Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3643125 Português
Leia o seguinte trecho:
Eugênio sentia que, como um balão, ia subindo cada vez mais rumo das coisas superiores, deixando lá embaixo a família presa às suas necessidades elementares, à sua absoluta ignorância. Sentia-se muito melhor que no ambiente _____ vivia e isso lhe dava a impressão _____ era vítima de uma enorme injustiça: abria-lhe os olhos para as desigualdades do mundo, amargurava-lhe a existência e aumentava-lhe o desejo de lutar para fugir _____  condição de pobreza e anonimato. Mas do mais profundo do ser ______ vezes lhe brotava uma misteriosa luz que, no fugitivo instante em que brilhava, lhe mostrava a outra face das coisas.
(Érico Verissimo, Olhai os lírios do campo, 2005. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, de acordo com a norma-padrão de regência e de crase, correta e respectivamente, as lacunas.
Alternativas
Q3643119 Português
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q3643118 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:


(O Estado de São Paulo, 1 de junho de 2025)

Considere o trecho da tira:

“Descobri não só que você herdou uma fortuna de seus parentes, mas também que sou o seu irmão há muito tempo desaparecido.”

Assinale a alternativa em que a reescrita desse trecho mantém o sentido original e obedece à norma-padrão.
Alternativas
Q3642446 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
"Em verdade voz digo que, mesmo que saibam que são feitos da mesma matéria que todos, sempre se esquecem DE QUE todos voltarão ao pó." A oração introduzida pelo conectivo em destaque é:
Alternativas
Q3642435 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
Observe o fragmento do texto: “Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz.” Indique o tipo de sujeito do verbo em destaque.
Alternativas
Q3642298 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.

Bernardo Soares

PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. São Paulo: Montecristo, 2012
No trecho "... tenho que ter o melhor espetáculo que posso", a oração "que posso" exerce uma função sintática dentro da estrutura da oração principal. Com base na análise sintática e nos conceitos de orações subordinadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3641834 Português

Texto 1


Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões.” (Texto 1, 8º parágrafo)
A reescritura da passagem acima que NÃO apresenta erro gramatical é:
Alternativas
Q3641830 Português

Texto 1


Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social.” (Texto 1, 9º parágrafo)
A passagem acima é composta por dois períodos. É possível, no entanto, reescrevê-la em um período único.
A alternativa em que essa reescritura preserva o sentido original é a seguinte:
Alternativas
Q3641703 Português
Assinale a alternativa incorreta em relação à concordância verbal:
Alternativas
Q3641701 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre os mecanismos de coesão do texto 2, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641554 Português
A concordância nominal está devidamente estabelecida em:
Alternativas
Q3641553 Português
Dentre as sentenças a seguir, aquela cuja regência verbal dispensa a preposição é:
Alternativas
Q3641548 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Telefonema


    Na redação do Diário de Notícias, há dois anos, fui chamado ao telefone às 23 horas. Uma voz de mulher que julguei reconhecer.

    — José Carlos?

    — Ele mesmo. Você está boa?

    — Mais ou menos. Estou aqui na portaria do jornal. Será que você podia descer um instante?

    Nesse momento, percebi que a voz não pertencia a quem eu pensava, e perguntei:

    — Quem está falando?

    — Ora, você sabe.

    — Palavra de honra que não sei.

    — Ora, José Carlos.

    Quem seria? A voz indicava aflição.

    — Ouça, eu estou falando a verdade — insisti. — Não sei quem é você. Talvez você esteja à procura de outra pessoa com o meu nome.

    — José Carlos, preciso que você desça até aqui. Eu não pude entrar em casa e quero que você me dê a sua chave para eu ir para lá.

    A coisa já estava ficando penosa. A mulher parecia desesperada. Tive medo de descer, embora nada tivesse na consciência que pudesse ser tido como culpa em relação a alguma mulher.

    — Minha senhora — falei — eu vou desligar. Eu não sou a pessoa que a senhora está procurando.

    — Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…

    Desliguei. Fiquei alguns minutos sem saber o que fazer. Descrevi o telefonema a um companheiro e pedi que me aconselhasse. “Que coisa estranha!”, disse ele apenas. Mais alguns minutos de hesitação e resolvi descer. Chegando ao térreo, encontrei apenas o porteiro, junto ao telefone pelo qual ela se comunicara comigo.

    — Cadê aquela mulher que me telefonou? — perguntei.

    — Ela saiu daqui correndo e chorando.

    Por minha vez, saí correndo para a rua deserta e procurei-a em todas as direções. Inutilmente. E até hoje não compreendi o que se passou naquela noite.


OLIVEIRA, J. C. Telefonema. In: Caderno B, coluna “O homem e a fábula”, Jornal do Brasil, 1963. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19277/telefonema>.

    
Em “— Por favor, José Carlos, não me faça uma coisa dessas…”, a próclise se justifica:
Alternativas
Q3640920 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
Assinale a opção em que a reescrita proposta para o último período do texto CG1A1 preserva a correção gramatical e a coesão e coerência textuais. 
Alternativas
Q3640917 Português
Texto CG1A1


      O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

      O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

    Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

   Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

   Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

    O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.


Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo. Internet: (com adaptações)  
A coesão textual e os sentidos do texto CG1A1 seriam preservados caso se substituísse  
Alternativas
Q3638626 Português
        A família representa o espaço de socialização, de busca coletiva de estratégias de sobrevivência, de exercício da cidadania e de possibilidade para o desenvolvimento individual e grupal de seus membros, independentemente dos arranjos apresentados ou das novas estruturas que vêm se formando. Sua dinâmica é própria, e é afetada tanto pelo desenvolvimento de seu ciclo vital como pelas políticas econômicas e sociais. A família é um dos principais contextos de socialização dos indivíduos e, portanto, possui um papel fundamental para a compreensão do desenvolvimento humano. Este, por sua vez, é um processo em constante transformação, sendo multideterminado por fatores do próprio indivíduo e por aspectos mais amplos do contexto social no qual está inserido.

        Segundo Salvador Minuchin, médico e terapeuta familiar, a família é um complexo sistema de organização, com crenças, valores e práticas ligadas diretamente às transformações da sociedade, e visa à melhor adaptação possível para a sobrevivência de seus membros e da instituição como um todo. O sistema familiar muda à medida que a sociedade muda, e todos os que dele participam podem ser afetados por pressões internas e externas. 

        Com as mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais ocorridas ao longo dos tempos, a sociedade está sendo obrigada a reorganizar regras básicas para amparar a nova ordem familiar. No Código Civil de 1916, a família “legítima” era definida apenas pelo casamento oficial. Em janeiro de 2003, começou a vigorar o Novo Código Civil, que incorporou uma série de novidades: a definição de família passou a abranger as unidades formadas por casamento, união estável ou comunidade de qualquer genitor e descendentes; casamento passou a ser definido como uma “comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges”; os filhos adotados ou concebidos fora do casamento passaram a ter direitos idênticos aos dos nascidos dentro do matrimônio; a palavra “pessoa” substituiu “homem” e o “pátrio poder” que o pai exercia sobre os filhos passou a ser denominado “poder familiar” e atribuído também à mãe. A Lei do Divórcio, de 1977, atribuía a guarda dos filhos ao cônjuge que não tivesse provocado a separação ou, não havendo acordo, à mãe. Hoje, é concedida a “quem revelar melhores condições para exercê‑la”.

Internet:<books.scielo.org> . (com adaptações).

Em relação à estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item seguinte.


No trecho “o ‘pátrio poder’ que o pai exercia sobre os filhos passou a ser denominado ‘poder familiar’”, a oração “que o pai exercia sobre os filhos” é adjetiva explicativa com relação à expressão “‘pátrio poder’”. 

Alternativas
Q3638625 Português
        A família representa o espaço de socialização, de busca coletiva de estratégias de sobrevivência, de exercício da cidadania e de possibilidade para o desenvolvimento individual e grupal de seus membros, independentemente dos arranjos apresentados ou das novas estruturas que vêm se formando. Sua dinâmica é própria, e é afetada tanto pelo desenvolvimento de seu ciclo vital como pelas políticas econômicas e sociais. A família é um dos principais contextos de socialização dos indivíduos e, portanto, possui um papel fundamental para a compreensão do desenvolvimento humano. Este, por sua vez, é um processo em constante transformação, sendo multideterminado por fatores do próprio indivíduo e por aspectos mais amplos do contexto social no qual está inserido.

        Segundo Salvador Minuchin, médico e terapeuta familiar, a família é um complexo sistema de organização, com crenças, valores e práticas ligadas diretamente às transformações da sociedade, e visa à melhor adaptação possível para a sobrevivência de seus membros e da instituição como um todo. O sistema familiar muda à medida que a sociedade muda, e todos os que dele participam podem ser afetados por pressões internas e externas. 

        Com as mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais ocorridas ao longo dos tempos, a sociedade está sendo obrigada a reorganizar regras básicas para amparar a nova ordem familiar. No Código Civil de 1916, a família “legítima” era definida apenas pelo casamento oficial. Em janeiro de 2003, começou a vigorar o Novo Código Civil, que incorporou uma série de novidades: a definição de família passou a abranger as unidades formadas por casamento, união estável ou comunidade de qualquer genitor e descendentes; casamento passou a ser definido como uma “comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges”; os filhos adotados ou concebidos fora do casamento passaram a ter direitos idênticos aos dos nascidos dentro do matrimônio; a palavra “pessoa” substituiu “homem” e o “pátrio poder” que o pai exercia sobre os filhos passou a ser denominado “poder familiar” e atribuído também à mãe. A Lei do Divórcio, de 1977, atribuía a guarda dos filhos ao cônjuge que não tivesse provocado a separação ou, não havendo acordo, à mãe. Hoje, é concedida a “quem revelar melhores condições para exercê‑la”.

Internet:<books.scielo.org> . (com adaptações).

Em relação à estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item seguinte.


No período a seguir, o trecho após os dois‑pontos funciona como aposto da expressão “uma série de novidades”: “Em janeiro de 2003, começou a vigorar o Novo Código Civil, que incorporou uma série de novidades: a definição de família passou a abranger as unidades formadas por casamento, união estável ou comunidade de qualquer genitor e descendentes; casamento passou a ser definido como uma ‘comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges’; os filhos adotados ou concebidos fora do casamento passaram a ter direitos idênticos aos dos nascidos dentro do matrimônio; a palavra ‘pessoa’ substituiu ‘homem’ e o ‘pátrio poder’ que o pai exercia sobre os filhos passou a ser denominado ‘poder familiar’ e atribuído também à mãe.”

Alternativas
Q3638503 Português
        O cérebro humano, assim como o restante do organismo, é formado por bilhões de células. Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas. É possível comparar o cérebro com um daqueles relógios antigos com centenas de engrenagens trabalhando em uníssono para fornecer a hora certa. O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.

        Os dois hemisférios são extraordinariamente conectados por uma espécie de “cabeamento” que faz a comunicação entre eles. Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso. E, para isso, os hemisférios dividem o seu trabalho.

        É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades e que, dependendo do lado que mais usarmos, teremos esta ou aquela habilidade. É a chamada teoria do hemisfério dominante. De acordo com essa teoria, se você for bom em matemática, linguagem ou lógica, por exemplo, é porque o seu hemisfério esquerdo é o dominante. E, se você for uma pessoa artística, com vocação para a pintura ou a música, o hemisfério dominante é o direito.

        Esta teoria classifica erroneamente as pessoas em dois tipos: as objetivas, racionais e analíticas, de um lado; e as passionais, sonhadoras e criativas, de outro. Na verdade, não existe um hemisfério dominante. Há inúmeros estudos neste campo da ciência. Os resultados das análises deixam claro que todos nós usamos os dois hemisférios igualmente, embora a atividade registrada em cada um deles dependa “do que estivermos fazendo”. Os estudos também demonstraram que o lado do cérebro utilizado para uma determinada atividade pode não ser o mesmo para todas as pessoas e, ainda, que há variações entre os indivíduos em relação a qual área ou metade do cérebro é empregada para uma ação específica.

        Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre o tema, o mito do hemisfério dominante ainda está muito presente hoje em dia. Isso se deve, em parte, porque ainda existem muitos aspectos desconhecidos sobre o funcionamento do cérebro humano.

Internet:<bbc.com>  (com adaptações).

De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.


A expressão “É... que”, presente no trecho “É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades”, não exerce função sintática no contexto em que se insere.  

Alternativas
Q3638502 Português
        O cérebro humano, assim como o restante do organismo, é formado por bilhões de células. Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas. É possível comparar o cérebro com um daqueles relógios antigos com centenas de engrenagens trabalhando em uníssono para fornecer a hora certa. O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.

