Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q725085 Português
Em “...um sistema autoritário, que nos diz o tempo todo o que fazer, mantém a sociedade permanentemente infantilizada. (...)” (linhas 6 a 8), o sujeito da forma verbal “mantém” é:
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Q719073 Português
A zica em foco
Até outro dia, ninguém nem sabia que essa doença existia. Como é que uma pandemia global surge assim, do nada?
O drama da microcefalia
Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão drasticamente a formação cerebral de bebês. Testes em laboratório feitos com amostras de recémnascidos confirmaram a associação entre o vírus e a má-formação. Tampouco se sabe ao certo como ele tem afetado também os neurônios de adultos, fazendo aumentar os casos de Guillain-Barré, uma síndrome autoimune misteriosa e difícil de tratar, que causa paralisia e que pode ter consequências devastadoras.
(Revista SUPERINTERESSANTE. Editora Abril. Edição 359, abril-2016. A zica em foco. Por Verônica Almeida, p. 27).  

Trecho para a questão.

Enquanto os epidemiologistas e virologistas tentam deter a epidemia antes que ela se espalhe ainda mais, os infectologistas e neurologistas se esforçam para compreender como o zica afeta tão drasticamente a formação cerebral de bebês.

Assinale a opção que apresenta uma afirmação CORRETA em relação a aspectos gramaticais.

Alternativas
Q718456 Português
Assinale a alternativa cuja oração apresenta um termo com a mesma função sintática do vocábulo destacado no período “Machistas não passarão!”.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNIVERSA Órgão: IF-AP Prova: FUNIVERSA - 2016 - IF-AP - Revisor de Texto |
Q716487 Português
Assinale a alternativa correta em relação a aspectos linguísticos do texto.
Alternativas
Q713765 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

    

Considere as seguintes relações entre forma verbal e referente correspondente ao sujeito da forma verbal indicada. I. soar (l. 5) – os forasteiros II. marcou (l. 20) – Aureliano III. esquecessem (l. 30) – os habitantes de Macondo Quais relações são corretas?
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Q713138 Português
A respeito da sintaxe dos elementos da oração, assinale a opção correta.
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Q712245 Português

Texto 1

                            A arte de envelhecer

                                                                                               Dráuzio Varella

[1º§]Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem. Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

[2º§]O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias. Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual nós somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

[3º§]Da mesma forma como ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos de aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos. A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

[4º§]A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

[5º§]A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

[6º§]A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer nos países da Europa mais desenvolvida não passava dos 40 anos.

[7º§]A mortalidade infantil era altíssima; epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

[8º§]Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá aos 60 o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.

[9º§]Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude é torná-la experiência medíocre. Julgar, aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época. Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem "cabeça de jovem". É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez.

[10º§]Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.

                  Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 23/01/2016. Texto adaptado.

Houve emprego de sujeito desinencial em:
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Q709886 Português

Texto CB1A1BBB


Vinicius de Moraes. Barra limpa. In: Jornal do Brasil.

Rio de Janeiro, 31/12/1969 (com adaptações).

A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o próximo item.

O sujeito da forma verbal “era” (l.6) está elíptico.
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Q706488 Português
Faça a associação entre as colunas 1 e 2 abaixo.
Coluna 1 Frase com termo sintático destacado 1. Chegou mais tarde o prefeito. 2. Aconteceram abalos sísmicos. 3. A cidade ficou vazia. 4. O secretário esperou ansioso pela resposta. 5. Certos casos da política acabam virando parte do anedotário.
Coluna 2 Classificação do termo sintático destacado ( ) adjunto adverbial ( ) predicado da oração ( ) predicativo do sujeito ( ) adjunto adnominal ( ) sujeito da oração
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
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Q699183 Português

VÓ CAIU NA PISCINA 

Noite na casa da serra, a luz apagou. Entra o garoto:

– Pai, vó caiu na piscina.

– Tudo bem, filho.

O garoto insiste:

– Escutou o que eu falei, pai?

