Questões de Concurso
Sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
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Na linha 34, o termo “dinheiro” exerce a função de sujeito de “Falta”, nos respectivos períodos em que esses vocábulos aparecem.
Texto I
Sobre coisas que acontecem
(Martha Medeiros)
Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.
Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.
(Que dia foi esse? Quem está falando?)
É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.
Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico: “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma sonolência contínua.
A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido (literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria, para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo, mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.
A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é. Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um pouco transformado.
(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)
A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Na oração “diziam os maldosos” (linhas 45 e 46), o termo
“os maldosos” exerce a função de objeto direto de
“diziam”, cujo sujeito se classifica como indeterminado.
Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.
No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.
Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.
Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.
Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.
(Fonte: PROEDU - adaptado.)



O sujeito da oração é classificado como sujeito _________. Além disso, o verbo “são” é um verbo _________. Já o termo “humanas” representa o _________ da oração.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

I. O sujeito da oração é composto.
II. O termo “minha” é um adjunto adnominal do sujeito.
III. A oração apresenta dois adjuntos adverbiais.
IV. O verbo “lidou” é um VTD (verbo transitivo direto).
Quais estão corretas?
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O sujeito da forma verbal “estavam” (linha 26) é “quais
dados” (linha 23).
O excerto contextualiza a questãao. Leia-o atentamente.
Gore Vidal dividiu a humanidade entre os que amam Roma e os que a detestam. Fidel Castro, mais prático, dividiu a espécie humana entre aqueles que fumam charuto com anel ou sem anel. Esqueceu os que não fumam charuto. Na opinião dele, quem não fumava charuto não merecia pertencer à humana espécie. Adotando o radicalismo de Gore Vidal e de Fidel Castro, prefiro dividir homens e mulheres entre aqueles que têm medo do vento e aqueles não o temem.
(CONY, Carlos Heitor. Eu e a brisa. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.).
Crônica brasileira contemporânea. São Paulo: Moderna, 2008. p. 34.
Adaptado.)
Do ponto de vista da coesão textual, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Em “[...] prefiro dividir homens e mulheres [...]”, o sintagma sujeito não está oculto, já que se trata do narrador do texto.
( ) Em “na opinião dele [...]”, há um elemento de coesão responsável por substituir um referente expresso anteriormente; assim como ocorre em “[...] não o temem”.
( ) Em “Fidel Castro, mais prático, dividiu a espécie humana [...]”, o sintagma sujeito está explícito; diferentemente, em “Esqueceu os que não fumam charuto.”, o sintagma sujeito está implícito, mas é o mesmo da oração anterior.
( ) Em “[...] não merecia pertencer à humana espécie.”, se a ordem das palavras no sintagma “à humana espécie” fosse alterada, não haveria o acento grave, indicativo de crase; logo, a reconstrução correta do sintagma seria “a espécie humana”.
A sequência correta está em
O vocábulo sublinhado no trecho acima exerce a função sintática de:
Texto 01
Projeto Galileo vai procurar objetos extraterrestres no Sistema Solar.
(Este texto foi modificado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/projeto-galileo-vai-procurar-objetos-extraterrestres-no-sistema-solar/ )
Em 2017, um objeto rochoso desconhecido invadiu nosso Sistema Solar. O pedregulho foi identificado pelo telescópio Pan-STARRS1, no Havaí, e nomeado como Oumuamua, que significa “mensageiro” em havaiano. Na época, (I) ______ (criou se – criou-se) um grande impasse na comunidade científica, já que ninguém sabia definir o que era aquilo. Enquanto alguns defendiam que o objeto era um asteroide ou um cometa, outros diziam que poderia ser uma nave alienígena.
Em março de 2021, foi divulgado um estudo feito pela União Geofísica Americana que classificava o Oumuamua como um fragmento de exoplaneta. Mesmo assim, há quem acredite que extraterrestres podem estar por aí. No início desta semana, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou o lançamento do Projeto Galileo, que buscará evidências de vida alienígena no espaço.
