a pandemia de Covid-19 e as enchentes de 2024.
     "Encerramos 2025 com resultados muito positivos, consolidando o Rio Grande do Sul como um dos destinos que mais cresceram no país, com desempenho acima da média nacional. Para 2026, avançaremos ainda mais na qualificação, promoção e inteligência do turismo, com foco em atrair mais visitantes, gerar oportunidades e fortalecer o setor em todas as regiões do estado", destacou o secretário.
      Durante a reunião, o secretário lembrou que o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 11,4% na atividade turística no acumulado de 2025, um índice que representa mais do que o dobro da média nacional (4,6%), segundo o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) do IBGE. O desempenho colocou o Estado como o segundo que mais cresceu no país no período, consolidando o turismo como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico local.
      O resultado é atribuído a uma estratégia estruturada de promoção e posicionamento de mercado. Ao longo de 2025, a Secretaria de Turismo (Setur) realizou 190 ações promocionais, com um investimento superior a R$ 60 milhões. O montante englobou campanhas nacionais, ativações regionais e a presença gaúcha em feiras e eventos estratégicos. Iniciativas como o "Viva o Verão Gaúcho" e "Viva o Inverno Gaúcho" integraram o esforço contínuo de reposicionamento mercadológico do destino no cenário nacional.
      Outro indicador de evolução evidenciado no balanço foi a expansão da conectividade do Estado com o Brasil e o mundo. A malha aérea gaúcha contará com quatro frequências semanais para Lisboa, em Portugal, a partir de julho deste ano. Além da rota europeia, também foram destacados os recentes reforços nas operações para destinos de grande emissão de turistas, como Buenos Aires, Belo Horizonte e Florianópolis.
       A interiorização do turismo e a criação de novas rotas no campo também pautaram as entregas da pasta. O Estado tornou-se pioneiro em uma política nacional de estímulo ao turismo rural a partir da assinatura da portaria que regulamentou a inclusão de agricultores familiares e produtores rurais no Cadastur. A medida representa um marco histórico e coloca o RS como projeto-piloto da iniciativa no Brasil.
    Ao projetar o futuro da atividade no Estado, o secretário reforçou a capilaridade das vocações turísticas gaúchas. Ele pontuou que o trabalho de fomento e estruturação tem muito espaço para avançar, ressaltando que todos os municípios do Rio Grande do Sul possuem atrativos turísticos com potencial para serem trabalhados. O objetivo central prossegue sendo transformar essas potencialidades locais em produtos consolidados, garantindo emprego e renda em todas as regiões.


Adaptado de: https://www.estado.rs.gov.br/governo-do-estadoapresenta-balanco-do-turismo-no-rio-grande-do-sul-e-destacacrescimento-acima-do-dobro-da-media-nacional.
Considere a frase extraída do texto e analise as assertivas a seguir, à luz dos conhecimentos de sintaxe e fonética da Língua Portuguesa:

A medida representa um marco histórico e coloca o RS como projeto-piloto da iniciativa no Brasil.

I. O vocábulo histórico apresenta correspondência exata entre o número de letras e o número de fonemas.
II. As formas verbais representa e coloca encontram-se conjugadas no presente do indicativo.
III. O segmento um marco histórico exerce a função de objeto indireto do verbo representa.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4045157 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


CNPq 75 anos: uma jornada estratégica para o Brasil


A criação do CNPq, em 1951, foi um dos movimentos mais visionários da história do Brasil. Em um contexto em que o sistema científico nacional ainda era incipiente, a decisão de instituir uma agência dedicada à ciência e à tecnologia revelou a compreensão de que o conhecimento seria essencial ao desenvolvimento.



Idealizado pelo almirante Álvaro Alberto, com apoio da comunidade científica, o então Conselho Nacional de Pesquisas nasceu vinculado à presidência da República, com a missão de formar recursos humanos, apoiar a pesquisa e estruturar a ciência no país.



Ao longo de 75 anos, o CNPq consolidou-se como um dos pilares do sistema nacional de ciência e tecnologia. Milhares de estudantes foram formados por meio de suas bolsas, da iniciação científica ao pós-doutorado, e gerações de pesquisadores tiveram suas trajetórias viabilizadas pela agência, contribuindo para a expansão e qualificação da produção científica brasileira.



Seu impacto ultrapassa o financiamento individual. O CNPq foi decisivo na consolidação da pós graduação, no fortalecimento de instituições estratégicas e na articulação de programas estruturantes em diversas áreas do conhecimento.



Também teve papel relevante na promoção da cooperação internacional, estabelecendo parcerias com instituições de dezenas de países e inserindo o Brasil em redes globais de pesquisa. O apoio à formação no exterior teve efeito multiplicador, com o retorno de cientistas que criaram novos grupos e ampliaram a capilaridade do sistema científico.



Programas como o Pronex, os Institutos do Milênio e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) consolidaram redes de excelência. A Plataforma Lattes tornou-se ferramenta central para organização e avaliação da atividade científica no país.



Mesmo diante de restrições orçamentárias, o CNPq manteve sua atuação graças ao compromisso de seu corpo técnico e da comunidade científica. O sistema de avaliação por pares assegurou que mérito e relevância permanecessem critérios fundamentais na concessão de apoio.



Celebrar os 75 anos do CNPq é reconhecer que não há desenvolvimento sustentável sem investimento contínuo em ciência, tecnologia e educação. Em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento, a estabilidade do financiamento científico é condição estratégica para inovar, competir e enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais. A inovação, em suas diversas dimensões, nasce desse ecossistema, convertendo conhecimento em soluções e desenvolvimento.



Nós, que tivemos a honra de presidir o CNPq em diferentes momentos de sua história, testemunhamos de perto o impacto transformador dessa instituição. Sabemos que seus resultados não se constroem no curto prazo, mas ao longo de décadas, com continuidade de políticas públicas, compromisso institucional e confiança na ciência.



O CNPq foi, é e continuará sendo uma instituição essencial para o Brasil. Seu impacto se constrói ao longo do tempo, com continuidade de políticas públicas e visão de longo prazo —bases indispensáveis para que a ciência siga contribuindo para o futuro do país.

Leia o trecho a seguir.

"Ao longo de 75 anos, o CNPq consolidou-se como um dos pilares do sistema nacional de ciência e tecnologia. Milhares de estudantes foram formados por meio de suas bolsas, da iniciação científica ao pós-doutorado, e gerações de pesquisadores tiveram suas trajetórias viabilizadas pela agência, contribuindo para a expansão e qualificação da produção científica brasileira".

De acordo com o trecho, avalie as assertivas que se seguem em relação às normas gramaticais vigentes.

I.O segmento "Milhares de estudantes foram formados por meio de suas bolsas" encontra-se na voz passiva sintética, o que confere, semanticamente, mais ênfase ao fato do que ao agente que pratica a ação.

II.No termo "pós-doutorado", o emprego do hífen se justifica pelo fato de o elemento "pós-" ser tônico e apresentar autonomia fonológica, mantendo-se, por isso, separado por hífen do elemento seguinte.

III.A forma verbal "tiveram" encontra-se flexionado na terceira pessoa do plural uma vez que concorda com núcleo do seu sujeito "pesquisadores".

IV.As palavras "Milhares", "pesquisadores", "agência" e "qualificação" apresentam todas mais letras do que fonemas.

Acerca das assertivas acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
181: A
182: C
183: D
184: C
185: A
186: A
187: B
188: A
189: C
190: E
191: B
192: C
193: B
194: C
195: B
196: D
197: D
198: A
199: A
200: D