Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Em relação a determinados vocábulos do texto e às relações gramaticais e de sentido que estabelecem no texto, analise as seguintes assertivas:
I. Aliás (l.09) – tem a função de amplificar a ideia expressa.
II. além de (l.18) – liga enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão.
III. porque (l.22) – introduz um enunciado de valor conclusivo em relação aos que o antecedem.
Quais estão corretas?
Sobre a frase “Esses alunos que são usuários constantes de redes sociais têm um risco 27% maior de desenvolver depressão” retirada do texto, avalie as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado para o singular, outras quatro palavras deveriam sofrer ajustes para fins de concordância.
( ) Mais da metade dos alunos que usam redes sociais podem ficar deprimidos.
( ) O risco de alunos usuários de redes sociais desenvolverem depressão constante extrapola o índice dos 27%.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Sobre a frase “do que os que passam menos tempo” (l.17), diz-se que:
I. Representa o segundo termo de uma comparação.
II. Em relação à que a antecede, identifica-se ideia de condicionalidade.
III. Exprime ideia de acordo ou conformidade em relação à anterior.
Quais estão corretas?
Avalie as assertivas que seguem a respeito da frase retirada do texto: “O Snapchat tem o Snapstreak, que recompensa amigos que trocam snaps todos os dias, encorajando assim o comportamento viciante”.
I. As duas vírgulas poderiam ser retiradas sem causar alteração ao sentido e à sintaxe da frase.
II. Ambas as ocorrências da palavra ‘que’ são pronomes relativos.
III. A última oração, uma reduzida de gerúndio, poderia assumir a forma conquanto encoraje o comportamento viciante, sem provocar qualquer alteração no sentido original do período.
Quais estão INCORRETAS?
Em relação à frase “Será interessante observar se irá tomar as atitudes necessárias para impedir que suas empresas se transformem em párias sociais” retirada do texto, afirma-se que:
I. Evidencia-se no período a ocorrência de uma oração subordinada substantiva subjetiva.
II. A palavra ‘que’ poderia ser substituída por ‘as quais’.
III. A substituição de ‘transformem’ por tornem implicaria alteração de regência.
Quais estão INCORRETAS?
Caso, na linha 36, suprimíssemos a expressão “como Tristan Harris”, quantas outras alterações deveriam ser feitas para fins de concordância?
I. Nenhuma alteração, visto que o verbo haver é impessoal.
II. Três alterações, considerado que o termo que flexiona o verbo estar passa a ser ativistas – substantivo flexionado no plural.
III. Duas alterações, apenas; o verbo haver deveria ser flexionado no plural e o verbo estar, no singular.
Quais estão INCORRETAS?
Com base no Texto 3, atribua verdadeiro (V) ou falso (F) às afirmativas abaixo. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) As palavras “séculos” (linha 02), “acústica” (linha 04) e “músicos” (linha 10) são proparoxítonas.
( ) A palavra “irreprodutíveis” (linha 03) contém um dígrafo.
( ) A palavra “soube” (linha 10) está empregada na terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo.
( ) A palavra “eles” (linha 02) retoma “melhores do mundo”.
( ) A palavra “instrumentos” é agente da passiva na oração “os instrumentos foram tocados por solistas vendados” (linha 09).
Considere as seguintes afirmativas sobre o Texto 3 e assinale a alternativa correta.
I. A expressão “Nesses testes” (linha 09) estabelece relação com o parágrafo anterior.
II. A palavra “essa” (linha 05) se refere às notas geradas nos violinos italianos antigos.
III. Os travessões (linhas 12 e 13) são empregados para introduzir uma sentença explicativa.
IV. O sujeito do verbo “confeccionados” (linha 02) é indeterminado.
De acordo com a norma padrão escrita da língua portuguesa, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F). Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) Na frase “Nesse caso, a física, por meio da matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não respondendo a todas as perguntas” (linhas 40 a 42), o termo destacado pode ser substituído por “assim como a”.
( ) A frase “Em particular, no que se refere à comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas” (linhas 05 e 06) apresenta um sujeito indeterminado.
( ) Em “Nessas obras, encontramos a maneira como esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas” (linhas 14 e 15) temos uma oração sem sujeito.
( ) Em “As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do momento angular, da carga elétrica, entre outros” (linhas 29 a 31) os termos preposicionados destacados complementam o nome “conservação”.
( ) Na frase “Na física, a matemática é uma das maneiras usadas para expressar seus conceitos e teorias” (linhas 22 e 23) o pronome possessivo “seus” estabelece uma relação com “física”.

“Desde a transição democrática de meados dos anos 80, o povo brasileiro contempla, entre perplexo e cada vez mais desencantado, o espetáculo da mudança sem esperança ou, como dizia um crítico de Adorno, ‘a realização das esperanças do passado’. Assim os senhores da terra concebem o progresso. As eleições diretas sucumbiram diante do Colégio Eleitoral. A nau de Ulysses encalhou nas praias do transformismo e os náufragos do regime militar saltaram alegremente para bordo. Na eleição de 1989, o Caçador de Marajás saiu do quase anonimato para ser promovido como mercadoria nova, produzida nas retortas dos marqueteiros e exposta nas vitrines da mídia de resultados, sob os aplausos e a chuva de grana despejada pelo patriciado nativo.
Em 2017, os senhores da Casa-grande e seus fâmulos1 apostam na reconstrução das esperanças do passado: acenam com candidaturas habilitadas a empurrar, outra vez, o País para a modernidade dos marqueteiros. Nesse barco navegam os cosmopolitas da finança e dos negócios, uma fração majoritária das classes médias – ilustrada, semi-ilustrada e deslustrada –, as velhas oligarquias regionais e a cambada da tripa-forra2 que quer sempre se locupletar3 sem esforço. (...)”
Fragmento do artigo O PAÍS DA CASA GRANDE, por Luiz Gonzaga Beluzzo, Carta Capital, 16 de agosto de 2017.
1 criados, empregado, indivíduo subserviente.
2 comer à vontade, grande quantidade ou abundância, fartamente, até não poder mais.
3 enriquecer, encher(-se), abarrotar(-se).
Sobre a frase “entre perplexo e cada vez mais
desencantado”, usada no início do primeiro parágrafo,
é correto afirmar que:

“(...) De fato, se desejamos escapar à crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro, e não queremos admitir a permanência de sua percepção enganosa, devemos considerar a existência de pelo menos três mundos num só. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula; o segundo sertia o mundo tal com ele é: a globalização como perversidade; e o terceiro, o mundo como ele pode ser: uma outra globalização. (...) Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças aos progressos da informação, a ‘mistura’ de filosofias, em detrimento do racionalismo europeu. (...) Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade”, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. (...)”
Fragmento de Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2015, de MILTON SANTOS (3 de maio de 1926, Brotas de Macaúba, Bahia – 24 de junho de 2001, São Paulo). O geógrafo e professor foi preso, durante o golpe de 1964, permaneceu no exílio por 13 anos. Depois de seu retorno ao Brasil, foi professor e pesquisador na UFRJ até 1983. Milton Santos recebeu 20 títulos Doutor Honoris Causa de universidades brasileiras e estrangeiras.
Releia este trecho inicial do texto dado: “De fato,
se desejamos escapar à crença de que esse mundo
assim apresentado é verdadeiro, e não queremos
admitir a permanência de sua percepção enganosa,
(...)”. Considerados os sentidos e elementos textuais
e contextuais informados pelo trecho, pode-se
afirmar que a sequência em destaque expressa um
conteúdo de:
TEXTO 8
“Os decanos e diretores presentes à 102ª Reunião da Plenária de Decanos e Diretores da UFRJ reafirmam a defesa da plena gratuidade nos estabelecimentos oficiais, nos termos do Art. 206, IV, da Constituição Federal, um requisito para a democracia e o desenvolvimento nacional comprometido com o bem viver de todo o povo. A gratuidade é uma conquista republicana que assegura o direito de todos à educação e estabelece o dever do Estado no fomento da educação, cultura, ciência e tecnologia, tal como ocorre nos países que possuem elevada qualidade de vida.(...)”
Trecho inicial do documento “Futuro da universidade federal ameaçado, futuro da nação ameaçado: nota da Plenária de Decanos e Diretores da UFRJ”, de 31 de julho de 2017.
Em relação às expressões “requisito para” e “comprometido
com”, constantes do fragmento da nota dos
Decanos e Diretores, pode-se afirmar que os termos
para e com são respectivamente:

Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar, pois estou te amando
Baby, te amo, nem sei se te amo
Tente usar a roupa que estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo
Pérola Negra, Luiz Melodia, 1973.
Nos versos destacados em negrito, na letra da
bela canção de Luiz Melodia; as vírgulas são empregadas,
respectivamente, para separar

“[...] em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos. [...]” “[...] Eu classifico São Paulo assim: o Palácio é a sala de visita, a Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o seu jardim. A favela é o quintal onde jogam os lixos. [...]” “Quando estou na cidade, tenho a impressão que estou na sala de visita, com seus lustres de cristais, seus tapetes de veludo, almofadas de cetim. E quando estou na favela, tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.” “[...] nós somos pobres, viemos para as margens do rio. As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerada marginal. Não mais se vê os corvos voando às margens dos rios, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.” “Os políticos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê o seu povo oprimido.” “O Brasil devia ser dirigido por quem passou fome.” “Não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida. Digam ao povo brasileiro que meu sonho era ser escritora, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.”
(trechos extraídos do livro Quarto de despejo – diário de uma favelada, 1960, de CAROLINA MARIA DE JESUS).
A primeira edição saiu com 30 mil exemplares. A obra foi reimpressa
sete vezes em 1960. No total, vendeu 80 mil exemplares.
“Quarto de Despejo” foi traduzido para 14 línguas em 20 países.
Carolina de Jesus lançou mais três livros: “Casa de Alvenaria”,
“Pedaços de Fome” e “Provérbios”. Postumamente, em 1982,
foi lançado na França, “Diário de Bitita”, que chegou ao Brasil
pela Nova Fronteira em 1986.
Leia o trecho a seguir:
“Digam ao povo brasileiro que meu sonho era ser escritora, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.”
Se quisermos manter a coesão e a coerência textuais do período acima, NÃO podemos substituir a palavra em destaque por:

“[...] em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos. [...]” “[...] Eu classifico São Paulo assim: o Palácio é a sala de visita, a Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o seu jardim. A favela é o quintal onde jogam os lixos. [...]” “Quando estou na cidade, tenho a impressão que estou na sala de visita, com seus lustres de cristais, seus tapetes de veludo, almofadas de cetim. E quando estou na favela, tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.” “[...] nós somos pobres, viemos para as margens do rio. As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerada marginal. Não mais se vê os corvos voando às margens dos rios, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.” “Os políticos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê o seu povo oprimido.” “O Brasil devia ser dirigido por quem passou fome.” “Não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida. Digam ao povo brasileiro que meu sonho era ser escritora, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma editora.”
(trechos extraídos do livro Quarto de despejo – diário de uma favelada, 1960, de CAROLINA MARIA DE JESUS).
A primeira edição saiu com 30 mil exemplares. A obra foi reimpressa
sete vezes em 1960. No total, vendeu 80 mil exemplares.
“Quarto de Despejo” foi traduzido para 14 línguas em 20 países.
Carolina de Jesus lançou mais três livros: “Casa de Alvenaria”,
“Pedaços de Fome” e “Provérbios”. Postumamente, em 1982,
foi lançado na França, “Diário de Bitita”, que chegou ao Brasil
pela Nova Fronteira em 1986.
Ciência e esoterismo
Como físico, não cabe a mim tentar explicar o porquê da irresistível atração que tantas pessoas têm pelo esoterismo, pelo que está além do que chamamos de fenômenos naturais. Mas posso ao menos oferecer uma conjectura. Por trás desse fascínio encontramos nosso próprio desejo de nos situarmos melhor emocional ou profissionalmente em nossas vidas. Nesse sentido, a atração pelo esoterismo força as pessoas a uma autorreflexão que pode ser muito importante como veículo de autoconhecimento.
Mas como físico cabe a mim fazer o papel de chato e argumentar contra a crença na existência desses fenômenos esotéricos no mundo natural. O fato é que as “provas” que costumam ser oferecidas, nesses casos, misteriosamente se recusam a sobreviver quando testadas no laboratório sob o escrutínio do cientista ou após uma análise quantitativa mais detalhada. Os cientistas não precisam “acreditar” nos resultados de outro cientista: basta repetir o experimento em seu próprio laboratório, em condições idênticas, e os mesmos resultados devem ser encontrados.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. Retalhos cósmicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 43-44)
A velhice na sociedade industrial
Durante a velhice deveríamos estar ainda engajados em causas que nos transcendem, que não envelhecem, e que dão significado a nossos gestos cotidianos. Talvez seja esse um remédio contra os danos do tempo. Mas, pondera Simone de Beauvoir, se o trabalhador aposentado se desespera com a falta de sentido da vida presente, é porque em todo o tempo o sentido de sua vida lhe foi roubado. Esgotada a sua força de trabalho, sente-se um pária, e é comum que o escutemos agradecendo sua aposentadoria como uma esmola.
A degradação senil começa prematuramente com a degradação da pessoa que trabalha. Esta sociedade pragmática não desvaloriza somente o operário, mas todo trabalhador: o médico, o professor, o esportista, o ator, o jornalista.
Como reparar a destruição sistemática que os homens sofrem desde o nascimento, na sociedade da competição e do lucro a qualquer preço? Cuidados geriátricos não devolvem a saúde física nem mental. A abolição dos asilos e a construção de casas decentes para a velhice, não segregadas do mundo ativo, seria um passo à frente. Mas haveria que sedimentar uma cultura para os velhos com interesses, trabalhos, responsabilidades que tornem digna sua sobrevivência. Como deveria ser uma sociedade para que, na velhice, o homem permaneça um homem? A resposta é radical para Simone de Beauvoir: “seria preciso que ele sempre tivesse sido tratado como homem”.
Para que nenhuma forma de humanidade seja excluída da Humanidade é que as minorias têm lutado, que os grupos discriminados têm reagido. A mulher, o negro, combatem pelos seus direitos, mas o velho não tem armas. Nós é que temos de lutar por ele.
(Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. S. Paulo: T. A. Queiroz, 1983, p. 38-39)
A velhice na sociedade industrial
Durante a velhice deveríamos estar ainda engajados em causas que nos transcendem, que não envelhecem, e que dão significado a nossos gestos cotidianos. Talvez seja esse um remédio contra os danos do tempo. Mas, pondera Simone de Beauvoir, se o trabalhador aposentado se desespera com a falta de sentido da vida presente, é porque em todo o tempo o sentido de sua vida lhe foi roubado. Esgotada a sua força de trabalho, sente-se um pária, e é comum que o escutemos agradecendo sua aposentadoria como uma esmola.
A degradação senil começa prematuramente com a degradação da pessoa que trabalha. Esta sociedade pragmática não desvaloriza somente o operário, mas todo trabalhador: o médico, o professor, o esportista, o ator, o jornalista.
Como reparar a destruição sistemática que os homens sofrem desde o nascimento, na sociedade da competição e do lucro a qualquer preço? Cuidados geriátricos não devolvem a saúde física nem mental. A abolição dos asilos e a construção de casas decentes para a velhice, não segregadas do mundo ativo, seria um passo à frente. Mas haveria que sedimentar uma cultura para os velhos com interesses, trabalhos, responsabilidades que tornem digna sua sobrevivência. Como deveria ser uma sociedade para que, na velhice, o homem permaneça um homem? A resposta é radical para Simone de Beauvoir: “seria preciso que ele sempre tivesse sido tratado como homem”.
Para que nenhuma forma de humanidade seja excluída da Humanidade é que as minorias têm lutado, que os grupos discriminados têm reagido. A mulher, o negro, combatem pelos seus direitos, mas o velho não tem armas. Nós é que temos de lutar por ele.
(Adaptado de: BOSI, Ecléa. Lembranças de velhos. S. Paulo: T. A. Queiroz, 1983, p. 38-39)
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item a seguir.
Os dois-pontos empregados na linha 4 introduzem um aposto.




