Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

Foram encontradas 4.766 questões

Q4285332 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
A respeito da análise sintática do poema, assinale a afirmativa correta segundo a gramática normativa da língua portuguesa.
Alternativas
Q4282806 Português

Analise as concordâncias dos verbos destacados a seguir e as justificativas. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)Em "Era um abrir e fechar de livros e não decidia qual leria", a concordância está correta porque o verbo pode ficar no singular se os substantivos formam uma noção única.


(__)Em "Tanto ficção científica quanto romance de fantasia eram lidos com voracidade", há duas possibilidades de concordância porque, se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva enfática, o verbo concorda com o mais próximo ou vai para o plural.


(__)Em "Cada um daqueles livros seria lido com tempo e dedicação", o verbo fica no singular porque o sujeito é representado pela expressão "cada um de".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q4282592 Português

Analise as alternativas quanto à concordância dos verbos destacados:


I.O fluxo e o refluxo das ondas encanta a quem tem alma leve.


II.As mãos de alguém acudiu o vaso e as flores em queda.


III.Pegamos a estrada, ainda escuro, o pai, o cachorro e eu. Está correta a concordância verbal em:

Alternativas
Q4278915 Português

Leia o texto e responda à questão


O especialista em convicções


Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.


Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.


Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.


— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.


— E se me fizerem perguntas?


— Há um plano adicional com respostas para objeções. 


Octávio assinou o pacote completo.


O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.


Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.


O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:


— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?


Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.


A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.


Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.


Clara o observou. 


— Isso é o que você pensa?


Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.


 — Ainda estou pensando — respondeu.


Foi sua primeira frase original em muitos meses.


No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.


— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.


 — Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?


Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.


Antes de sair, Octávio hesitou.


— Você acha que estou fazendo a coisa certa?


Mauro fechou o caderno.


— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?


A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.


Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.


— Primeira consulta? — perguntou.


— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.


Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.


Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.


Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:


“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”


Fonte: Banca Elaboradora 

Na oração “Considerava o esforço incompatível com a vida moderna”, assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta. 
Alternativas
Q4278334 Português
Enade das Licenciaturas reforça urgência de mudanças na formação inicial docente


Os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas / Prova Nacional Docente divulgados hoje (20/5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresentam um quadro preocupante. Se considerarmos a régua inédita utilizada pelo Inep e o dado que foi destacado, cerca de 42% dos estudantes em cursos de licenciatura apresentam um desempenho no teste considerado abaixo do nível básico. Quando analisamos o recorte por modalidades de ensino, verificamos que 53% dos estudantes da Educação a Distância (EaD) se encontram no nível abaixo do básico, contra 26% dos estudantes matriculados na modalidade Presencial. Ainda de acordo com essa régua, apenas 20% dos alunos de licenciaturas atingem o padrão considerado adequado. Entre os formados na modalidade EaD, o número é ainda menor: somente 12% dos estudantes encontram-se no nível adequado. Isolando apenas os que concluíram cursos presenciais, o dado é de 32%.

Os resultados demonstrados pelos estudantes concluintes dos cursos de licenciatura oferecem um vislumbre para a sociedade e o poder público de quanto as Instituições de Ensino Superior (IES) estão contribuindo para a formação desses futuros profissionais. Nesse sentido, eles são representações observáveis das oportunidades de aprendizagem que foram oferecidas aos licenciandos. Ainda que o modelo do Enade não permita analisar todos os aspectos relevantes da formação docente, é preocupante que um percentual tão elevado de futuros professores não atinja o nível adequado desta prova. Os resultados indicam a necessidade de um olhar urgente para as políticas públicas de formação inicial docente, especialmente o desenho do currículo e a modalidade formativa.

Nesse sentido, os resultados do Enade das Licenciaturas/PND oferecem mais um insumo oportuno para a discussão sobre as mudanças nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Formação Inicial, atualmente em debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) e que objetiva aumentar o grau de presencialidade dos cursos. A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD corrobora o conjunto de evidências da literatura de que a formação inicial pressupõe presencialidade e interação entre os professores. Garantir que os currículos dos cursos de licenciatura foquem na prática, fortaleçam experiências de construção de repertório sobre a aprendizagem, criem laços de colegialidade e profissionalismo entre os estudantes é fundamental para assegurar a qualidade da Educação Básica.


de mudanças na formação inicial docente. [S. l.], 20 maio 2026. Disponível em: https://todospelaeducacao.org.br/noticias/enade-das-licenciaturas-refor ca-urgencia-de-mudancas-na-formacao-inicial-docente/. Acesso em: 4 ago. 2026.
"A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD...".
Considerando os termos da oração, julgue as proposições a seguir:

I.O verbo 'existir' está empregado de forma impessoal, à semelhança do verbo 'haver', razão pela qual não possui sujeito, sendo 'uma clara diferença de desempenho' o complemento verbal.

