Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3466240 Português

Medo da eternidade 


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.


Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.


Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:


– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.


– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.


– Não acaba nunca, e pronto.


Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.


– E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


Perder a eternidade? Nunca.


O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.


– Acabou-se o docinho.E agora?


– Agora mastigue para sempre.


Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.


Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


– Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!


– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.


Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


(LISPECTOR, Clarice – In: SANTOS, J. F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

A alternativa em que a oração sublinhada expressa uma consequência é: 
Alternativas
Q3466026 Português
O menor vertebrado do mundo 






       Cientistas acreditam ter identificado o menor vertebrado do mundo: um minúsculo sapo brasileiro do tamanho de uma ervilha chamado Brachycephalus pulex (ou sapinho-pulga), de acordo com uma pesquisa recente.

        Em 2011, Mirco Solé, pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, foi o primeiro a analisar o tamanho desta espécie em comparação com o de outros sapos semelhantes. A amostra não era grande o suficiente na época para ser conclusiva, mas a pesquisa mais recente, na qual Solé e sua equipe mediram o comprimento do corpo de 46 sapos-pulgas, é mais abrangente.
 
        Descobriu-se que os sapos machos B. pulex mediam pouco mais de 7mm e as fêmeas eram ligeiramente maiores, com pouco mais de 8mm. A equipe também confirmou a maturidade e o sexo dos sapos examinando suas gônadas e verificando a presença de fendas vocais na garganta, que só os machos possuem.

      Como os menores vertebrados existentes, os sapos B. pulex enfrentam seus próprios desafios — além de serem difíceis de monitorar com precisão. Eles têm dificuldade para fazer algo em que os sapos deveriam ser inerentemente bons: pular.

       Na verdade, uma pesquisa de 2022 descobriu que esses vertebrados perdem o equilíbrio quando saem do solo. Eles são simplesmente tão pequenos que não conseguem fazer uso adequado dos seus sistemas vestibulares, que ajudam a controlar a estabilização.

     Mark D. Scherz, curador de herpetologia do Museu de História Natural da Dinamarca, diz que esta espécie de sapo "impressionantemente pequena" é muito provavelmente a detentora do título de menor vertebrado do mundo, e que a afirmação "tem base em um notável e grande conjunto de dados". Ainda assim, ele afirma que, embora existam muitas evidências, não é possível saber o que está por vir em termos de novas descobertas. Ele diz que embora seja provável que haja prováveis candidatos ao título de menor vertebrado nos próximos anos, essa classificação como "pequeno" depende de como a espécie está sendo medida. "Se tomarmos isso como uma medida linear, os sapos são atualmente vencedores", explica ele. "Mas se considerarmos a massa ou o volume, então os peixes provavelmente reivindicariam o título, já que são muito estreitos e delgados, enquanto os sapos são bastante redondos."


BBC News Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa cujo sublinhado sinaliza o objeto direto da oração.
Alternativas
Q3466025 Português
O menor vertebrado do mundo 






       Cientistas acreditam ter identificado o menor vertebrado do mundo: um minúsculo sapo brasileiro do tamanho de uma ervilha chamado Brachycephalus pulex (ou sapinho-pulga), de acordo com uma pesquisa recente.

        Em 2011, Mirco Solé, pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, foi o primeiro a analisar o tamanho desta espécie em comparação com o de outros sapos semelhantes. A amostra não era grande o suficiente na época para ser conclusiva, mas a pesquisa mais recente, na qual Solé e sua equipe mediram o comprimento do corpo de 46 sapos-pulgas, é mais abrangente.
 
        Descobriu-se que os sapos machos B. pulex mediam pouco mais de 7mm e as fêmeas eram ligeiramente maiores, com pouco mais de 8mm. A equipe também confirmou a maturidade e o sexo dos sapos examinando suas gônadas e verificando a presença de fendas vocais na garganta, que só os machos possuem.

      Como os menores vertebrados existentes, os sapos B. pulex enfrentam seus próprios desafios — além de serem difíceis de monitorar com precisão. Eles têm dificuldade para fazer algo em que os sapos deveriam ser inerentemente bons: pular.

       Na verdade, uma pesquisa de 2022 descobriu que esses vertebrados perdem o equilíbrio quando saem do solo. Eles são simplesmente tão pequenos que não conseguem fazer uso adequado dos seus sistemas vestibulares, que ajudam a controlar a estabilização.

     Mark D. Scherz, curador de herpetologia do Museu de História Natural da Dinamarca, diz que esta espécie de sapo "impressionantemente pequena" é muito provavelmente a detentora do título de menor vertebrado do mundo, e que a afirmação "tem base em um notável e grande conjunto de dados". Ainda assim, ele afirma que, embora existam muitas evidências, não é possível saber o que está por vir em termos de novas descobertas. Ele diz que embora seja provável que haja prováveis candidatos ao título de menor vertebrado nos próximos anos, essa classificação como "pequeno" depende de como a espécie está sendo medida. "Se tomarmos isso como uma medida linear, os sapos são atualmente vencedores", explica ele. "Mas se considerarmos a massa ou o volume, então os peixes provavelmente reivindicariam o título, já que são muito estreitos e delgados, enquanto os sapos são bastante redondos."


BBC News Brasil. Adaptado.
Considerando-se as regras de colocação pronominal, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3465882 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


“Conduzir trabalhos científicos focados em cachorros é uma forma importante de aprimorar as discussões sobre a saúde e o bem-estar desses animais. No entanto, vale ressaltar que esses resultados são válidos no contexto do Reino Unido, como constatam os autores da pesquisa, em nota.” 

Enquanto recurso de coesão textual, o papel da locução “no entanto”, no excerto apresentado, é de: 
Alternativas
Q3465835 Português
No último parágrafo, a palavra “quando” (linha 20) introduz uma oração
Alternativas
Q3465832 Português
No primeiro parágrafo, a regência do verbo “responder” está
Alternativas
Q3465587 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comparando as mutações genéticas dessas populações, os pesquisadores concluíram que a especialização em humanos ocorreu por volta de cinco mil anos atrás. Nessa época, terminava o "período úmido africano": por conta de mudanças cíclicas na órbita da Terra, o norte da África tem períodos alternados de umidade (caracterizado por alguma presença de lagos e florestas) e completamente desérticos. Estamos na fase mais seca, e conhecemos a região hoje como deserto do Saara.

Com a mudança de clima, as populações de mosquitos que viviam ali não encontravam mais animais para se alimentar e água para botar ovos. Daí se aproximaram das civilizações humanas, como as que viviam no rio Nilo. Não à toa, o nome Aedes aegypti faz referência ao Egito.

Por meio de registros históricos, sabemos que o espalhamento do mosquito pelo mundo só ocorreu no século 17 − em especial, com o tráfico de escravizados partindo da África para as Américas. O A. aegypti picava a tripulação e colocava os ovos nos barris de água dos navios.

A América do Sul e a Central proporcionaram o ambiente perfeito para o mosquito. A temperatura ideal para o desenvolvimento do Aedes aegypti é de 22ºC a 32ºC (4). Some isso à abundância de chuvas, e dá para dizer que os bichinhos encontraram um continente para chamar de seu.


(Super Interessante, março 2024)
Quanto à predicação, os verbos de: "O A. aegypti picava a tripulação e colocava os ovos nos barris de água dos navios." são:
Alternativas
Q3465542 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comparando as mutações genéticas dessas populações, os pesquisadores concluíram que a especialização em humanos ocorreu por volta de cinco mil anos atrás. Nessa época, terminava o "período úmido africano": por conta de mudanças cíclicas na órbita da Terra, o norte da África tem períodos alternados de umidade (caracterizado por alguma presença de lagos e florestas) e completamente desérticos. Estamos na fase mais seca, e conhecemos a região hoje como deserto do Saara.

Com a mudança de clima, as populações de mosquitos que viviam ali não encontravam mais animais para se alimentar e água para botar ovos. Daí se aproximaram das civilizações humanas, como as que viviam no rio Nilo. Não à toa, o nome Aedes aegypti faz referência ao Egito.

Por meio de registros históricos, sabemos que o espalhamento do mosquito pelo mundo só ocorreu no século 17 − em especial, com o tráfico de escravizados partindo da África para as Américas. O A. aegypti picava a tripulação e colocava os ovos nos barris de água dos navios.

A América do Sul e a Central proporcionaram o ambiente perfeito para o mosquito. A temperatura ideal para o desenvolvimento do Aedes aegypti é de 22ºC a 32ºC (4). Some isso à abundância de chuvas, e dá para dizer que os bichinhos encontraram um continente para chamar de seu.


(Super Interessante, março 2024)
 O termo "ao Egito" em: "Não à toa, o nome Aedes aegypti faz referência ao Egito.". Classifica-se como: 
Alternativas
Q3464149 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína. 


Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024.

Analise os seguintes trechos, retirados do texto:


Trecho I: Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


TrechoII: Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade.


Agora, analise as afirmações a seguir:


I. A primeira palavra em destaque exerce a função sintática de pronome relativo.


II. A segunda palavra em destaque exerce a função sintática de conjunção coordenativa explicativa.


III. A terceira palavra em destaque exerce a função sintática de conjunção subordinativa.


É correto o que se afirma

Alternativas
Q3463967 Português
No trecho "Segundo um livro de Wolf prestes a ser lançado no Brasil (O Cérebro no Mundo Digital - Os desafios da leitura na nossa era; ed. Contexto) e algumas pesquisas sobre o tema” (3º parágrafo), O termo destacado pode ser corretamente classificado como: 
Alternativas
Q3463966 Português
Sobre a oração “Esse circuito cerebral começou a se desenvolver quando nossos antepassados passaram a contar cabeças de gado...” (7º parágrafo), a oração subordinada destacada pode ser corretamente classificada como:
Alternativas
Q3459507 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado. (Parte 3)


Como os outros imunizantes, ele é feito com vírus atenuado e foi desenvolvido para proteger contra todos os tipos de dengue. A grande vantagem dessa vacina em relação às outras é que ela é aplicada em apenas uma dose. O dossiê para a aprovação deve ser submetido à Anvisa até o final deste ano.

E não é só o Brasil que deveria estar de olho nesses imunizantes. Espanha, França e Itália registraram 128 casos de dengue em 2023. Pouco, comparado aos nossos números − mas um salto de 2022, que teve 71 casos, e 2021, com apenas duas notificações da doença. Até poucos anos atrás, a Europa só registrava casos importados de outros países. Agora, já existe transmissão local.

A dengue não costumava afetar as zonas de clima ameno. O aumento das temperaturas e chuvas na Europa proporcionaram um novo ambiente não só para a proliferação do Aedes aegypti, mas também a do Aedes albopictus, responsável por boa parte das infecções por dengue no sudeste asiático.

É uma corrida contra o tempo − mas temos ferramentas para impedir que a dengue se torne um problema maior. Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros. Seu corpo agradece − mas o mosquito não.


(Super Interessante, Março de 2024)
É errado afirmar sobre o excerto "Seu corpo agradece - mas o mosquito não.": 
Alternativas
Q3459506 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado. (Parte 3)


Como os outros imunizantes, ele é feito com vírus atenuado e foi desenvolvido para proteger contra todos os tipos de dengue. A grande vantagem dessa vacina em relação às outras é que ela é aplicada em apenas uma dose. O dossiê para a aprovação deve ser submetido à Anvisa até o final deste ano.

E não é só o Brasil que deveria estar de olho nesses imunizantes. Espanha, França e Itália registraram 128 casos de dengue em 2023. Pouco, comparado aos nossos números − mas um salto de 2022, que teve 71 casos, e 2021, com apenas duas notificações da doença. Até poucos anos atrás, a Europa só registrava casos importados de outros países. Agora, já existe transmissão local.

A dengue não costumava afetar as zonas de clima ameno. O aumento das temperaturas e chuvas na Europa proporcionaram um novo ambiente não só para a proliferação do Aedes aegypti, mas também a do Aedes albopictus, responsável por boa parte das infecções por dengue no sudeste asiático.

É uma corrida contra o tempo − mas temos ferramentas para impedir que a dengue se torne um problema maior. Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros. Seu corpo agradece − mas o mosquito não.


(Super Interessante, Março de 2024)
"Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros.". Ocorreu falha na análise em:
Alternativas
Q3459502 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aedes hackeado. (Parte 3)


Como os outros imunizantes, ele é feito com vírus atenuado e foi desenvolvido para proteger contra todos os tipos de dengue. A grande vantagem dessa vacina em relação às outras é que ela é aplicada em apenas uma dose. O dossiê para a aprovação deve ser submetido à Anvisa até o final deste ano.

