Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q2720778 Português


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Considerando a sintaxe, os dois termos destacados no texto classificam-se, respectivamente, como

Alternativas
Q2720045 Português

TEXTO 02


Os infinitos arredores


Não pergunte quem eu sou, que não sou uno. Sou várias respostas, primo e par, sou múltiplo e infinito, sou átomo. O universo interior e o cosmo lá fora. Útero e esperma, concepção e abortos. Natividade e morte, plasma de todas as geratrizes. O divino e o satânico, o anjo e o demônio, a flor e o espinho, a semente e a terra, a perdição e o louvor. Aminha resposta é múltipla porque não me sei. E a sua indagação se perde no meu vário, ovário.

Se eu me defino, castro-me, pois identifico-me parte. A gradação de uma escala não executa a escala. É uma sugestão de grandeza que se pode diluir na profundeza de uma síncope ou no abissal de uma explosão. Na verdade, às vezes, me busco lá fora, na multidão das gentes e das coisas. Então me disperso em passos e voos, cada vez menos identificáveis. Às vezes, me busco por dentro e maior a multidão e mais me espalho, pulverizo na refração do ser.

Sem dúvida, sou a procura do todo, a agonia do homem. O primeiro passo, como a primeira palavra e o primeiro gesto, é a perdição do eu, a danação do indivíduo, cosmopolita de sensações. Nem o rastro, nem o eco respondem mais pela unidade do passo e da palavra [...].


MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 223.

Em “Aminha resposta é múltipla porque não me sei”, pode-se afirmar que


I- há um caso de próclise pela exigência da partícula negativa.

II- o termo “porque” é um elo coesivo, justificando o que foi dito anteriormente.

III- “Aminha resposta é múltipla” não apresenta nenhuma sintonia com as inquietações do autor sobre si mesmo.


Conclui-se que

Alternativas
Q2720042 Português

TEXTO 01


01 As prisões


02 Diariamente, nossos lares (e mentes) são invadidos por imagens – às vezes – grotescas, do cenário

03 de muitas prisões espalhadas pelo Brasil. Nelas, vidas são trancafiadas; a liberdade parece pequena

04 demais. Mas, onde estão as verdadeiras prisões? Não raro, elas se encontram dentro de nós mesmos.

05 É no interior de cada um que as grades carcerárias da liberdade vão sendo erguidas, em formas de

06 sentimentos negativos, atitudes autodepreciativas e vícios acorrentadores. Portanto, somos

07 responsáveis tanto pela nossa liberdade como por sua privação.

08 Quem armazena ódio no coração e permite-se, ao longo dos anos, a companhia do ressentimento,

09 da amargura, da vingança, e da inveja, apenas está construindo muros dentro de si mesmo; na

10 verdade, muralhas. Não existe sistema penitenciário mais complexo e hermético do que o coração

11 humano, alimentado pelo veneno dos sentimentos mesquinhos, que aprisionam a liberdade e

12 oprimem a existência.

13 Existem pessoas que vivem se autodepreciando. Elas não se amam, deixam-se dominar pelos

14 outros, não se valorizam e têm uma péssima imagem de si mesmas. Alguns chegam até a mendigar

15 amor e atenção. Negociam a dignidade e, o que é pior, tornam-se reféns de quem procuram. Viver

16 assim é fechar-se atrás das grades opressoras da inferioridade, do aniquilamento e da autoflagelação

17 [...].


FERNANDES, Estevam. Quando vem a brisa... Rio de Janeiro: Editora Central, 2008, p. 183

A respeito de “Existem pessoas que vivem se autodepreciando” (linha 13), pode-se afirmar:


I- Aflexão verbal “Existem” pode ser substituída por “Há” sem sofrer nenhuma alteração na função sintática dos termos da oração.

II- O termo “que” introduz uma oração subordinada, ampliando a significação de seu referente.

III- Em “se autodepreciando” temos um caso de pronome enclítico, tendo em vista que a oração foi iniciada por verbo.


Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(s), apenas

Alternativas
Q2720041 Português

TEXTO 01


01 As prisões


02 Diariamente, nossos lares (e mentes) são invadidos por imagens – às vezes – grotescas, do cenário

03 de muitas prisões espalhadas pelo Brasil. Nelas, vidas são trancafiadas; a liberdade parece pequena

04 demais. Mas, onde estão as verdadeiras prisões? Não raro, elas se encontram dentro de nós mesmos.

05 É no interior de cada um que as grades carcerárias da liberdade vão sendo erguidas, em formas de

06 sentimentos negativos, atitudes autodepreciativas e vícios acorrentadores. Portanto, somos

07 responsáveis tanto pela nossa liberdade como por sua privação.

08 Quem armazena ódio no coração e permite-se, ao longo dos anos, a companhia do ressentimento,

09 da amargura, da vingança, e da inveja, apenas está construindo muros dentro de si mesmo; na

10 verdade, muralhas. Não existe sistema penitenciário mais complexo e hermético do que o coração

11 humano, alimentado pelo veneno dos sentimentos mesquinhos, que aprisionam a liberdade e

12 oprimem a existência.

13 Existem pessoas que vivem se autodepreciando. Elas não se amam, deixam-se dominar pelos

14 outros, não se valorizam e têm uma péssima imagem de si mesmas. Alguns chegam até a mendigar

15 amor e atenção. Negociam a dignidade e, o que é pior, tornam-se reféns de quem procuram. Viver

16 assim é fechar-se atrás das grades opressoras da inferioridade, do aniquilamento e da autoflagelação

17 [...].


FERNANDES, Estevam. Quando vem a brisa... Rio de Janeiro: Editora Central, 2008, p. 183

Em “Quem armazena ódio no coração e permite-se, ao longo dos anos, a companhia do ressentimento, da amargura, da vingança, e da inveja, apenas está construindo muros dentro de si mesmo” (linhas 08 e 09), Pode-se afirmar que


I- o termo “Quem” exerce a função sintática de sujeito, equivalendo a “aquele que”.

II- a expressão “a companhia do ressentimento, da amargura, da vingança, e da inveja” configura um caso de pleonasmo.

III- o enunciado “está construindo muros dentro de si mesmo” foi construído numa linguagem figurada.


Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(s)

Alternativas
Q2720040 Português

TEXTO 01


01 As prisões


02 Diariamente, nossos lares (e mentes) são invadidos por imagens – às vezes – grotescas, do cenário

03 de muitas prisões espalhadas pelo Brasil. Nelas, vidas são trancafiadas; a liberdade parece pequena

04 demais. Mas, onde estão as verdadeiras prisões? Não raro, elas se encontram dentro de nós mesmos.

05 É no interior de cada um que as grades carcerárias da liberdade vão sendo erguidas, em formas de

06 sentimentos negativos, atitudes autodepreciativas e vícios acorrentadores. Portanto, somos

07 responsáveis tanto pela nossa liberdade como por sua privação.

08 Quem armazena ódio no coração e permite-se, ao longo dos anos, a companhia do ressentimento,

09 da amargura, da vingança, e da inveja, apenas está construindo muros dentro de si mesmo; na

10 verdade, muralhas. Não existe sistema penitenciário mais complexo e hermético do que o coração

11 humano, alimentado pelo veneno dos sentimentos mesquinhos, que aprisionam a liberdade e

12 oprimem a existência.

13 Existem pessoas que vivem se autodepreciando. Elas não se amam, deixam-se dominar pelos

14 outros, não se valorizam e têm uma péssima imagem de si mesmas. Alguns chegam até a mendigar

15 amor e atenção. Negociam a dignidade e, o que é pior, tornam-se reféns de quem procuram. Viver

16 assim é fechar-se atrás das grades opressoras da inferioridade, do aniquilamento e da autoflagelação

17 [...].


FERNANDES, Estevam. Quando vem a brisa... Rio de Janeiro: Editora Central, 2008, p. 183

Em “Portanto, somos responsáveis tanto pela nossa liberdade como por sua privação” (linhas 06 e 07), pode-se afirmar que


( ) a termo “Portanto” expressa conclusão e pode ser substituído por “por conseguinte” sem alterar o seu sentido.

( ) a expressão “tanto pela nossa liberdade como pela nossa privação” indica uma concessão que permite a realização de um fato expresso.

( ) a expressão “somos responsáveis” apresenta um caso de locução verbal.


Analise as proposições e coloque V para Verdadeira e F para Falsa. Está CORRETA a sequência

Alternativas
Q2719661 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

Sobre as orações (1) “e forma o pensamento mágico” (linha 10) e (2) “Para uma criança, qualquer objeto vira brinquedo.” (linhas 12 e 13) do Texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2719660 Português

(Texto)


1 Toda criança adora brincar e a brincadeira é

muito importante para estimular o

desenvolvimento infantil. Não é só

entretenimento; ela ela tem alto valor de

5 aprendizagem, desenvolvimento do cérebro,

social e cultural, como haviam destacado os

estudiosos décadas atrás. A brincadeira pode

ajudar até a tirar as fraldas.

O brincar estimula a imaginação das crianças

10 e forma o pensamento mágico. Esse

pensamento transforma qualquer objeto

inanimado em algo incrível. Para uma criança,

qualquer objeto vira brinquedo. A brincadeira

também mostra que no mundo há regras e

15 ajuda a controlar a impulsividade. A criança

precisa esperar a sua vez e precisa seguir a

ordem do jogo.

(Adaptado de G1, 25/05/2017)

“A brincadeira também mostra que no mundo há regras (...)” (linhas 13 e 14). Assinale a alternativa em que o termo retirado do Texto exerce a mesma função sintática que a partícula “que” sublinhada no trecho acima:

Alternativas
Q2717259 Português

EXCERTO 2- QUESTÕES 7 a 10


  1. Talvez parte do que consideramos ativismo seja um novo tipo de passividade. Há
  2. tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta
  3. contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta até o tédio.
  4. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de
  5. ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao
  6. contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos
  7. de exclamação. Os espasmos tornaram-se a rotina e, ao se viver aos espasmos, um
  8. espasmo anula o outro espasmo que anula o outro espasmo. Quando tudo é grito não há
  9. mais grito. Quando tudo é urgência nada é urgência. Ao final do dia que não acaba resta a
  10. ilusão de ter lutado todas as lutas, intervindo em todos os processos, protestado contra todas
  11. as injustiças. Os espasmos esgotam, exaurem, consomem. Mas não movem. Apaziguam,
  12. mas não movem. Entorpecem, mas será que movem?
  13. Sobre esse tema há um pequeno livro, precioso, chamado sugestivamente de
  14. Sociedade do Cansaço. (...) Sobre nossa nova condição, Han diz: “A sociedade do trabalho e
  15. a sociedade do desempenho não são sociedades livres. Elas geram novas coerções. A
  16. dialética do senhor e escravo está, não em última instância, naquela sociedade na qual cada
  17. um é livre e capaz também de ter tempo livre para o lazer. Leva, ao contrário, a uma
  18. sociedade do trabalho, na qual o próprio senhor se transformou num escravo do trabalho.
  19. Nessa sociedade coercitiva, cada um carrega consigo seu campo de trabalho. A
  20. especificidade desse campo de trabalho é que somos ao mesmo tempo prisioneiro e vigia,
  21. vítima e agressor. Assim, acabamos explorando a nós mesmos. Com isso, a exploração
  22. é possível mesmo sem senhorio”.
Segundo os princípios da norma culta, ocorre desvio de concordância verbal na oração
Alternativas
Q2716979 Português
Uma das convenções estabelecidas na língua escrita, consiste em apresentar ideias similares numa forma gramatical idêntica, o que se chama de paralelismo. Assim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a elementos paralelos. Marque a alternativa que NÃO está escrita corretamente conforme a convença mencionada acima:
Alternativas
Q2716954 Português

De acordo com a norma culta, a frase em que não se teve o cuidado de obedecer à regência é:

Alternativas
Q2716949 Português

A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é:

Alternativas
Q2715504 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. O zeugma é uma forma de elipse.

II. Na frase “eu gosto de sorvete”, o verbo é transitivo direto e indireto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2715503 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto.

II. Na frase “o garoto ofereceu um livro ao colega”, o verbo oferecer traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar o seu sentido.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2715502 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Na frase “meu pensamento é um rio subterrâneo” ocorre uma metáfora.

II. Na frase “dei o lápis ao colega”, o verbo "dar" é intransitivo.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2179039 Português
NEM SEMPRE O SILÊNCIO É ESQUECIMENTO

Marcel Camargo

        Ao contrário do que possa aparentar, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em seu aparente vazio uma intensidade tamanha de sentimentos e de carga emocional muito mais significativa do que enxurradas de palavras ou gestos exacerbados. O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou até mesmo violentar, às vezes trazendo paz, outras vezes incitando tempestades - nem sempre o silêncio é pacífico.

        O silêncio pode ser revolta, rebeldia, contrariedade contida. Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, no sentido de verbalizar o que queremos, o que temos aqui dentro. Assim, mesmo que estejamos discordando de algo, silenciamos, pois nos falta a coragem necessária para que nos libertemos dessa prisão que nós próprios criamos, ou mesmo porque sabemos que qualquer tentativa de diálogo será inútil e cansativa naquele momento.

        O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós. O pensamento e a fala devem conviver harmonicamente, de forma que um não atropele o outro, colocando-nos em situações constrangedoras. Palavras, após proferidas, não voltam mais, deixando suas marcas, muitas vezes negativas, nas nossas vidas e nas dos ouvintes. Pensar sobre o que se diz é necessário, pois, caso possamos machucar alguém ou a nós mesmos, sem razão, é preferível emudecer.

        Às vezes, o silêncio é solidão, é vazio, solitude doída e emudecida. Mesmo acompanhados, ainda que em meio a muitas pessoas, podemos estar solitários, sentindo-nos sem acolhida, sem partilha, sem pertencimento. Como se não fizéssemos parte da vida do outro, como se fôssemos desimportantes, dispensáveis. Perdidos nessa irrelevância emocional, ruímos por dentro, minando nossa autoestima e nossa capacidade de ser feliz.

        Outras vezes, o silêncio é desistência. Há momentos em que o mais prudente a se fazer é desistir de algo, de alguém, de tentar convencer, de querer amar, de clamar por atenção e reciprocidade. Certas situações nos pedem que partamos para outra, que canalizemos nossas forças e energias em direção ao que nos trará contrapartida, retirando-nos dos apelos vazios, da mendicância afetiva, pelo bem de nossa saúde física e de nosso equilíbrio emocional.

        Silêncio, da mesma forma, pode significar desapego, libertação, livramento de amarras que nos impedem o caminhar tranquilo de nossa jornada. Precisamos nos despedir de tudo aquilo que pesa em nossos ombros, emperrando a visualização serena das possibilidades que nos aguarda o futuro. Temos que serenar a celeridade que intranquiliza os nossos corações, jogando fora bagagens sem as quais conseguiremos viver melhor.

        O silêncio muitas vezes é mágoa, ressentimento, lamentação acumulada. Na impossibilidade de encontrarmos coragem de vivermos nossas verdades por inteiro, de refutarmos o que não nos completa, tampouco nos define, de impormos aquilo em que acreditamos, sufocamos nossos sentimentos mais íntimos sob a infelicidade de aparências condizentes com o que todo mundo espera - exceto nós próprios. Nesses casos, o calar-se equivale ao crepúsculo moroso de nossa existência.

        Felizmente, no entanto, o silêncio também pode - e sempre o deveria - implicar felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis com gente que não significa nada na nossa vida. Quando estamos seguros quanto ao que somos, quanto aos nossos sonhos e planos de vida, nenhum barulho é capaz de abalar as nossas verdades, minimamente que seja. Quando o silêncio guarda o que temos de mais precioso, estamos então caminhando rumo ao alcance de nossos sonhos, para que possamos dividi-los com quem compartilhamos amor de verdade, e com ninguém mais.

Adaptado de: <http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_
vida/2015/nem-sempre-o-silencio-e-esquecimento.html>.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2179034 Português
NEM SEMPRE O SILÊNCIO É ESQUECIMENTO

Marcel Camargo

        Ao contrário do que possa aparentar, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em seu aparente vazio uma intensidade tamanha de sentimentos e de carga emocional muito mais significativa do que enxurradas de palavras ou gestos exacerbados. O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou até mesmo violentar, às vezes trazendo paz, outras vezes incitando tempestades - nem sempre o silêncio é pacífico.

        O silêncio pode ser revolta, rebeldia, contrariedade contida. Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, no sentido de verbalizar o que queremos, o que temos aqui dentro. Assim, mesmo que estejamos discordando de algo, silenciamos, pois nos falta a coragem necessária para que nos libertemos dessa prisão que nós próprios criamos, ou mesmo porque sabemos que qualquer tentativa de diálogo será inútil e cansativa naquele momento.

        O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós. O pensamento e a fala devem conviver harmonicamente, de forma que um não atropele o outro, colocando-nos em situações constrangedoras. Palavras, após proferidas, não voltam mais, deixando suas marcas, muitas vezes negativas, nas nossas vidas e nas dos ouvintes. Pensar sobre o que se diz é necessário, pois, caso possamos machucar alguém ou a nós mesmos, sem razão, é preferível emudecer.

        Às vezes, o silêncio é solidão, é vazio, solitude doída e emudecida. Mesmo acompanhados, ainda que em meio a muitas pessoas, podemos estar solitários, sentindo-nos sem acolhida, sem partilha, sem pertencimento. Como se não fizéssemos parte da vida do outro, como se fôssemos desimportantes, dispensáveis. Perdidos nessa irrelevância emocional, ruímos por dentro, minando nossa autoestima e nossa capacidade de ser feliz.

        Outras vezes, o silêncio é desistência. Há momentos em que o mais prudente a se fazer é desistir de algo, de alguém, de tentar convencer, de querer amar, de clamar por atenção e reciprocidade. Certas situações nos pedem que partamos para outra, que canalizemos nossas forças e energias em direção ao que nos trará contrapartida, retirando-nos dos apelos vazios, da mendicância afetiva, pelo bem de nossa saúde física e de nosso equilíbrio emocional.

        Silêncio, da mesma forma, pode significar desapego, libertação, livramento de amarras que nos impedem o caminhar tranquilo de nossa jornada. Precisamos nos despedir de tudo aquilo que pesa em nossos ombros, emperrando a visualização serena das possibilidades que nos aguarda o futuro. Temos que serenar a celeridade que intranquiliza os nossos corações, jogando fora bagagens sem as quais conseguiremos viver melhor.

        O silêncio muitas vezes é mágoa, ressentimento, lamentação acumulada. Na impossibilidade de encontrarmos coragem de vivermos nossas verdades por inteiro, de refutarmos o que não nos completa, tampouco nos define, de impormos aquilo em que acreditamos, sufocamos nossos sentimentos mais íntimos sob a infelicidade de aparências condizentes com o que todo mundo espera - exceto nós próprios. Nesses casos, o calar-se equivale ao crepúsculo moroso de nossa existência.

        Felizmente, no entanto, o silêncio também pode - e sempre o deveria - implicar felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis com gente que não significa nada na nossa vida. Quando estamos seguros quanto ao que somos, quanto aos nossos sonhos e planos de vida, nenhum barulho é capaz de abalar as nossas verdades, minimamente que seja. Quando o silêncio guarda o que temos de mais precioso, estamos então caminhando rumo ao alcance de nossos sonhos, para que possamos dividi-los com quem compartilhamos amor de verdade, e com ninguém mais.

Adaptado de: <http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_
vida/2015/nem-sempre-o-silencio-e-esquecimento.html>.
No que se refere à concordância, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2179032 Português
NEM SEMPRE O SILÊNCIO É ESQUECIMENTO

Marcel Camargo

        Ao contrário do que possa aparentar, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em seu aparente vazio uma intensidade tamanha de sentimentos e de carga emocional muito mais significativa do que enxurradas de palavras ou gestos exacerbados. O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou até mesmo violentar, às vezes trazendo paz, outras vezes incitando tempestades - nem sempre o silêncio é pacífico.

        O silêncio pode ser revolta, rebeldia, contrariedade contida. Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, no sentido de verbalizar o que queremos, o que temos aqui dentro. Assim, mesmo que estejamos discordando de algo, silenciamos, pois nos falta a coragem necessária para que nos libertemos dessa prisão que nós próprios criamos, ou mesmo porque sabemos que qualquer tentativa de diálogo será inútil e cansativa naquele momento.

        O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós. O pensamento e a fala devem conviver harmonicamente, de forma que um não atropele o outro, colocando-nos em situações constrangedoras. Palavras, após proferidas, não voltam mais, deixando suas marcas, muitas vezes negativas, nas nossas vidas e nas dos ouvintes. Pensar sobre o que se diz é necessário, pois, caso possamos machucar alguém ou a nós mesmos, sem razão, é preferível emudecer.

        Às vezes, o silêncio é solidão, é vazio, solitude doída e emudecida. Mesmo acompanhados, ainda que em meio a muitas pessoas, podemos estar solitários, sentindo-nos sem acolhida, sem partilha, sem pertencimento. Como se não fizéssemos parte da vida do outro, como se fôssemos desimportantes, dispensáveis. Perdidos nessa irrelevância emocional, ruímos por dentro, minando nossa autoestima e nossa capacidade de ser feliz.

        Outras vezes, o silêncio é desistência. Há momentos em que o mais prudente a se fazer é desistir de algo, de alguém, de tentar convencer, de querer amar, de clamar por atenção e reciprocidade. Certas situações nos pedem que partamos para outra, que canalizemos nossas forças e energias em direção ao que nos trará contrapartida, retirando-nos dos apelos vazios, da mendicância afetiva, pelo bem de nossa saúde física e de nosso equilíbrio emocional.

        Silêncio, da mesma forma, pode significar desapego, libertação, livramento de amarras que nos impedem o caminhar tranquilo de nossa jornada. Precisamos nos despedir de tudo aquilo que pesa em nossos ombros, emperrando a visualização serena das possibilidades que nos aguarda o futuro. Temos que serenar a celeridade que intranquiliza os nossos corações, jogando fora bagagens sem as quais conseguiremos viver melhor.

        O silêncio muitas vezes é mágoa, ressentimento, lamentação acumulada. Na impossibilidade de encontrarmos coragem de vivermos nossas verdades por inteiro, de refutarmos o que não nos completa, tampouco nos define, de impormos aquilo em que acreditamos, sufocamos nossos sentimentos mais íntimos sob a infelicidade de aparências condizentes com o que todo mundo espera - exceto nós próprios. Nesses casos, o calar-se equivale ao crepúsculo moroso de nossa existência.

        Felizmente, no entanto, o silêncio também pode - e sempre o deveria - implicar felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis com gente que não significa nada na nossa vida. Quando estamos seguros quanto ao que somos, quanto aos nossos sonhos e planos de vida, nenhum barulho é capaz de abalar as nossas verdades, minimamente que seja. Quando o silêncio guarda o que temos de mais precioso, estamos então caminhando rumo ao alcance de nossos sonhos, para que possamos dividi-los com quem compartilhamos amor de verdade, e com ninguém mais.

Adaptado de: <http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_
vida/2015/nem-sempre-o-silencio-e-esquecimento.html>.
Considere os trechos do texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2100755 Português
Nibiru: tudo sobre o boato da internet e o fim do mundo que nunca chega


 (In http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/09/nibiru-tudo-sobre-o-boato-da-internet-e-o-fim-do-mundo-que-nunca-chega.html. Acesso em 22/09/17). 
O termo “a antiga Mesopotâmia” (l. 03 e 04) exerce a função sintática de:
Alternativas
Q2100754 Português
Nibiru: tudo sobre o boato da internet e o fim do mundo que nunca chega


 (In http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/09/nibiru-tudo-sobre-o-boato-da-internet-e-o-fim-do-mundo-que-nunca-chega.html. Acesso em 22/09/17). 
A preposição constante do fragmento “para assustar internautas incautos” (l. 10 e 11) estabelece a ideia de:
Alternativas
Q2100750 Português
Nibiru: tudo sobre o boato da internet e o fim do mundo que nunca chega


 (In http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/09/nibiru-tudo-sobre-o-boato-da-internet-e-o-fim-do-mundo-que-nunca-chega.html. Acesso em 22/09/17). 
Considerando a hipótese de o verbo “existir” ser substituído pelo “haver” neste trecho “Se existem duas coisas” (l. 01), qual é a alternativa correta?
Alternativas
Respostas
41221: B
41222: C
41223: C
41224: D
41225: A
41226: C
41227: D
41228: A
41229: A
41230: A
41231: C
41232: B
41233: B
41234: B
41235: A
41236: E
41237: B
41238: A
41239: B
41240: B