II.A oração poderia ser reescrita como 'que há uma clara diferença de desempenho...', com o verbo 'haver' no singular, por ser impessoal, porém transitivo direto.

III.O verbo 'existir' apresenta sujeito expresso na oração, diferentemente do verbo 'haver', que, no sentido de 'existir', é verbo impessoal, não admitindo sujeito.

IV.A substituição de 'existe' por 'há' na oração alteraria a classe gramatical do termo 'uma clara diferença de desempenho', que passaria de sujeito a objeto direto do verbo 'haver'.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4277014 Português

Acredita quem quer



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta sobre o sujeito do trecho a seguir, retirado do texto: “Bastou a história circular nas redes para surgirem dúvidas, piadas e julgamentos”.
Alternativas
Q4275680 Português
O texto a seguir serve de base para responder à questão.


QUAIS SÃO OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DIGITAL NO BRASIL?


    A revolução tecnológica trouxe um impacto significativo no setor educacional. Se, por um lado, há muitos benefícios, é preciso estar atento também aos desafios da transformação digital na educação.

    Você vai descobrir, a seguir, quais são as principais dificuldades enfrentadas durante o processo de modernização de uma escola. Vamos mostrar, ainda, como preparar professores e estudantes para a adoção das tecnologias e metodologias digitais.

Entendendo os desafios da educação digital no Brasil

    Promover a educação digital não se trata simplesmente de garantir que todos tenham acesso à internet e a recursos tecnológicos.

     Esse tipo de ensino tem como objetivo preparar os estudantes para utilizar a internet e as ferramentas tecnológicas a fim de agregar conhecimentos aos alunos e também gerar dados para que os gestores e professores atuem de forma mais estratégica.

    É este um dos principais motivos de a educação digital ainda enfrentar tantos desafios no Brasil: é necessário contar com ferramentas adequadas, desenvolver treinamentos e destacar a importância do digital para a educação. Quando esses aspectos estão em falta, acabam ocorrendo problemas de acessibilidade, engajamento e falhas no processo de ensino-aprendizagem.

Superando os desafios da educação digital

Desenvolva treinamentos

    Professores e estudantes precisam estar confortáveis com as ferramentas e plataformas que serão utilizadas. Afinal, sem a compreensão necessária sobre o funcionamento dos recursos, o engajamento e rendimento podem cair. Procure também por equipamentos e soluções de fácil manuseio e que tenham um suporte à disposição para quando surgir dúvidas.

    Além do treinamento prático, é necessário orientar o professor na mudança de mentalidade quanto à educação digital. Afinal, muitos ainda levantam barreiras quanto a esse tipo de ensino.

Engajamento dos alunos com as novas tecnologias

    A atual geração de estudantes já nasceu habituada à presença das novas tecnologias, mas isso não quer dizer que seja fácil engajar os alunos nos processos de transformação digital na educação.

   Uma grande dificuldade enfrentada pelos educadores é conseguir atrair a atenção dos estudantes. Aqui, entram em ação os professores, comunicando adequadamente os limites para o uso dos dispositivos em sala de aula.

   Cabe também ao educador a tarefa de preparar esses estudantes para lidar e interpretar criticamente as informações obtidas na internet. Nesse ponto, pode ser incluído o uso de ferramentas de letramento digital, por exemplo.

  O engajamento dos alunos depende, ainda, do uso de metodologias de ensino adequadas, que os ajudem a assumir o protagonismo no processo de ensino-aprendizagem. 

   À medida que eles reconhecem esse novo papel e aprendem a desenvolver a autonomia, eles se mostram mais participativos e colaborativos com professores e colegas.

Auxilie a melhoria da acessibilidade

  Outro desafio da educação digital no Brasil diz respeito à acessibilidade, que abrange tanto as dificuldades relacionadas ao acesso à rede e a dispositivos tecnológicos quanto aquelas enfrentadas por pessoas com deficiência.

