Questões de Concurso Sobre substantivos em português

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Q2294920 Português

Considere o excerto da letra da música de Gilberto Gil.


“(...)Não me ILUDO

Tudo PERMANECERÁ do jeito

Que tem sido

Transcorrendo

Transformando

TEMPO e espaço navegando todos OS sentidos (...)”



Assinale a opção correta quanto à classe gramatical, respectivamente, de cada palavra destacada.  

Alternativas
Q2294837 Português

Texto 1


Vidas Secas

Graciliano Ramos Capítulo


I – Mudança (fragmento)


Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se.

O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.

A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas.

O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.

- Anda, excomungado.

(...) 

Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na catinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.

(...)

Ramos, G. Vidas Secas. Record. 199ª ed. Edição original de 1938. 

Sobre as classes de palavras da Língua Portuguesa presentes no texto, assinale a única alternativa em que o(s) termo(s) foi(ram) classificado(s) adequadamente. 
Alternativas
Q2294598 Português
Leia o texto a seguir:


Cidade do Canadá ordena fuga de 20 mil habitantes por
incêndios florestais ‘sem precedentes’


Ordem dada na quarta à noite para deixar Yellowknife, uma das
maiores cidades dos Territórios do Noroeste, marcou o último
capítulo de um terrível verão de queimadas no país


Milhares de pessoas que receberam ordens para fugir dos incêndios florestais que avançam no extremo-norte do Canadá se amontoaram nesta quinta-feira em um aeroporto local para embarcar em voos, enquanto uma longa fila de carros se dirigia para o sul na única estrada aberta para a retirada.

A ordem dada na quarta-feira à noite para deixar Yellowknife, uma das maiores cidades dos Territórios do Noroeste, marcou o último capítulo de um terrível verão de incêndios no Canadá, com dezenas de milhares de pessoas obrigadas a abandonar suas casas e vastas áreas queimadas.

— Estamos todos cansados do termo “sem precedentes”, mas não há outra forma de descrever essa situação — disse a primeira-ministra regional, Caroline Cochrane, na rede social X, anteriormente Twitter.

Até a manhã desta quinta-feira, mais de mil incêndios florestais estavam ativos, incluindo cerca de 230 nos Territórios do Noroeste do país.

Os mais de 20 mil moradores de Yellowknife, a capital regional, têm até o meio-dia de sexta-feira (horário local) para partir pela estrada ou em voos comerciais e militares.

A prefeita da cidade, Rebecca Alty, alertou os motoristas que as chamas margeiam as poucas estradas que cruzam esse amplo território e que encontrariam visibilidade limitada pela fumaça.

Imagens compartilhadas nas redes sociais e na televisão canadense mostravam grandes extensões de mata queimada. Nos carros e caminhões que conseguiram sair antes que as vias ficassem intransitáveis, os faróis derreteram, e a pintura se desprendeu dos veículos.

— Minha irmã levou cinco horas [para percorrer 100 km] — contou Maggie Noble no X sobre a lenta fuga de Yellowknife no escuro.

A cidade decretou emergência no início desta semana, que logo se expandiu por todo o território do norte do país, com os bombeiros obrigados a se retirar em algumas áreas.

— Infelizmente, nossa situação de incêndios florestais piorou com fogo no oeste de Yellowknife que agora representa uma ameaça real para a cidade — disse aos jornalistas na quarta à noite o ministro do Meio Ambiente dos Territórios do Noroeste, Shane Thompson. — Sem chuvas, é possível que [o fogo] alcance os arredores da cidade no fim de semana.


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/08/17/cidade-do-canadaordena-fuga-de-20-mil-habitantes-por-incendios-florestais-sem-precedentes.
ghtml. Acesso em 17/08/2023
No trecho “Até a manhã desta quinta-feira, mais de mil incêndios florestais estavam ativos, incluindo cerca de 230 nos Territórios do Noroeste do país” (4º parágrafo), as palavras destacadas são classificadas como:
Alternativas
Q2294376 Português

Casa arrumada

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida… Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha?

Tapete sem fio puxado?

Mesa sem marca de copo?

Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto… Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos…

Netos, pros vizinhos…

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.



Disponível em: https://www.casacombossa.com.br/casaarrumada/. Acesso em: 03 de set. 2023.

Com base no texto “Casa arrumada”, analise as afirmativas a seguir:

I. Em: “Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.”, o termo destacado, “a gente”, é composto por um artigo definido e um substantivo que, juntos, têm valor pronominal equivalente a “nós”. 
II. Nos trechos: “Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…” e “A que está sempre pronta pros amigos, filhos…”, “numa” e “pros” estão em uma forma contraída, cuja grafia correta é “em uma” e “para os”.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2294375 Português

A higiene na Idade Média


Os camponeses medievais há muito tempo são alvo de piadas em relação à higiene, o que remonta aos tratados clericais medievais que frequentemente os descreviam como pouco mais do que animais brutais. No entanto, era prática comum que quase todos lavassem as mãos e o rosto pela manhã. Uma lavagem precoce também era desejável porque pulgas e piolhos eram um problema comum. A cama de palha, raramente trocada, era um paraíso particular para piolhos, mesmo se algumas medidas preventivas fossem tomadas, como misturar ervas e flores como manjericão, camomila, lavanda e hortelã na palha.

Como a maioria das pessoas fazia as refeições sem facas, garfos ou colheres, também era uma convenção lavar as mãos antes e depois de comer. Às vezes se usava sabão e os cabelos eram lavados com uma solução alcalina, como a obtida pela mistura de cal e sal. Os dentes eram limpos com gravetos (principalmente avelã) e pequenos pedaços de tecido de lã. O barbear normalmente não era feito ou era feito apenas uma vez por semana, a menos que se fosse um monge, caso em que era barbeado diariamente por um irmão. Como os espelhos medievais ainda não eram muito grandes ou claros, era mais fácil para a maioria das pessoas visitar o barbeiro local quando necessário.

O camponês comum provavelmente estava mais preocupado em se livrar da sujeira do dia quando se lavava, mas para um aristocrata havia mais alguns detalhes a serem atendidos a fim de ganhar o favor da sociedade educada. Ocasiões sociais como refeições, quando alguém pode se aproximar de seus colegas, justificavam uma atenção especial à higiene e havia até regras de etiqueta produzidas como guias úteis para essas ocasiões.

É seguro dizer que a apresentação comum em filmes e livros modernos de camponeses medievais imundos que consideravam a lavagem como uma forma de tortura talvez não seja muito precisa e as pessoas de todas as classes se mantinham tão limpas quanto suas circunstâncias permitiam. No entanto, também é verdade que quando os europeus medievais, mesmo aqueles das classes mais altas, faziam contato com outras culturas, como os bizantinos ou os muçulmanos, durante as Cruzadas, os europeus frequentemente ficavam em segundo lugar no quesito higiene.


Disponível em:

https://apaixonadosporhistoria.com.br/artigo/320/ahigiene-na-idade-media. Acesso em: 03 de set. 2023. (adaptado) 

Com base no texto “A higiene na Idade Média”, analise as afirmativas a seguir:

I. No trecho: “Ocasiões sociais como refeições, quando alguém pode se aproximar de seus colegas, justificavam uma atenção especial à higiene”, os sujeitos da locução verbal e do verbo destacado são, respectivamente: refeições e ocasiões especiais.
II. No trecho: “[...] camponeses medievais imundos que consideravam a lavagem como uma forma de tortura [...]”, tem-se, respectivamente, um substantivo comum, um substantivo abstrato, um adjetivo e um verbo.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2294166 Português

Sobre o feminino dos substantivos, analisar os itens abaixo: 


I. O feminino da palavra “mestre” é “mestra”.

II. O feminino da palavra “cavalheiro” é “dama”.

III. O feminino da palavra “tigre” é “tigra”.

IV. O feminino da palavra “monge” é “monga”.  


Estão CORRETOS: 

Alternativas
Q2294006 Português
Como o corpo reage quando sentimos medo


         Entre as reações mais comuns nos seres humanos, emoções como o medo desempenham um papel crucial na adaptação e na sobrevivência a diferentes situações.             Elas são uma forma de mostrar o que está acontecendo com uma pessoa, como explica um artigo da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) em conjunto com o Centro Nacional de Prevenção de Desastres do México (Cenapred).
         O medo é uma emoção que funciona como um alerta para as pessoas em uma situação de risco ou ameaça. Quando ele se manifesta, as palpitações aumentam, o corpo começa a suar e a respiração fica mais agitada. O medo se manifesta tanto no corpo quanto na mente, explica a universidade mexicana. Ele pode se manifestar em diferentes níveis: cognitivo, fisiológico, comportamental e neuronal.
       No nível cognitivo, o medo é transformado em imagens e pensamentos interpretativos sobre o estímulo ou a situação temida.
     Fisiologicamente, essa emoção se apresenta em alterações corporais, como aceleração da frequência cardíaca e da respiração (que pode levar à sensação de tontura), ____________ muscular com tremor nas pernas e nas mãos, sudorese e aparecimento de determinadas expressões faciais (como palidez).
       Além disso, em nível comportamental, as ações que aparecem no corpo como resultado do medo são _____________ em imobilidade (“congelamento”), fuga, choro, entre outros.
      Na parte neuronal, o medo nasce em uma região do cérebro chamada ____________, no sistema límbico, que é responsável pela regulação das emoções e pelas funções de preservação da integridade da pessoa.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Muitos substantivos terminados em {-ão} podem apresentar diversas formas de se pluralizar, apresentando as terminações {-ãos}, {-ães} ou {-ões}. Nesse contexto, assinalar a alternativa em que se tem uma palavra cujo plural segue a mesma terminação de “orientação”:
Alternativas
Q2293719 Português
Texto 2


      No dia 16 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação, uma data que serve para a reflexão sobre a situação do Brasil e do mundo quando o assunto é comida no prato. Infelizmente, a fome cresceu no planeta e atingiu 9,8% da população global em 2021, segundo um relatório lançado pela Organização das Nações Unidas. No Brasil, os dados também são chocantes. O 2° Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no país apontou que 33,1 milhões – cerca de 15,5% dos brasileiros – vivem em situação de insegurança alimentar grave.
     
    Em um cenário assim, o trabalho de organizações da sociedade civil se torna essencial para combater a fome hoje, neste momento, e também para promover mudanças sistêmicas que construam um amanhã mais digno e justo. Para transformar essa trágica realidade, é preciso mobilização e apoio. [...]
      

Disponível:
https://movimentobemmaior.org.br/5-iniciativas-que-atuam-pela-
seguranca-alimentar-no-brasil/?gclid=CjwKCAjwr_CnBhA0Ei-
wAci5siv2Z6jszwmp1Y3rIfhIA0AtEqlmYJi1lYz1otCOT-
qpkZFRTXB4dy3BoCvk0QAvD_BwE . (Adaptado) Acesso em 10/08/2023.
Analise as alternativas e indique a correta:
Alternativas
Q2293626 Português

TEXTO II

Novos ministérios


Falam os jornais na criação de novos ministérios. Ninguém poderá dizer que seja uma desnecessidade. O Brasil é grande e rico. Estão aí a exposição e a caristia dos aluguéis de casa, para prová-lo. Até bem pouco era governado por cinco ministros: Guerra, Marinha, Viação, Justiça, Exterior. Há alguns anos acrescentaram mais um: o da Agricultura. Veio a calhar. A nossa lavoura definhava, a pecuária agonizava e a carne-seca estava barata. Mal é criado o Ministério da Agricultura, a lavoura toma um próspero surto; os bois, as vacas, os cabritos, os carneiros, os suínos aumentam de uma forma assustadora; e a carne-seca fica cara, caríssima. O exemplo dessa recente instalação ministerial é deveras animador para fazermos mais outras. Estou bem certo que, em vindo elas, as dificuldades atuais por que passam a Pátria, o Governo e o Povo desaparecerão. O que é indispensável é escolher bem os títulos de novos departamentos da alta administração federal e o objetivo de sua ação.

Apontam a criação de um Ministério dos Correios e Telégrafos. Para quê? Os Correios e Telégrafos, como estão, vão muito bem.

Fazer deles um ministério é complicar mais a coisa. Imaginem só um ministro de Estado, recebendo a reclamação pelo extravio de uma carta ou pela demora de transmissão de um despacho telegráfico? Será possível? Não; não pode ser.


Disponível em:

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16321/novos-

ministerios. Acesso em: 03 de set. 2023. (adaptado)

Com base no texto “Novos ministérios”, analise as afirmativas a seguir:


I. Em: “Estão aí a exposição e a caristia dos aluguéis de casa, para prová-lo.”, o termo caristia está incorretamente grafado, devendo ser substituído por “carestia”.
II. Em: “Até bem pouco era governado por cinco ministros [...]”, os termos grifados compõem uma locução adverbial de intensidade.
III. Em: “A nossa lavoura definhava, a pecuária agonizava e a carne-seca estava barata.”, os termos grifados são, respectivamente, um artigo definido, um verbo conjugado no modo indicativo e um substantivo composto. 


Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q2293590 Português

Automedicação pode ter graves consequências


Quem nunca tomou um remédio sem prescrição médica para curar uma dor de cabeça ou febre? Quem nunca pediu opinião a um amigo sobre qual medicamento ingerir em determinadas ocasiões? Quem nunca pesquisou sobre um sintoma na internet e, logo em seguida, se medicou, sem consultar um profissional?

O Brasil é recordista em automedicação. A pesquisa O Comportamento da Dor do Paulista, realizada em 2014 pelo Instituto de Pesquisa Hibou, identificou que o brasileiro da Região Sudeste é o que mais se automedica de forma indiscriminada e sem medo das consequências. Apenas 8% dos entrevistados nunca se automedicaram. Segundo o estudo, as dores que mais afetam os cidadãos são as de cabeça (42%), a lombar (41%), a cervical (28%) e nas pernas (26%).

Os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil desde 1994, segundo o Conselho Federal de Farmácia. De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, a automedicação levou para o hospital mais de 60 mil pessoas de 2010 a 2015. Outra preocupação refere-se à combinação inadequada dos produtos. Nesse caso, o uso de um remédio pode anular ou potencializar o efeito do outro ou, em situações mais graves, a ingestão incorreta ou irracional dos medicamentos também pode levar à morte. É o que explica o otorrinolaringologista de Brasília Jessé Lima Júnior. “O que mais preocupa é a ingestão dos antibióticos. O uso deles pode aumentar muito a resistência bacteriana, e a gente sempre ouve muito sobre as superbactérias, que acabam resultando em muita complicação dentro e fora dos hospitais”, ressaltou.

O médico também lembra que, embora a internet tenha facilitado o acesso às informações, nem sempre o que está ali é confiável. Ele cita o caso de pacientes que chegam ao seu consultório com ideias prévias e, muitas vezes, errôneas sobre os seus sintomas, inclusive indicando tratamentos. “Isso se agrava quando se tratam de problemas de saúde que requerem medicamentos de uso controlado”, alertou.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, em todo o mundo, mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou vendidos de forma inadequada. Cerca de 1/3 da população mundial tem carência no acesso a remédios essenciais e metade dos pacientes tomam medicamentos de forma inadequada.

Jessé Lima ressalta que medicamentos anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença, a menos que o profissional já tenha orientado dessa forma. “É o médico a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias, prescrevendo um tratamento adequado. Qualquer atitude fora disso gera um risco considerável”, disse.


Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/especialcidadania/automedicacao-pode-ter-graves-consequencias. Acesso em: 04 de set. 2023. (Adaptado)

Com base no texto “Automedicação pode ter graves consequências”, analise as afirmativas a seguir:

I. No trecho: “O médico também lembra que, embora a internet tenha facilitado o acesso às informações, nem sempre o que está ali é confiável.”, o primeiro artigo definido destacado está especificando o substantivo “médico”, enquanto o segundo artigo definido destacado está substantivando o verbo “acessar”.
II. Em: “O uso deles pode aumentar muito a resistência bacteriana, e a gente sempre ouve muito sobre as superbactérias [...]”, o substantivo destacado, “superbactérias” é composto por um prefixo, “super”, corretamente empregado nas palavras: super-rico, supersensível, superinteressante e superhabilidade.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2293585 Português

Era comum morrer de malária na Europa do século 14. Ninguém sabia como curar esse mal súbito caracterizado por febre alta, calafrios, dores no corpo e na cabeça - tudo acompanhado por um cansaço extremo. Incapazes de encontrar uma solução para a doença, a que mais matou na história da humanidade, os europeus a levaram às novas terras do outro lado do Atlântico. A malária veio a bordo dos navios negreiros, segundo uma recente e extensa pesquisa. E nunca mais saiu do continente. No entanto, os europeus não esperavam encontrar nos índios a primeira arma minimamente útil contra o mal. Na América do Sul, os índios já usavam extrato da casca de cinchona para combater os sintomas. Funcionava. A ponto de jesuítas levarem mudas da planta à Europa. E depois, no século 18, dois químicos franceses, Joseph Pelletier e Joseph Caventou, isolaram a quinina, presente na cinchona. O feito proporcionou a popularização do remédio indigena e, de quebra, a invenção da água tônica, refrigerante de quinino, derivado da quinina. Outros conhecimentos dos índios também viraram medicamentos de farmácia - e eles fazem parte, ainda hoje, da sua caixa de remédios. Mas antes é preciso saber que doença, para índio, é algo diferente. Não se cura apenas com remédio. Exige um ritual completo, com rezas e cantos. Qualquer problema de saúde envolve corpo, espírito e mente. A causa da malária, como a ciência moderna descobriria mais tarde, não se resumia à picada do mosquito Anopheles contaminado com o protozoário Plasmodium. Para eles, é um problema espiritual, uma praga jogada por um inimigo ou por espíritos da natureza que foram desrespeitados. Só uma negociação bem-sucedida entre o curandeiro (à base ou não de alucinógenos) e o espírito causador da doença pode salvar o paciente. "Existe uma tríade dentro do processo de cura xamânico: o poder da pessoa que conhece as palavras encantadas, as palavras em si, e a planta, que viabiliza a penetração daquela palavra", explica Renato Athias, professor de antropologia na Universidade Federal de Pernambuco e pesquisador da medicina tradicional na região do rio Negro. Eles aprenderam o que é bom ou não com base em séculos de observação atenciosa do circo da natureza em ação. E por meio de testes empíricos. Em uma briga entre lagarto e jararaca, a cobra leva a melhor. A picada dela o deixa fraco, perto da morte. Mas ele é esperto: foge da briga e corre atrás de remédio. Mastiga umas folhas e dias depois fica forte novamente. O índio, na espreita, acompanha todo aquele processo. Se alguém for picado por uma jararaca, ele corre em busca daquela mesma planta mastigada pelo lagarto. Primeiro, testa o remédio. Se der certo, a planta entra na lista de medicações daquela aldeia. Foi assim que, ao verem animais machucados roçando em uma árvore, os índios descobriram o poder cicatrizante do óleo de uma árvore chamada copaíba, por exemplo. O acúmulo de conhecimento se dá ao prestar atenção nas semelhanças entre formatos e cores das plantas e as doenças que elas combatem. Por exemplo, a madeira amarela de um tipo de abútua, uma trepadeira, e a seiva amarelada da caopiá, árvore também chamada de pau-de lacre, são usadas para curar doenças no fígado. Em casos de tosse com sangue, comem Boletus sanguineus, um tipo de cogumelo vermelho. Já a raiz em formato de serpente da parreira - brava serve para curar mordida de cobra. E se for picada daquela jararaca, dá para se livrar do veneno com o sumo da planta Dracontium polyphyllum - as cores do caule lembram a pele da cobra. Os índios repararam em outros detalhes, como no látex que sai da casca de algumas árvores. Exposto ao ar, o líquido parecia um verme Logo, aquele podia ser um bom remédio para lombriga. "As formas indígenas de classificar remédios naturais são sofisticadas" diz Maria Luiza Garnela, médica e antropóloga da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia. "Envolvem cheiros, identificação de resinas e semelhanças e diferenças entre plantas" Claro que nem toda semelhança dava certo. Esther Jean Langdon, professora de antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em saúde indígena, diz que era assim que se aprendia “Eles observam o que funciona. Fazem essa comparação com a natureza, mas testam para saber se dá certo”, explica. “É nesse sentido que eles têm uma ciência, não com experimentos em laboratórios, mas na vida”.


Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/remediode-indio. Acesso em: 04 de set. 2023. (Adaptado)

Com base no texto “Remédio de índio”, analise as afirmativas a seguir:


I. No trecho: “Mas ele é esperto: foge da briga e corre atrás de remédio.”, o substantivo “briga” está exercendo a função de núcleo do objeto indireto.
II. Em: “Por exemplo, a madeira amarela de um tipo de abútua, uma trepadeira, e a seiva amarelada da caopiá [...]”, a locução adverbial destacada é composta por uma preposição e um substantivo.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2292905 Português
A beleza total

        A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.
        A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.
        O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.
        Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves. 

(Contos Plausíveis. Carlos Drummond de Andrade.)
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino. São substantivos masculinos, EXCETO:
Alternativas
Q2292719 Português
Precisa-se

        Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria.
        É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais.
        Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
         P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Em nossa língua, há dois gêneros para determinar o sexo (real ou fictício) dos seres: masculino e feminino. O gênero, para os nomes dos seres vivos, normalmente corresponde ao sexo do indivíduo a que se refere o substantivo. São substantivos femininos apresentados no texto, EXCETO: 
Alternativas
Q2292548 Português
O termo “marco”, no título da charge, classifica-se gramaticalmente como
Alternativas
Q2292469 Português
A Raposa e as Uvas

        Uma raposa estava com fome e viu um delicioso cacho de uvas pendurado numa parreira. Decidida, fez vários esforços para alcançá-lo, mas não conseguiu cumprir a missão. Foi aí que, com ar de desdém, resolveu ir embora, afirmando: “Estão verdes”.
           Moral: Muitas vezes, quando não conseguimos cumprir um objetivo, temos tendência a culpar os outros.

Disponível em: https://www.culturagenial.com/fabulas-pequenascom-moral-e-interpretacao/ acesso em 24 de julho de 2023.
Assinale a alternativa em que o plural da palavra está INCORRETO: 
Alternativas
Q2292391 Português
Tendo em vista o fragmento “O atendimento ao público é o processo pelo qual uma organização, empresa ou instituição interage com os indivíduos, clientes, usuários ou cidadãos que buscam seus produtos, serviços ou informações”, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação das palavras sublinhadas. 
Alternativas
Q2291963 Português
Leia o texto.

TEXTO I

   VENDO IMÓVEL INDUSTRIAL, em bom estado de conservação, compreendendo uma quadra, galpão em blocos de concreto, cobertura de telhas de fibrocimento sobre estruturas metálicas tipo duas águas, forrado, com área de apoio completa, força 500 KVA, escritório com 400 m², área fabril 3.100 m², pátio pavimentado.

(Fonte: O Estado de São Paulo, 14/12/2022.)
Marque a alternativa que apresenta as classes gramaticais às quais pertencem os vocábulos em “VENDO IMÓVEL INDUSTRIAL”.
Alternativas
Q2291898 Português
Covardia

        Passeavam dois amigos numa floresta quando apareceu um urso feroz e se lançou sobre eles.
        Um deles subiu numa árvore e se escondeu, enquanto o outro ficava no caminho. Deixando-se cair ao solo, fingiu-se de morto.
        O urso se aproximou e cheirou o homem, mas, como este retinha a ___________, julgou-o morto e se afastou.
        Quando a fera estava longe, o outro _________ da árvore e perguntou, a gracejar, ao companheiro:
        – Que te disse o urso ao ouvido?
        – Disse-me que aquele que abandona o seu amigo no perigo é um covarde.

(Fonte: Lendas do céu e da terra – adaptado.)
Qual das seguintes palavras é um substantivo? 
Alternativas
Q2291895 Português
Covardia

        Passeavam dois amigos numa floresta quando apareceu um urso feroz e se lançou sobre eles.
        Um deles subiu numa árvore e se escondeu, enquanto o outro ficava no caminho. Deixando-se cair ao solo, fingiu-se de morto.
        O urso se aproximou e cheirou o homem, mas, como este retinha a ___________, julgou-o morto e se afastou.
        Quando a fera estava longe, o outro _________ da árvore e perguntou, a gracejar, ao companheiro:
        – Que te disse o urso ao ouvido?
        – Disse-me que aquele que abandona o seu amigo no perigo é um covarde.

(Fonte: Lendas do céu e da terra – adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo com o aumentativo do substantivo sublinhado:
Achamos que era um copinho, mas nos enganamos: aquele era um ________.
Alternativas
Q2291598 Português
TEXTO II

LOMBADA

        O computador, ao contrário do que se pensava, não salvará as florestas. Dizem que com o computador aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão. O computador estimula as pessoas a imprimir coisas. Como hoje qualquer um pode ser editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível. E nada dá uma impressão de permanência como a impressão, ainda menos uma tela ondulante que pode desaparecer com o toque de uma tecla errada. [...]
        Um livro está operacional no momento em que você o abre. Um disquete não substitui um livro.[...] Ninguém jamais lhe perguntará que disquetes você levaria para uma ilha deserta. Para o disquete valer um livro, você teria que viajar com um computador e a ilha teria que ter uma usina elétrica ou um revendedor de pilhas, o que descredenciaria como deserta e invalidaria a enquete.
        Mas desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem disquetes com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inigualáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de disquetes ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo, acrescente-lhe isto: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.

(VERÍSSIMO, LUIS. Lombada. O Estado de São Paulo, 02/11/1997, ADAPTADO).
Considere a frase: “O computador estimula as pessoas a imprimir coisas”. Marque a alternativa que apresenta as classes gramaticais presentes nessa frase, respectivamente:
Alternativas
Respostas
1341: B
1342: A
1343: D
1344: A
1345: D
1346: A
1347: A
1348: D
1349: D
1350: B
1351: A
1352: A
1353: B
1354: A
1355: D
1356: A
1357: C
1358: C
1359: B
1360: A