Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Quem decide por mim?
Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
– Ele sempre te trata com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente foi sempre assim…
– E você é sempre tão polido e amigável com ele?
– Sim, procuro ser.
– Por que você é tão educado, já que ele é tão grosseiro com você?
– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós é que decidimos como devemos agir e reagir – não os outros!
Portanto, seja sempre educado!
(refletirpararefletir.com.br/textos-para-leitura – adaptação Márcia Rebêlo)
Flexibilidade e qualidade de vida na velhice
A flexibilidade é a capacidade de as articulações se moverem com total amplitude e sem dor. Na prática, é a habilidade de estender os braços para alcançar uma caixa em uma prateleira alta, realizar alguma atividade corriqueira do cotidiano, como amarrar o próprio tênis, ou então tocar os dedos dos pés com as mãos. Nesse último caso, basta dar um pulinho na academia para verificar que nem todo mundo consegue fazer isso.
Mas, diferente de outras capacidades físicas, como a força ou o equilíbrio, a flexibilidade diminui com a idade. Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo. Fatores hormonais e comportamentais, como o uso limitado de certas articulações, também podem acelerar o declínio. A boa notícia, contudo, é que exercícios simples podem melhorar a flexibilidade, resultando em benefícios para saúde e para o bem-estar, especialmente para os idosos, que tendem a sofrer mais com a falta de elasticidade.
A redução da flexibilidade, segundo o médico Cláudio Gil Soares de Araújo, compromete a autonomia do indivíduo, limitando a realização de tarefas simples que antes eram realizadas com facilidade. Mas os exercícios, de acordo com os especialistas, têm impacto positivo na postura e na eficiência dos movimentos corporais. Idosos com boa flexibilidade, por exemplo, tendem a caminhar com mais segurança, subir e descer escadas sem dificuldades e manter uma postura ereta, o que contribui para evitar dores musculares e tensões desnecessárias.
“Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento”, diz o fisioterapeuta Rafael Macedo.
Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado.
Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento.
Flexibilidade e qualidade de vida na velhice
A flexibilidade é a capacidade de as articulações se moverem com total amplitude e sem dor. Na prática, é a habilidade de estender os braços para alcançar uma caixa em uma prateleira alta, realizar alguma atividade corriqueira do cotidiano, como amarrar o próprio tênis, ou então tocar os dedos dos pés com as mãos. Nesse último caso, basta dar um pulinho na academia para verificar que nem todo mundo consegue fazer isso.
Mas, diferente de outras capacidades físicas, como a força ou o equilíbrio, a flexibilidade diminui com a idade. Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo. Fatores hormonais e comportamentais, como o uso limitado de certas articulações, também podem acelerar o declínio. A boa notícia, contudo, é que exercícios simples podem melhorar a flexibilidade, resultando em benefícios para saúde e para o bem-estar, especialmente para os idosos, que tendem a sofrer mais com a falta de elasticidade.
A redução da flexibilidade, segundo o médico Cláudio Gil Soares de Araújo, compromete a autonomia do indivíduo, limitando a realização de tarefas simples que antes eram realizadas com facilidade. Mas os exercícios, de acordo com os especialistas, têm impacto positivo na postura e na eficiência dos movimentos corporais. Idosos com boa flexibilidade, por exemplo, tendem a caminhar com mais segurança, subir e descer escadas sem dificuldades e manter uma postura ereta, o que contribui para evitar dores musculares e tensões desnecessárias.
“Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento”, diz o fisioterapeuta Rafael Macedo.
Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado.
Se passarmos a palavra sublinhada abaixo para o plural, quantas outras também deverão ser alteradas?
Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo.
Considerando os aspectos de concordância verbal, ortografia oficial, acentuação gráfica, bem como as relações de sinonímia e antonímia referentes ao trecho e ao texto-base, assinale a alternativa INCORRETA:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O homem rouco
Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.
Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.
Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.
Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.
Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?
Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.
Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.
O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.
Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.
− Crônica de Rubem Braga
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco
"Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo"."
Com base na análise sintática do trecho, julgue as afirmativas:
I. As expressões 'monótona' e 'enjoada' são predicativos do sujeito que se referem ao sujeito expresso pelo pronome oblíquo 'mim'.
II. A expressão 'a voz de uma pessoa' representa o sujeito simples da oração, sendo considerada termo essencial.
III. A forma verbal 'dar' apresenta dois termos integrantes da oração: um objeto direto e um objeto indireto, ambos explícitos.
IV. A expressão 'ao mendigo' é um termo integrante da oração com função de objeto indireto.
V. A expressão 'trocado' tem valor de adjetivo; refere-se ao verbo 'trocar' no particípio, exercendo a função de predicativo do sujeito.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O homem rouco
Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.
Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.
Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.
Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.
Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?
Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.
Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.
O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.
Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.
− Crônica de Rubem Braga
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco
"Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira.."
Quanto à regência do verbo 'receitar' empregado no trecho acima, a afirmativa que apresenta sua transitividade de forma totalmente correta é:
• Assim, ___________ dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: a formação no ensino médio e a formação em matemática.
• Na matemática, os desempenhos são ___________ preocupantes: ___________ nas escolas públicas, mas ainda assim muito ___________ nas escolas privadas.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
• Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. (1º parágrafo)
• Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. (2º parágrafo)
• Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. (5º parágrafo)
Na organização das informações textuais, as passagens destacadas expressam, correta e respectivamente, ideias de
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O homem rouco
Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.
Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.
Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.
Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.
Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?
Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.
Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.
O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.
Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.
− Crônica de Rubem Braga
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco
"Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental."
No que diz respeito à concordância observada no trecho acima, analise as afirmativas a seguir:
I. A forma verbal 'deram' está flexionada no plural para concordar com o núcleo do sujeito 'pastilhas', que também está no plural, garantindo a correta concordância verbal entre sujeito e verbo.
II. As formas verbais 'receitou' , 'cheguei' e 'aborreceu' estão flexionadas no singular para concordar com um único sujeito, indicando que ambas as ações foram praticadas por essa mesma pessoa.
III. Os adjetivos 'desagradável' e 'secreto' exercem a função de caracterizar substantivos diferentes dentro do enunciado, atribuindo a cada um deles qualidades específicas e distintas.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O homem rouco
Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.
Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.
Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.
Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.
Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?
Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.
Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.
O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.
Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.
− Crônica de Rubem Braga
https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco
"Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos."
Com base no processo de formação do período acima, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA.