Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4099970 Português
TEXTO

ARMAS EM TEMPOS DE GUERRA, PESTICIDAS EM TEMPOS DE PAZ

    Em maio de 2024, o noticiário mundial destacou a acusação dos Estados Unidos contra a Rússia pelo suposto uso de cloropicrina como arma química na guerra da Ucrânia. Descoberta em 1848 pelo químico escocês John Stenhouse (1809-1880), a cloropicrina foi patenteada como pesticida, em 1908. Durante a Primeira Guerra Mundial, no entanto, sua aplicação tomou outro rumo, sendo amplamente utilizada como agente químico sufocante. Embora menos letal que outros compostos da mesma categoria, a cloropicrina induz náuseas, forçando as vítimas a removerem seus equipamentos de proteção para vomitar, deixando-as vulneráveis a outros agentes mais perigosos. Embora seu uso como arma química seja proibido atualmente, a substância continua sendo amplamente empregada como pesticida, especialmente para a desinfecção de solos.

        A Primeira Guerra Mundial marcou um ponto de inflexão na relação entre guerras e o uso de pesticidas. No início do conflito, a Alemanha já contava com uma indústria química diversificada e avançada, em grande parte graças às contribuições de cientistas renomados como Walther Nernst (1864- 1941) e Fritz Haber (1868-1934). Mediante incentivo direto do Kaiser, eles desempenharam papeis fundamentais na consolidação da guerra química. Haber, em particular, é reconhecido como o idealizador do primeiro ataque com uma arma de destruição em massa da história, quando 150 toneladas de gás cloro foram lançadas sobre o campo de batalha em Ypres, na Bélgica. Enquanto isso, do outro lado das trincheiras, os Estados Unidos ainda apresentavam um setor químico incipiente, produzindo apenas compostos químicos simples, muitas vezes com matérias-primas importadas da Alemanha.

        Na época, a produção alemã de compostos químicos superava a estadunidense em 21 vezes. Mas logo aconteceria uma transformação drástica nesse cenário: enquanto a Alemanha emergiu devastada e empobrecida pela Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos aproveitaram a oportunidade para impulsionar o desenvolvimento de sua indústria química. Em 1917, começaram a fabricar corantes para preencher o vácuo deixado pelo colapso da indústria alemã. As empresas DuPont e a National Aniline & Chemical (posteriormente renomeada como Allied Chemical) se tornaram líderes de mercado. Já a Hooker Company, que inicialmente produzia apenas água sanitária e soda cáustica, diversificou significativamente seu portfólio até o final da guerra, assumindo a liderança na produção de clorobenzeno, composto essencial para a fabricação de corantes, explosivos e armas químicas. Poucos meses após o final da guerra, os EUA produziam uma quantidade de gases tóxicos suficiente para despejar diariamente 200 toneladas dessas substâncias no campo de batalha.

       A pesquisa impulsionada pelo avanço industrial levou ao desenvolvimento do primeiro pesticida orgânico sintético. Aqui, alguns leitores devem estar se perguntando: “como assim pesticida orgânico, se alface orgânico é justamente aquele produzido livre de pesticidas?”. Bem, na química, compostos orgânicos são aqueles formados por cadeias de carbono, e a química orgânica é a área que estuda esses compostos.

    Então, voltando aos pesticidas, ao longo da Primeira Guerra, indústrias químicas produziram grandes quantidades de ácido pícrico, usado em explosivos. Como subproduto da sua fabricação, formava-se o para-diclorobenzeno (PDB), cuja toxicidade foi testada frente a diferentes insetos, obtendo-se resultados promissores. Rapidamente o PDB conquistou seu lugar no mercado de pesticidas e, nas décadas seguintes, toneladas dessa substância foram comercializadas. Armas químicas também passaram a ser estudadas para esses fins. Cientistas testaram, por exemplo, diferentes agentes frente ao piolho do corpo, vetor responsável pela transmissão do tifo. O objetivo era desenvolver um gás que pudesse ser liberado em uma câmara de desinfecção, sendo letal para os piolhos, mas seguro para seres humanos equipados com máscaras de proteção.

    Nessa época, já estava consolidado o paradigma do uso de substâncias químicas para a eliminação do “outro”, fosse esse outro um inimigo no campo de batalha ou um inseto capaz de destruir plantações e transmitir doenças. Em ambos os contextos, a produção dessas substâncias estava alinhada aos interesses de um mercado em expansão e altamente lucrativo. Assim, empregar determinados compostos como armas químicas em tempos de guerra e como pesticidas em tempos de paz era considerado uma possibilidade bastante lógica.

    No livro ‘A Era Química: Como os químicos combateram a fome e as doenças, mataram milhões e mudaram nossa relação com a Terra’, o biólogo Frank Hippel destaca uma visão emblemática de William Sibert (1860-1935), o primeiro diretor do Serviço Norte-Americano de Armas Químicas. Sibert foi categórico ao afirmar que um empreendimento eficaz de guerra nunca deveria ser abandonado até que se tornasse obsoleto. Além disso, defendia que a “genialidade e o patriotismo” demonstrados por químicos e engenheiros durante os tempos de conflito não deveriam ser desperdiçados em períodos de paz. Em outras palavras, enquanto fosse possível encontrar aplicações para as substâncias químicas desenvolvidas durante a guerra, essas inovações deveriam ser aproveitadas.

    Deixo claro que meu intuito não é demonizar o uso de substâncias químicas na agricultura. A necessidade do uso de agrotóxicos é um debate aberto e extremamente complexo. Entretanto, essas histórias nos levam a refletir: será que o uso de determinadas substâncias na agricultura foi inicialmente motivado pela necessidade de resolver o problema da fome, que afeta muitos, ou serviu principalmente para criar mercados lucrativos para uma indústria emergente, beneficiando o enriquecimento de poucos?


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armas-emtempos-de-guerra-pesticidas-em-tempos-de-paz/>. Adaptado. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta em destaque uma oração consecutiva. 
Alternativas
Q4098433 Português
"Carlos estava muito animado com a partida. Todos os olhares se voltaram para Carlos, e a torcida o aplaudiu."

O pronome que substitui CORRETAMENTE a palavra destacada no trecho é: 
Alternativas
Q4098431 Português
TEXTO

CAMPEONATO DE FUTEBOL

Então era um destes dias ensolarados de domingo e meu sobrinho batia bola contra a parede, que voltava até ele conforme a velocidade dos seus pés. Lembramos da sua viagem para Bento Gonçalves quando participou de um campeonato de futebol. A Copa Inovação Gaúcha de Futebol edição 2017, 14º fase classificatória.

Seu time havia disputado uma partida antes e perdido: Esporte Clube Cruzeiro 0x1 Clube Esportivo, na cidade de Cachoeirinha RS. Nesse jogo, o campo estava com muita água, porém, não havia barro. Com as dificuldades em campo, acabaram tomando um gol no segundo tempo. A adolescência é como um campeonato de futebol. Há momentos cansativos e momentos de glória. Começamos a nos interessar pelas pessoas, umas vêm e quando outras se vão, sofremos o gol. Então, parece que tudo está acabado, mas é apenas o começo. Em seguida, bola em campo e tudo recomeça na expectativa de virar o placar.

A viagem a Bento Gonçalves tornou-se prazerosa, com a vista de muitos arvoredos no trajeto. A zoeira dos guris dentro ônibus, as risadas, músicas e batidas nos bancos. Conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o que lembra o nome do estádio: Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Naquele estádio profissional, de grama boa, a motivação para jogar estava estampada no semblante dos jovens jogadores.

Na partida de Bento Gonçalves, apesar de ganharem: Clube Cruzeiro 3x0 Clube Esportivo, o time do meu sobrinho não levantou a taça. Mas a alegria do primeiro gol de cabeça, outro de pênalti e o último que desviou o goleiro, mostrou a eles a importância de entender a vida e quem faz o jogo. Ele é feito por nós. O medo de enfrentar algo novo é semelhante ao que acontece antes da partida. O friozinho na barriga. Alguns vão te criticar e outros te exaltar, o mesmo acontece com a torcida no estádio, que xinga e aplaude. Seus amigos são como “volantes capitães”, enfrentarão os adversários com dribles, toques e passes, correndo pelo campo e até enfrentarão o árbitro se for preciso. É correto afirmar que os verdadeiros estarão sempre ao seu lado. Existem situações em nossa vida que chegam para nos derrubar em campo com suas faltas. Precisamos driblá-las e, se não conseguirmos e tivermos que cair, nos levantaremos mais fortes e sempre com o pensamento em frente, aprendendo e progredindo enquanto pessoas.

Cristiane Luz
Disponível em:
<https://www.editorametamorfose.com.br/textos/7518/cronicacampeonato-de-futebol>. Acesso em: 15 de Setembro de 2025.
Analise a regência do termo medo no trecho “O medo de enfrentar algo novo” e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4097675 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Em “[...] que estiveram na linha de frente da covid-19 [...]”, o “que” constitui um reforço à palavra “estiveram” e assegura uma posição livre na oração.
II. Em “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz [...]”, o “que” retoma o termo antecedente que exprime uma noção substantiva.
III. Em “[...] de forma que você e o outro [...]”, o “que” coopera com a introdução de uma ideia subordinada adverbial final por indicar uma consequência em relação à frase anterior.  
Alternativas
Q4097673 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita correta quanto à regência verbal de frases adaptadas do texto.
Alternativas
Q4097672 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita INCORRETA quanto à concordância de frases adaptadas do texto. 
Alternativas
Q4097671 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Em relação à função dos termos destacados, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4097670 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

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Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Quanto aos seguintes conectivos em destaque, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4097669 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

A respeito da função textual das seguintes expressões em destaque e considerando suas intencionalidades, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4097536 Português
Assinale a alternativa que está gramaticalmente correta:
Alternativas
Q4097163 Português
Preencha a lacuna da frase com o verbo que apresenta concordância correta com o termo antecedente:

“O vidro _________ com a queda do móvel.”
Alternativas
Q4096713 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma frase totalmente correta, de acordo com a concordância.
Alternativas
Q4096712 Português

“A maioria das mulheres __________ por melhores condições de vida.”



Em relação à frase acima, analise cada afirmativa a seguir e assinale a alternativa que apresenta todas as corretas:



I. Preenchendo a lacuna com “lutamos”, subentende-se que a autora da frase se inclui na afirmação, num uso especial de concordância.


II. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida com “luta” ou “lutam”, estando ambas corretas.


III. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “luta”.


IV. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “lutam”.


V. A lacuna pode ser preenchida com formas em diferentes tempos verbais. 

Alternativas
Q4096711 Português

Imagem associada para resolução da questão


SCHULZ, Charles M. Snoopy. Jornal da Tarde. São Paulo, 29 ago. 2003. 



Na tirinha acima, a mudança de “um” para “o” pode ser descrita corretamente como:


Alternativas
Q4095530 Português

“Havia alguma coisa errada com o rei”


(RPM)



Assinale a alternativa em que as duas formas reescritas do trecho destacado acima, no plural, estão totalmente corretas.

Alternativas
Q4095529 Português

“Se ando cheio, me dilua.


Se estou no meio, conclua.


Se perco o freio, me obstrua.


Se me arruinei, reconstrua.”


(Arnaldo Antunes)



Analisando essa composição, assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas abaixo:



“A primeira parte de cada verso se inicia com um(a) _______ de sentido _______, e a segunda parte apresenta um verbo no modo _______ exprimindo _______.”

Alternativas
Q4095433 Português
Assinale a alternativa em que a junção das duas orações num único período está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4095432 Português
Assinale a alternativa cuja explicação entre parênteses a respeito da coesão referencial no trecho correspondente se apresenta correta.
Alternativas
Q4094375 Português
“Um amigo é aquele que nos faz fazer aquilo que podemos fazer.” (Ralph W. Emerson)

Em relação à estrutura do período acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4094374 Português
Assinale a alternativa em que a forma proposta entre parênteses substitui adequadamente o verbo destacado na frase, de acordo com as normas de concordância.
Alternativas
Respostas
6581: A
6582: C
6583: B
6584: B
6585: B
6586: D
6587: A
6588: D
6589: C
6590: C
6591: C
6592: B
6593: A
6594: E
6595: E
6596: E
6597: D
6598: E
6599: A
6600: E