Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 53.172 questões

Q3664535 Português
Sobre as frases “A chuva estava forte.”, “Choveu muito ontem.” e “Vive-se bem neste bairro.” Podemos afirmar que:  
Alternativas
Q3664534 Português
Qual é o predicado da frase “O senhor José encomendou muitos pães para a festa de amanhã.”? 
Alternativas
Q3662147 Português
A frase "Você fez a tarefa?" é uma frase
Alternativas
Q3659917 Português
Marque a alternativa que cita e exemplifica, de forma correta, o uso da vírgula nos períodos compostos.
Alternativas
Q3659914 Português
Crônica: o café que nos une.

O que nos distancia e nos faz ignorar que somos uma só espécie? Como aceitamos abismos sociais tão cruéis? Por que alguns tanto têm e outros têm tão pouco?

Com essas perguntas rondando meus pensamentos saí da padaria onde tomei o café da manhã e rumei ao trabalho. A razão desses questionamentos foi um jovem adolescente na mesa ao lado da minha durante o desjejum. Ainda que estivesse bem arrumado, cabelo penteado, pelas roupas um tanto quanto velhas e desajustadas, talvez de segunda mão e ganhas de alguém, podia se perceber que era um rapaz economicamente vulnerável, humilde.

Ele tinha na mesa uma xícara de café, como eu, e um pão d’água provavelmente recheado de presunto e queijo, não como eu com minha salada de frutas, suco e um sanduíche de pão ciabatta. Mas o que despertou a atenção sobre aquela quase criança foi que, enquanto alguns na padaria conversavam em suas mesas, todos os demais aproveitavam para mexer no celular, menos ele. Eu fazia parte dos que mexia. Usava aquele momento para me atualizar nas notícias locais e nacionais pelos sites a dedo escolhidos. Enquanto isso, o rapaz comia o pão e tomava o café, olhando para a mesa à sua frente e para o vazio da parede adiante.

Ele estava constrangido, parecia não sentir pertencer àquele lugar. E infelizmente o lugar não parecia se importar com ele. Por que afinal ele não fazia como todos e apanhava seu celular e começava a dedilhar nele, mandando mensagens de whatsapp, postando fotos no facebook? Concluí que ele não tinha um celular. Sua situação de pobreza não devia permitir esse prazer. E isso o incomodava. 

Diferente do que se pode esperar de adultos, conscientes de seu lugar no mundo e seguros o suficiente para sentarem-se sozinhos à mesa de qualquer lugar e desfrutar o momento independentemente de um aparelho tecnológico nas mãos, os adolescentes não possuem ainda segurança, autoestima consolidadas e mais do que os outros buscam aceitação, mesmo que tentando ser diferentes.

Para aquele rapaz o fato de não ter com o que se ater além da comida, num mundo onde as redes tecnológicas estão presentes nos quatro cantos, o fato de estar claro a todos que não tinha um celular, isso o incomodava, constrangia. E acabou por também me constranger. Dia desses li um texto do grande jurista e amigo Salah H. Khaled Jr, intitulado “Justiça, liberdade e meritocracia: o que é fazer a coisa certa?”. Em uma brilhante passagem, ele afirma que:

“Temos que assumir a responsabilidade sobre a forma com que as pessoas vivem. Não é uma força da natureza que produz miséria, fome e exclusão. Não é uma catástrofe que nega a expansão da cidadania. Somos nós. São as decisões que nós tomamos como sociedade, sobre como escolhemos lidar com a falta de oportunidade. Podemos simplesmente fingir que não existe desigualdade, especialmente quando as condições operam a nosso favor.”

Toda razão ao Salah. Que mundo difícil esse que cria consumidores e não cidadãos. Que mundo injusto esse que admite tantas pessoas vivendo em condições desiguais e sem oportunidades. Eu tive oportunidades. Não precisei dar saltos triplos para superar a linha da miséria e agarrar com todas as forças, muitas vezes sem resultados, oportunidades singulares, garimpadas em uma selva de pedras. Eu tive pessoas que me incentivaram, que me auxiliaram e me sustentaram em meu crescimento e em minha educação, que não me deixaram desistir de meus sonhos (ainda não deixam). 

Essas oportunidades me chegaram gratuitamente, por sorte, porque nasci do lado de cá da linha que separa o mundo de quem tem alguma condição social e econômica boa, que tem uma família que educa, protege e ama [...]. Não sei quando alcançaremos uma sociedade livre, justa e solidária, como prevê a Constituição Federal.

Não sei quando conseguiremos erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, como prevê a Constituição Federal. Não sei quando concretizaremos o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, como prevê a Constituição Federal. O que sei é que estamos longe desse mundo idealizado pelo Constituinte de 1988. E precisamos acreditar que ele é possível, que é importante por ele trabalhar todos os dias de nossas vidas.

Naquele momento, ali na padaria ao lado daquele jovem, o que eu pude fazer foi guardar meu celular no bolso e, sem mais, tomar meu café olhando para a mesa à minha frente e para o vazio da parede adiante.

João Marcos Buch - Juiz de Direito da Vara de Execuções Penais/ Corregedor do Sistema Prisional da Comarca de Joinville/escritor.
https://www.jusbrasil.com.br
“Ainda que estivesse bem arrumado, cabelo penteado [...], podia se perceber que era um rapaz economicamente vulnerável, humilde.” 2º§
Nesse período, o conector discursivo destacado exprime ideia de: 
Alternativas
Q3658817 Português

As árvores e o machado


Um lenhador foi até a floresta pedir às árvores que lhe dessem um cabo para seu machado.


As árvores acharam que não custava nada atender ao pedido do lenhador e resolveram sacrificar o freixo, que era uma árvore comum e modesta.


Mas, assim que recebeu o que tinha pedido, o lenhador começou a atacar com seu machado tudo o que encontrava pela frente na floresta, derrubando as mais belas árvores.

O carvalho só se deu conta da tragédia quando era tarde demais. Espantado, ele cochichou para o cedro: 


- Foi um erro atender ao pedido do lenhador. Por que sacrificamos o freixo? Se não tivéssemos feito isso, quem sabe ainda viveríamos muitos e muitos anos!

Esopo

“O carvalho só se deu conta da tragédia quando era tarde demais.” 4º parágrafo A frase destacada acima transmite uma ideia de:
Alternativas
Q3655519 Português
Na linha 21, a palavra “Já” apresenta valor 
Alternativas
Q3655517 Português
No curto prazo, no fim desta semana, segundo o coordenador substituto de operações e modelagem do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), Giovanni Dolif. (L.8-9)
O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de
Alternativas
Q3655513 Português
É possível, ainda, que águas ainda aquecidas ajudem a manter o tempo mais quente e as chuvas volumosas do fim de março para depois do começo de abril, mantendo as chances de tempestades ao longo do começo do outono. (L.16-17) A oração sublinhada no período acima desempenha papel de
Alternativas
Q3655512 Português
É nessas regiões que a redução de temperatura durante a estação pode ser mais acentuada. (L11-12) No período acima, o QUE classifica-se como
Alternativas
Q3632959 Português

Classifique as orações em ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA:



I. Eu quero que saiba que você não está sozinho.


II. A vida necessita de que tenhas esperança.  

Alternativas
Q3632958 Português
Indique a alternativa que apresenta corretamente o adjunto adnominal: “Meu filho é um homem responsável e não se envolve em brigas.” 
Alternativas
Q3627510 Português
Assinale a alternativa que indique a ordem que preenche corretamente as lacunas:

I. Justiça entre os homens é ______.
II. __________ entrada de estranhos.
III. Cerveja é ____________.
Alternativas
Q3627501 Português
Leia o trecho da crônica de Rubem Braga e responda à questão

Meio-dia e meia

Acho muito simpática a maneira de a Rádio Nacional anunciar a hora: "onze e meia" no lugar de "vinte e três e trinta" [...]. Mas confesso minha implicância com aquele "meio-dia e meia".

Sei que "meio-dia e meio" está errado; "meio" se refere a hora e tem de ficar no feminino. Sim, "meio-dia e meia". Mas a língua é como a mulher de César: não lhe basta ser honesta, convém que o pareça. Aquele "meia" me dá ideia de teste de colégio para pegar estudante distraído. Para que fazer da nossa língua um alçapão?

Lembrando um conselho que me deu certa vez um amigo boêmio quando lhe perguntei se certa frase estava certa ("Olhe, Rubem, faça como eu, não tope parada com a gramática: dê uma voltinha e diga a mesma coisa de outro jeito") [...] Aliás, a língua da gente não tem apenas regras: tem um espírito, um jeito, uma pequena alma que aquele "meio-dia e meia" faz sofrer. E, ainda que seja errado, gosto da moça que diz: "Estou meia triste..." Aí, sim, pelo gênio da língua, o "meia" está certo.

BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 58. 
“Acho muito simpática a maneira de a Rádio Nacional anunciar a hora: "onze e meia" no lugar de "vinte e três e trinta" [...]. Mas confesso minha implicância com aquele "meio-dia e meia".”

No trecho destacado, há presença de um tipo de sujeito, contido na alternativa: 
Alternativas
Q3627420 Português
Leia as seguintes frases e selecione as alternativas CORRETAS quanto a concordância:

1) 1% não aprova a decisão.
2) 1% dos entrevistados concorda com o cancelamento da festa.
3) Fui eu e a minha colega que enviou os convites.
4) Fomos nós que enviamos os convites.
5) Fui eu quem atendi a chamada.
Alternativas
Q3627240 Português
Qual das alternativas abaixo representa o núcleo do sujeito da oração: "Os avós, os pais e seus filhos viviam na fazenda da família."?
Alternativas
Q3627234 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

As cem linguagens da criança

(Loris Malaguzzi)

A criança é feita de cem.
A criança tem cem mãos cem pensamentos
cem modos de pensar de jogar e de falar.
Cem sempre cem modos de escutar as
maravilhas de amar.
Cem alegrias para cantar e compreender.
Cem mundos para descobrir.
Cem mundos para inventar.
Cem mundos para sonhar.
A criança tem cem linguagens (e depois
cem cem cem) mas roubaram-lhe noventa e
nove.
A escola e a cultura lhe separam a cabeça
do corpo.
Dizem-lhe: de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e de maravilhar-se só na Páscoa e
no Natal.
Dizem-lhe: de descobrir um mundo que já
existe
e de cem roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas que não estão juntas.
Dizem-lhe enfim: que as cem não existem.
A criança diz: ao contrário, as cem existem.
“A criança tem cem linguagens (e depois cem cem cem) mas roubaram-lhe noventa e nove”

Nesse verso, o elemento coesivo “mas” pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido da informação EXCETO por: 
Alternativas
Q3625174 Português
Das alternativas abaixo, qual representa o núcleo do sujeito da oração:

"As flores e os jardineiros viviam na fazenda da família." 
Alternativas
Q3625168 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nova política de alfabetização formará professores

Meta do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é implementar Política de Formação de Gestores Educacionais e Professores em todos os estados do país

Captura_de tela 2025-09-29 150445.png (382×270)


Garantir que 100% dos municípios e estados do país implementem as Políticas de Formação de Gestores (as) Escolares e de Formação de Professores (as) Alfabetizadores (as), essa é a meta do Eixo Formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – uma nova política de alfabetização do Governo Federal, lançada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 12 de junho. O MEC considera que o processo de formação continuada dos profissionais da educação é um pilar estruturante da garantia do sucesso de cada criança. Por essa razão, estão sendo planejadas diferentes ações de formação. Para fortalecer o regime de colaboração e o princípio da corresponsabilização da União, dos estados e dos municípios na garantia da alfabetização de todas as crianças brasileiras, o Ministério atuará fornecendo assistência técnica e financeira para que todas as redes públicas do país construam e implementem sua política de formação. As políticas de formação devem respeitar as singularidades e especificidades de cada território e as trajetórias já existentes de formação em cada sistema de ensino. Serão disponibilizados pelo MEC recursos financeiros e um conjunto de diretrizes técnicas para o desenho e a atualização dessas políticas, à luz das principais evidências acumuladas no campo científico. As diretrizes técnicas pretendem assegurar que os investimentos realizados estejam sintonizados com uma visão de alfabetização emancipadora, aos processos de aprendizagem das crianças, às estratégias de ensino dos docentes e às práticas de coordenação pedagógica e de gestão escolar. Além dessa forma de assistência técnica e financeira, o MEC também disponibilizará programas de formação complementares nos quais os municípios e estados poderão incluir seus professores, coordenadores pedagógicos, diretores de escola e técnicos das secretarias de educação, gratuitamente.

Comissão Científica – o processo de formulação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada contou com um diálogo muito importante dos pesquisadores e pesquisadoras das universidades públicas brasileiras. A Associação Nacional de Pós-graduação em Educação (ANPEd) e a Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf), entidades reconhecidas no campo, foram escutadas com atenção e puderam sinalizar elementos importantes para a Política. Essa colaboração será permanente na implementação da nova política de alfabetização. O MEC contará com uma Comissão Científica para apoiar, monitorar e fortalecer as estratégias de gestão, formação e avaliação permanente do Compromisso. Dessa maneira, os pesquisadores e as pesquisadoras poderão colaborar ativamente para a melhoria contínua da Política.
Quanto à participação das universidades e demais pesquisadores do campo no eixo de formação, as redes municipais e estaduais de educação poderão utilizar os recursos federais para estabelecer parcerias com essas instituições, com apoio técnico do MEC.

Plataforma – o Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC, o Avamec, será um instrumento da política, no eixo de formação. Até o ano passado, esse ambiente ofertava cursos em regime autoinstrucional, nas diferentes áreas de política educacional. A partir deste ano, será remodelado para funcionar de forma interativa, garantindo que os profissionais possam participar de cursos síncronos, com interações ao vivo, facilitando a criação de comunidades de aprendizagem. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada mobilizará esse novo ambiente virtual para ampliar a potência das políticas de formação dos estados e dos municípios e para conectar 7.200 profissionais que formarão a Rede Nacional de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).

Eixos – as estratégias de implementação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada serão operacionalizadas por meio de políticas, programas e ações integradas em cinco eixos estruturantes: governança e gestão da política de alfabetização; formação de profissionais da educação e melhoria das práticas pedagógicas e de gestão escolar; melhoria e qualificação da infraestrutura física e insumos pedagógicos; sistemas de avaliação; e reconhecimento e compartilhamento de boas práticas.

Compromisso – a nova política de alfabetização terá um investimento de cerca de 1 bilhão, em 2023, e mais R$ 2 bilhões durante os próximos três anos. A expectativa é beneficiar 4 milhões de estudantes de 4 e 5 anos de idade, em 80 mil escolas públicas que ofertam pré-escola; 4,5 milhões de 6 e 7 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais; e 7,3 milhões de 8 a 10 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais. 


Assessoria de Comunicação Social do MEC, com
informações da Secretaria de Educação Básica

Publicado em 16/06/2023 15h56
Analisando-se a estruturação dos períodos que compõem o texto, mais especificamente o período:

“Garantir que 100% dos municípios e estados do país implementem as Políticas de Formação de Gestores (as) Escolares e de Formação de Professores (as) Alfabetizadores (as), essa é a meta do Eixo Formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – uma nova política de alfabetização do Governo Federal, lançada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 12. Período é uma frase formada por uma ou mais orações com sentido completo.

Dessa forma, o período descrito no enunciado é classificado como: 
Alternativas
Q3625093 Português
A concordância nominal está INCORRETA apenas na alternativa
Alternativas
Respostas
12901: A
12902: D
12903: C
12904: D
12905: A
12906: A
12907: C
12908: B
12909: A
12910: C
12911: D
12912: C
12913: A
12914: B
12915: B
12916: C
12917: D
12918: B
12919: B
12920: D