        Os dois hemisférios são extraordinariamente conectados por uma espécie de “cabeamento” que faz a comunicação entre eles. Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso. E, para isso, os hemisférios dividem o seu trabalho.

        É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades e que, dependendo do lado que mais usarmos, teremos esta ou aquela habilidade. É a chamada teoria do hemisfério dominante. De acordo com essa teoria, se você for bom em matemática, linguagem ou lógica, por exemplo, é porque o seu hemisfério esquerdo é o dominante. E, se você for uma pessoa artística, com vocação para a pintura ou a música, o hemisfério dominante é o direito.

        Esta teoria classifica erroneamente as pessoas em dois tipos: as objetivas, racionais e analíticas, de um lado; e as passionais, sonhadoras e criativas, de outro. Na verdade, não existe um hemisfério dominante. Há inúmeros estudos neste campo da ciência. Os resultados das análises deixam claro que todos nós usamos os dois hemisférios igualmente, embora a atividade registrada em cada um deles dependa “do que estivermos fazendo”. Os estudos também demonstraram que o lado do cérebro utilizado para uma determinada atividade pode não ser o mesmo para todas as pessoas e, ainda, que há variações entre os indivíduos em relação a qual área ou metade do cérebro é empregada para uma ação específica.

        Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre o tema, o mito do hemisfério dominante ainda está muito presente hoje em dia. Isso se deve, em parte, porque ainda existem muitos aspectos desconhecidos sobre o funcionamento do cérebro humano.

Internet:<bbc.com>  (com adaptações).

De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso.”, a expressão “Esta organização” remete à organização do “corpo caloso”.

Alternativas
Q3638498 Português
        O cérebro humano, assim como o restante do organismo, é formado por bilhões de células. Cada tipo de célula tem uma função específica, mas todas elas são perfeitamente sincronizadas e conectadas. É possível comparar o cérebro com um daqueles relógios antigos com centenas de engrenagens trabalhando em uníssono para fornecer a hora certa. O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.

        Os dois hemisférios são extraordinariamente conectados por uma espécie de “cabeamento” que faz a comunicação entre eles. Trata‑se do corpo caloso, formado por mais de 200 milhões de fibras nervosas que levam informações de um hemisfério para o outro. Esta organização permite realizar e coordenar todas as funções próprias do sistema nervoso. E, para isso, os hemisférios dividem o seu trabalho.

        É neste ponto que começa o mito de que o cérebro é dividido em duas metades e que, dependendo do lado que mais usarmos, teremos esta ou aquela habilidade. É a chamada teoria do hemisfério dominante. De acordo com essa teoria, se você for bom em matemática, linguagem ou lógica, por exemplo, é porque o seu hemisfério esquerdo é o dominante. E, se você for uma pessoa artística, com vocação para a pintura ou a música, o hemisfério dominante é o direito.

        Esta teoria classifica erroneamente as pessoas em dois tipos: as objetivas, racionais e analíticas, de um lado; e as passionais, sonhadoras e criativas, de outro. Na verdade, não existe um hemisfério dominante. Há inúmeros estudos neste campo da ciência. Os resultados das análises deixam claro que todos nós usamos os dois hemisférios igualmente, embora a atividade registrada em cada um deles dependa “do que estivermos fazendo”. Os estudos também demonstraram que o lado do cérebro utilizado para uma determinada atividade pode não ser o mesmo para todas as pessoas e, ainda, que há variações entre os indivíduos em relação a qual área ou metade do cérebro é empregada para uma ação específica.

        Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre o tema, o mito do hemisfério dominante ainda está muito presente hoje em dia. Isso se deve, em parte, porque ainda existem muitos aspectos desconhecidos sobre o funcionamento do cérebro humano.

Internet:<bbc.com>  (com adaptações).

De acordo com a estrutura linguística e vocabular do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “O nosso cérebro é composto de duas metades, ou hemisférios cerebrais. Mas, ao contrário do que pode parecer, não se trata de duas estruturas isoladas e independentes.”, o sujeito semântico da oração “não se trata de duas estruturas isoladas e independentes” é a expressão “O nosso cérebro”.  

Alternativas
Respostas
7441: D
7442: D
7443: E
7444: C
7445: A
7446: A
7447: C
7448: A
7449: A
7450: C
7451: C
7452: E
7453: D
7454: C
7455: E
7456: E
7457: C
7458: C
7459: C
7460: E