Questões de Concurso
Sobre substantivos em português
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Texto 1
A filosofia como forma de vida
A filosofia, ao menos desde os tempos de Sócrates (século V a.C.), tinha como principal objetivo ajudar os sujeitos a não viver uma mera vida animal, aprendendo a construir uma forma de vida própria (bios) que fosse além da mera sobrevivência imposta pela vida biológica (zoe). Cada sujeito deveria criar a forma de sua vida de acordo com as opções axiológicas e suas convicções epistêmicas.
Desse modo, o aparato conceitual desenvolvido por cada escola filosófica, episteme, tinha por finalidade auxiliar na constituição de um ethos ou modo de vida dos sujeitos. A finalidade filosófica de criar uma forma de vida é uma tarefa essencialmente ética. Só há ética no modo como o sujeito constitui sua vida. Como consequência, esse ethos influía nas formas coletivas que os sujeitos criaram nas pólis, política. Havia uma estreita relação entre a forma de vida e a forma política de governo.
A preocupação da filosofia por ajudar os sujeitos a criar uma forma de vida foi diminuindo a partir do século V d.C., com a transferência gradativa dessa tarefa para a teologia cristã, que vinha se consolidando como um saber que adaptou a mensagem bíblica e a tradição sapiencial oriental, própria da teologia semita, aos parâmetros da filosofia grega. Para uma parte significativa dos pensadores cristãos, a teologia cristã, do modo como eles a estavam construindo, era vista como a culminação da filosofia clássica. Michel Foucault considera que o momento crítico em que a filosofia se afastou da teologia, na sua originária missão de criar uma forma de vida, aconteceu no século XVII, quando a razão moderna separou definitivamente o conhecimento da ética, o saber do modo de ser. O que Foucault denominou de “momento cartesiano” representaria o declínio definitivo da filosofia moderna em sua missão de auxiliar os sujeitos a criar uma forma de vida.
Vários autores contemporâneos voltaram parte de suas pesquisas para essa problemática, identificando na filosofia um saber que tem a potencialidade de constituir formas de vida para os sujeitos. Para Foucault e Agamben, a filosofia é capaz de criar estilos de vida com autonomia efetiva dos sujeitos e, como consequência, uma prática que possibilite resistir aos dispositivos biopolíticos de sujeição e controle que dominam nossas sociedades.
RUIZ, C. B. A filosofia como forma de vida. Disponível em: <<http://
www.ihuonline.unisinos.br/artigo/5965-artigo-castor-bartolome-
A filosofia, ao menos desde os tempos de Sócrates (século V a.C.), tinha como principal objetivo ajudar os sujeitos a não viver uma mera vida animal, aprendendo a construir uma forma de vida própria (bios) que fosse além da mera sobrevivência imposta pela vida biológica (zoe).
Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
Para responder à questão, considere a seguinte frase retirada do texto:
Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa aconteça no interior do relacionamento.


Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Analise as seguintes assertivas a respeito de propostas de alteração do trecho:
I. Se a forma verbal ‘trata’ fosse alterada para o pretérito imperfeito, a reescrita da frase ficaria correta da seguinte forma: Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se tratava de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditavam que era necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição. II. Se o gênero do substantivo ‘alunos’ fosse alterado para o feminino, somente uma outra alteração seria necessária em função da correção do período. III. Se a expressão ‘exposição ao idioma’ fosse substituída por ‘aulas da língua’, outras duas alterações seriam necessárias para fins de concordância.
Quais estão corretas?

Disponível em: <http://professoracleides.blogspot.com.br/2011/08/dia-dos-pais-livrinho.html>. Acesso em: 11 fev. 2017.
Considerando o texto, assinale a alternativa em que as palavras, pela ordem, correspondem a um substantivo e a um adjetivo.Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)

http://chc.org.br/seguranca-comeca-em-casa/ – texto adaptado

http://chc.org.br/seguranca-comeca-em-casa/ – texto adaptado
“Trata-se de uma notícia interessante.”
O termo destacado é
“O Instituto de Pesquisas, visa a uma melhor qualidade de vida e ao bem-estar do ser humano”.
Na oração acima ocorre um ERRO de
Leia o texto e responda à questão.
Café na dose certa para preservar a sua saúde
“O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento.” Quando registrou esta frase, o escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850), um aficionado do líquido – há quem diga que entornava de 20 a 50 doses por dia -, certamente se referia ao poder energizante do fruto do cafeeiro. Afinal, com o auxílio dele, o autor deu cabo de uma obra com mais de 10 mil páginas. O que Balzac não podia imaginar é quão feliz foi em deixar a frase assim, tão abrangente. Atualmente, a ciência já sabe que dar disposição é só uma das qualidades do café.
O curioso é que ele chegou a amargar uma posição de desprestígio, mesmo sendo amplamente degustado. [...]. Segundo o médico, uma das explicações para esse bafafá todo tem a ver com o fato de que os primeiros estudos foram conduzidos com seu componente mais famoso, a cafeína – responsável pelo estado de excitação. “Só que os cientistas usavam altas doses e de uma só vez”, explica. Daí ocorriam batedeira no peito, aumento da pressão. [...]. Nesse sentido, o conteúdo da xícara seria mais poderoso que o vinho tinto. Certamente não é desculpa para exagerar, como Balzac fazia. De três a cinco xícaras por dia compõem a quantidade ideal para degustar dos seus benefícios. [...].
(Disponível em http://saude.abril.com.br/, acesso em agosto de 2017. Adaptado.)
A respeito de recursos expressivos empregados no texto, analise as afirmativas.
I - Em “ele chegou a amargar uma posição de desprestígio, mesmo sendo amplamente degustado”, o vocábulo amplamente é advérbio e, portanto, não apresenta flexão de número.
II - O sentido do advérbio quão, em “O que Balzac não podia imaginar é quão feliz foi em deixar a frase assim, tão abrangente”, é de comparação.
III - O vocábulo curioso, em “O curioso é que ele chegou a amargar uma posição de desprestígio”, está na função de substantivo, sendo antecedido por artigo.
IV - Em “O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento”, a conjunção e pode ser substituída por mas, sem prejuízo de sentido.
Estão corretas as afirmativas
