Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

Foram encontradas 4.846 questões

Q2168410 Português
No início do quadro, haverá alterações no comportamento.
Em relação à frase apresentada, afirma-se que: 
Alternativas
Q2168191 Português


Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


              Maioria dos professores recomendaria a carreira aos jovens. E você?




(Disponível em: porvir.org/maioria-dos-professores-recomendaria-a-carreira-aos-jovens-e-voce/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento adaptado “Esse é um ponto importante”, analise as assertivas a seguir:
I. No trecho adaptado, o sujeito é classificado como oculto. II. Não há adjunto adnominal do sujeito. III. O predicado é classificado como nominal. IV. O verbo “é” representa um verbo transitivo direto (VTD).
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2168190 Português


Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


              Maioria dos professores recomendaria a carreira aos jovens. E você?




(Disponível em: porvir.org/maioria-dos-professores-recomendaria-a-carreira-aos-jovens-e-voce/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática do termo sublinhado no trecho adaptado a seguir: “Os dados constam na pesquisa ‘Percepção dos Professores sobre Educação’”.
Alternativas
Q2167751 Português

                        

Relacione corretamente os termos destacados com as respectivas funções sintáticas, numerando os parênteses abaixo de acordo com a seguinte indicação: 1. sujeito; 2. adjunto adverbial; 3. complemento nominal; 4. Objeto direto.
( ) “Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender.” (linhas 01-05)
( ) “As razões pelas quais as tecnologias e recursos digitais devem, cada vez mais, estar presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não se esgotam aí.” (linhas 14-17)
( ) “Nesse contexto, é preciso lembrar que incorporar as tecnologias digitais na educação não se trata de utilizá-las somente como meio ou suporte para promover aprendizagens ou despertar o interesse dos alunos [...]” (linhas 36- 40)
( ) É preciso repensar os projetos pedagógicos com o olhar de utilização das tecnologias e recursos digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e suporte à implementação de metodologias ativas e à promoção de aprendizagens significativas, quanto como um fim[...]” (linhas 46-52)
A sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q2167149 Português

          

Na oração “A formação técnica tem claros efeitos na renda”, o sujeito é:
Alternativas
Q2165583 Português
Assinale a alternativa em que o sujeito foi grifado:
Alternativas
Q2165276 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir e responda à questão.


TEXTO III


Disponível em: encurtador.com.br/lzCFS. Acesso em: 6 jun. 2022.

Releia o trecho a seguir.


“Você não arruma os brinquedos, não arruma a cama...”


O sujeito das orações desse período é

Alternativas
Q2164688 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.

TEXTO II

Esporte para sair de casa Prática esportiva tem papel de protagonista na inclusão e ressocialização de pessoas com deficiência.
Especialistas analisam benefícios

O esporte é forte aliado na reabilitação e inclusão social para pessoas com deficiência física e / ou sensorial (PcD). Os benefícios para este grupo vão além da saúde. Fazer parte da sociedade e se sentir aceito são aspectos importantes que a prática esportiva impulsiona para quem vive a realidade da deficiência, seja congênita ou adquirida.

O desporto tem a capacidade não só de tirar do enclausuramento residencial e do abalo emocional que a deficiência por vezes causa. As modalidades esportivas trazem avanços significativos nos âmbitos particular e familiar. Referência em paradesporto, o educador físico Vicente Cristino ressalta o papel da prática esportiva na reabilitação.

“O principal trunfo é sair de casa. Mostrar o que ela (PcD) pode resgatar é bem superior ao que ela imagina. Isso acontece dentro desses processos de ressocialização”, afirma o professor de Educação Física e especialista em atividade motora adaptada.

O trabalho inicial é detectar o tipo de deficiência, saber as preferências do aluno e apontar qual a modalidade mais indicada. Segundo Vicente, é fundamental avaliação médica antes de qualquer contato inicial com a atividade. “Por exemplo, uma pessoa com deficiência intelectual ou traumatismo crânio-encefálico pode ter convulsão. Então, se avalia antes”, salienta.

Técnico de basquete em cadeira de rodas e vice-presidente da Associação D’eficiência Superando Limites (Adesul), Lídio Andrade conta que o contato com o esporte motiva, ressignifica e reorganiza a vivência diária do praticante. “Tenho atleta que nem saía de casa e falava que a vida tinha acabado. Depois de praticar o esporte, adaptou o carro e roda por toda Fortaleza”, comemora.

De acordo com Lídio, a rotina de treinos ajuda a iniciar ou retomar uma vida profissional. O ambiente familiar é outro a sentir os efeitos da ressocialização. “Eles têm problemas de autoestima. No esporte, acabam extravasando e veem que têm mais condições de chegarem mais longe, voltarem ao mercado de trabalho. Na família também, muitos têm filhos, e a vida continua”.

Apesar dos benefícios claros, o professor Vicente faz ressalvas sobre o esporte paralímpico. Entraves como o preconceito e a falta de apoio ainda estão presentes no cenário esportivo para PcDs. “Ainda existe discriminação na sociedade e falta acessibilidade para se deslocarem ao local de treino”, diz o especialista.

Para Vicente, Fortaleza ainda possui poucos espaços voltados para trabalhar com deficientes desde a base. “Os colégios precisam incluir práticas esportivas nas aulas de educação física para alunos com deficiência. Muitas vezes são dispensados. Não podem ser dispensados, tem que praticar.”


Disponível em: https://bit.ly/3fvOFZz (adaptação).
Acesso em: 5 nov. 2022.
Assinale a alternativa em que a classificação, entre parênteses, da locução ou termo destacada não está correta.
Alternativas
Q2164494 Português

A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


As vantagens da preferência pela arquitetura sustentável

Por Alessandra Barassi


(Disponível em: https://www.wwf.org.br/?56242/Artigo---Arquitetura-sustentavel-o-que-e-para-que-serve-ecomo-fazer – texto adaptado especialmente para esta prova).

O predicado da oração “Edifícios compõem bairros, cidades e países” é: 
Alternativas
Q2163984 Português
Texto para responder à questão.

Tecnologia, inovação e trabalho são feitos de gente

    É evidente a mudança significativa na forma de trabalho, já que a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Tem-se falado muito sobre transformação digital, algoritmo, metaverso, mas nos deparamos com questões voltadas para pessoas que não estão sendo observadas como deveriam.
    Há um deficit educacional gigantesco no Brasil, além da carência de profissionais da área de tecnologia da informação (TI). Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a TI precisará de aproximadamente 420 mil profissionais até 2024, mas o sistema educacional brasileiro só capacita 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano. Precisamos investir em educação tecnológica, mas não só isso, também precisamos dar oportunidades.
    Estamos falando de tecnologias incríveis nas mãos de poucos. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a empresa PwC, mais de 33,9 milhões de brasileiros não têm sequer acesso à internet. Com a chegada do 5G, as escolas privadas que estão nas grandes cidades serão beneficiadas de forma muito mais rápida com a realidade virtual, por exemplo, mas as crianças que estudam em escolas públicas, no interior, não têm a mesma oportunidade.
    A tecnologia é importante, é um fator primordial. Mas, no fundo, temos carência em diversos aspectos quando falamos de Brasil, inclusive uma necessidade extrema de pessoas querendo falar com pessoas. Os bancos digitais estão mudando suas configurações para que os clientes possam ser atendidos por pessoas e não por robôs. É uma dicotomia que estamos passando, visto que nunca vivemos momentos tão intensos de disrupção digital como agora, sem precedentes históricos. A nossa realidade hoje é completamente diferente e impulsionada por essa transformação digital.
    Estamos vendo fins de empregos formais, passando a focar em times com outras habilidades, expertises, exigindo criatividade e capacidade de resolver problemas complexos, alfabetização em dados, equidade e meio ambiente. Temas antes desconsiderados que hoje estão provocando essa grande mudança no mercado de trabalho. Isso implica a necessidade de haver pessoas capacitadas, capazes de tomar decisões, com senso crítico apurado e em condições de agir em ambientes turbulentos e incertos. Por isso afirmamos que a inovação é feita por pessoas. Gente que sente e se emociona com as questões do seu entorno. Gente que tem empatia e se solidariza com os problemas dos colegas. Gente que valoriza a ética. A mudança é a constante em nossa vida, mas compreender que o momento não é só tecnologia nos colocará mais empáticos com todos que estão à nossa volta. 
     A tecnologia é o meio, um suporte que, de acordo com a Lei de Moore, se modifica e dobra a cada dois anos. Por sua vez, as pessoas se modificam e crescem. Ampliam o seu conhecimento a cada nova experiência, o aprendizado é incremental e se amplia a cada nova vivência. E altera também em contato com outras pessoas, com viagens, com leituras, com a própria vida. Cada indivíduo modifica a sua realidade e, ao mesmo tempo, é modificado por ela: um ato recíproco. Essas mudanças apresentam uma velocidade exponencial na tecnologia, alteram o nosso ambiente e pessoas são necessárias para conduzir os processos. Desconsiderar as pessoas e sua importância nesse contexto é eliminar a inovação e a tecnologia.

(Maria Augusta Orofino. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2022/11/5054357- artigo-tecnologia-inovacao-e-trabalho-sao-feitos-de-gente.html. Em: 25/11/2022.)
Considere a estrutura sintática da oração: “Estamos falando de tecnologias incríveis nas mãos de poucos.” (3º§) e analise as afirmativas a seguir.
I. A desinência do verbo empregado é responsável pela indicação do sujeito da oração. II. Outras denominações possíveis para o tipo de sujeito apresentado são: desinencial ou elíptico. III. A generalização da ação verbal descrita permite compreender o efeito produzido pelo sujeito indeterminado. IV. Sua organização ocorre em sintagmas apresentando um sintagma nominal explícito que funciona como sujeito e um sintagma verbal.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2163603 Português

Julgue o item subsequente.

A função sintática de um termo pode variar dependendo do tipo de oração em que ele se encontra. Por exemplo, em uma oração subordinada substantiva, um termo que seria um objeto direto em uma oração principal pode assumir a função de sujeito. 
Alternativas
Q2163523 Português
Julgue o item a seguir. 
A função sintática de um termo pode variar dependendo do tipo de oração em que ele se encontra. Por exemplo, em uma oração subordinada substantiva, um termo que seria um objeto direto em uma oração principal pode assumir a função de sujeito. 
Alternativas
Q2163442 Português
Julgue o item que se segue.
A função sintática de um termo pode ser identificada por meio de sua flexão verbal. Por exemplo, em uma oração na terceira pessoa do singular, o verbo concorda em número com o sujeito. 
Alternativas
Q2162962 Português

Julgue o item subsequente. 


A função sintática de um termo pode ser identificada por meio de sua flexão verbal. Por exemplo, em uma oração na terceira pessoa do singular, o verbo concorda em número com o sujeito.

Alternativas
Q2161134 Português

Julgue o item subsequente.


Na oração “Nervoso, ele discursou na solenidade”, o predicado é verbal e o sujeito é simples. 

Alternativas
Q2160271 Português
Sobre termos essenciais, integrantes e acessórios da oração, avalie as assertivas que seguem à luz do que nos ensina Cegalla: 
I. São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: o sujeito e o predicado. O sujeito é constituído por um substantivo, um adjetivo ou pronome, ou por uma palavra ou expressão substantivada; o predicado, por sua vez, tem como núcleo significativo um nome (substantivo, adjetivo, pronome, advérbio), ou um verbo seguido ou não de complemento. II. Chamam-se termos integrantes da oração os que contemplam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo, por isso, indispensáveis à compreensão do enunciado. III. O agente da passiva e o objeto direto pleonástico são considerados termos acessórios da oração, visto estarem relacionados à essência do enunciado.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2160221 Português
Formação do professor é o maior desafio para uso de tecnologia, mostra estudo

20_.png (749×702)

(Disponível em: https://porvir.org/formacao-do-professor-e-o-maior-desafio-para-uso-de-tecnologia-mostra-estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento adaptado “As pesquisadoras não compararão diretamente os dados”, analise o trecho abaixo:
No fragmento adaptado, o sujeito é classificado como _________. Já o predicado é classificado como _________. Além disso, o verbo “compararão” representa um _________ e o termo “diretamente” é um _________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.  
Alternativas
Q2160167 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Tubarão raro descoberto em praia grega pode ser brinquedo de plástico




(Annie Roth. THE NEW YORK TIMES. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/03/tubarao-rarodescoberto-em-praia-grega-pode-ser-brinquedo-de-plastico.shtml
"Não parecia certo", disse David Ebert (1), autor do livro "Sharks of the World" (2). Segundo ele, vários aspectos do tubarão encontrado na Grécia eram incomuns. (L.31-32)
Os termos sublinhados no período acima e indicados como (1) e (2) desempenham, respectivamente, função sintática de
Alternativas
Q2159488 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
Há oração sem sujeito em:
Alternativas
Q2159486 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
Em: “No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário.”, a oração destacada exerce a função de
Alternativas
Respostas
1601: A
1602: D
1603: B
1604: C
1605: A
1606: D
1607: C
1608: B
1609: A
1610: C
1611: C
1612: C
1613: C
1614: C
1615: E
1616: B
1617: D
1618: B
1619: A
1620: D