– Escutei, e daí? Tudo bem.

– Cê não vai lá?

– Não estou com vontade de cair na piscina.

– Mas ela tá lá...

– Eu sei, você já me contou. Agora deixe seu pai fumar um cigarrinho descansado.

– Tá escuro, pai.

– Assim até é melhor. Eu gosto de fumar no escuro. Daqui a pouco a luz volta. Se não voltar, dá no mesmo. Pede à sua mãe pra acender a vela na sala. Eu fico aqui mesmo, sossegado.

– Pai...

– Meu filho, vá dormir. É melhor você deitar logo. Amanhã cedinho a gente volta pro Rio, e você custa a acordar. Não quero atrasar a descida por sua causa.

– Vó tá com uma vela.

– Pois então? Tudo bem. Depois ela acende.

– Já tá acesa.

– Se está acesa, não tem problema. Quando ela sair da piscina, pega a vela e volta direitinho pra casa. Não vai errar o caminho, a distância é pequena, você sabe muito bem que sua avó não precisa de guia.

– Por quê cê não acredita no que eu digo?

– Como não acredito? Acredito sim.

–Cê não tá acreditando.

– Você falou que a sua avó caiu na piscina, eu acreditei e disse: tudo bem. Que é que você queria que eu dissesse?

– Não, pai, cê não acreditou ni mim.

– Ah, você está me enchendo. Vamos acabar com isso. Eu acreditei. Quantas vezes você quer que eu diga isso? Ou você acha que estou dizendo que acreditei mas estou mentindo? Fique sabendo que seu pai não gosta de mentir.

– Não te chamei de mentiroso. 

– Não chamou, mas está duvidando de mim. Bem, não vamos discutir por causa de uma bobagem. Sua avó caiu na piscina, e daí? É um direito dela. Não tem nada de extraordinário cair na piscina. Eu só não caio porque estou meio resfriado.

– Ô, pai, cê é de morte!

O garoto sai, desolado. Aquele velho não compreende mesmo nada. Daí a pouco chega a mãe:

– Eduardo, você sabe que dona Marieta caiu na piscina?

– Até você, Fátima? Não chega o Nelsinho vir com essa ladainha?

– Eduardo, está escuro que nem breu, sua mãe tropeçou, escorregou e foi parar dentro da piscina, ouviu? Está com a vela acesa na mão, pedindo para que tirem ela de lá, Eduardo! Não pode sair sozinha, está com a roupa encharcada, pesando muito, e se você não for depressa, ela vai ter uma coisa! Ela morre, Eduardo!

– Como? Por que aquele diabo não me disse isto? Ele falou apenas que ela tinha caído na piscina, não explicou que ela tinha tropeçado, escorregado e caído! Saiu correndo, nem esperou a vela, tropeçou, quase que ia parar também dentro d’água.

– Mamãe, me desculpe! O menino não me disse nada direito. Falou que a senhora caiu na piscina. Eu pensei que a senhora estava se banhando.

– Está bem, Eduardo – disse dona Marieta, safando-se da água pela mão do filho, e sempre empunhando a vela que conseguira manter acesa.– Mas de outra vez você vai prestar mais atenção no sentido dos verbos, ouviu? Nelsinho falou direito, você é que teve um acesso de burrice, meu filho! 

Associe as duas colunas, obedecendo aos termos sublinhados Imagem associada para resolução da questão O correto resultado da associação é a sequência (de cima para baixo)
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Q698455 Português
A FEBRE ZIKA
1   A febre Zika é uma doença viral transmitida por mosquitos do gênero Aedes. Ela apresenta sintomas parecidos com os da dengue, porém mais brandos.
2  Mosquitos são insetos relacionados com a transmissão de várias doenças. Os do gênero Aedes, por exemplo, são responsáveis, no Brasil, pela transmissão da dengue, febre amarela, febre Chikungunya e, mais recentemente, pela febre Zika.
3  A febre Zika é causada pelo vírus Zika (ZIKAV), que possui como vetor o mosquito do gênero Aedes, tais como o A. Aegypti e o A. Albopicuts. Alguns estudos também sugerem a transmissão por relação sexual e de maneira perinatal (da mãe para o bebê). O ZIKAV é um tipo de flavivírus da família Flaviviridae que foi isolado pela primeira vez em 1947, em Uganda, por pesquisadores que estudavam macacos da floresta de Zika (daí o nome da doença).
4  Os primeiros casos do vírus em humanos foram registrados em 1960, e o primeiro grande surto ocorreu em 2007, na Micronésia. No Brasil, o primeiro registro ocorreu em 2015, na Bahia, e foi identificado por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia após um grande surto de uma “doença misteriosa”. Segundo esses pesquisadores, o vírus da febre Zika chegou ao país, provavelmente, durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014, uma vez que não havia registros da doença na América Latina.
5  A doença desencadeia sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos. Normalmente a pessoa com a febre Zika apresenta febre moderada, dores no corpo, na cabeça e nas articulações; diarreia, conjuntivite não purulenta, manchas e erupções pelo corpo e prurido. Esses últimos sintomas fazem com que a doença seja confundida com outros problemas de saúde, como alergias. Alguns estudos recentes demonstraram ainda a relação da doença com o desenvolvimento da Síndrome Guillain-Barré, um problema neurológico que pode causar paralisia. Além disso, o vírus Zika apresenta relação direta com casos de microcefalia.
6  Não existe tratamento específico para a doença, mas os sintomas podem ser amenizados com alguns tipos de medicamentos. Até o momento, os remédios mais recomendados para tratar os sintomas são o paracetamol, para febres e dores, e anti-histamínicos, para diminuir as coceiras. Não existem vacinas para evitar a febre Zika.
7  De uma maneira geral, a doença dura em média 12 dias e não apresenta complicações. O nosso sistema imunológico é o único responsável por derrotar o vírus. Apesar de ser uma doença leve, é importante procurar um médico para confirmação do diagnóstico, uma vez que seus sintomas são semelhantes aos da dengue e da Chikungunya.
8  Em virtude das semelhanças dos sintomas com os de outras enfermidades, o diagnóstico clínico da febre Zika é um desafio. Até o momento, o método mais recomendado para identificar o vírus é o RT-PCR (Reverse Transcriptase Chain Reaction), uma técnica muito útil para estudar a expressão gênica.
9  Assim como as outras doenças transmitidas pelo mosquito do gênero Aedes, a melhor forma de proteger-se é evitar a proliferação desses vetores. Assim sendo, não deixe expostos recipientes que podem acumular água e faça a limpeza frequente de locais que reservam água, como as caixas d’água.
(http://brasilescola.uol.com.br/doencas/febre-zika.htm)
“uma vez que não HAVIA registros da doença na América Latina.” (4º §). O verbo “haver”, em destaque no trecho acima, foi corretamente empregado como sinônimo do verbo “existir”, em construção impessoal, de oração sem sujeito. Das alterações feitas abaixo na frase, pode-se afirmar que está INCORRRETA quanto à concordância:
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Q698151 Português

Texto para responder à questão.

    

Não são só ladrões os que roubam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões, que mais própria ou dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: “Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos..." Ditosa a Grécia, que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, um ditador por ter roubado uma província! E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? De um chamado Seronato disse com discreta contraposição Sidônio Apolinar: Non cessat simul furta, vel punire, vel facere. Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só.

VIEIRA, Antônio. Sermões. In: MOTTA, Dantas. Primeira epistola de Jm. Jzé. da Sva. Xer. - o Tiradentes - aos ladrões ricos. Rio: Civilização Brasileira, 1967, p. s/n°

Considerem-se as seguintes orações:


1. se nelas não padecera A JUSTIÇA as mesmas afrontas


2. ...QUANTOS LADRÕES teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes?