E não é só o Brasil que deveria estar de olho nesses imunizantes. Espanha, França e Itália registraram 128 casos de dengue em 2023. Pouco, comparado aos nossos números − mas um salto de 2022, que teve 71 casos, e 2021, com apenas duas notificações da doença. Até poucos anos atrás, a Europa só registrava casos importados de outros países. Agora, já existe transmissão local.

A dengue não costumava afetar as zonas de clima ameno. O aumento das temperaturas e chuvas na Europa proporcionaram um novo ambiente não só para a proliferação do Aedes aegypti, mas também a do Aedes albopictus, responsável por boa parte das infecções por dengue no sudeste asiático.

É uma corrida contra o tempo − mas temos ferramentas para impedir que a dengue se torne um problema maior. Enquanto os novos métodos e imunizantes não chegam, contente-se com o que você já sabe: abuse do repelente e elimine possíveis criadouros. Seu corpo agradece − mas o mosquito não.


(Super Interessante, Março de 2024)
Em: "Pouco, comparado aos nossos números - ". Considere o contexto e assinale a falha gramatical presente.
Alternativas
Q3459498 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"Existem duas aprovadas no Brasil: a Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi Pasteur, e QDenga, do japonês Takeda."
Da segunda oração, "aprovadas no Brasil", só é correto afirmar:
Alternativas
Q3459468 Português

Falácia do injustificável


Por Margareth Dalcolmo


     Inacreditável que, em meio a tantos problemas relevantes e preocupações no momento que vivemos, com guerras insanas, recrudescimento de ódios, vilipêndio de culturas, necessidade de reconstruir tanta coisa, e, por outro lado, maravilhas tecnológicas que nos inspiram e desafiam em torná-las acessíveis ao maior número de pessoas, estejamos diante de uma discussão sobre algo tão sobejamente nocivo, em todos os sentidos, como os dispositivos eletrônicos de fumar. Mas o fato é que nas últimas semanas se intensificou o assunto, sob a pressão de produtores e políticos, para que a regulamentação vigente no Brasil desde 2009 e ratificada em 2022 seja revista, liberando a comercialização.
     Independentemente do teor de qualquer argumento, subjetivo ou científico, a configurar uma retórica construída sobre o que poderíamos definir como uma criação do mal, é preciso deixar claro, para os não iniciados nessa já cansada discussão, que após tentativas de captar novos adictos em nicotina, ao longo dos anos, com uso de filtros, seguidas de formulações chamadas “light”, surgem no mercado, nos últimos quinze anos, os dispositivos eletrônicos de fumar. Se fossem apenas suntuários e lúdicos, como tantos outros objetos de consumo da nossa contemporaneidade, seriam aceitáveis. Mas não. Surgiram da obstinação da indústria em lucrar, após a redução do número de fumantes em várias regiões do planeta. Eles não são inocentes, eles não podem ser travestidos de “redutores de danos” em pessoas que querem abandonar os cigarros convencionais, uma vez que contém altas doses de nicotina, que é a substância altamente viciante. Estamos assim a criar novas legiões de dependentes. E aos que nos questionam, então o porquê de ser reaberta essa discussão em consulta pública pela Anvisa, como ora ocorre, por sessenta dias, esclarecemos que esse é um procedimento de boas práticas em processos regulatórios, e não necessariamente modifica o racional.
     O Brasil como país vitorioso em sua pioneira luta contra os cigarros convencionais de direitos individuais, reduzindo substantivamente o número de usuários de quase 40% para menos de 10% da população, também o é na regulação que criou, desde 2009, proibindo a comercialização de qualquer produto de tabaco aquecido em território nacional. É falacioso afirmar que fabricar, gerar empregos e impostos superaria os gastos com saúde em decorrência das doenças.
     É repetitivo afirmar que há consenso entre especialistas que a indústria do tabaco seja responsável por causar dezenas de doenças e 12% dos óbitos no mundo, de acordo com as estimativas da OMS. O uso desses dispositivos desencadeou até mesmo o surgimento de uma nova doença, denominada Evali (Doença Pulmonar Associada aos Produtos de Cigarro eletrônico ou Vaping), que pode levar o paciente à UTI, ou mesmo à morte, em decorrência de insuficiência respiratória. É falacioso afirmar que o Evali foi apenas um surto, ocorrido nos Estados Unidos, causado por concentrações sem controle de substâncias, entre elas o THC.
     É falsa também a informação que a utilização de dispositivos eletrônicos de fumar no país quase quadruplicou em 4 anos. Toda a publicidade para a venda desses produtos não tem como alvo os dependentes do cigarro tradicional, mas sim um novo mercado consumidor composto, principalmente, por jovens, adolescentes e até mesmo crianças. No Brasil, entre estudantes de 13 a 17 anos, 16,8% já experimentaram cigarro eletrônico, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que contempla o período de 2009 a 2019.
     Na reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa dos últimos dias, houve manifestações subjetivas de pessoas, o que não deverá ser considerado em análise técnica frente aos relatórios absolutamente bem documentados com base na cronologia dos fatos científicos e experiências de regulamentação de outros países, apresentados nos votos dos diretores, em particular pelo Diretor Presidente Barra Torres. A Academia Nacional de Medicina também publicou contundente parecer contra qualquer liberação desses produtos.
     Como os senhores da guerra, historicamente não matam, mandam matar e não morrem, mandam morrer, imagino que nenhum dono da poderosa indústria tabageira fume dispositivos eletrônicos ou estimulem que seus filhos o façam, em nome da preservação da saúde e do bem estar e tampouco se permitam a desfaçatez do argumento de “redução de danos”. 

Para responder a questão, avalie o parágrafo a seguir.


É repetitivo afirmar que há consenso entre especialistas que a indústria do tabaco seja responsável por causar dezenas de doenças e 12% dos óbitos no mundo, de acordo com as estimativas da OMS. O uso desses dispositivos desencadeou até mesmo o surgimento de uma nova doença, denominada Evali (Doença Pulmonar Associada aos Produtos de Cigarro eletrônico ou Vaping), que pode levar o paciente à UTI [1], ou mesmo à morte, em decorrência de insuficiência respiratória. É falacioso afirmar que o Evali foi apenas um surto [2], ocorrido nos Estados Unidos, causado por concentrações sem controle de substâncias, entre elas o THC.


Em relação às duas orações em destaque, é correto afirmar:

Alternativas
Q3459467 Português

Falácia do injustificável


Por Margareth Dalcolmo


     Inacreditável que, em meio a tantos problemas relevantes e preocupações no momento que vivemos, com guerras insanas, recrudescimento de ódios, vilipêndio de culturas, necessidade de reconstruir tanta coisa, e, por outro lado, maravilhas tecnológicas que nos inspiram e desafiam em torná-las acessíveis ao maior número de pessoas, estejamos diante de uma discussão sobre algo tão sobejamente nocivo, em todos os sentidos, como os dispositivos eletrônicos de fumar. Mas o fato é que nas últimas semanas se intensificou o assunto, sob a pressão de produtores e políticos, para que a regulamentação vigente no Brasil desde 2009 e ratificada em 2022 seja revista, liberando a comercialização.
     Independentemente do teor de qualquer argumento, subjetivo ou científico, a configurar uma retórica construída sobre o que poderíamos definir como uma criação do mal, é preciso deixar claro, para os não iniciados nessa já cansada discussão, que após tentativas de captar novos adictos em nicotina, ao longo dos anos, com uso de filtros, seguidas de formulações chamadas “light”, surgem no mercado, nos últimos quinze anos, os dispositivos eletrônicos de fumar. Se fossem apenas suntuários e lúdicos, como tantos outros objetos de consumo da nossa contemporaneidade, seriam aceitáveis. Mas não. Surgiram da obstinação da indústria em lucrar, após a redução do número de fumantes em várias regiões do planeta. Eles não são inocentes, eles não podem ser travestidos de “redutores de danos” em pessoas que querem abandonar os cigarros convencionais, uma vez que contém altas doses de nicotina, que é a substância altamente viciante. Estamos assim a criar novas legiões de dependentes. E aos que nos questionam, então o porquê de ser reaberta essa discussão em consulta pública pela Anvisa, como ora ocorre, por sessenta dias, esclarecemos que esse é um procedimento de boas práticas em processos regulatórios, e não necessariamente modifica o racional.
     O Brasil como país vitorioso em sua pioneira luta contra os cigarros convencionais de direitos individuais, reduzindo substantivamente o número de usuários de quase 40% para menos de 10% da população, também o é na regulação que criou, desde 2009, proibindo a comercialização de qualquer produto de tabaco aquecido em território nacional. É falacioso afirmar que fabricar, gerar empregos e impostos superaria os gastos com saúde em decorrência das doenças.
     É repetitivo afirmar que há consenso entre especialistas que a indústria do tabaco seja responsável por causar dezenas de doenças e 12% dos óbitos no mundo, de acordo com as estimativas da OMS. O uso desses dispositivos desencadeou até mesmo o surgimento de uma nova doença, denominada Evali (Doença Pulmonar Associada aos Produtos de Cigarro eletrônico ou Vaping), que pode levar o paciente à UTI, ou mesmo à morte, em decorrência de insuficiência respiratória. É falacioso afirmar que o Evali foi apenas um surto, ocorrido nos Estados Unidos, causado por concentrações sem controle de substâncias, entre elas o THC.
     É falsa também a informação que a utilização de dispositivos eletrônicos de fumar no país quase quadruplicou em 4 anos. Toda a publicidade para a venda desses produtos não tem como alvo os dependentes do cigarro tradicional, mas sim um novo mercado consumidor composto, principalmente, por jovens, adolescentes e até mesmo crianças. No Brasil, entre estudantes de 13 a 17 anos, 16,8% já experimentaram cigarro eletrônico, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que contempla o período de 2009 a 2019.
     Na reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa dos últimos dias, houve manifestações subjetivas de pessoas, o que não deverá ser considerado em análise técnica frente aos relatórios absolutamente bem documentados com base na cronologia dos fatos científicos e experiências de regulamentação de outros países, apresentados nos votos dos diretores, em particular pelo Diretor Presidente Barra Torres. A Academia Nacional de Medicina também publicou contundente parecer contra qualquer liberação desses produtos.
     Como os senhores da guerra, historicamente não matam, mandam matar e não morrem, mandam morrer, imagino que nenhum dono da poderosa indústria tabageira fume dispositivos eletrônicos ou estimulem que seus filhos o façam, em nome da preservação da saúde e do bem estar e tampouco se permitam a desfaçatez do argumento de “redução de danos”. 

Para responder a questão, avalie o parágrafo a seguir.


É repetitivo afirmar que há consenso entre especialistas que a indústria do tabaco seja responsável por causar dezenas de doenças e 12% dos óbitos no mundo, de acordo com as estimativas da OMS. O uso desses dispositivos desencadeou até mesmo o surgimento de uma nova doença, denominada Evali (Doença Pulmonar Associada aos Produtos de Cigarro eletrônico ou Vaping), que pode levar o paciente à UTI [1], ou mesmo à morte, em decorrência de insuficiência respiratória. É falacioso afirmar que o Evali foi apenas um surto [2], ocorrido nos Estados Unidos, causado por concentrações sem controle de substâncias, entre elas o THC.


A interligação entre os dois últimos períodos é estabelecida por um conector elíptico. Um conector que pode ser utilizado para esclarecer a relação de sentido é o

Alternativas
Q3459362 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

Para responder a questão, considere o período abaixo.


O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos. 


No período, o termo “mas”, em destaque, inicia uma



Alternativas
Q3459361 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

Para responder a questão, considere o período abaixo.


O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos. 


Se a palavra “fruto” for para o plural, a nova versão do período será: 

Alternativas
Q3459357 Português
TEXTO 1 


https://www.facebook.com/tirasarmandinho/photos/a.488361671209144/2643288769049746/?locale=pt_BR 

Para responder a questão, considere o segundo quadro do texto.


Nesse trecho, os três verbos têm 

Alternativas
Respostas
15121: A
15122: A
15123: B
15124: B
15125: E
15126: D
15127: B
15128: C
15129: B
15130: E
15131: B
15132: C
15133: A
15134: C
15135: B
15136: B
15137: A
15138: D
15139: C
15140: A