Questões de Concurso Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q969911 Português

Com base no texto 2 e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.


I. Na sentença “Realizado por outra equipe de pesquisadores, um segundo estudo sugere diferente” (linha 15), a expressão ‘um segundo estudo’ exerce função de sujeito.

II. No trecho “Ao invés de pronunciar com precisão, as pessoas acabam juntando as partes ‘próximas’” (linhas 28 e 29), ‘ao invés’ pode ser substituído por ‘apesar’ sem alteração de sentido.

III. As palavras ‘especialista’ (linha 20) e ‘estudo’ (linha 15) têm o mesmo prefixo.

IV. A forma verbal ‘escutassem’ (linha 10) está empregada na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: BANRISUL Prova: FCC - 2019 - BANRISUL - Escriturário |
Q969558 Português

Imigrações no Rio Grande do Sul

        Em 1740 chegou à região do atual Rio Grande do Sul o primeiro grupo organizado de povoadores. Portugueses oriundos da ilha dos Açores, contavam com o apoio oficial do governo, que pretendia que se instalassem na vasta área onde anteriormente estavam situadas as Missões.

        A partir da década de vinte do século XIX, o governo brasileiro resolveu estimular a vinda de imigrantes europeus, para formar uma camada social de homens livres que tivessem habilitação profissional e pudessem oferecer ao país os produtos que até então tinham que ser importados, ou que eram produzidos em escala mínima. Os primeiros imigrantes que chegaram foram os alemães, em 1824. Eles foram assentados em glebas de terra situadas nas proximidades da capital gaúcha. E, em pouco tempo, começaram a mudar o perfil da economia do atual estado. 

        Primeiramente, introduziram o artesanato em uma escala que, até então, nunca fora praticada. Depois, estabeleceram laços comerciais com seus países de origem, que terminaram por beneficiar o Rio Grande. Pela primeira vez havia, no país, uma região em que predominavam os homens livres, que viviam de seu trabalho, e não da exploração do trabalho alheio. 

        As levas de imigrantes se sucederam, e aos poucos transformaram o perfil do Rio Grande. Trouxeram a agricultura de pequena propriedade e o artesanato. Através dessas atividades, consolidaram um mercado interno e desenvolveram a camada média da população. E, embora o poder político ainda fosse detido pelos grandes senhores das estâncias e charqueadas, o poder econômico dos imigrantes foi, aos poucos, se consolidando.


(Adaptado de: projetoriograndetche.weebly.com/imigraccedMatMdeo-no-rs.html)

Atentando para aspectos de construção sintática do texto, observa-se que
Alternativas
Q969051 Português
Na estrutura sintática da nossa língua portuguesa, há algumas orações que são desprovidas de um sujeito gramatical. Uma ocorrência típica de oração sem sujeito verifica-se em:
Alternativas
Q968251 Português

Ética para quê?


   Essa é uma boa pergunta para quem pensa que está apenas resolvendo um projeto de engenharia, conformando uma solução arquitetônica ou urdindo um plano agronômico. Nisso que chamamos ato de ofício tecnológico aplicamos conhecimento científico, modus operandi, criatividade, observância das normas técnicas e das exigências legais. E onde entra a tal da ética?

   Em geral, os dicionários definem “ética” como um sistema de julgamento de condutas humanas, apreciáveis segundo valores, notadamente os classificáveis em bem e mal. O Dicionário Houaiss traz estes conceitos:


      […] estudo das finalidades últimas, ideais e em alguns casos, transcendentes, que orientam a ação humana para o máximo de harmonia, universalidade, excelência ou perfectibilidade, o que implica a superação de paixões e desejos irrefletidos. Estudo dos fatores concretos (afetivos, sociais etc.) que determinam a conduta humana em geral, estando tal investigação voltada para a consecução de objetivos pragmáticos e utilitários, no interesse do indivíduo e da sociedade.


   Quaisquer que sejam as formas de pensar, ....... preocupação é com a conduta dirigida ........ execução de algo que seja considerado como bom ou mau. É ....... ação produzindo resultados. Resultados sujeitos ....... juízo de valores. Somos dotados de uma capacidade racional de optar, de escolher, de seguir esta ou aquela via. Temos o livre-arbítrio. Somos juízes prévios de nós mesmos.

  Vejamos rapidamente uma metáfora para ....... melhor compreensão deste diferencial de consciência existente entre dois agentes de transformação do meio: a minhoca e o homem. É indubitável que as minhocas agem sobre o meio transformando-o. Reconhecem solos, fazem túneis, condicionam o ar de seus ninhos, constroem abrigos para seus ovos, preveem tempestades e sismos, convertem matéria orgânica em alimento e adubam o caminho por onde passam. São dispositivos sensores sofisticados e admiráveis máquinas de cavar. Tudo isso também é possível de realização pelo homem tecnológico. Fazemos abrigos, meios de transporte, manejamos o solo, produzimos alimento, modelamos matéria e energia, prospectamos e controlamos as coisas ao nosso redor. A diferença é que a minhoca faz isso por instinto e nós profissionais o fazemos por vontade, por arbítrio. A minhoca tem em sua natureza o impulso de agir assim. Nós outros, humanos, o fazemos para acrescentar algo de melhor em nossa condição. A minhoca é um ser natural. Nós somos seres éticos. Para as minhocas não há nem bem nem mal. Apenas seguem seu curso natural. Então, para que ética? Para fazermos exatamente aquilo que fazemos, porém bem feito e para o bem de alguém. Isso não é o bastante, mas já é um bom começo. Um pouco também para nos diferenciarmos das minhocas na nossa faina comum de mudar o mundo.

PUSCH. J. Ética e cultura profissional do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro agrônomo. Disponível em:<http://www.crea-pr.org.br/ws/wp-content/uploads/2016/12/caderno08.pdf[Adaptado]

Considere as afirmativas a seguir, em relação ao texto.


1. A sequência seguinte completa corretamente, nessa ordem, os espaços deixados no texto: a – à – a – à – a.

2. Em cada uma das frases “Ética para quê?” (título) e “Então, para que ética?” (último parágrafo), o acento circunflexo no vocábulo “que” é opcional, de acordo com as regras de acentuação gráfica do português.

3. Todas as palavras seguintes seguem a mesma regra de acentuação gráfica: arquitetônica, agronômico, tecnológico, científico, ética, últimas.

4. O sinal de dois-pontos (na primeira frase do último parágrafo) é usado para anunciar um detalhamento de uma informação precedente.

5. Em “Nós somos seres éticos” (último parágrafo), o predicado é nominal e “seres éticos” é predicativo do sujeito “nós”.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q967349 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 10, a forma verbal “Tem” está flexionada na terceira pessoa do singular porque o sujeito da oração está expresso pelas orações subsequentes – “criar e manter uma estrutura social”.

Alternativas
Q967237 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


No segmento “o ciúme (32%), o álcool (12%), a infidelidade ou suspeita de infidelidade (9%)” (linhas 11 e 12), as vírgulas separam termos em enumeração que compõem o sujeito da oração.

Alternativas
Q967175 Português

                                    A legião on-line


Um dos temas de “O Romance Luminoso”, a obra póstuma e incrivelmente contemporânea de Mario Levrero, é o uso da internet como antidepressivo. Sem alcançar a tal experiência luminosa que lhe permitiria escrever um romance iniciado há 15 anos, o autor passa os dias em frente ao computador curtindo o fracasso. Baixa e elabora programas, joga paciência, busca sites ao acaso. Nas raras vezes em que desgruda da tela, recorre a outro vício: a televisão.

      É um transtorno cada vez mais comum. Todo mundo conhece alguém que está sempre conectado; acorda e já olha o celular, o qual dormiu ao lado dele na cama; checa os aplicativos de cinco em cinco minutos; quando não está on-line, sente ansiedade, mau humor, angústia, tristeza. Os viciados em smartphones são uma legião.

      Publicado em 2005, o livro de Levrero destaca-se não só pela atualidade mas também pelo caráter profético. A páginas tantas, o autor anota: “O mundo do computador já foi invadido pelos abjetos*, e quanto mais barato fica mais cresce a abjeção. Não porque os pobres sejam necessariamente abjetos, e sim porque as pessoas mais vivas usarão as maravilhas tecnológicas para embrutecer mais ainda os pobres”.