3. De um chamado Seronato disse com discreta contraposição SIDÔNIO APOLINAR 


Nessas orações, a função de sujeito é exercida pelos termos destacados em:

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Q697666 Português
Na oração: “Este homem parece uma criança”, o termo destacado é um:
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Q697662 Português
Nós respeitamos o patrimônio público”. Como podemos classificar “Nós” nesta frase?
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Q697138 Português
O difícil, mas possível, diálogo entre a arte e a ciência

                                                                                                                                         Daniel Martins de Barros

Estabelecer pontes entre a ciência e a arte não é tarefa fácil. Se a revolução científica, com sua valorização da metodologia experimental e sua necessidade de rigor, trouxe avanços inegáveis para a humanidade, por outro lado também tornou o trabalho científico distante do homem comum. Com isso, distanciou-o também da arte, que talhada para captar a essência humana, o faz de maneira basicamente intuitiva. Tentativas de reaproximação até existem, mas a inconstância e variabilidade no seu sucesso atestam a dificuldade da empreitada. Um dos diálogos mais interessantes entre ciência e arte se deu nas primeiras décadas do século 20, na relação entre o surrealismo e a psicanálise.

Os sonhos eram considerados proféticos e reveladores, até que, em 1899, Sigmund Freud apresentou uma das primeiras tentativas de interpretá-los cientificamente no livro A Interpretação dos Sonhos.Simplificando bastante, sonhos seriam um momento em que conteúdos inconscientes surgiriam para nós, ainda que disfarçados, e caberia à psicanálise desmascarar seu real significado.

O movimento artístico do surrealismo imediatamente se apropriou dessas teorias. Os surrealistas já nutriam um interesse especial pelo inconsciente, tentando retratar esses conteúdos em suas obras, mas após a tradução do livro de Freud para o espanhol, o pintor catalão Salvador Dalí tornou-se um dos maiores entusiastas da obra freudiana. Segundo ele mesmo, o objetivo de sua pintura era materializar as imagens de sua “irracionalidade concreta”.

Desde que se tornou fã declarado do médico austríaco, Dalí tentou se encontrar com ele. Tanto insistiu que conseguiu, quando Freud já estava idoso e bastante doente. A reunião não foi das mais frutíferas, já que os dois eram incapazes de conversar: Dalí não falava alemão nem inglês, e Freud, além do câncer de mandíbula, não estava ouvindo bem. A interação ficou limitada: Freud analisou um quadro recente de Dalí, enquanto esse passava o tempo desenhando o psicanalista e o observava a conversar com o amigo e escritor Stephan Zweig.

O resultado tímido do encontro poderia bem ser emblemático da complicada engenharia que é construir pontes entre tão distantes universos. As conversas nem sempre são frutíferas, as trocas muitas vezes são frustrantes. Mas a retomada desse episódio na peça Histeria, do dramaturgo Terry Johnson, mostra que não desistimos, e que  novas maneiras podem ser tentadas. Usando a liberdade que só se encontra na arte, Johnson expande o diálogo que não aconteceu, mostrando – ainda que numa realidade alternativa e em chave cômica – que os caminhos que ligam arte e ciência podem ser acidentados, mas não deixam de ser possíveis. Embora a psicanálise não seja mais considerada científica pelos critérios atuais e o surrealismo já não exista como movimento organizado, o encontro dessas duas formas de saber, no alvorecer do século 20, persiste como emblema de um diálogo que, mesmo que cheio de ruídos, não pode ser abandonado.


Adaptado de: http://m.cultura.estadao.com.br/noticias/teatro-e-danca,analise-o-dificil--mas-possivel--dialogo-entre-a-arte-e-a-ciencia,10000048930 Acesso em 17 de maio de 2016.
Em relação ao trecho “Estabelecer pontes entre a ciência e a arte não é tarefa fácil.”, é correto afirmar que
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Q696865 Português
Atente-se para as orações abaixo. I. O sábio que o julgaram decepcionou a todos. II. O artista que você é me surpreende a cada dia. III. Há no coração sombrio um eco brando e sonoro que adormece quando rio. IV. Os alunos pelos quais o livro foi lido ficaram assustados.
Levando em consideração os pronomes relativos nelas utilizados, é CORRETO afirmar que os mesmos exercem sintática e respectivamente função de:
Alternativas
Q696657 Português
Segundo o Texto 6 e a norma padrão escrita, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q696654 Português

Conforme o Texto 4 e a norma padrão escrita, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) em relação ao emprego do verbo chegar.

( ) O sujeito está posposto ao verbo no primeiro e no segundo quadrinhos.

( ) Nas duas ocorrências, a expressão “a primavera” requer que o verbo seja flexionado na terceira pessoa do singular.

( ) O acento indicativo de crase no segundo quadrinho é um indício de que a expressão “a primavera” não pode exercer a função sintática de sujeito do verbo chegar.

( ) O sujeito de chegar pode suceder o verbo na sentença, como no primeiro quadrinho, por esse sujeito não corresponder à definição de ser que pratica uma ação.

( ) O verbo chegar tem sujeitos diferentes no primeiro e no segundo quadrinhos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.

Alternativas
Q696385 Português
Texto 1
Por que você ainda se lembra das coisas embaraçosas que fez na infância (e se sente péssimo)?
Acredite, isso serve para que você não faça coisas bizarras novamente
Você está andando na rua e, de repente, lembrase de algo bizarro que aconteceu quando você tinha 13 anos! Fique tranquilo, esses flashbacks são extremamente normais e têm até nome: “memória involuntária”. A psicóloga Jennifer Wild, do Centro de Oxford para Transtornos de Ansiedade e Trauma, disse ao BuzzFeed que esse tipo de comportamento é extremamente comum. “Depois de um trauma ou um evento embaraçoso, a maioria das pessoas tem essas lembranças”.
Já ouviu o termo memória seletiva? Segundo o professor Chris Brewin, do Instituto de Neurociência Cognitiva da UCL, nossos cérebros retêm as informações sobre eventos traumáticos e todos os sentimentos associados a isso. É uma espécie de sistema de punição e recompensa. “Seu cérebro lembra-se de experiências importantes – de perigo ou humilhação – para impedi-lo de fazer a mesma coisa novamente”, diz Brewin.
Você aprende associando experiências com os resultados. Esta é a psicologia clássica. Ivan Pavlov, famoso psicólogo russo, costumava tocar um sino antes de alimentar seus cães. Eventualmente, os cães começaram a salivar na expectativa de alimentos apenas ao ouvir o som do sino.
A mesma coisa acontece com memórias traumáticas ou socialmente embaraçosas. Seu cérebro traz de volta sensações desagradáveis – medo e/ou vergonha – quando ele se encontra em uma situação semelhante à do evento original. “Nessas situações, ficamos cheios de adrenalina e isso aumenta a nossa consciência”, diz Wild.
É comum que essas memórias involuntárias ocorram alguns dias após o ocorrido, mas essas lembranças podem te acompanhar por um bom tempo.
Para a maioria das pessoas, as memórias involuntárias são apenas mais um modo de se sentir envergonhado e constrangido. Mas essas memórias também podem resultar em doenças cognitivas mais  graves, como depressão e fobia social. Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa após uma dessas lembranças, procure um especialista. 

Retirado e adaptado de: <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2015/04/por-que-voce-ainda-lembra-das-coisas-embaracosas-que-fez-na-infancia-e-se-sente-pessimo.html>.

Em “Segundo Wild, se você não se sente à vontade para sair de casa [...]”, os termos em destaque funcionam, respectivamente, como
Alternativas
Q695883 Português
Em relação ao excerto “A fonte fornece bastante água à população desta cidade” é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
3901: B
3902: D
3903: B
3904: C
3905: B
3906: A
3907: E
3908: E
3909: C
3910: C
3911: D
3912: B
3913: D
3914: A
3915: E
3916: A
3917: D
3918: C
3919: A
3920: C