Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
O mais traiçoeiro dos predadores .
asdasdO tigre-de-bengala, um dos símbolos tradicionais da India, está desaparecendo a um ritmo alarmante. Dos 40 000 espécimes que viviam nas florestas indianas há um século, hoje restam apenas 1 000. Na semana passada, noticiou-se que a segunda maior reserva natural da India, o Parque Nacional de Panna, não tem mais nenhum dos 24 tigres que abrigava até 2006. Em 2004, desapareceram os últimos tigres da maior das reservas indianas, o Parque Nacional de Sariska, e, segundo relatórios de organizações ambientais, o mesmo está acontecendo no parque de Sanjay. O motivo para o sumiço dos animais é um só — a ação implacável dos caçadores. Vender um tigre aos pedaços pode render até 50 000 dólares. O principal destino dos tigres mortos é a China, onde persiste o costume de usar partes de animais selvagens na medicina, a chamada opoterapia. Muitos chineses acreditam que os ossos dos tigres têm propriedades anti-inflamatórias e os testículos, servidos à mesa, seriam poderosos afrodisíacos. Os parques nacionais indianos foram criados nos anos 70 justamente com o objetivo de evitar a caça indiscriminada aos tigres. Durante um tempo, deu certo. Em uma década, a população de tigres saltou de 1 800 espécimes para 4 000. De lá para cá, porém, a sanha dos caçadores aumentou e o comércio de animais cresceu associado aos cartéis do tráfico de drogas.
asdasdDesde tempos ancestrais o homem teme os animais predadores. Ainda hoje há registros de ataques frequentes a humanos. Na Tanzânia, país onde vive o maior contingente de leões selvagens, mais de 500 pessoas foram devoradas por eles desde o início dos anos 90. Acredita-se que esses ataques ocorram por dois motivos: o avanço das populações sobre seu território e a redução do número de suas presas naturais, como gazelas e antílopes, em consequência da caça e da devastação da vegetação. Nenhum animal, porém, se compara ao ser humano na voracidade em caçar outras espécies, mesmo que elas se encontrem sob risco de desaparecer do planeta. “As principais causas da extinção de animais são direta ou indiretamente ligadas ao homem, como a destruição dos habitats, a introdução de espécies que desequilibram os ecossistemas e a caça”, disse a VEJA o biólogo equatoriano Arturo Mora, da Internacional Union for Conservation of Nature, sediada na Suíça.
asdasdAssim como os tigres indianos, outros animais selvagens de grande porte encontram-se ameaçados de extinção pela ação humana. Em 100 anos, a população de orangotangos foi reduzida em 91%. Os 30 000 espécimes que restam continuam a ser caçados e vendidos como alimento. A situação dos orangotangos tende a piorar — nos últimos vinte anos, 80% de seu habitat foi destruído. Os elefantes africanos não têm melhor sorte. Nos últimos sessenta anos, o número de espécimes foi reduzido de 5 milhões para 700 000. Nesse caso, a cobiça dos caçadores recai sobre as presas de marfim. Todo ano a organização ambiental World Wildlife Fund divulga uma lista dos principais animais ameaçados de extinção. Na lista de 2009, entre os mamíferos, figuram espécies de elefante, rinoceronte e urso. )
asdasdA escalada na eliminação de animais selvagens da Africa e da Ásia é, em parte, consequência da exploração econômica das regiões. A instalação de madeireiras, mineradoras e carvoarias nas selvas exige que se rasguem estradas para o escoamento da produção. Essas mesmas estradas servem para que os caçadores penetrem cada vez mais nas selvas em busca de suas presas. No caso dos parques nacionais, o problema é de outra ordem. Eles são feitos para preservar os animais e permitir que se reproduzam, mas os governos não conseguem controlar a ação dos caçadores, que muitas vezes contam com a conivência de guardas corruptos. Diante do desaparecimento dos tigres-de-bengala na reserva nacional de Panna, o ministro indiano das Florestas, Rajendra Shukla, se disse surpreso e anunciou uma investigação rigorosa para apurar o que aconteceu. Seja qual for o resultado da investigação, é certo que os tigres de Panna foram vítimas do mais traiçoeiro e contumaz dos predadores do planeta, o próprio homem.
Renata Moraes, VEJA. 29 de julho de 2009.
Os termos grifados na frase: “O tigre-de-bengala, um dos símbolos tradicionais da Índia, está desaparecendo a um ritmo alarmante.” exercem, respectivamente, funções sintáticas de:
Assinale a frase que obedece à norma culta da língua quanto à regência verbal.
Assinale a opção que indica, respectivamente, a função sintática das palavras grifadas.
"Os desmatamentos acontecem principalmente nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Pará - servidos por estradas que ligam aos mercados do sul do país. Juntos, eles são responsáveis por 80% das árvores derrubadas na região. E nem toda a pressão que os ecologistas têm feito nos últimos anos serviu para impedir o avanço das motosserras e queimadas."
Assinale a opção em que a oração introduzida pela palavra QUE classifica-se de maneira diferente das demais.
Considerando os sentidos do texto, analise as afirmações.
I. As informações do texto ratificam a idéia de que clicar num link desconhecido significa tornar o computador vulnerável à invasão de vírus e espiões.
II. Na expressão – … “procedimento investigatório em epígrafe”. – o termo em destaque significa título do procedimento.
III. Na oração – ... como se fundiu com o sicrano ... – substituindo- se o verbo por separar-se, haverá alteração de regência.
Está correto o que se afirma em
Assinale a alternativa correta quanto à concordância e à regência.
Leia este trecho.
É possível usar água e energia de maneira consciente em casa, no trabalho e na rua, através de medidas simples, que não demanda grande investimento de dinheiro, tempo, esforço ou espaço e ainda ajudam a diminuir as contas de luz e energia.
Identifique o problema de redação presente nesse trecho:
Texto I
Leia o texto abaixo e responda às questões 01, 02 e 03.
TEMPO
Quem teve a idéia de cortar o tempo em
fatias
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
5 fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e
entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
10 e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser
diferente.
Carlos Drummond de Andrade
(http://eb23vpa biblioteca.blogs.sapo.pt/59332.html)
No texto acima, há predomínio de frases
Assinale a sentença em que a concordância verbal está correta, de acordo com a norma culta da língua.
Assinale a opção em que, segundo a norma culta da língua, houve ERRO em relação à concordância verbal.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Crimes na Floresta
(...) Para comemorar os seus 12 anos, a menina Hakani pediu a sua mãe adotiva, Márcia Suzuki, que decorasse a mesa do bolo com figuras do desenho animado Happy Feet. O presente de que ela mais gostou foi um boneco de Mano, protagonista do filme. Mano é um pinguim que não sabe cantar, ao contrário de seus companheiros. Em vez de cantar, dança. Por isso, é rejeitado por seus pais. A história de Hakani também traz as marcas de uma rejeição. Nascida em 1995, natribo dos índios suruuarrás, que vivem semi-isolados no sul do Amazonas, Hakani foi condenada à morte quando completou 2 anos, porque não se desenvolvia no mesmo ritmo das outras crianças. Escalados para ser os carrascos, seus pais prepararam o timbó, um veneno obtido a partir da maceração de um cipó. Mas, em vez de cumprirem a sentença, ingeriram eles mesmos a substância.
O duplo suicídio enfureceu a tribo, que pressionou o irmão mais velho de Hakani, Aruaiji, então com 15 anos, a cumprir a tarefa. Ele atacou-a com um porrete. Quando a estava enterrando, ouviu-a chorar. Aruaji abriu a cova e retirou a irmã. Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina entre o ombro e o peito. Tomado de remorso, o velho suruuarrás também se suicidou com timbó. A flechada, no entanto, não foi suficiente para matar a menina. Seus ferimentos foram tratados às escondidas pelo casal de missionários protestantes Márcia e Edson Suzuki, que tentavam evangelizar os suruuarrás. Eles apelaram à tribo para que deixasse Hakani viver. A menina, então, passou a dormir ao relento e comer as sobras que encontrava no chão. “Era tratada como um bicho”, diz Márcia. Muito fraca, ela já contava 5 anos quando a tribo autorizou os missionários a levá-la para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. Com menos de 7 quilos e 69 centímetros, Hakanitinha a compleição de um bebê de 7 meses. Os médicos descobriram que o atraso no seu desenvolvimento se devia ao hipotireoidismo, um distúrbio contornável por meio de remédios.
Márcia e Edson Suzuki conseguiram adotar a indiazinha. Graças a seu empenho, o hipotireoidismo foi controlado, mas os maus-tratos e a desnutrição deixaram sequelas. Aos 12 anos, Hakani mede 1,20 metro, altura equivalente à de uma criança de 7 anos. Como os suruuarrás aignoravam, só viria a aprendera falar na convivência com os brancos. Ela pronunciou as primeiras palavras aos 8 anos. Hoje, tem problemas de dicção, que tenta superar com a ajuda de uma fonoaudióloga. Um psicólogo recomendou que ela não fosse matriculada na escola enquanto não estivesse emocionalmente apta a enfrentar outras crianças. Hakani foi alfabetizada em casa pela mãe adotiva. Neste ano, o psicólogo autorizou seu ingresso na 2a série do ensino fundamental.
A história da adoção é um capítulo à parte. (...) O processo ficou cinco anos emperrado na Justiça do Amazonas, porque o antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu um parecer negativo à adoção. No seu laudo, o antropólogo acusou os missionários de ameaçar a cultura suruuarrá ao impediro assassinato de Hakani. Disse que semelhante barbaridade era uma prática cultural repleta de significados.
(...)
Entre os índios brasileiros, o infanticídio foi sendo abolido à medida que se aculturavam. Mas resiste, principalmente, em tribos remotas — e com o apoio de antropólogos e a tolerância da Funai. E praticado por, no mínimo, treze etnias nacionais.
(...)
Há três meses, o deputado Henrique Afonso apresentou um projeto de lei que prevê pena de um ano e seis meses para o “homem branco” que não intervier para salvar as crianças indígenas condenadas à morte. O projeto classifica a tolerância ao infanticídio como omissão de socorro e afirma que o argumento de “relativismo cultural” fere o direito à vida, garantido pela Constituição.
Leonardo Coutinho, in VEJA, 15 de agosto de 2007.
Assinale a opção que apresenta a oração desenvolvida que corresponde à reduzida grifada em:
“Ao ver a cena, Kimaru, um dos avôs, pegou seu arco e flechou a menina...”
Assinale a opção incorreta no que se refere à relação de coesão no desenvolvimento do texto.
Assinale a opção em que o conectivo empregado explicita corretamente a relação de sentido estabelecida entre o período final do texto e o desenvolvimento da argumentação.
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto 1
Dia e noite em frente ao monitor
um desfile de informação
sobre o teclado meus dedos escravizados
ombros cansados, olhos fixos
mente viajando sem notar
O som do cooler em minha mente
a estática a minha frente
ao meu redor nada muda
sensação de desconforto em meu coração
minha alma clama por liberdade.
Não há felicidade numa vida assim
mas algo em mim se satisfaz com isso
não sei o que é, mas preciso de tudo isso
muitos não acreditam, outros criticam, nem ligo
Rezo para que tais dias acabem
Mas também para que eu possa
continuar em contato com a tecnologia
da qual vivo e na qual me desenvolvo
já nem sei mais.
Sigo em frente, sentado nesta cadeira
seja em casa ou no escritório
sem saber se é o caminho certo
mas sei que é o meu caminho
sei que é o que faço de melhor.
(http://williamwmj. blogspot.com/2008/06/poesia-sobre-informtica.html)
“mas algo em mim se satisfaz com isso”. O termo que, em negrito, nas opções abaixo, apresenta a mesma função sintática que a expressão “com isso”, no verso destacado anteriormente é:
No trecho “Onde a chuva caía, quase todo dia, já não chove nada”, a expressão sublinhada desempenha a função de sintática de
A vida dos outros
Almoço fora todos os dias. Isso não é problema,
porque meu escritório fica em local muito movimenta-
do e com grande variedade de restaurantes. Em ge-
ral, prefiro aqueles que oferecem comida a quilo, essa
5 maravilhosa invenção moderna (há quem garanta ser
invenção brasileira) que permite comer na medida cer-
ta, sem desperdícios, e observar os pratos antes de
fazer a escolha.
Mas gosto dos restaurantes a quilo também por
10 outra razão: são feitos sob medida para os solitários.
Neles, reinam os introvertidos, os retraídos, os tími-
dos. Você entra, escolhe, pesa, se senta, come, paga
e vai embora. Se não quiser, não precisa conversar
com ninguém, emitir um som, pronunciar uma só pa-
15 lavra.
Talvez por isso, os restaurantes a quilo vivam api-
nhados de pessoas sozinhas. Neles, elas não têm
qualquer pudor de se sentar à mesa sem ter compa-
nhia, nem nos fins de semana, que é tempo de famí-
20 lia, amigos, congregação. Os restaurantes a quilo são
também muito frequentados por turistas, pois é um
conforto para eles entrar e comer num lugar em que
não precisam tentar se entender com pessoas que só
falam essa língua secreta chamada português.
25___O restaurante a quilo é o lugar onde a palavra é
supérflua e onde deveria reinar o silêncio. Pois é –
deveria. Mas o que ocorre é justamente o contrário. E
por quê? Por culpa do telefone celular.
Por alguma razão, as pessoas precisam falar ao
30 celular quando se sentam para comer. Resolvem as-
suntos pendentes, pedem informações, fazem enco-
mendas, fecham negócios ou mesmo batem papo com
o amigo ou amiga que não vêem há tempos – e tudo
isso enquanto mastigam e engolem o almoço. Pobres
35 estômagos.
E pobre de mim. Não consigo ficar indiferente ao
que está sendo dito nos celulares à minha volta. As-
sim que a conversa se estabelece, começo a prestar
atenção ao que está sendo dito e, daqui a pouco, qua-
40 se sem perceber, me vejo vivendo a vida dos outros.
Sofro, brigo, peço ou dou informação, falo de traba-
lho, marco reuniões, fico estressada com a mercado-
ria que não chegou – e tudo sem ter nada a ver com
isso.
45___Outro dia, durante um almoço, participei de duas
conversas inquietantes. A primeira foi quando uma jo-
vem na mesa à minha esquerda atendeu um telefone-
ma a respeito de uma encomenda. Do outro lado do
fio, alguém tinha dúvidas e queria que ela confirmas-
50 se certas coisas. Não consegui entender a que produ-
to se referiam, mas sei que a moça parou de comer e,
segurando o celular entre a orelha e o ombro, catou
na bolsa um caderninho e repetiu, aos gritos (a liga-
ção parecia estar ruim), números de série do artigo
55 encomendado. Enquanto isso, a comida em seu prato
esfriava. E a minha também. Como eu poderia comer
sem ver aquele assunto resolvido?
Mal ela desligou e já tocava o celular de outra
senhora, duas ou três mesas à minha frente. Estava
60 encoberta e não pude ver-lhe o rosto. Mas acompa-
nhei, acabrunhada, sua conversa sobre a amiga inter-
nada, que acabara de ser operada. Perdi a fome de
vez.
Com o advento do celular, minha vida ficou as-
65 sim. Já não tenho noção dos limites (onde acaba a
minha vida e começa a do outro?). Ou talvez tenham
sido as pessoas que perderam esses limites. Porque
a tecnologia transformou o mundo, mas não surgiram
novas regras para acompanhar as transformações.
70 Será que algum dia uma nova etiqueta vai entrar em
vigor, estabelecendo que é falta de educação falar
enquanto se almoça num restaurante (estando ou não
de boca cheia)? Espero que sim. Mas enquanto isso
não acontece, vou vivendo a vida dos outros.
SEIXAS, Heloisa. Disponível em: www.selecoes.com.br.
Acesso em: set. 2008. (Adaptado).
Assinale a sentença em que há ERRO na concordância nominal.