      E conclui: “A internet tem mostrado, cada vez mais claramente, para que nasceu, e, com vistas a esse objetivo, será controlada por comerciantes e estadistas”. Isso nos leva, naturalmente, a pensar na relação das redes sociais com a empresa de dados políticos ligada à campanha presidencial de Donald Trump. Ou, em outro caso, sendo obrigadas a excluir contas por suspeita de fraude.

      Esse cenário de disseminação de informações questionáveis – com o fim de manipular condutas –, mas que em geral têm aceitação, aprofunda mais ainda a abjeção diagnosticada por Levrero.

      Que tal passar mais tempo off-line?

           (Alvaro Costa e Silva. Folha de S.Paulo, 11.08.2018. Adaptado)

*Abjeto: de abjeção → ato, estado ou condição que revela alto grau de torpeza, degradação.

Assinale a alternativa em que o termo ou a expressão em destaque identifica corretamente o sujeito da oração.
Alternativas
Q965566 Português

Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e das construções linguísticas do texto apresentado.


No trecho “Os processos de produção dos objetos que nos cercam movimentam relações diversas entre os indivíduos” (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal “cercam” é “Os processos de produção dos objetos”.

Alternativas
Q963169 Português
Tendo em vista as relações entre termos da oração, em “Faz parte do ser humano o sentimento de pertencer, integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal comum.” (linhas de 10 a 12), o sujeito classifica-se em
Alternativas
Q2811119 Português
Um doce, moça, compre um doce para mim.” Sobre o sujeito dessa oração, marque a opção correta.
Alternativas
Q2792613 Português

TEXTO 01

As palavras difíceis


As palavras difíceis e as palavras fáceis são dois grandes testes para quem escreve. Podemos chamá-las também de palavras complicadas e palavras simples, ou então, de palavras raras e palavras comuns. Tudo isso significa a mesma coisa. Acho que hoje em dia, a grande maioria dos manuais ou das oficinas literárias aconselha as pessoas a usarem palavras simples. Houve um tempo em que não era assim. Palavrório rebuscado (ou mais simplesmente: vocabulário difícil) era um sinal de talento, de erudição, de poder social. Principalmente, no Brasil do século XIX, um Brasil agrário com milhões de analfabetos, pouquíssimas universidades, e uma elite que sempre utilizou a cultura livresca e o diploma como filtros obrigatórios para a ascensão social. O povo podia ter a cultura que tivesse, mas só era considerado culto quem fosse capaz de usar provérbios em latim, de citar Sófocles ou Platão, de recitar em francês ou utilizar com propriedade termos obscuros. Diz-se de muita literatura dessa época que costumavam folhear o dicionário de caderno em punho, anotando palavras difíceis e depois procurando um pretexto para enfiá-las nos seus artigos ou contos [...].

TAVARES, Bráulio. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Ed. Segmento. Fev. / 2011, p. 18.

Na expressão “Acho que hoje em dia”, temos um caso de

Alternativas
Q2777550 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Todo mundo tem pelo menos um esqueleto escondido no armário


  1. Quando o suposto “defeito” fica na parte de fora da gente, aprendemos a disfarçá-lo;
  2. com cortes de cabelo, maquiagem, roupas que nos favoreçam, filtros fotográficos e o que mais
  3. estiver ao nosso alcance para que possamos exibir ao mundo uma imagem mais aceita e
  4. “curtível”. Já quando a incongruência vem de dentro, do nosso caráter ou do nosso DNA
  5. afetivo, aí a coisa fica um pouquinho mais complicada. Para nossas distorções internas não ___
  6. filtro, roupa de grife ou tratamento estético que dê jeito. O mais estranho é que, talvez, seja
  7. exatamente essa maior dificuldade encontrada o que nos torna tão especialistas em camuflar
  8. nossas partes internas mais densas, pesadas, estranhas e rejeitadas. Por exemplo, reparou
  9. como todo mundo se sente vítima da inveja, mas ninguém assume ser invejoso? Essa conta
  10. simplesmente não fecha; sobra “x”, sobra incógnitas, sobra dividendos e zeros depois da
  11. vírgula. E a explicação para essa transgressão matemática é muito simples: a nossa
  12. configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e
  13. assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas
  14. emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de
  15. autoconhecimento.
  16. Somos completos estranhos para nós mesmos. Essa personagem que acorda conosco
  17. dentro de nós apenas imagina quem seja essa outra personagem que a gente vê no espelho, e
  18. vice-versa. Somos pelo menos dois tentando fazer dar certo um casamento indissolúvel. O fato
  19. é que passamos a vida julgando os outros, querendo os outros, desejando os outros, rejeitando
  20. os outros, perseguindo os outros e descartando os outros, para tentar escapar do nosso
  21. intransferível destino: somos completamente incapazes de sentir por nós mesmos todas essas
  22. complexas paixões de aproximação e desapego. Então, para não termos de encarar de frente
  23. esse desafio enorme que é desencavarmos esse fóssil humano de nós mesmos, soterrado sob
  24. inúmeras camadas de poeira, pedra e lágrimas, seguimos fingindo que está tudo bem.
  25. Arranjamos jeitos de doer menos, nos cercamos de crenças – religiosas ou não – para nos
  26. acalmar a angústia diante da nossa indisfarçável imperfeição. Seguimos recitando pequenas
  27. ladainhas, invocando algum deus ou sábio, a fim de explicar ou abençoar nossas pretensões à
  28. uma suposta santidade ou – ainda mais ambiciosos – a fim de alcançar uma coisa chamada
  29. “paz interior”.
  30. É, companheiro, só a gente mesmo para entender o quão complexo, custoso e
  31. desafiador é carregar-nos todo santo dia para cima e para baixo. E haja academia, terapia,
  32. creme hidratante, plástica capilar, fruta orgânica e receitas sem carboidrato para caber em tão
  33. descabida expectativa. Quem sabe não esteja na hora de visitarmos aquele porão esquecido,
  34. frio e escurinho. Abrir aquele armário secreto, trancado a sete chaves e dar uma boa olhada
  35. naquele esqueletinho que padece ali, abandonado e sem afeto. Imagine cada um de nós
  36. andando por aí com seu podre revelado… Talvez, de início se instalasse o caos. Sim, _______
  37. desacostumamos demais da verdade. Porque, no começo, insistiríamos em afirmar que o
  38. esqueleto do outro é muito mais temível do que o nosso. Entretanto, passado um tempo…
  39. acabaríamos compreendendo que não há uma variedade assim tão grande de defeitos. Nossos
  40. horrores internos são, na verdade, muito mais parecidos do que a nossa vitrine inventada e
  41. mantida com tanto custo. Reveladas nossas entranhas esquisitas, acabaríamos tirando um peso
  42. enorme do peito e das costas e descobriríamos que nossas faltas, assim como nossos excessos,
  43. são apenas casquinhas de feridas que ainda não aprendemos a curar.

Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/todo-mundo-tem-pelo-menos-um-esqueleto-escondido-no-armario/. Acesso em 9 set. 2018.

Assinale a alternativa que apresenta uma oração absoluta retirada do texto e formulada com sujeito oculto.

Alternativas
Q2770625 Português

Imagem associada para resolução da questão



(Fonte: https://www.google.com.br/search?q=tirinha+lola+a+aandorinha+meu+pai+%C3%A9+vidraceiro&oq=tirinh a+lola+a+aandorinha+meu+pai+%C3%A9+vidraceiro&aqs=chrome..69i57.23456j0j4&sourceid=chrome&ie= UTF-8).


Na tirinha, na oração “Meu pai é vidraceiro”, a palavra grifada tem a função de:

Alternativas
Q2758816 Português

A violência em Roraima é contra a imagem no espelho


Os venezuelanos encarnam o pesadelo real de que toda estabilidade é provisória e o pertencimento é sempre precário


Eliane Brum


  1. Não se compreende a violência dos brasileiros
  2. contra os venezuelanos sem entender o que é
  3. estar na fronteira e se saber à beira do mapa,
  4. a borda como o precipício que lembra a quem
  5. se agarra ao lado de cá que há uma fera
  6. rosnando no desconhecido. Com exceção dos
  7. povos indígenas, a população não indígena de
  8. Roraima é formada por migrantes recentes, a
  9. maioria da segunda metade do século XX. E
  10. sempre chegando de um outro lugar em que o
  11. chão se tornou movediço embaixo dos pés.
  12. Muitos não desembarcaram em Roraima
  13. diretamente do lugar em que nasceram, mas
  14. antes tentaram pertencer a outros pontos do
  15. mapa e não puderam se fixar por falta de
  16. trabalho ou outras faltas. Quem alcança um
  17. estado como Roraima vindo das regiões mais
  18. pobres do Brasil — ou das porções mais
  19. pobres dos estados rico s— sabe que alcançou
  20. uma espécie de território limite. Dali pra
  21. frente não há mais para onde andar. Talvez o
  22. que um brasileiro de Roraima vislumbre num
  23. venezuelano desesperado e sem lugar seja o
  24. retrato de si mesmo. Uma velha foto bem
  25. conhecida empurrada para o fundo de uma
  26. gaveta da qual ninguém quer lembrar, mas
  27. que nunca pôde ser totalmente esquecida.
  28. Diante dos venezuelanos famintos, doentes e
  29. assustados, desejando desesperadamente
  30. entrar, a imagem se materializa como um
  31. espelho que é preciso destruir. O que
  32. destroem no corpo do outro é a imagem de si
  33. mesmos cujo retorno não podem aceitar.
  34. A angústia de não pertencer rugia dentro da
  35. maioria das pessoas que entrevistei em
  36. Roraima, em diferentes momentos. Mas isso
  37. jamais era admitido. Ao contrário. Como
  38. costuma acontecer neste tipo de fenômeno,
  39. ela se expressava como uma identidade feroz,
  40. a de ser o único cidadão legítimo, o único com
  41. o direito de estar ali, o único que trabalha e
  42. quer progredir. Isso se manifestava em três
  43. comportamentos clássicos: a hostilidade
  44. contra estrangeiros de outra língua,
  45. especialmente americanos, a desconfiança
  46. com relação a brasileiros não migrantes, o
  47. desejo de apagar as populações nativas,
  48. ainda que pela assimilação ou pela supressão
  49. de direitos. (...)
  50. A identidade roraimense é fomentada na
  51. população por velhas e novas elites locais a
  52. partir da ideia de que o Brasil é contra eles
  53. (ou os ignora ou só aparece para se meter
  54. onde não devia, como na atual disputa pelo
  55. fechamento da fronteira com a Venezuela), os
  56. “gringos” querem tomar a Amazônia de seus
  57. legítimos donos e os indígenas impedem o
  58. progresso do estado e também de cada
  59. indivíduo que ali chegou com o sonho de fazer
  60. história, fortuna e, principalmente casa —
  61. lugar de pertencimento para quem tanto
  62. peregrinou pelo mapa do Brasil até finalmente
  63. alcançar a sua borda. Essa é sempre a
  64. condição de fronteira entre aqueles que as
  65. disputam. (...) A fronteira é um espaço de
  66. sobreviventes, que já conheceram o pior de
  67. vários mundos, sofreram estigmas,
  68. preconceitos e indignidades, e estão lutando
  69. por um lugar e sabem muito bem o porquê.
  70. (...)
  71. A imagem dos venezuelanos entrando e
  72. entrando, desesperados, miseráveis e
  73. famintos, é a imagem que um migrante mais
  74. teme para si mesmo. É também a prova de
  75. que a estabilidade é sempre provisória, de
  76. que é possível perder tudo mais uma vez. É a
  77. evidência viva, encarnada, de que não há
  78. lugar seguro, de que o pertencimento é
  79. sempre precário. De que do outro lado da
  80. borda, o abismo espreita com olhos injetados
  81. de sangue. Quem viveu escorregando de
  82. todos os mapas sente a dor dessa experiência
  83. no corpo.


Fonte:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/27/opinion.html

Acesso em 06/09/2018. Adaptação.

Assinale a opção cujos termos sublinhados funcionam como sujeito da oração.

