Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3173132 Português
Assinale a alternativa que a conjunção em destaque estabelece uma relação de condição. 
Alternativas
Q3173129 Português
Há erro de concordância nominal em qual das alternativas abaixo? 
Alternativas
Q3173125 Português
Assinale a alternativa que não apresenta erro de regência nominal. 
Alternativas
Q3173124 Português
Assinale a alternativa que possui um erro de concordância verbal. 
Alternativas
Q3172747 Português
Todas as sentenças a seguir apresentam regência verbal transitiva direta, exceto: 
Alternativas
Q3172717 Português
Analise a expressão abaixo:
Uma garçonete presenteou a todos, com gestos, palavras e sorrisos.
Os termos em destaque são respectivamente:
Alternativas
Q3172419 Português
Santinho

(Luiz Fernando Veríssimo)

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.

    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.

   Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.

    Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco.

    Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. 
[Questão inédita] Leia a frase a seguir:
Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear.” (4º parágrafo)
A conjunção em destaque só não pode ser substituída por:
Alternativas
Q3172416 Português
Santinho

(Luiz Fernando Veríssimo)

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.

    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.

   Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.

    Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco.

    Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. 
[Questão inédita] Marque a alternativa com a concordância verbal e nominal correta:
Alternativas
Q3172269 Português
Destaque a alternativa que apresenta um erro de regência verbal.
Alternativas
Q3172268 Português
A regência nominal foi respeitada em qual das alternativas abaixo?
Alternativas
Q3172267 Português
Escolha corretamente o termo que completa os enunciados abaixo:

I – Água é _______________ para a pele e os cabelos. (bom / boa)
II – É _______________ permanência de crianças no corredor da escola. (proibido / proibida)
III – É _______________ a proteção de todos os animais de rua. (necessário / necessária)
IV – Ana permanece _______________ . (só / sós)
Alternativas
Q3172266 Português
Assinale a alternativa que traz um erro de concordância verbal.
Alternativas
Q3172207 Português
Analise as expressões abaixo, destaque os termos que as completam corretamente. Marque a alternativa correspondente.

I - ________________ dez horas que meu celular não toca. (Faz / Fazem)
II – Envie _______________ as duplicatas correspondentes. (anexa / anexas)
III – É ________________ permanência no campo de futebol. (proibida / proibido)
IV – Já há ______________ enfeites na festa. (bastante / bastantes)
Alternativas
Q3172126 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância.
Alternativas
Q3172123 Português
Analise as expressões abaixo. Assinale a que foi construída de forma incorreta, em relação à regência verbal.
Alternativas
Q3172025 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Liberdade na vida é ter um amor para se prender. A gente reclama muito da dependência, mas como é maravilhosa a dependência! Confiar no outro.


Confiar no outro a ponto de não somente repartir a memória, mas repartir as fantasias. Confiar no outro a ponto de esquecer quem se foi, sem que o outro esteja junto.


É talvez chegar em casa e contar seu dia e só sentir que teve um dia quando a gente conta como foi. É como se o ouvido da outra pessoa fosse nossos olhos. Amar é uma confissão.


Amar é justamente quando o sussurro funciona muito melhor do que um grito...


Fabrício Carpinejar


https://www.pensador.com/frase/ODMxMTcw/ 

Em relação ao texto, considere as seguintes afirmações:



I. O texto de Fabrício Carpinejar apresenta uma reflexão profunda sobre o amor e a liberdade, propondo um paradoxo: a verdadeira liberdade está em prender-se ao outro pelo amor.


II. As palavras dependência e memória são acentuadas pela mesma regra, enquanto a palavra "SÓ" é acentuada por ser uma oxítona terminada em "O".


III. Na frase "Confiar no outro a ponto de esquecer quem se foi, sem que o outro esteja junto", a vírgula foi usada para separar as orações subordinadas na estrutura da frase, indicando uma pausa e auxiliando na clareza da ideia.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3171954 Português
Assinale a opção que apresenta a frase que mostra uma oração concessiva.
Alternativas
Q3171696 Português
Talvez uma das ignorâncias que temos, quando o assunto é o futuro, seja acreditar
sobremaneira nele

Por Mário Corso


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2024/10– texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise as seguintes assertivas sobre propostas de alterações no texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 


( ) A substituição de “tanto que” (l. 02-03) por “porque” não provocaria alteração de sentido entre as orações que relaciona.


( ) O sujeito do verbo “pensam” (l. 05) está implícito.


( ) O vocábulo “cegos” (l. 08) é um adjetivo, entretanto, em outro contexto, poderia ser classificado como substantivo.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3171695 Português
Talvez uma das ignorâncias que temos, quando o assunto é o futuro, seja acreditar
sobremaneira nele

Por Mário Corso


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2024/10– texto adaptado especialmente para esta prova). 
Na linha 25 do texto, o conector “ou” introduz ideia de:
Alternativas
Q3171694 Português
Talvez uma das ignorâncias que temos, quando o assunto é o futuro, seja acreditar
sobremaneira nele

Por Mário Corso


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2024/10– texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considere o fragmento do texto “nossos olhos testemunharam-no” (l. 07), as asserções que seguem e a relação proposta entre elas:  


I. “-no” funciona como objeto direto.


E


II. O verbo testemunhar é transitivo direto.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Respostas
14021: C
14022: C
14023: D
14024: D
14025: B
14026: C
14027: C
14028: C
14029: C
14030: D
14031: C
14032: E
14033: C
14034: B
14035: D
14036: D
14037: A
14038: D
14039: A
14040: A