Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3767186 Português

SUA MAJESTADE, A CACHAÇA


    Cachaça sempre foi sinônimo de deboche: “Aqui só dá cachaceiro”, vai curtir essa cachaça pra lá!”, “cachorro que morde bode, mulher que erra uma vez, e homem que bebe cachaça, nem o diabo pode com os três”...e vai por aí afora.


    Fabricante de cachaça não aceita ser cachaceiro, mas empresário, industrial e, quando muito, alambiqueiro. Dizem que a cachaça é originária da Índia, e que começou a sua produção no Brasil, em São Vicente (SP), em 1526, e em Olinda (PB). Uma das muitas lendas reza que escravos colocavam sempre a garapa, o caldo da cana, no tacho, e iam mexendo e fervendo até pegar o ponto de melado.


    Certo dia, quando o feitor estava muito exigente para um serviço, eles, sem dar tempo para ferver bastante, como exigia a fazeção do melado, esconderam o tacho e deixaram para o dia seguinte. Quando foram buscá-lo, o caldo estava azedo, mas, com medo de jogarem fora, colocaram o caldo novo por cima e ferveram juntos, mexendo bastante. Acontece que o azedo, fermentado, se tornou álcool e evaporou. O restante foi formando gotículas no telhado da rebaixa do engenho e, como goteira, foi pingando. Era a cachaça, daí o nome pinga.


    E quando dançavam, ali mesmo, no engenho, os pingos, caindo nos seus rostos, na boca, os alegravam bastante. Sempre que queriam ficar alegres, dançavam ali e “lambiam” a pinga. E quando pingava nas suas costas feridas pelas chibatadas do feitor, ardia; daí o nome de água ardente. Com o tempo, a pinga foi sendo aprimorada e caiu no gosto das demais pessoas, começando pelos feitores e senhores de escravos. A cachaça, agora, é a “bebida oficial do Brasil”.


    Nada de pinga e nada de aguardente. Cachaça vem de cachaza (castelhano), que significa vinho das borras (da uva). Há umas 30 mil marcas brasileiras. A brasileiríssima cachaça artesanal, cuja produção anual atinge 400 milhões de litros, da qual só é exportada 1%, tem muitas virtudes, pois sara doenças, esquenta no frio, esfria no calor, desinibe e desperta, alegra na tristeza e consola na paixão, faz mudo falar, é alívio na dor e força na fraqueza, anima velório e sustenta pagode, anestesia e desinfeta e ...(...) Vamos tomar uma “saideira”?


(Disponível em: O popular-E-book – crônicas do Bariani. P.31/32. 03/08/2006. Texto adaptado. Acesso em: 7 set. 2025).

Considere a frase: “O feitor informou aos escravos o azedume do caldo da cana.” Levando-se em conta a regência verbal, as possíveis reescrituras dessa frase são:



I – O feitor informou-lhes o azedume do caldo da cana.


II – O feitor informou – o aos escravos.


III – O feitor informou – os do azedume do caldo da cana.


IV – O feitor informou – lhes daquele azedume do caldo da cana.



Marque a única alternativa correta:

Alternativas
Q3767185 Português

SUA MAJESTADE, A CACHAÇA


    Cachaça sempre foi sinônimo de deboche: “Aqui só dá cachaceiro”, vai curtir essa cachaça pra lá!”, “cachorro que morde bode, mulher que erra uma vez, e homem que bebe cachaça, nem o diabo pode com os três”...e vai por aí afora.


    Fabricante de cachaça não aceita ser cachaceiro, mas empresário, industrial e, quando muito, alambiqueiro. Dizem que a cachaça é originária da Índia, e que começou a sua produção no Brasil, em São Vicente (SP), em 1526, e em Olinda (PB). Uma das muitas lendas reza que escravos colocavam sempre a garapa, o caldo da cana, no tacho, e iam mexendo e fervendo até pegar o ponto de melado.


    Certo dia, quando o feitor estava muito exigente para um serviço, eles, sem dar tempo para ferver bastante, como exigia a fazeção do melado, esconderam o tacho e deixaram para o dia seguinte. Quando foram buscá-lo, o caldo estava azedo, mas, com medo de jogarem fora, colocaram o caldo novo por cima e ferveram juntos, mexendo bastante. Acontece que o azedo, fermentado, se tornou álcool e evaporou. O restante foi formando gotículas no telhado da rebaixa do engenho e, como goteira, foi pingando. Era a cachaça, daí o nome pinga.


    E quando dançavam, ali mesmo, no engenho, os pingos, caindo nos seus rostos, na boca, os alegravam bastante. Sempre que queriam ficar alegres, dançavam ali e “lambiam” a pinga. E quando pingava nas suas costas feridas pelas chibatadas do feitor, ardia; daí o nome de água ardente. Com o tempo, a pinga foi sendo aprimorada e caiu no gosto das demais pessoas, começando pelos feitores e senhores de escravos. A cachaça, agora, é a “bebida oficial do Brasil”.


    Nada de pinga e nada de aguardente. Cachaça vem de cachaza (castelhano), que significa vinho das borras (da uva). Há umas 30 mil marcas brasileiras. A brasileiríssima cachaça artesanal, cuja produção anual atinge 400 milhões de litros, da qual só é exportada 1%, tem muitas virtudes, pois sara doenças, esquenta no frio, esfria no calor, desinibe e desperta, alegra na tristeza e consola na paixão, faz mudo falar, é alívio na dor e força na fraqueza, anima velório e sustenta pagode, anestesia e desinfeta e ...(...) Vamos tomar uma “saideira”?


(Disponível em: O popular-E-book – crônicas do Bariani. P.31/32. 03/08/2006. Texto adaptado. Acesso em: 7 set. 2025).

Considere o trecho : “ Uma das muitas lendas reza que os escravos colocavam sempre a garapa, o caldo da cana, no tacho, e iam mexendo e fervendo até pegar o ponto de melado.”



I – Esse trecho é um período composto por três orações.


II – Esse trecho é um período composto por quatro orações.


III – Esse trecho é um período composto por cinco orações.


IV – Esse trecho é um período composto por duas orações.



Marque a única alternativa correta:

Alternativas
Q3767095 Português
No trecho: “Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo que lá fora o mundo havia parado de calor.” (linhas 06-07), há 

I. duas orações coordenadas separadas por vírgula. II. uma oração subordinada substantiva objetiva direta. III. três orações coordenadas e uma subordinada adverbial. IV. quatro orações, no total.
Estão corretas somente as complementações contidas em
Alternativas
Q3767094 Português
A função da vírgula no trecho: “Eu sempre sonho que uma coisa gera, nunca nada está morto.” (linhas 14-15) é 
Alternativas
Q3767093 Português
O termo destacado na expressão “Depois encontrei meu pai, que me fez festa” (linha 08), classifica-se, em relação ao verbo “encontrei”, como
Alternativas
Q3767092 Português
Assinale a opção que apresenta a correta justificativa para a flexão do termo destacado no trecho “os lábios de novo e a cara circulados de sangue” (linha 10). 
Alternativas
Q3767089 Português
No trecho “Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo que lá fora o mundo havia parado de calor.” (linhas 06-07), o sujeito do verbo destacado classifica-se como 
Alternativas
Q3766934 Português
CONVERSAS ILUMINADAS 

Martha Medeiros 

        Tem coisa mais xarope do que faltar luz? Outro dia estava terminando de escrever um texto e não consegui concluí-lo: o céu enegreceu, trovões começaram a espocar e foi-se a energia da casa. Eram 15h10 da tarde. A luz só voltou às 20h. Fiquei com aquele pedação de dia sem poder trabalhar. Então bati à porta do quarto da minha filha e percebi que ela também estava à toa, sem conseguir desfrutar da companhia inseparável do seu laptop. Ficamos as duas ali nos queixando do desperdício de tempo, até que nos jogamos em sua cama e começamos a conversar. Que jeito.
        Conversamos sobre os sonhos que ela tem para o futuro, e eu contei os que eu tinha na idade dela, e de como a vida me surpreendeu desde lá até aqui. E ela me divertiu com umas ideias absurdas que só podiam mesmo sair de sua cabeça inventiva, e eu ri tanto que ela se contagiou e riu muito também de si mesma. Então ela me falou sobre uma peça de teatro que foi assistir quando eu estive viajando, e ela disse que eu teria adorado, e combinamos de ir juntas na próxima vez que o ator voltar a Porto Alegre.
         Aí eu contei o que fiz durante essa viagem que me impediu de estar com ela no teatro, e vimos as fotos juntas. Então foi a vez de ela me apresentar o novo disco da Lady Gaga (pelo celular), e ela me convenceu de que existe muito preconceito com essa cantora que, em sua opinião, é revolucionária, e eu escutei umas sete músicas e não gostei tanto assim, mas reconheci ali um talento que eu estava mesmo desprezando. Então foi minha vez de tocar pra ela uma música que eu adoro e ela fez uma careta, e concluí que a careta era eu. E rimos de novo, e conversamos mais um tanto, e então fomos para a cozinha comer um resto de salada de fruta que estava a ponto de estragar naquela geladeira sem vida, já que a luz ainda não havia voltado.
        Será que não havia voltado mesmo? Engraçado, fazia tempo que não passava uma tarde tão luminosa.
        Quando por fim a luz voltou, voltei também eu para o computador, e voltou minha filha para seu Facebook, e só o que se escutava pela casa era o barulho das teclas escrevendo para seres invisíveis – falávamos com quem? Com o universo alheio.
        E tive então um insight: tem, sim, coisa mais xarope do que faltar luz. É ficarmos reféns da tecnologia, deixando de conversar com quem está ao nosso lado. Se é preciso que a energia elétrica seja cortada para resgatar a energia humana, que seja, então. Não em hospitais, não em escolas, mas dentro de casa, uma horinha por semana: não haveria de causar um estrago tão grande. Se acontecer de novo, prometo não reclamar para a CEEE, desde que não demore tanto para voltar a ponto de estragar os alimentos na geladeira e que seja suficiente para me alimentar da clarividência e brilho de um bom papo.

Disponível em: https://beneviani.blogspot.com/2013/12/martha-medeiros-conversas-iluminadas.html Acesso em 08 de outubro de 2025 
Em “E rimos de novo, e conversamos mais um tanto”, o sujeito é 
Alternativas
Q3766851 Português
Leia a frase: “O zelador limpou o corredor e organizou os materiais.”
Qual é o tipo de predicado da primeira oração (“O zelador limpou o corredor”)? 
Alternativas
Q3766850 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo, na ordem:
Paulo não entendia _______ a sala estava tão barulhenta, então perguntou _______ ninguém ficava em silêncio.
Alternativas
Q3766845 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na frase “Minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente”, o sujeito da oração “Minha esposa jamais se mostra satisfeita” é: 
Alternativas
Q3766786 Português
Assinale a alternativa em que o termo sublinhado é o sujeito gramatical
Alternativas
Q3766785 Português
Leia alguns trechos retirados do artigo “Cinquenta anos de pesquisa contábil no Brasil: principais contribuições e direções futuras” (SciELO Brasil - Fifty years of accounting research in Brazil: main contributions and future directions) e assinale a alternativa que NÃO explica a função do fenômeno linguístico analisado:
Alternativas
Q3766505 Português

CAIXA DE PANDORA


                                                      



CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:

https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.

Acesso em: 26 abr. 2025.   

Considerando as orações destacadas no trecho “O mito ilustra a dualidade entre os perigos da curiosidade desenfreada, que pode desencadear consequências irreversíveis, e a persistência da esperança, que oferece consolo diante das adversidades” (linhas 08-10), analise as seguintes assertivas: 

I. Ambas as orações classificam-se como orações subordinadas adjetivas explicativas, e ampliam a compreensão sobre o termo a que se referem.


II. Devem ser isoladas por vírgulas de acordo com a norma culta da língua portuguesa na modalidade escrita.


III. Retomam os termos “mito” e “dualidade”, em seus sentidos gerais.


IV. Desempenham a função de adjetivos dos termos a que se referem.

É correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3766503 Português

CAIXA DE PANDORA


                                                      



CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:

https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.

Acesso em: 26 abr. 2025.   

O termo destacado em “a esperança permanece no fundo da caixa, tornando-se um símbolo importante dentro da história” (linhas 07-08) classifica-se sintaticamente como 
Alternativas
Q3766501 Português

CAIXA DE PANDORA


                                                      



CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:

https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.

Acesso em: 26 abr. 2025.   

As vírgulas destacadas no trecho “[...] os perigos da curiosidade desenfreada, que pode desencadear consequências irreversíveis, e a persistência [...]” (linhas 09-11) têm a função de
Alternativas
Q3766500 Português

CAIXA DE PANDORA


                                                      



CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:

https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.

Acesso em: 26 abr. 2025.   

Assinale a opção que apresenta a correta relação entre o termo destacado, a classe de palavras à qual ele pertence e a função sintática que desempenha. 
Alternativas
Q3766349 Português
Analise as orações abaixo:
“[…] Contei esta história a um professor de melancolia … […]”
“[…] Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha …[…]”
Machado de Assis, Um Apólogo
Assinale a alternativa que indica corretamente o sujeito das orações, respectivamente.
Alternativas
Q3766347 Português
No período:
“[…] Mas a verdade é que você faz um papel subalterno. […]“
Machado de Assis, Um Apólogo
A oração destacada classifica-se sintaticamente como:
Alternativas
Q3766346 Português
Complete as lacunas da frase abaixo de acordo com a norma padrão.
A escolha de viver em grupo determina ....... todas as pessoas algumas restrições e obriga-nos ....... entender nossa vontade pessoal ....... vontade da maioria.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Alternativas
Respostas
9261: D
9262: C
9263: D
9264: B
9265: C
9266: A
9267: B
9268: B
9269: B
9270: A
9271: C
9272: C
9273: B
9274: B
9275: C
9276: D
9277: B
9278: A
9279: D
9280: B