Alternativas
Q2752885 Português

Texto 1


NIEMEYER


Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares

Filho, mais conhecido como Oscar Niemeyer, nasceu

em 15 de dezembro de 1907 no bairro das Laranjeiras,

no Rio de Janeiro, e durante anos morou na casa de

5 seu avô, Ribeiro de Almeida, em Maricá. Casou-se em

1928 com Annita Baldo. Dessa relação teve Anna

Maria, sua única filha.

Aos 23 anos foi estudar na Escola Nacional de

Belas Artes. Estagiou no escritório de Lúcio Costa,

10 onde participou do projeto do Ministério da Educação.

Niemeyer ganhou o mundo com projetos ousados e

revolucionários. Itália, França, Argélia e até a ONU

conheceram os traços desse ousado brasileiro. É autor

de vários projetos importantes no Brasil como Brasília,

15 o conjunto da Pampulha e o Sambódromo do Rio.

“Minha família vinha de Maricá. Meu avô Ribeiro

de Almeida nasceu lá. Já meu avô Niemeyer não o

conheci. Sempre morei com esse avô Ribeiro de

Almeida. Ele foi juiz de direito em Maricá e depois foi

20 para o Rio. Ele chegou a ministro do Supremo, e a casa

era muito frequentada. Ele era um sujeito correto. De

modo que, em tempos de esculhambação, a lembrança

dele é muito boa.


CASA DE MARICÁ


A Casa de Maricá foi um presente de Horácio

25 de Carvalho, jornalista e dono do Diário Popular.

Amigos desde a juventude, frequentavam o café

Lamas, o bilhar, os cabarés da cidade e as noites do

Rio de Janeiro. (...) Certo dia, Horácio ligou para

Niemeyer e disse: “A casa é sua. Só você pode

30 consertá-la...”. (...)

“É uma bela casa. A varanda larga a completar

as salas, convidando-nos a nela ficar com frequência.

Dentro, são oito quartos, separados pelas salas,

amplas, sem a disciplina e a lógica funcional que os

35 projetos de hoje apresentam (uma das características

das casas coloniais). E o telhado a descer com seu

galeio natural, adaptando-se à capela que surge no

conjunto dominadora, como uma verdadeira igreja.”


Texto editado. Disponível em: https://leisecamarica.com.br/maricaense-oscar-niemeyer-e-sua-historia-com-a-cidade/

Os predicados sublinhados em: “Ele foi juiz de direito em Maricá e depois foi para o Rio.” (linhas 19-20) são:

Alternativas
Q2729015 Português

As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

A louca vida sexual das plantas

  1. Mal entrou na puberdade e ela só quer, só pensa, em namorar. Uns argumentam que ainda é
  2. jovem, um botão em flor, mas isso nunca foi um grande problema para ela, que vem se
  3. preparando para desabrochar desde que era um brotinho. Apesar de ter criado raízes junto aos
  4. pais, sente que é hora de formar sua própria família e gerar seus rebentos. Para conceber as
  5. sementes dessa transformação silenciosa, a moça se insinua aos quatro ventos, ludibria os
  6. varões e cria sugestivas armadilhas. Se preciso, ela se vestirá de forma sensual e se cobrirá com
  7. perfumes, tudo para deixar sua herança na terra – e, com sorte, gerar bons frutos para as
  8. próximas gerações.
  9. Sob a ótica de uma flor, um jardim é uma grande orgia. Cactos e ipês fazem. Trepadeiras,
  10. claro, fazem. A mais prosaica violeta e a rosa caríssima fazem. De fato, assim que provaram o
  11. gostinho da coisa pela primeira vez, cerca de 145 milhões de anos atrás, 415 milhões de anos
  12. depois de a primeira alga verde chegar à terra firme, as plantas logo perceberam que o sexo
  13. poderia trazer benefícios interessantes. Vamos a eles.
  14. À primeira vista, o sexo parece pouco importante para as plantas. Isso porque a maior parte
  15. delas é hermafrodita: um mesmo indivíduo tem tanto um ovário, sua porção feminina, quanto
  16. grãos de pólen, pequenas estruturas que encerram os gametas masculinos. A reprodução
  17. sexuada, que leva o pólen até o ovário, não deveria, portanto, demandar grandes esforços. Mas
  18. não é isso que acontece na realidade. Uma flor só se entrega ao solitário prazer da fecundação
  19. própria quando sua sobrevivência está sob ameaça. É que um vegetal autofecundado cria
  20. descendentes geneticamente idênticos à mãe. Mal negócio. A reprodução sexuada junta e
  21. embaralha genes de dois indivíduos. O filho nasce com um código genético só dele (é
  22. precisamente o seu caso, leitor ou leitora – você é só um embaralhamento aleatório dos genes
  23. dos seus pais). A vantagem aí é que códigos genéticos novos produzem anticorpos inéditos na
  24. natureza. É uma bela vantagem do ponto de vista da espécie. Se um vírus mortal infectar todos
  25. os indivíduos de uma espécie, alguns vão sobreviver, já que provavelmente terão nascido com
  26. anticorpos que, por sorte, conseguem defende-los do ataque. Se todos tivessem os mesmos
  27. genes, um único ataque viral poderia exterminar a espécie inteira. É por isso que você faz sexo.
  28. Não houvesse essa pressão evolutiva, não existiriam pênis, vagina, tesão, orgasmo. Nada.
  29. Mas voltemos a falar de flores. Como não podem sair do lugar, as flores recorrem a aves,
  30. insetos e pequenos mamíferos — seus polinisadores — para misturar seu material genético ao de
  31. outras. Essa sacada garantiu às plantas floríferas uma diversidade enorme, se comparadas aos
  32. vegetais sem flor, como musgos, pinheiros e samambaias. Ainda assim, isso não quer dizer que
  33. uma flor jamais vai se fecundar sozinha. Há casos em que isso se torna necessário. Em condições
  34. normais, a violeta-africana produz flores no alto de hastes longas, boas para atrair a atenção de
  35. insetos e reproduzir-se embaralhando seus genes com os de outra flor, distante. Mas, se notar
  36. que as condições estão ruins — o clima ficou frio ou quente demais, por exemplo —, a mesma
  37. violeta pode gerar flores de haste curta, que ficam escondidas pelas folhas e se autofecundam
  38. ainda em botão.
  39. Nesse caso, o alerta que vai determinar qual tipo de sexo elas vão praticar é dado por
  40. estruturas celulares especializadas, que registram alterações na intensidade da luz solar ou na
  41. quantidade de horas de escuro. “Uma planta é capaz de perceber mudanças mínimas na oferta
  42. de nutrientes ou mesmo detectar que os dias estão ficando mais curtos e, portanto, o inverno
  43. está chegando”, diz o biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e
  44. parasitologia.

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/a-louca-vida- sexual-das-plantas/. Acesso em 09 out. 2018.

Na frase do texto “as plantas logo perceberam que o sexo poderia trazer benefícios interessantes”, a palavra “perceberam” representa um verbo:

Alternativas
Q2724731 Português

AS QUESTÕES 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

AMOSTRA DA CIÊNCIA LOCAL

1 O homem vivia tranquilo,

2 Em paz com a vida e com ele.

3 Um belo dia, entretanto,

4 Resolve escrever um artigo

5 Sobre o Brasil, bem cuidado.

6 Mas Brasil se escreverá

7 Com "s" mesmo, ou com “z”?

8 Ele vai no dicionário:

9 Dá com "s" e dá com "z".

10Telefona à Academia:

11 "Ninguém sabe não senhor,

12 Talvez com "s", ou com "z".

13 Tira dinheiro do bolso,

14 Numas notas vem escrito

15 Com "s" a palavra Brasil,

16 Noutras vem mas é com "z",

17 O homem vai ao vizinho,

18 Sujeito modesto e sábio

19 "Não sei dizer não senhor,

20 Só sei que meu filho Pedro

21 Esteve um ano no Hospício

22 Porque queria saber

23 Justamente o que você

24 Quer saber e não consegue."

25 O homem perde a paciência,

26 Tira uma faca do bolso,

27 Boa faca pernambucana.

28 - Não quero mais me amolar,

29 Aqui deve estar escrito

30 "Fabricado no Brasil."

31 Conforme estiver aqui,

32 D'agora em diante, afinal,

33 Mesmo que seja com "s"

34 (Prefiro que seja com "z")

35 Escreverei a palavra;

36 A faca será juiz. -

37 O homem olha pra faca,

38 Meu Deus! era made in Germany.

39 Segura o homem na faca,

40 A faca enterrou no corpo

41 E o filólogo morreu.

MURILO MENDES

Marque a alternativa cuja oração tem predicado verbo-nominal.
Alternativas
Q2722253 Português

TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

Observe a oração a seguir, marque a alternativa que represente o sujeito do verbo em destaque:

Com a chave na mão

quer abrir a porta

Alternativas
Q2713150 Português

A cidade acordou mais cedo.


Primeiro foram os fogos. E ainda não eram seis da manhã. Depois os tiros. Em seguida, os voos de helicóptero. Assim amanheceu a Rocinha neste sábado. Por esse motivo, na favela e nos bairros que a contornam, como um abraço dos aflitos, não se pode dizer que seja sábado, dia de descanso.

Os helicópteros vêm e vão nesse sobrevoo que parece meio sem sentido. A cidade não pode descansar há muito. É sempre guerra em algum ponto. Leio nos jornais de hoje que a Urca também tem guerra de facções. Urca costumava ser deixada de lado nessa insana conquista de territórios, porque sempre foi bairro dos militares e alguns poucos privilegiados civis que conseguiram uma casa no belo e aconchegante bairro. Fui lá outro dia, comi uma caldeirada de frutos do mar, iguaria sem competidor, e olhei o Rio depois da água. É bela a vista de lá, como de resto, a cidade por natureza e destino continua linda. E cada vez mais à deriva, no seu próprio mar de baía.

Hoje, com a confusão na Rocinha, a Zona Sul acordou mais cedo. Ou não, diria Caetano, um dos seus ilustres moradores. A Zona Sul pode ter se acostumado depois de tantos anos de conflito na área conturbada, ou pode ter escolhido abafar o ruído da realidade atrás dos fones de ouvido.

O Rio é como um belo navio onde navegamos todos juntos, não importa qual seja a classe social. Ou nos salvamos juntos ou afundaremos. Há quem creia que a embarcação já aderna cansada de guerra. Nas mazelas do Brasil, coube a esta cidade intensa e bela viver em seu corpo a geografia das desigualdades. Somos todos vizinhos. Chapéu Mangueira entra em ebulição e o Leme fica trancado em casa, sem ter como sair e viver a vida naquela ponta bonita do mar de Copacabana. A Rocinha em disputa afeta um arco de bairros. Do lado de cá a Gávea, do lado de lá São Conrado. Outro dia, o Fallet-Fogueteiro acordou encrencado e fecharam-se as portas do bonito casario colonial de Santa Teresa que, ademais, há muito vive cercado.

Por sermos todos vizinhos, pelo menos o Rio não pode repetir o alienado e perverso enredo do Titanic de trancar os pobres e tentar salvar a primeira classe. A cidade é partida sim, mas é como uma grande casa de quartos contíguos. A fortuna separa, contudo a tragédia é compartilhada. Os fogos, tiros e voos desta manhã provam que não haverá futuro para o Rio que não seja comum. Pensamentos terminais e aflitos para um sábado que seria de descanso, se possível fosse.


https://g1.globo.com - Miriam Leitão - junho/18

Assinale a alternativa que apresenta sujeito indeterminado na frase.

Alternativas
Q2713072 Português

Analise a charge para responder às questões 01 a 05:


(Charge)



Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/13173117. Acesso: 08 de dezembro de 2018.

“Dizem que os poluentes que lançamos no ar irão reter o calor do sol e derreter as calotas polares!” (segundo quadrinho).

É CORRETO afirmar que o sujeito da oração principal é classificado como:

Alternativas
Respostas
3241: C
3242: E
3243: B
3244: E
3245: E
3246: C
3247: A
3248: E
3249: C
3250: B
3251: E
3252: B
3253: C
3254: C
3255: D
3256: B
3257: A
3258: C
3259: B
3260: C