    Para começar a enfrentar esses desafios, é necessário procurar por soluções tecnológicas adequadas e disponibilizar conteúdos em diferentes formatos.

Sala de aula como local de troca

    Dessa forma, em estudos orientados, o aluno pode explicitar o que aprendeu com seus acessos à rede e dialogar com os colegas que também pesquisaram o assunto predeterminado. Caberá ao professor mediar essa troca de informações e promover o aprofundamento das discussões.

   Práticas como essas possibilitam a construção do pensamento crítico coletivo por meio da interação dos discursos, do diálogo que produz conhecimento.

Conhecendo os benefícios da Educação Digital

Dados para tomada de decisão mais assertiva

   Investindo em uma educação digital, com a utilização de boas ferramentas, é possível gerar dados sobre o ensino da sua instituição. Você conseguirá entender, por exemplo, como está o rendimento dos alunos, quais suas dificuldades, qual tipo de conteúdo tem tido melhor resultado.

   Essas informações são fundamentais para uma atuação mais estratégica por parte de gestores e docentes.

Inovação na educação

   O desenvolvimento da educação digital, a partir da utilização de ferramentas tecnológicas, novas metodologias, conteúdos multiformatos, dentre outros, garante que a instituição leve inovação para o processo de ensino-aprendizagem.

   Essa perspectiva é fundamental para que a IES se mantenha à frente do mercado, contando com estudantes engajados e docentes preparados e comprometidos.

Ensino personalizado

    A personalização do ensino é uma tendência e uma grande vantagem da educação digital. O aluno se torna cada vez mais protagonista em seu processo de aprendizagem, o que impacta diretamente na experiência do estudante.

    Com o uso das tecnologias adequadas, é possível ter um olhar mais atento para a situação de cada aluno e assim formar profissionais mais preparados para o mercado de trabalho!


Disponível em: https://www.estudiosite.com.br/site/educacao-a-distancia/Quais-são-os-desafios-da-educação-digital-no-Brasil. Acesso em: 12 set. 2025.
Acerca do período: “Sem a compreensão necessária sobre o funcionamento dos recursos, o engajamento e rendimento podem cair.”, assinale a alternativa correta quanto à análise sintática e normativa:
Alternativas
Q4274903 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Pichação: desabafo social ou problema social?


    Arte ou vandalismo? Artista ou criminoso? Desabafo social ou problema social? Essas são algumas das questões que envolvem o ato de escrever, ou “rabiscar”, em propriedade alheia: a famosa pichação. А prática vem desde a antiguidade, onde ficaram registros desses atos nos muros da cidade de Pompeia, antigo império Romano, e, até hoje, divide opiniões. (...)


    Quanto às possíveis causas da pichação, nos deparamos com três possibilidades: reconhecimento social, lazer/adrenalina e protesto. Uma das alegações a favor da prática e que, sim, faz todo o sentido, é a questão da voz social. Vivemos em uma sociedade de regime capitalista, onde grande parte das decisões gira em torno do capital. Dessa forma, quem não possui o capital é excluído dessas decisões. Uma forma de conseguir opinar nas questões de importância na sociedade (protesto) e obter certo reconhecimento social (pichação de nomes, voltada para o ego do pichador) é através da pichação. A alegação contra a prática é que é vandalismo, não é arte. Que “destrói” e depreda a propriedade pública e privada.


    Uma questão importante de se considerar é o conceito de arte. Segundo o site significados.com, Arte é “a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepções, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente”. Como podemos ver, o conceito é, de certa forma, subjetivo. Não temos uma definição de arte direta ou fechada. Levando em conta que a pichação é uma manifestação de ordem estética, pode ser feita através da percepção, emoção ou ideias, tem o objetivo de estimular o interesse de consciência em um ou mais espectadores, e que cada pichação possui um significado único e diferente, concluímos que sim, pichação pode ser arte. (...)


    Contra ou a favor, uma coisa é certa: a pichação vai muito além de apenas sujeira e destruição. Pichação envolve questões socioculturais que precisam ser muito bem analisadas antes de um julgamento. (...)



GARCIA, Estevan; KLEBER, Vanessa. Pichação:

desabafo social ou problema social? Em pauta.

Disponível em <https://wp.ufpel.edu.br/empauta/pichacao-desabafo-social-ou-problema-social/>.

"Dessa forma, quem não possui o capital é excluído dessas decisões."


Em relação à forma verbal destacada no período acima, é correto afirmar que remete a um sujeito na voz:

Alternativas
Q4273962 Português
"Pesquisa apontou que 37% das instituições permitem que alunos usem ferramentas em atividades, mas apenas 22% possuem alguma diretriz."
Com base nas regras de concordância verbal, analise as asserções a seguir.

I.No trecho, o verbo 'permitir' admite concordância facultativa, podendo flexionar-se tanto no singular quanto no plural, ao passo que o verbo 'possuir', por não vir acompanhado de especificador expresso, deve permanecer no plural.

PORQUE

II.A concordância facultativa do verbo 'permitir' decorre da presença do especificador 'das instituições', enquanto o verbo 'possuir', por não apresentar especificador expresso junto ao numeral, encontra-se sujeito à concordância com o numeral.

A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4271305 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
No trecho retirado do texto “As possibilidades de romper esse ciclo são reduzidas”, a palavra “são” é um:
Alternativas
Q4271304 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Assinale a alternativa que classifica corretamente o sujeito e o predicado da oração a seguir, retirada do texto: “Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%”.
Alternativas
Q4271303 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Em relação ao fragmento retirado do texto “o gênero também altera significativamente as possibilidades de mobilidade social”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4262481 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Bom dia, por favor e obrigado

  Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
    É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
   Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De quem é a culpa?
    Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
    Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal. Indelicadeza? Jamais.
    Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
    Ficavam claras as boas intenções.
    A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
    De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
    As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
   Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
   O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
   Civilidade? Vá procurar a sua turma!
  A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
   Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs, decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer “obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
    Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
    “Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.


Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
Apartir da leitura do fragmento: “Do outro lado, a coisa não anda muito melhor” (15º parágrafo), a análise das assertivas a seguir indica que o verbo “anda”:

I- Está empregado em sentido conotativo, indicando estado, e não deslocamento físico.
II- Funciona como verbo de ligação, ligando o sujeito “a coisa” ao predicativo “muito melhor”.
III- Poderia ser substituído por “caminha”, sem alteração de sentido, pois mantém ideia de movimento literal.
IV- Está conjugado na terceira pessoa do singular e está sendo empregado para indicar ação.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4262478 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Bom dia, por favor e obrigado

  Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
    É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
   Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De quem é a culpa?
    Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
    Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal. Indelicadeza? Jamais.
    Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
    Ficavam claras as boas intenções.
    A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
    De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
    As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
   Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
   O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
   Civilidade? Vá procurar a sua turma!
  A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
   Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs, decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer “obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
    Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
    “Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.


Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
Observe os fragmentos A e B e analise as assertivas que seguem:

A- “Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs”. (15º parágrafo)
B- “havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural”. (5º parágrafo)

I- Nos fragmentos Ae B, os verbos “há” e “havia” apresentam sujeito simples, concordando com os termos “vários progressistas” e “gentileza genuína”.
II- Em B o verbo “havia” é pessoal e concorda normalmente com seu respectivo sujeito.
III- No fragmento A, o verbo “há” é impessoal, logo, permanece na terceira pessoa do singular.
IV- No fragmento B, o verbo “havia” é pessoal, com sentido de acontecer.
V- Em A, a forma “há” pode ser substituída por “existem”, mas não por “existe”.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4262432 Português

Leia o Texto II e responda à questão. 



No fragmento “são lactobacilos vivos”, o verbo “são” expressa: 

Alternativas
Q4261910 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Em “Vivemos com a soberba de quem se julga imortal.”, o sujeito da primeira oração é: 
Alternativas
Q4261616 Português
 No trecho destacado em negrito — “a campa foi outro berço” —, a estrutura sintática é construída a partir de um verbo de ligação.
Com base nessa organização gramatical, assinale a alternativa que classifica corretamente a função sintática do termo “outro berço”.
Alternativas
Q4260358 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
 Leia este trecho retirado do Texto I:

“Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios”.

O verbo destacado concorda com o sujeito:
Alternativas
Q4259369 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença.

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais. 

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Os sintomas eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança.

Com base na análise sintática dos termos essenciais da oração, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258880 Português
Leia o período a seguir:
“Os alunos dedicados entregaram o trabalho ao professor no prazo.”
Com base na análise sintática do período, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
121: A
122: E
123: E
124: B
125: A
126: C
127: A
128: D
129: B
130: A
131: C
132: D
133: A
134: D
135: D
136: A
137: D
138: D
139: C
140: B