Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
Em cada um dos itens seguintes são apresentados trechos adaptados de
reportagens jornalísticas. Julgue-os em relação à grafia e acentuação
gráfica das palavras e a aspectos morfossintáticos e textuais, como
emprego e colocação de vocábulos, concordância e regência nominal e
verbal, pontuação e coerência.
Consta do inquérito policial que, após trocarem tiros com membros de uma guarnição da Polícia Militar, os acusados, todos menores, fugiram em uma lancha e passaram a ser perseguidos por um helicóptero da polícia, quando perderam o controle da embarcação, que virou. Os jovens, cuja identidade não foi revelada, já tinham sido acusados de intimidação.

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue
os itens seguintes.

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue
os itens seguintes.

A respeito do texto acima, julgue os itens a seguir.
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
Os elementos que compõem a enumeração no trecho “o tráfico de drogas em toneladas e o contrabando de armas, o receptador, o funcionário público corrupto, o advogado criminal” (L.35-37) complementam o sentido da forma verbal “controlam” (L.35).

Considerando as ideias e aspectos linguísticos do texto acima,
julgue os próximos itens.

Considerando as ideias e aspectos linguísticos do texto acima,
julgue os próximos itens.

Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os
itens de 1 a 10.

A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue os
itens de 10 a 17.

Com base no texto antecedente, julgue os itens que se seguem.
Com relação ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
Na linha 5, o termo “pelas grandes potências da Europa” exerce a função de agente da passiva da oração cujo núcleo é “subdesenvolvidos”.
Com relação ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
Na linha 18, o trecho “os movimentos nacionalistas e independentistas” exerce a função de sujeito da locução verbal “vinham-se firmando”.
Com relação ao sentido e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
Na linha 6, a palavra “consagrada” estabelece relação de concordância com a palavra “Inglaterra”.

No fragmento acima, as orações de identificar e se existe uma tendência são, respectivamente,
Os pratos estão empilhados de um dos lados da pia numa torre irregular, equilibrando-se uns sobre os outros de forma precária, como os destroços de um prédio bombardeado ameaçando cair. Estão sujos. Muito sujos. Foram deixados ali já faz algum tempo, e os pedaços de detritos sobre eles se cristalizaram, tomando formas absurdas, surreais. Há grãos e lascas, restos de folhas amontoados de uma indefinida massa de cor acinzentada. Copos e tigelas de vidro, também empilhados num desenho caótico, exibem a superfície maculada, cheia de nódoas, e o metal das panelas, chamuscado e sujo em vários pontos, lembra a fuselagem de um avião incendiado. Mas há mais do que isso. Há talheres por toda parte, lâminas, cabos, extremidades pontiagudas que surgem por entre os pratos, em sugestões inquietantes. E há ainda a cratera da pia, onde outros tantos pratos e travessas, igualmente sujos, estão quase submersos numa água escura, como se, num campo de batalha, a chuva tivesse caído sobre as cinzas. O cenário é desolador. A mulher se aproxima, os olhos fixos na pia. Suas mãos, cujos dedos exibem dobras ressecadas, resultado de muitos anos de contato com água e detergente, movem-se em torno da cintura e caminham até as costas, levando as tiras do avental vermelho e branco. Com gestos rápidos, ágeis, faz-se a laçada, que ajusta o avental em seu lugar. E a mulher abre a torneira. Encostada à pia, espera, tocando a água de vez em quando com a ponta dos dedos. Ligou o aquecedor no máximo, pois sabe que precisará dela fumegante, para derreter as crostas formadas depois de tantas horas. Logo o vapor começa a subir. Emana da pia, primeiro lentamente, depois numa nuvem mais encorpada, quase apocalíptica, enquanto o jato d'água chia contra a superfície da louça suja. A mulher despeja algumas gotas de detergente na esponja e começa a lavar. Esfrega com vigor, começando pelas travessas que estavam imersas na água parada, pegando em seguida os copos e, por fim, a pilha de pratos. Vai acumulando-os, já envoltos em espuma, de um dos lados da pia, num trabalho longo, árduo. E só depois se põe a enxaguá-los, deixando que a água escoe, levando consigo o que resta dos detritos. De repente, a mulher sorri. As pessoas não acreditam, mas ela gosta de lavar louça. Sempre gostou. A sensação da água quente nas mãos, seu jato carregando as impurezas, são para ela um bálsamo. “É bom assistir a essa passagem, à transformação do sujo em limpo", ouviu dizer um dia um poeta que também gostava de lavar louça. Ficara feliz ao ouvir aquilo. Só então se dera conta do quanto havia de beleza e poesia nesses gestos tão simples. Mas agora a mulher suspira. Queria poder também lavar os erros do mundo, desfazer seus escombros, apagar-lhe as nódoas, envolver em sabão todos os ódios e horrores, as misérias e mentiras. Porque, afinal, do jeito que as coisas andam, é o próprio mundo que vai acabar – ele inteiro – descendo pelo ralo. (SEIXAS, Heloísa. , Rio de Janeiro, 23 de set. 2001. Revista de Domingo, Seção Contos Mínimos. Disponível em: ).
Essa relação de sentido pode ser definida como:




