Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q4145436 Português
Como governança e ESG estão redesenhando o papel da liderança

         O conceito de governança ambiental, social e corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para 2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração do ESG à governança corporativa, com impactos diretos na forma como as empresas operam, reportam e atraem investimentos.

        O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E” e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem seu valor.

        Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações. No entanto, quando a governança funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda a sociedade.

        Além de refletir riscos reputacionais e financeiros, o não cumprimento das diretrizes ESG representa um risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais. Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem institucional e podem configurar práticas enganosas e fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com forte exposição pública. A responsabilização penal e cível dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente, inclusive em ações coletivas ou de consumidores.

        A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao setor de compliance, portanto, é essencial que os C‑levels assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório atual impõe desafios significativos às empresas.

        A governança sólida será o diferencial competitivo de empresas preparadas para atender às expectativas dos investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim, empresas que ignorarem a importância da governança, da transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos significativos, incluindo a responsabilidade penal de executivos e perdas irreparáveis em reputação.

Internet: <exame.com>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


Na construção “A ausência de mecanismos robustos de controle interno das organizações, auditoria independente e prestação de contas pode ser interpretada como negligência ou omissão da alta administração, inclusive configurando violação de dever fiduciário.”, a forma verbal “pode” deveria estar no plural, pois o sujeito é composto de três elementos coordenados: “controle interno das organizações”; “auditoria independente”; e “prestação de contas”.

Alternativas
Q4145320 Português
O paradoxo do compliance: diagnóstico claro, tratamento não

        Imagine um médico que identifica perfeitamente a doença, mas questiona a eficácia do próprio tratamento que prescreve. É isso que revela a pesquisa “Corrupção e Integridade no Mercado Brasileiro”, conduzida pela Transparência Internacional em 2025 com 96 profissionais de compliance.

        Os números são preocupantes: 96% dos especialistas concordam que práticas ilegais impactam negativamente o ambiente de negócios brasileiro. Porém, apenas 69% confiam que a due diligence das empresas é adequada para identificar e evitar essas relações perigosas.

        O problema não está na falta de consciência sobre os riscos, e sim na abordagem fragmentada. Conforme apontado pela pesquisa, 47% veem melhora nas práticas de integridade corporativa, mas isso pode refletir mais uma sofisticação dos processos do que uma mudança real na cultura organizacional.

        Quando 59% dos especialistas em compliance não veem nenhuma instituição como verdadeiramente comprometida, estamos diante de uma crise de legitimidade. Aqui reside uma oportunidade transformadora: as empresas podem liderar pelo exemplo. Isso exige coragem para ir além do compliance reativo e abraçar uma governança proativa.

        O caminho passa por três pilares fundamentais: transparência radical nos processos decisórios, accountability real (não apenas formal) e engajamento genuíno com stakeholders. Nesse sentido, estudos recentes indicam que 91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance, sendo que a inteligência artificial (IA) já é adotada por 42% das organizações dentro de regras de governança. A IA oferece algo que nunca tivemos antes: a capacidade de detectar padrões invisíveis ao olho humano e antecipar riscos em tempo real. 

        A verdadeira revolução acontecerá quando pararmos de ver integridade como custo de conformidade e começarmos a enxergá‑la como fonte de vantagem competitiva sustentável. O paradoxo da integridade corporativa tem solução: parar de tratar ética como obrigação e começar a vê‑la como oportunidade. Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.

Internet:<www.exame.com>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No fragmento “Porém, apenas 69% confiam que a due diligence das empresas é adequada para identificar e evitar essas relações perigosas.”, a forma verbal “confiam” poderia ser flexionada no singular, visto que o seu respectivo sujeito apresenta numeral percentual sem especificador.

Alternativas
Q4145318 Português
O paradoxo do compliance: diagnóstico claro, tratamento não

        Imagine um médico que identifica perfeitamente a doença, mas questiona a eficácia do próprio tratamento que prescreve. É isso que revela a pesquisa “Corrupção e Integridade no Mercado Brasileiro”, conduzida pela Transparência Internacional em 2025 com 96 profissionais de compliance.

        Os números são preocupantes: 96% dos especialistas concordam que práticas ilegais impactam negativamente o ambiente de negócios brasileiro. Porém, apenas 69% confiam que a due diligence das empresas é adequada para identificar e evitar essas relações perigosas.

        O problema não está na falta de consciência sobre os riscos, e sim na abordagem fragmentada. Conforme apontado pela pesquisa, 47% veem melhora nas práticas de integridade corporativa, mas isso pode refletir mais uma sofisticação dos processos do que uma mudança real na cultura organizacional.

        Quando 59% dos especialistas em compliance não veem nenhuma instituição como verdadeiramente comprometida, estamos diante de uma crise de legitimidade. Aqui reside uma oportunidade transformadora: as empresas podem liderar pelo exemplo. Isso exige coragem para ir além do compliance reativo e abraçar uma governança proativa.

        O caminho passa por três pilares fundamentais: transparência radical nos processos decisórios, accountability real (não apenas formal) e engajamento genuíno com stakeholders. Nesse sentido, estudos recentes indicam que 91% das empresas já utilizam tecnologia em seus programas de compliance, sendo que a inteligência artificial (IA) já é adotada por 42% das organizações dentro de regras de governança. A IA oferece algo que nunca tivemos antes: a capacidade de detectar padrões invisíveis ao olho humano e antecipar riscos em tempo real. 

        A verdadeira revolução acontecerá quando pararmos de ver integridade como custo de conformidade e começarmos a enxergá‑la como fonte de vantagem competitiva sustentável. O paradoxo da integridade corporativa tem solução: parar de tratar ética como obrigação e começar a vê‑la como oportunidade. Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.

Internet:<www.exame.com>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No trecho “Quem fizer essa transição primeiro não apenas sobreviverá aos desafios atuais, mas também prosperará no futuro que está sendo construído agora.”, no segmento “que está sendo construído agora.”, o vocábulo “que” desempenha a função sintática de sujeito da locução verbal.

Alternativas
Q4145217 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A concordância verbal é a norma gramatical que estabelece a harmonia entre o verbo e o seu respectivo sujeito. Sabendo disso, e atento à gramática da norma-padrão da língua portuguesa, indique a alternativa em que a concordância verbal se encontra correta.
Alternativas
Q4144603 Português
• Texto para a questão.


INFODEMIA E FAKE NEWS NA SAÚDE: DESAFIOS E IMPACTOS


   A disseminação de informações falsas sobre saúde nas redes sociais representa um grave problema de saúde pública, denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de infodemia. No Brasil, esse fenômeno ganhou proporções alarmantes durante a pandemia de COVID-19, quando mentiras sobre vacinas, tratamentos e medidas sanitárias circularam livremente em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

   Uma pesquisa da Avaaz, realizada em 2020, revelou que 73% dos brasileiros acreditavam em ao menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Dados da Fiocruz apontaram que 91% dos profissionais de saúde entrevistados consideraram as fake news um obstáculo no combate ao vírus, e 76,1% atenderam pacientes influenciados por desinformação.

   O Brasil possui atualmente cerca de 480milhões de dispositivos digitais (FGV), emais de 140milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica. Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem, proporção que cai para 31% entre pessoas com Ensino Fundamental.

    A CPI da Covid, instaurada pelo Senado Federal em 2021, concluiu que a desinformação contribuiu para ao menos 400 mil mortes evitáveis. Como resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação, como o Cofenplay e o Saúde com Ciência, buscando levar conteúdo científico verificado à população. A escolha por essas plataformas como tecnologia educacional foi estratégica, porque a geração atual está, cada vez mais, imersa em dispositivos digitais. O enfrentamento à infodemia exige educação midiática, regulação das redes sociais e valorização da ciência como instrumento de cidadania e proteção da vida.


LOPES, Iberê. Infodemia: notícias falsas sobre saúde dominam redes sociais, induzem ao erro e desafiam autoridades. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Brasília, 27 jan. 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/infodemia-noticias-falsas-sobre-saude-dominam-redes-sociais-induzem-ao-erro-edesafiam-autoridades/. Acesso em: 06 maio 2026. Texto Adaptado.
Considere o trecho: “o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação”. Se o sujeito fosse modificado para “o Conselho Federal de Enfermagem, juntamente com o Ministério da Saúde”, a concordância verbal correta, segundo a norma culta, seria:
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Q4144191 Português

    Texto CG1A1


    Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.



    Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.



    Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.



    Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.



    Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.



    A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões. 



Internet: (com adaptações). 

No que se refere à função sintática de termos constituintes do primeiro período do texto CG1A1, assinale a opção correta.
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Q4142695 Português

Texto 1A16

A ética climática pode ser definida como o ramo de conhecimento que examina os fundamentos morais e os princípios de justiça relacionados às mudanças climáticas e suas consequências, abrangendo questões de equidade intra e intergeracional, justiça ambiental e responsabilidade diferenciada entre nações.

Esse campo de estudo procura resolver dilemas morais complexos, como a distribuição justa dos custos e benefícios das ações climáticas, a proteção de populações vulneráveis contra desastres climáticos e a alocação de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada, em 2001 as 194 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) decidiram criar o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) — um dos únicos mecanismos dessa natureza dedicado a ajudar os países a se adaptarem às novas realidades climáticas. O LDCF, juntamente com o Fundo Especial para a Mudança do Clima (SCCF), deve servir ao Acordo de Paris. Ambos os fundos são geridos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

No âmbito da hermenêutica jurídica, a ética climática pode ser instrumental na interpretação e na aplicação do direito para a resolução de casos concretos que chegam ao Poder Judiciário. Ao interpretar normas ambientais ou decidir sobre litígios que envolvem questões climáticas, os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas diante de riscos de danos graves ou irreversíveis, mesmo na ausência de certeza científica plena.

Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável. Além disso, a consideração da justiça ambiental pode levar à adoção de decisões que priorizem a proteção das populações mais vulneráveis, frequentemente as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

A hermenêutica jurídica também pode incorporar a noção de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que os países desenvolvidos, por terem historicamente contribuído mais para a emissão de gases de efeito estufa, têm uma responsabilidade maior em mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a lidar com esses desafios.

Esse também foi o expresso pensamento de Al Gore quando declarou, em 2006, que as mudanças climáticas ― não são tanto um problema político quanto o é uma questão ética‖, destacando a necessidade de que os países mais desenvolvidos economicamente assumam responsabilidade por essas demandas. Estudos apontam também que é um problema de difícil mensuração, solução e articulação, uma vez que envolve nações independentes e controvérsias de natureza científica, econômica, legal e de relações internacionais.

Não obstante o conceito de ética no âmbito das relações internacionais, é possível interpretar também a ética da vulnerabilidade de pessoas e comunidades que sejam mais suscetíveis aos efeitos climáticos. Há iniciativas, inclusive, que buscam apurar tais vulnerabilidades com base em critérios objetivos, como o índice de vulnerabilidade climática, que algumas cidades e municípios brasileiros têm adotado.

Revista CNJ, v. 8, n.º 1, jul. – dez./2024. Internet: <http://www.cnj.jus.br/> (com adaptações).

No período "Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável." (quinto parágrafo do texto 1A16), o sujeito sintático da oração expressa pela forma verbal "busca" é
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Ano: 2026 Banca: EPCAR Órgão: EPCAR Prova: EPCAR - 2026 - EPCAR - Cadete do Ar |
Q4141040 Português
Os tipos de predicado e as vozes do discurso constituem recursos que o autor mobiliza conforme sua intencionalidade textual.
Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa correta quanto à classificação do predicado, à reescrita das vozes do discurso e seus sujeitos, respectivamente.
“No limite do ferro-velho, encontramos um reboque tão velho que deve ter se jogado fora por conta própria.” (Texto I, l. 1-2)  
Alternativas
Q4139513 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada está sendo usada com a concordância correta.
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Q4136875 Português
Produtores que apostaram no plantio de nogueiras há 10 anos celebram a primeira grande safra da noz-pecã na Serra


Por Pedro Zanrosso







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/economia/noticia/2026/05/produtores-que-apostaram-no-plantio-de-nogueiras-ha-dez-anos-celebram-a-primeira-grande-safra-da-noz-peca-naserra.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação a trechos retirados do texto e seus aspectos gramaticais, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4135990 Português

Nem toda dor de cabeça é igual, saiba quando procurar um médico


Por Bianca Queiroz









(Disponível em: www.metropoles.com/saude/dor-de-cabeca-pode-indicar-algo – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando o trecho retirado do texto “O erro mais comum é achar que sentir dor de cabeça é normal”, é correto afirmar que o sujeito da oração é classificado como:
Alternativas
Q4135144 Português
Assinale a alternativa em que o sujeito da oração está CORRETAMENTE identificado. 
Alternativas
Q4133855 Português

Para responder à questão, observe o infográfico a seguir. 


Captura_de tela 2026-06-25 163137.png (393×532)


Fonte: https://www.facebook.com/ReceitasDeFamiliaBr/posts/-oque-a-ansiedade-faz-com-o-seu-corpo-os-efeitos-que-voc%C3%AAn%C3%A3o-v%C3%AA-quando-a-ansie/1389635199871377/ Acesso em 10 de maio de 2026.

No trecho: “Hormônios do estresse, como o cortisol, podem interromper a circulação”, o sujeito da forma verbal “podem interromper” é: 
Alternativas
Q4133847 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Privação de sono


Glossário de Saúde do Einstein



O que é privação de sono?



    Privação de sono ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita. A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente. Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum e levado 60% da população no Brasil a dormir menos do que deveria. O sono insuficiente não permite ao organismo se reparar adequadamente, trazendo prejuízos à saúde daquele que dorme menos do que o necessário.



Sintomas




    A privação de sono pode ser difícil de ser percebida. Muitas vezes sabemos que dormimos pouco, mas acreditamos que estamos acostumados a dormir menos - o que não ocasionaria nenhum déficit fisiológico ou de comportamento. Nem sempre relacionamos a privação do sono a certas sensações que experimentamos durante o dia. Por exemplo, quem trabalha sobrecarregado, dorme pouco, pensa que está cansado devido ao excesso de trabalho, mas, na verdade, esse cansaço pode ser decorrente do sono insuficiente.


    Embora não saibamos exatamente todas as razões por que precisamos dormir, sabemos que durante o sono nosso cérebro continua funcionando e consolida as experiências que tivemos durante o dia, organizando a memória de longo prazo. Sabemos também que alguns hormônios são liberados durante o sono, fundamentais para a saúde do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, a testosterona, hormônios da tireóide e hormônios da saciedade alimentar.


Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja com privação do sono e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono.


    Sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade. Algumas pessoas podem sentir sono em situações perigosas, como ao dirigir ou controlar máquinas. Em condições mais raras pode haver alucinações visuais e auditivas.



Prevenção



    Uma boa higiene do sono é apropriada e deve ser sempre reforçada mesmo para os que não têm queixas. Isso envolve o compromisso de encarar o sono como atividade tão importante quanto alimentar-se ou praticar atividade física. Portanto, preparar-se para dormir é fundamental e isto envolve escolher ambiente adequado, controlar luminosidade e ruídos, evitar expor-se à luz de telas de computadores e celulares, evitar alimentações fartas, bebida alcoólica e estimulantes como cafeína e energéticos próximo ao horário de dormir.


    Tente dormir em horários regulares e, se possível, com 7 a 8 horas de sono recomendadas. Se necessário, durma algumas horas a mais no final-de-semana ou programe um cochilo durante o dia. Saiba que não existe uma fórmula segura e capaz de aumentar o rendimento, concentração e memória sem uma noite de sono adequada e por isso evite medicamentos estimulantes.



Incidência no Brasil




    No Brasil, estudo realizado pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Instituto do Sono, mostrou que 23% da população no Estado de São Paulo têm queixas de sono insuficiente, sendo a faixa etária entre 35 e 44 anos a maior acometida (27%).


    O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) relata que 20% de todos os acidentes de trânsito estão associados à sonolência. A pesquisa ainda mostra que 40% dos entrevistados referem já ter ziguezagueado na estrada devido à sonolência e 61% assumiram que costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.


    Estudo nacional envolvendo pilotos de aeronaves comerciais mostrou a prevalência de 57,8% de cochilo não intencional durante o trabalho, estando o sono insuficiente como um dos fatores associados.


    Segundo dados da Associação Brasileira de Sono, mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia durante a semana e 25% dormem menos de 6 horas por dia. Além disso, aproximadamente 18% das mulheres e 26% dos homens economicamente ativos são trabalhadores que atuam em turnos e com privação crônica de sono.



Fonte: https://www.einstein.br/n/o-einstein/conselho-editorial. Acesso em 10 de maio de 2026. [trecho]

No trecho: “mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia”, a concordância verbal está correta porque o verbo concorda com: 
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Q4133613 Português
Brasil tem quatro museus entre os 100 mais visitados do mundo


O Brasil tem quatro museus de arte entre os 100 mais visitados do mundo em 2025, segundo levantamento compilado pela publicação "The Art Newspaper". Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte figuram na lista.

Do país, o local que mais recebeu visitantes foi o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na capital paulista, com registro de 1.195.935 indivíduos. Assim, o Masp ocupa o 64º lugar da lista. Segundo o ranking, o número representa um aumento de 106% em relação a 2024.

A publicação destaca a inauguração do prédio anexo ao Masp, o Edifício Pietro Maria Bardi, e a exposição dedicada a Claude Monet, que atraiu cerca de 503 mil pessoas durante o período em cartaz, entre maio e setembro do ano passado.

O segundo museu mais visitado do Brasil, que aparece na 67ª posição da lista, é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, com 1.142.012 visitantes em 2025. Os números indicam diminuição de 8% em comparação com 2024.Localizado no centro histórico da cidade, o espaço ocupa um prédio de 1906, de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças, aos negócios e à história do Banco do Brasil. Desde 2011, o CCBB-RJ aparece no ranking do "The Art Newspaper", colocando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo.

Em Belo Horizonte, o CCBB também figurou entre os locais mais frequentados no ano passado, recebendo 1.123.409 visitantes, o que representa um crescimento de 8% em relação a 2024. Na lista, aparece na 69ª posição.

O centro cultural está localizado em um prédio da década de 1930, que nasceu para fazer parte de um complexo da administração pública do estado de Minas Gerais. Em 2013, o CCBB da capital mineira foi inaugurado com 1.200 metros quadrados de área para exposições, duas salas de mostras permanentes, teatro e sala multiuso. Ao todo, são oito mil metros quadrados abertos ao público.

Segundo o ranking, as filiais do CCBB foram impulsionadas por uma exposição de arte brasileira da década de 1980, que começou no Rio de Janeiro antes de passar por Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. No Rio, a mostra atraiu 325 mil pessoas e, em Belo Horizonte, 205 mil.

Por fim, a Pinacoteca de São Paulo, na 94ª posição, registrou 820 mil visitantes em 2025, um aumento de 1% em comparação com o ano anterior. Fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, o local é um museu de artes visuais voltado para a produção brasileira desde o século XIX até a contemporaneidade.

O acervo original foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e outras seis adquiridas de importantes artistas da cidade. Hoje, a coleção já conta com 11 mil peças de nomes como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasil-tem-quatro-museus-entreos-100-mais-visitados-do-mundo/
Considerando o período: “A publicação destaca a inauguração do prédio anexo ao Masp, o Edifício Pietro Maria Bardi, e a exposição dedicada a Claude Monet, que atraiu cerca de 503 mil pessoas durante o período em cartaz entre maio e setembro do ano passado.”, analise as afirmações e assinale a alternativa CORRETA:

I – Os termos “A publicação” exercem a função sintática de sujeito do verbo destacar.
II – Os termos “a inauguração do prédio anexo ao Masp” exercem a função sintática de objeto indireto do verbo destacar.
III – Os termos “o Edifício Pietro Maria Bardi” exercem a função sintática de aposto do substantivo prédio.
Alternativas
Q4132816 Português

Leia o texto e responda a questão.



Paraíba registra mais de 2,3 mil casos de dengue em 2026



Boletim da Saúde aponta 2.398 casos prováveis de dengue em 2026, que concentram mais de 96% das arboviroses notificadas no estado.



    A Paraíba registrou 2.398 casos prováveis de dengue em 2026. Também foi confirmada uma morte pela doença. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (12) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).


    No total, o estado contabilizou 2.489 casos prováveis de arboviroses neste ano. Além da dengue, foram registrados 88 casos de chikungunya e três de zika.


    As maiores incidências se concentram na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, que abrangem municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru.


    Segundo a SES, a morte confirmada por dengue é de um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para óbito. Além desse caso, outros oito óbitos seguem em investigação para a doença no estado.


    A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, explicou que, mesmo em um cenário de menor sazonalidade, a dengue continua concentrando a maior parte das notificações.


    Para conter o avanço das arboviroses, o estado tem adotado medidas como uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para aplicação de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios. 

    A SES reforça que a principal forma de prevenção segue sendo a eliminação de água parada, com ações simples que ajudam a reduzir os focos do mosquito transmissor.



Por g1 PB - 13/05/2026 Disponível em: g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/05/13/paraibaregistra-mais-de-23-mil-casos-de-dengue-em-2026.ghtml

Analise as assertivas a seguir.



I. “Paraíba registra mais de 2,3 mil casos de dengue em 2026.” O termo em destaque exerce a função de sujeito da oração.


II. “As maiores incidências se concentram na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde”. Quanto ao número de sílabas o termo em destaque é classificado como uma palavra trissílaba.


III. “O estado contabilizou 2.489 casos prováveis de arboviroses neste ano.” O termo em destaque exerce a função de sujeito da oração.



Após análise, conclui-se que está(ão) correta(s): 

Alternativas
Q4132722 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro.


Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.

"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.

"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."

E isso abre portas para um novo mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
Considerando as regras de concordância de acordo com a norma-padrão, analise as afirmativas a seguir:

I.No trecho 'estamos lendo mais palavras do que nunca', o verbo 'estar' apresenta sujeito implícito, indicando que o enunciador se inclui entre os leitores, o que determina a flexão verbal na primeira pessoa do plural como única forma de concordância possível nesse contexto.
II.Em 'a maioria vem em pequenas pílulas', o verbo 'vir' concorda adequadamente com o núcleo do sujeito 'maioria', devendo obrigatoriamente permanecer no singular.
III.No trecho 'as pessoas a seu redor conversam umas com as outras', o verbo 'conversar' concorda com o núcleo do sujeito 'pessoas', no plural, seguindo a regra geral de concordância verbal, em que o verbo flexiona em número e pessoa de acordo com o sujeito.
IV.Em 'não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler', o verbo 'existir' está no singular, pois pertence a uma oração sem sujeito, devendo permanecer na terceira pessoa do singular.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4132279 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro.


Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.

"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."

Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".

Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.

Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.

Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.

O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.

É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.

"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.

"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.

Essa transformação começa com cada novo leitor.

"A habilidade de ler não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."

E isso abre portas para um novo mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgk00njgeevo
"Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado...".

Assinale a alternativa que apresenta o termo destacado com a mesma função sintática de 'Essas mudanças de hábito'.
Alternativas
Q4130809 Português
Considerando a classificação dos predicados na norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que há emprego de predicado nominal.
Alternativas
Q4129686 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá.
Alternativas
Respostas
321: E
322: E
323: C
324: A
325: B
326: D
327: C
328: A
329: E
330: A
331: B
332: D
333: E
334: B
335: B
336: A
337: C
338: B
339: D
340: A