O projeto é liderado por Avi Loeb, astrofísico e autor do livro ‘Extraterrestre: o primeiro sinal de vida inteligente fora da Terra’. Na obra, Loeb analisa (II) ______ (as – às) possibilidades do Oumuamua ser uma construção alienígena, já que não liberou gases nem deixou rastros de poeira estelar ou detritos durante sua passagem.
Após a publicação do livro, em maio deste ano, alguns investidores procuraram Loeb para financiar um projeto de busca por extraterrestres. O pesquisador conseguiu, no total, US$ 1,75 milhão – valor suficiente para montar uma equipe e começar o planejamento do projeto, que pretende analisar informações coletadas pelos telescópios já existentes ao redor do mundo, e encontrar objetos físicos interestelares, sejam eles de origem natural ou não. Loeb pretende levantar fundos para construir uma rede de telescópios de baixo custo – que, segundo ele, custariam apenas US$ 500 mil cada.
Além do Oumuamua, o projeto também consiste em um relatório do governo americano (III) ______ (a cerca – acerca) de fenômenos aéreos não identificados (UAP, na sigla em inglês) divulgado no último mês. O documento, que analisa uma série de casos envolvendo UAPs, conclui que a maioria deles eram objetos físicos. Apesar disso, não há dados suficientes para dizer se os objetos eram balões meteorológicos, drones utilizados em programas secretos dos EUA ou qualquer outra coisa.
De toda forma, o trabalho de Loeb não focará nesses UAPs já documentados, mas olhará para a frente. O objetivo do grupo é capturar imagens em (IV) ______ (auta – alta) resolução de objetos não identificados e estudá-las o mais cedo possível. O Oumuamua, por exemplo, só ficou visível para os telescópios por dois meses e meio.
Em linhas gerais, dentro da gramática, há os termos essenciais da oração que são: sujeito e predicado. Segundo Bezerra (2015, p. 425), o sujeito é “o termo que representa o ser a respeito de quem se diz alguma coisa, faz-se alguma declaração”. Assinale a alternativa que apresenta relação do sujeito da oração a seguir, retirada do texto 01.
Oração: Após a publicação do livro, em maio deste ano, alguns investidores procuraram Loeb.
O núcleo do sujeito da oração é o vocábulo:
Ética é sempre coletiva
O filósofo grego Platão, no livro sétimo da obra “A república” traz o mito da caverna que diz que nós, humanos, vivemos aprisionados no fundo de uma caverna, olhando para a parede, com a entrada às nossas costas. Tudo o que é verdadeiro acontece lá, porém, a luz do sol projeta a sombra. Como estamos amarrados de frente para a parede, achamos que a sombra é a coisa verdadeira. No campo da ética, isso acontece também. As pessoas se contentam com as aparências: a aparência da honestidade, a aparência da decência, a aparência da sinceridade.
Aliás, nós somos capazes de ficar por trás falando, o que os gregos chamavam de hipócritas – aqueles que ficavam ocultos, dizendo as falas sem aparecer, da onde vem a ideia de hipocrisia, aquilo que não se mostra, que fica na sombra. A ideia de revelar, de retirar a sombra é necessária no campo da ética. E nós somos o único animal capaz de perguntar se o que fazemos é correto ou incorreto. E isso é ética. A ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir a nossa conduta social.
Só se fala em ética porque homens e mulheres vivem em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. Afinal, ética é a regulação da conduta da vida coletiva. Se só existisse um ser humano no planeta, o tema da ética não viria à tona, porque ele seria soberano para fazer qualquer coisa sem se importar com nada. Como vivemos juntos e juntas, precisamos ter princípios e valores de convivência, de maneira que tenhamos uma vida que seja íntegra, dos pontos de vista físico, material e espiritual.
A moral é a prática, portanto, existe moral individual. A ética é o conjunto de princípios de convivência, portanto, não existe ética individual. Existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.
(CORTELLA, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.mscortella.com.br/ artigo-cortella-etica-moral-valores-principios-6a. Adaptado.)
O núcleo do sujeito da oração é:
O predicado da oração é:


