Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Questões Discursivas

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Q1168650 Português
Na frase extraída do texto, “somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo parece dar certo”, caso o verbo ‘ser’ fosse flexionado no singular (sou), quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para manter a correta concordância verbo-nominal?
Alternativas
Q1168613 Português

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-de-relacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019. 

Na frase “Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações”, quanto a sua predicação, o verbo “passar” é:
Alternativas
Q1168546 Português

Texto 7

Psicóloga explica as causas e os sintomas da Síndrome do Regresso


A Síndrome do Regresso acontece quando você volta para casa após estudar no exterior, trabalhar ou qualquer outro tipo de estadia prolongada. Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação. E ele é mais comum do que pode se imaginar: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, diz Juliana Polydoro, psicóloga e mestre em Psicologia da Saúde. A profissional, que também é colunista do site e-Dublin, explicou as causas da Síndrome e como lidar com o período para amenizar os sintomas.

Fonte: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/estudar-no-exterior/psicologa-explica-as-causas-os-sintomas-sindrome-regresso.htm

Com relação ao texto 7, analise as proposições a seguir e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) No período: “Criado pelo neuropsiquiatra Dr. Décio Nakagawa, o termo serve para dar nome a este período de readaptação.”, a oração destacada é reduzida de particípio.

( ) Aoração “que também é colunista do site e-Dublin” intercala a oração principal do período, por isso aparece entre vírgulas.

( ) No período: “A Síndrome do Regresso acontece com a maior parte das pessoas que retorna ao seu país de origem”, a oração destacada explica o grupo que mais é atingido pelo Síndrome do Regresso.

( ) De acordo com a gramática normativa, a oração “que também é colunista do site e-Dublin” se classifica como uma oração subordinada adjetiva restritiva.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

Alternativas
Q1168534 Português

Texto 1

Turma da Mônica – Laços

A partir de 6 anos

Floquinho, o cachorro do Cebolinha (Kevin Vechiatto), desapareceu. O menino desenvolve então um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira). Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver grandes aventuras para levar o cão de volta para casa.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-248374/.


Com relação ao texto 1, analise as proposições a seguir e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) A frase “A partir de 6 anos”, colocada logo abaixo do título “Turma da Mônica - Laços”, é indicativa da faixa etária mínima recomendada para assistir ao filme.

( ) Enquanto um vocativo, “o cachorro de Cebolinha”, exerce a função explicativa sobre “Floquinho”.

( ) O uso de nomes próprios entre parênteses, logo após os nomes dos personagens Cebolinha, Mônica, Magali e Cascão, indica os nomes dos atores que interpretam os personagens no filme.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q1168413 Português

“Com relação a isso, a médica ressalta outro aspecto que interfere em como envelhecer, citando exemplos do Japão e dos Estados Unidos”. 13º§


Nesse período, o termo destacado tem a função de:

Alternativas
Q1168412 Português
Marque a alternativa que apresenta uma frase com equívoco de concordância verbal:
Alternativas
Q1168411 Português
A única frase que apresenta desvio de regência verbal recomendada pela norma culta é:
Alternativas
Q1168408 Português

A IDADE EM QUE VOCÊ COMEÇA A SENTIR OS SINAIS

DA VELHICE PODE DEPENDER DE ONDE VOCÊ VIVE.

Estudo aponta que há uma lacuna de 30 anos entre os países com as maiores e menores idades em que as pessoas experimentam os problemas de saúde de alguém de 65 anos.

Época - 17/03/2019


      Com quantos anos alguém começa a sentir os efeitos da idade? Talvez 60 ou 65 não possa ser considerada uma resposta global. Um estudo publicado na última semana mostra que as idades em que as pessoas sofrem os impactos de doenças e do envelhecimento diferem muito de país para país. O trabalho analisou não só a expectativa de vida média de cada país, mas a forma com a qual se está envelhecendo pelo mundo, se os anos estão sendo vividos com saúde ou associados a incapacidades.

      O estudo de pesquisadores da Universidade de Washington aponta que há uma lacuna de 30 anos entre os países com as maiores e menores idades em que as pessoas experimentam os problemas de saúde de alguém de 65. Pesquisadores descobriram que pessoas de 76 anos de idade no Japão e 46 em PapuaNova Guiné têm o mesmo nível de problemas comparados a uma pessoa de idade “média” de 65 (baseada em uma média global do estudo).

      “Essas descobertas discrepantes mostram que o aumento da expectativa de vida para idades mais avançadas pode ser uma oportunidade ou ameaça ao bem-estar geral das populações, dependendo dos problemas de saúde relacionados ao envelhecimento que a população vivencia, independentemente da idade cronológica”, afirmou Angela Y. Chang, principal autora e pós-doutoranda do Centro de Tendências e Previsões de Saúde da Universidade de Washington. “Problemas de saúde relacionados à idade podem levar à aposentadoria antecipada, força de trabalho menor e maiores gastos com saúde. Os líderes de governos e os que influenciam os sistemas de saúde precisam considerar quando as pessoas começam a sofrer os efeitos negativos do envelhecimento.

      ”Os efeitos citados pela pesquisadora incluem funções prejudicadas e perda de capacidades físicas, mentais e cognitivas resultantes das 92 condições analisadas — cinco das quais são comunicáveis e 81 não, junto a seis lesões.

      O estudo, intitulado “Medir o envelhecimento da população: uma análise do Estudo Global da Carga de Doenças 2017”, foi publicado na revista científica The Lancet Public Health e é o primeiro deste tipo, segundo Chang, cujo centro fica no Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde da Universidade de Washington. As métricas tradicionais de envelhecimento examinam o aumento da longevidade. Esse estudo, por outro lado, explora a idade cronológica e o ritmo em que o envelhecimento contribui para a deterioração da saúde. O trabalho usou dados do estudo Global Burden of Disease (GBD) 2017. 

      Os pesquisadores mediram o que chamaram de “carga de doença relacionada à idade” (Dalys, na sigla em inglês). Segundo aponta o estudo, os países com a menor carga de doenças associadas ao envelhecimento foram Suíça, Cingapura, Coreia do Norte, Japão e Itália.  

O estudo descobriu, por exemplo, que, em 2017, em Papua-Nova Guiné, as pessoas tiveram a maior taxa mundial de problemas de saúde relacionados à idade, com mais de 500 Dalys por 1.000 adultos. O número é quatro vezes maior do que ocorreu na Suíça, com pouco mais de 100 Dalys por 1.000 adultos. 

      Nos Estados Unidos, a taxa era de 161,5 Dalys por 1.000 adultos, o que colocava o país em 53º lugar, entre a Argélia, em 52º, com 161 Dalys por 1.000 adultos, e o Irã, em 54º, com 164,8 Dalys por 1.000. 

      Usando a média global de pessoas de 65 anos como grupo de referência, Chang e outros pesquisadores também estimaram as idades em que a população em cada país experimentou a mesma taxa de carga relacionada. Eles encontraram grande variação em quão bem ou mal as pessoas envelhecem. 

      A partir disso, identificaram que os japoneses de 76 anos enfrentam a mesma carga de envelhecimento que pessoas de 46 anos em Papua-Nova Guiné, país que ficou em último lugar no ranking com 195 países e territórios. Os Estados Unidos, em que a idade foi 68,5 anos, ficaram em 54º lugar, entre o Irã (69 anos), Antígua e Barbuda (68,4 anos).

Por trás das grandes variações no padrão de envelhecimento entre os países, com discrepância quanto ao impacto das doenças e incapacidades, há muitos determinantes sociais envolvidos, como explica a geriatra Ana Cristina Canêdo Speranza, presidente da seção estadual do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia:

      “Questões socioeconômicas, culturais e ambientais têm forte impacto na forma como um país envelhece. Desigualdades sociais e políticas públicas insuficientes impactam os países de baixa renda, onde o acesso à saúde pode ser dificultado, assim como o controle e a prevenção de doenças crônicas”, pontuou Speranza. “Em países de baixa renda, por exemplo na África, mesmo vivendo pouco em termos de longevidade, adultos experimentam uma alta carga de doenças relacionadas ao envelhecimento.”  

      Entre os países de alta renda, a diferença também pode ser grande. Com relação a isso, a médica ressalta outro aspecto que interfere em como envelhecer, citando exemplos do Japão e dos Estados Unidos. No país asiático, um idoso com 76 anos possui um perfil equivalente ao de um idoso de 69 nos EUA em termos de nível de impacto de doenças, como mostra o estudo. Essa variação poderia ser explicada em parte por diferenças nos padrões de estilo de vida dentre estes países, explicou a geriatra. 

      “O estudo sugere que os limites de idade para identificar uma população idosa não deveriam ser fixados em 65 anos, já que o padrão de envelhecimento é tão diferente entre os países”, concluiu, chamando a atenção para o fato de que os dados apresentados trazem questões importantes para o desenvolvimento e a adaptação de políticas públicas a partir do perfil de cada país, a fim de se garantir uma vida longa e saudável para todos os indivíduos.

https://epoca.globo.com/a-idade-em-que-voce-comeca-sentir-os-sinaisda-velhice-pode-depender-de-onde-voce-vive-23530050

“(...) em Papua-Nova Guiné, país que ficou em último lugar no ranking com 195 países e territórios”. 10º§

O vocábulo destacado nesse período mantém com seu termo antecedente uma relação sintática de:

Alternativas
Q1168407 Português

A IDADE EM QUE VOCÊ COMEÇA A SENTIR OS SINAIS

DA VELHICE PODE DEPENDER DE ONDE VOCÊ VIVE.

Estudo aponta que há uma lacuna de 30 anos entre os países com as maiores e menores idades em que as pessoas experimentam os problemas de saúde de alguém de 65 anos.

Época - 17/03/2019


      Com quantos anos alguém começa a sentir os efeitos da idade? Talvez 60 ou 65 não possa ser considerada uma resposta global. Um estudo publicado na última semana mostra que as idades em que as pessoas sofrem os impactos de doenças e do envelhecimento diferem muito de país para país. O trabalho analisou não só a expectativa de vida média de cada país, mas a forma com a qual se está envelhecendo pelo mundo, se os anos estão sendo vividos com saúde ou associados a incapacidades.

      O estudo de pesquisadores da Universidade de Washington aponta que há uma lacuna de 30 anos entre os países com as maiores e menores idades em que as pessoas experimentam os problemas de saúde de alguém de 65. Pesquisadores descobriram que pessoas de 76 anos de idade no Japão e 46 em PapuaNova Guiné têm o mesmo nível de problemas comparados a uma pessoa de idade “média” de 65 (baseada em uma média global do estudo).

      “Essas descobertas discrepantes mostram que o aumento da expectativa de vida para idades mais avançadas pode ser uma oportunidade ou ameaça ao bem-estar geral das populações, dependendo dos problemas de saúde relacionados ao envelhecimento que a população vivencia, independentemente da idade cronológica”, afirmou Angela Y. Chang, principal autora e pós-doutoranda do Centro de Tendências e Previsões de Saúde da Universidade de Washington. “Problemas de saúde relacionados à idade podem levar à aposentadoria antecipada, força de trabalho menor e maiores gastos com saúde. Os líderes de governos e os que influenciam os sistemas de saúde precisam considerar quando as pessoas começam a sofrer os efeitos negativos do envelhecimento.

      ”Os efeitos citados pela pesquisadora incluem funções prejudicadas e perda de capacidades físicas, mentais e cognitivas resultantes das 92 condições analisadas — cinco das quais são comunicáveis e 81 não, junto a seis lesões.

      O estudo, intitulado “Medir o envelhecimento da população: uma análise do Estudo Global da Carga de Doenças 2017”, foi publicado na revista científica The Lancet Public Health e é o primeiro deste tipo, segundo Chang, cujo centro fica no Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde da Universidade de Washington. As métricas tradicionais de envelhecimento examinam o aumento da longevidade. Esse estudo, por outro lado, explora a idade cronológica e o ritmo em que o envelhecimento contribui para a deterioração da saúde. O trabalho usou dados do estudo Global Burden of Disease (GBD) 2017. 

      Os pesquisadores mediram o que chamaram de “carga de doença relacionada à idade” (Dalys, na sigla em inglês). Segundo aponta o estudo, os países com a menor carga de doenças associadas ao envelhecimento foram Suíça, Cingapura, Coreia do Norte, Japão e Itália.  

O estudo descobriu, por exemplo, que, em 2017, em Papua-Nova Guiné, as pessoas tiveram a maior taxa mundial de problemas de saúde relacionados à idade, com mais de 500 Dalys por 1.000 adultos. O número é quatro vezes maior do que ocorreu na Suíça, com pouco mais de 100 Dalys por 1.000 adultos. 

      Nos Estados Unidos, a taxa era de 161,5 Dalys por 1.000 adultos, o que colocava o país em 53º lugar, entre a Argélia, em 52º, com 161 Dalys por 1.000 adultos, e o Irã, em 54º, com 164,8 Dalys por 1.000. 

      Usando a média global de pessoas de 65 anos como grupo de referência, Chang e outros pesquisadores também estimaram as idades em que a população em cada país experimentou a mesma taxa de carga relacionada. Eles encontraram grande variação em quão bem ou mal as pessoas envelhecem. 

      A partir disso, identificaram que os japoneses de 76 anos enfrentam a mesma carga de envelhecimento que pessoas de 46 anos em Papua-Nova Guiné, país que ficou em último lugar no ranking com 195 países e territórios. Os Estados Unidos, em que a idade foi 68,5 anos, ficaram em 54º lugar, entre o Irã (69 anos), Antígua e Barbuda (68,4 anos).

Por trás das grandes variações no padrão de envelhecimento entre os países, com discrepância quanto ao impacto das doenças e incapacidades, há muitos determinantes sociais envolvidos, como explica a geriatra Ana Cristina Canêdo Speranza, presidente da seção estadual do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia:

      “Questões socioeconômicas, culturais e ambientais têm forte impacto na forma como um país envelhece. Desigualdades sociais e políticas públicas insuficientes impactam os países de baixa renda, onde o acesso à saúde pode ser dificultado, assim como o controle e a prevenção de doenças crônicas”, pontuou Speranza. “Em países de baixa renda, por exemplo na África, mesmo vivendo pouco em termos de longevidade, adultos experimentam uma alta carga de doenças relacionadas ao envelhecimento.”  

      Entre os países de alta renda, a diferença também pode ser grande. Com relação a isso, a médica ressalta outro aspecto que interfere em como envelhecer, citando exemplos do Japão e dos Estados Unidos. No país asiático, um idoso com 76 anos possui um perfil equivalente ao de um idoso de 69 nos EUA em termos de nível de impacto de doenças, como mostra o estudo. Essa variação poderia ser explicada em parte por diferenças nos padrões de estilo de vida dentre estes países, explicou a geriatra. 

      “O estudo sugere que os limites de idade para identificar uma população idosa não deveriam ser fixados em 65 anos, já que o padrão de envelhecimento é tão diferente entre os países”, concluiu, chamando a atenção para o fato de que os dados apresentados trazem questões importantes para o desenvolvimento e a adaptação de políticas públicas a partir do perfil de cada país, a fim de se garantir uma vida longa e saudável para todos os indivíduos.

https://epoca.globo.com/a-idade-em-que-voce-comeca-sentir-os-sinaisda-velhice-pode-depender-de-onde-voce-vive-23530050

“(...) adaptação de políticas públicas a partir do perfil de cada país, a fim de se garantir uma vida longa e saudável para todos os indivíduos”. 14º§


A oração sublinhada está construída a partir de uma estrutura:

Alternativas
Q1168387 Português

Texto I


Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social


      Quando se fala em melhoria de saúde, a primeira coisa que vem à mente é a tecnologia com seu enorme potencial de transformar a maneira como lidamos com a saúde até hoje. As inovações se multiplicam em todas as especialidades e nos mais diversos campos, como genômica, robótica, nanotecnologia, big data, telemedicina etc., oferecendo novas possibilidades em diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

      A sofisticação tecnológica é responsável por grandes saltos na medicina e seus avanços têm contribuído para que as pessoas possam viver cada vez mais e melhor. Neste sentido, é natural que tenha destaque e seja admirada.

      Mas isso não pode ser impeditivo para que tenhamos uma visão mais ampla sobre a saúde e comecemos a prestar atenção em outros fatores igualmente impactantes, seja pelo potencial de gerar doenças ou de não permitir que as pessoas tenham uma vida saudável. Saúde não é somente ausência de enfermidade, e sim um estado de completo bem-estar físico, mental e social.

      A partir dessa definição, dada pela própria Organização Mundial de Saúde, é impossível pensarem melhoria de saúde sem um olhar mais amplo que considere outros elementos impactantes. Não se pode elevar o padrão de saúde sem melhorar as condições de saneamento básico e moradia, sem reduzira violência urbana, os acidentes de trânsito, o consumo abusivo de álcool ou o tabagismo e também sem tratar da questão nutricional.

      Combater a desnutrição em todas as suas formas é um dos maiores desafios que todos os países enfrentam porque quase um terço da população no mundo sofre, pelo menos, de uma forma de desnutrição, como deficiência de vitaminas e minerais, ou ainda de excesso de peso ou obesidade. A ONU considera a questão tão séria que mantém um plano de trabalho global prevendo ações para melhoria das condições nutricionais nos próximos dez anos.

      No Brasil, de acordo com dados recentes, um terço das crianças está acima do peso. Entre os jovens de 13 a 17 anos, o índice de obesidade já chega a 7,8%. Excesso de peso é fator de risco para doenças crónicas do coração, hipertensão e diabetes, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil.

      Parte desse problema ocorre, ou se agrava, porque substituímos alimentos e cereais in natura, ou minimamente processados, por produtos industrializados prontos para o consumo, em geral consumindo excesso de calorias, açúcar, sódio e outros ingredientes menos saudáveis. Além disso, não praticamos atividades físicas como é recomendável.

      Um novo olhar sobre a saúde é responsabilidade dos governantes, dos gestores em saúde e também de cada indivíduo.

Cláudio Lottenberg

Disponível em https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/ saude-e-um-estado-de-completo-bem-estar-fisico-mental-e-social/(Acesso em 20/05/2019). Adaptado. 

A frase correta quanto à concordância verbal encontra-se na seguinte opção:
Alternativas
Q1168263 Português

TEXTO 5


Imagem associada para resolução da questão

(Fonte: conversas de whatsapp–Pesquisa google)


Analise as proposições abaixo sobre a conversa do texto 5, desenvolvida no aplicativo Whatsapp:

I- No período: “Ah, estudando muito, em breve serei a mais boa dentista de Vitória, e você?”, a relação sintática que predomina entre as duas orações é de contraste.

II- O humor do texto é provocado pela paronímia que se constrói com a palavra “residência”.

III- Trata-se de uma conversa informal, portanto percebe-se facilmente a variação linguística no texto.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q1168239 Português

Fazer 80


      E assim, aconteceu que esta semana eu fizesse 80 anos!

      Nunca imaginei chegar tão longe. Filha de uma mãe que morreu aos 40, considerava-me destinada a curto percurso. E a vida não parecia ter por mim grande apreço; tentou me matar de pneumonia aos seis anos, dardejou-me uma meningite aos oito, castigou-me com inúmeras pneumonias ao longo de todo o percurso e, já no terceiro ato, coroou o conjunto com uma tuberculose. Mas, como se disputasse uma maratona, cheguei aos 80 esbaforida somente pelo trabalho.

      80 anos são uma tremenda esquina da vida.

      Com certeza chegamos a ela mais frágeis, porque a possibilidade de morte, que sempre foi a mesma, mas que antes parecia eventual, ganha uma certa concretude.

      E, ao mesmo tempo, chegamos mais fortes porque a maior parte do caminho foi percorrida, as inseguranças da juventude ficaram para trás, alguma tantas perguntas já foram respondidas, e o que havia a fazer já foi feito.

      Certas coisas mudam, porém, aos 80.

      Não terei mais cão, porque um cão correria o risco de viver mais do que eu, e não quero prometer proteção e amor a alguém para de repente descumprir a promessa. Não faço mais projetos a longo prazo; vou até alguns meses à frente, aos compromissos já marcados, embora sabendo que para o ano que vem marcarei outros. Não vou mais imaginar-me mergulhada em estudos de alemão, como sempre fiz, e muito menos de mandarim, como minha curiosidade me ordenaria. No capítulo viagens, dou uma fechadinha no leque; não conhecerei o Himalaia, não enfrentarei falta de hotel ou de banheiro, não caminharei tardes inteiras atendendo minha ânsia turística. E até nos museus, minha sempre paixão, terei que ser menos gulosa.

      Fecho o leque da realidade, mas tenho outro para abrir. As minhas viagens, tantas, estão anotadas em cadernos e cadernetas. Ali estão datas, descrições e até desenhos ou rabiscos retendo aquilo que ameaçava diluir. Agora, me basta abrir qualquer um deles para retomar a estrada.

      Isso, quanto às viagens facultativas e aventurosas. As outras, de trabalho, continuam na ordem do dia, levando-me a arrastar minha malinha de rodas pelos aeroportos da vida.

      Aos 80, considero todo dia como um presente dos deuses, embora até hoje não saiba quem são eles. E toda noite agradeço com gratidão, mesmo com a indecisão do endereço.

      Até essa esquina olha-se para a frente. Chegando a ela, o retrovisor se impõe. 

      Olho para trás e o que vejo me agrada. Vivi com abundância, a palavra melhor é essa. Abundância biográfica de países, de línguas e culturas. Abundância de situações, as favoráveis e as adversas. Abundância de encontros com pessoas preciosas, com criaturas admiráveis, e alguns poucos canalhas, úteis como referência. Trabalhei em muitas coisas diferentes e de todas gostei, porque de cada uma fiz um degrau de aprendizado que me permitiu desempenhar a próxima. Li quase todos os dias da minha vida, fosse pouco ou muito, enchendo a mochila de dados que eu embaralharia, de nomes que se iriam no vento, mas conservando as emoções que os livros me davam. Não escrevi tanto quanto li, nem teria sido possível. Mas o que escrevi está de acordo comigo e me representa mais generosamente que uma selfie

      Considero estar pronta para o embarque. Mas enquanto meu voo não é anunciado, vou estruturando — como faço com frequência em aeroportos — ideias e frases de um próximo livro.

COLASANTI, Marina. Disponível em: <https://www.marinacolasanti.com/2017/09/cronica-de-quinta-fazer-80.html?fb_action_ids=1437566189697967&fb_action_types=og.comments>. Acesso em: 25 fev. 2018. 

“E toda noite agradeço com gratidão, mesmo com a indecisão do endereço.”
O termo em destaque tem valor de sentido de
Alternativas
Q1168237 Português

Fazer 80


      E assim, aconteceu que esta semana eu fizesse 80 anos!

      Nunca imaginei chegar tão longe. Filha de uma mãe que morreu aos 40, considerava-me destinada a curto percurso. E a vida não parecia ter por mim grande apreço; tentou me matar de pneumonia aos seis anos, dardejou-me uma meningite aos oito, castigou-me com inúmeras pneumonias ao longo de todo o percurso e, já no terceiro ato, coroou o conjunto com uma tuberculose. Mas, como se disputasse uma maratona, cheguei aos 80 esbaforida somente pelo trabalho.

      80 anos são uma tremenda esquina da vida.

      Com certeza chegamos a ela mais frágeis, porque a possibilidade de morte, que sempre foi a mesma, mas que antes parecia eventual, ganha uma certa concretude.

      E, ao mesmo tempo, chegamos mais fortes porque a maior parte do caminho foi percorrida, as inseguranças da juventude ficaram para trás, alguma tantas perguntas já foram respondidas, e o que havia a fazer já foi feito.

      Certas coisas mudam, porém, aos 80.

      Não terei mais cão, porque um cão correria o risco de viver mais do que eu, e não quero prometer proteção e amor a alguém para de repente descumprir a promessa. Não faço mais projetos a longo prazo; vou até alguns meses à frente, aos compromissos já marcados, embora sabendo que para o ano que vem marcarei outros. Não vou mais imaginar-me mergulhada em estudos de alemão, como sempre fiz, e muito menos de mandarim, como minha curiosidade me ordenaria. No capítulo viagens, dou uma fechadinha no leque; não conhecerei o Himalaia, não enfrentarei falta de hotel ou de banheiro, não caminharei tardes inteiras atendendo minha ânsia turística. E até nos museus, minha sempre paixão, terei que ser menos gulosa.

      Fecho o leque da realidade, mas tenho outro para abrir. As minhas viagens, tantas, estão anotadas em cadernos e cadernetas. Ali estão datas, descrições e até desenhos ou rabiscos retendo aquilo que ameaçava diluir. Agora, me basta abrir qualquer um deles para retomar a estrada.

      Isso, quanto às viagens facultativas e aventurosas. As outras, de trabalho, continuam na ordem do dia, levando-me a arrastar minha malinha de rodas pelos aeroportos da vida.

      Aos 80, considero todo dia como um presente dos deuses, embora até hoje não saiba quem são eles. E toda noite agradeço com gratidão, mesmo com a indecisão do endereço.

      Até essa esquina olha-se para a frente. Chegando a ela, o retrovisor se impõe. 

      Olho para trás e o que vejo me agrada. Vivi com abundância, a palavra melhor é essa. Abundância biográfica de países, de línguas e culturas. Abundância de situações, as favoráveis e as adversas. Abundância de encontros com pessoas preciosas, com criaturas admiráveis, e alguns poucos canalhas, úteis como referência. Trabalhei em muitas coisas diferentes e de todas gostei, porque de cada uma fiz um degrau de aprendizado que me permitiu desempenhar a próxima. Li quase todos os dias da minha vida, fosse pouco ou muito, enchendo a mochila de dados que eu embaralharia, de nomes que se iriam no vento, mas conservando as emoções que os livros me davam. Não escrevi tanto quanto li, nem teria sido possível. Mas o que escrevi está de acordo comigo e me representa mais generosamente que uma selfie

      Considero estar pronta para o embarque. Mas enquanto meu voo não é anunciado, vou estruturando — como faço com frequência em aeroportos — ideias e frases de um próximo livro.

COLASANTI, Marina. Disponível em: <https://www.marinacolasanti.com/2017/09/cronica-de-quinta-fazer-80.html?fb_action_ids=1437566189697967&fb_action_types=og.comments>. Acesso em: 25 fev. 2018. 

“Não faço mais projetos a longo prazo; vou até alguns meses à frente, aos compromissos já marcados [...]”


Nesse fragmento, todos os conectivos poderiam ser colocados após o ponto e vírgula, EXCETO

Alternativas
Q1168182 Português
Assinale a alternativa que melhor representa a reescrita do texto 5, considerando a norma padrão, o uso de conectivos e a necessidade de argumentar sobre a importância da ciência no Brasil.
Alternativas
Q1168178 Português

Texto 3


Fonte: (http://www.cnpq.br/). 

Com relação ao texto 3, analise as proposições e atribua V para as verdadeiras e para as falsas.


( ) No primeiro período do texto, composto por três orações, não é possível identificar quem é o responsável por informar ao CNPq sobre a não recomposição integral do orçamento de 2019.

( ) As expressões “desta restrição” e “este cenário” se referem às “medidas necessárias” que foram tomadas pelo CNPq.

( ) O uso da primeira pessoa do plural em: “Reforçamos nosso compromisso com a pesquisa científica, tecnológica e de inovação para o desenvolvimento do País” permite que recuperemos o sujeito oculto “nós”, que se refere discursivamente às pessoas que trabalham no CNPq.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses. 

Alternativas
Q1168177 Português

Texto 3


Fonte: (http://www.cnpq.br/). 

Assinale a alternativa que melhor representa a reescrita dos dois primeiros períodos do texto 3, preservando suas relações sintáticas originais.
Alternativas
Q1168123 Português

TEXTO I


De onde menos se espera


      O sucesso de atletas de elite depende de muitos fatores. Estamos acostumados a acompanhar relatos diversos que descrevem protocolos rígidos, geralmente envolvendo treinamento árduo, alimentação controlada, descanso e, em alguns casos, a dopagem – prática proibida que consiste na injeção de compostos, como a testosterona (hormônio anabolizante), para aumentar a massa muscular dos atletas. Jamais imaginaríamos que um dos segredos do sucesso poderia ter origem no intestino dos atletas, mais especificamente, num gênero de bactérias com o curioso nome de Veillonela atypica.

      Pesquisadores norte-americanos descobriram que, durante – e logo após – o exercício vigoroso, ocorre o crescimento agudo de populações de bactérias V. atypica nos intestinos de alguns maratonistas. A pergunta seguinte foi: qual a relação desses microrganismos com o desempenho dos atletas de elite? Essa pergunta foi respondida recentemente e se encontra no artigo do biólogo molecular Jonathan Scheiman e colaboradores, publicado na revista Nature Medicine em junho último.

      Para explicar esse fenômeno, é preciso antes descrever rapidamente um pouco o que acontece no metabolismo. Um exercício como a maratona implica a contração muscular repetitiva durante um período relativamente longo. Para que a contração ocorra, o músculo usa a glicose como combustível.

      Acontece que a glicólise também produz o lactato ou ácido láctico. Quem já fez exercícios repetitivos sabe que, ao final de certo tempo, o músculo sofre fadiga, o que produz uma sensação bem conhecida de queimação ou dor e, nesse momento, a pessoa deve parar o exercício. Quando isso acontece, o desconforto cessa e, após algum tempo, os músculos estão prontos para continuar a contrair.

      Para que haja recuperação da contração muscular, é importante que o lactato acumulado no músculo tenha sua concentração diminuída. Mas, qual a relação do lactato com a V. atypica? Bem, os cientistas descobriram que essas bactérias consomem o lactato, isto é, usam o lactato como nutriente. Assim, as bactérias contribuem para reduzir mais rapidamente a concentração do lactato nos músculos e, dessa forma, apressar a recuperação muscular. Isso é, decididamente, uma vantagem para os atletas que têm a V. atypica em seu intestino.

      Os pesquisadores realizaram experimentos com camundongos para demonstrar esse efeito. Transplantaram as bactérias para os roedores e os testaram em uma esteira adaptada para eles. Os animais que receberam as bactérias corriam durante bem mais tempo que aqueles controles, que não as receberam.

      Descobriu-se também que a V. Atypica, além de consumir o lactato, produz propionato – composto que é produto do metabolismo do lactato. Já se mostrou em camundongos que o propionato aumenta os batimentos cardíacos e, também, o consumo máximo de oxigênio (que é importante para gerar energia na fase aeróbica do exercício). Assim, estar contaminado com V. atypica é tudo de bom – se você for um atleta, é claro.

Franklin Rumjanek Adaptado de: hp://cienciahoje.org.br/

Em “Bem, os cientistas descobriram que essas bactérias consomem o lactato, isto é, usam o lactato como nutriente” (5º parágrafo), a expressão “isto é” pode ser substituída, mantendo o sentido da frase, por:
Alternativas
Q1168118 Português

TEXTO I


De onde menos se espera


      O sucesso de atletas de elite depende de muitos fatores. Estamos acostumados a acompanhar relatos diversos que descrevem protocolos rígidos, geralmente envolvendo treinamento árduo, alimentação controlada, descanso e, em alguns casos, a dopagem – prática proibida que consiste na injeção de compostos, como a testosterona (hormônio anabolizante), para aumentar a massa muscular dos atletas. Jamais imaginaríamos que um dos segredos do sucesso poderia ter origem no intestino dos atletas, mais especificamente, num gênero de bactérias com o curioso nome de Veillonela atypica.

      Pesquisadores norte-americanos descobriram que, durante – e logo após – o exercício vigoroso, ocorre o crescimento agudo de populações de bactérias V. atypica nos intestinos de alguns maratonistas. A pergunta seguinte foi: qual a relação desses microrganismos com o desempenho dos atletas de elite? Essa pergunta foi respondida recentemente e se encontra no artigo do biólogo molecular Jonathan Scheiman e colaboradores, publicado na revista Nature Medicine em junho último.

      Para explicar esse fenômeno, é preciso antes descrever rapidamente um pouco o que acontece no metabolismo. Um exercício como a maratona implica a contração muscular repetitiva durante um período relativamente longo. Para que a contração ocorra, o músculo usa a glicose como combustível.

      Acontece que a glicólise também produz o lactato ou ácido láctico. Quem já fez exercícios repetitivos sabe que, ao final de certo tempo, o músculo sofre fadiga, o que produz uma sensação bem conhecida de queimação ou dor e, nesse momento, a pessoa deve parar o exercício. Quando isso acontece, o desconforto cessa e, após algum tempo, os músculos estão prontos para continuar a contrair.

      Para que haja recuperação da contração muscular, é importante que o lactato acumulado no músculo tenha sua concentração diminuída. Mas, qual a relação do lactato com a V. atypica? Bem, os cientistas descobriram que essas bactérias consomem o lactato, isto é, usam o lactato como nutriente. Assim, as bactérias contribuem para reduzir mais rapidamente a concentração do lactato nos músculos e, dessa forma, apressar a recuperação muscular. Isso é, decididamente, uma vantagem para os atletas que têm a V. atypica em seu intestino.

      Os pesquisadores realizaram experimentos com camundongos para demonstrar esse efeito. Transplantaram as bactérias para os roedores e os testaram em uma esteira adaptada para eles. Os animais que receberam as bactérias corriam durante bem mais tempo que aqueles controles, que não as receberam.

      Descobriu-se também que a V. Atypica, além de consumir o lactato, produz propionato – composto que é produto do metabolismo do lactato. Já se mostrou em camundongos que o propionato aumenta os batimentos cardíacos e, também, o consumo máximo de oxigênio (que é importante para gerar energia na fase aeróbica do exercício). Assim, estar contaminado com V. atypica é tudo de bom – se você for um atleta, é claro.

Franklin Rumjanek Adaptado de: hp://cienciahoje.org.br/

“envolvendo treinamento árduo, alimentação controlada, descanso e, em alguns casos, a dopagem – prática proibida que consiste na injeção de compostos, como a testosterona (hormônio anabolizante), para aumentar a massa muscular dos atletas” (1º parágrafo)


O travessão introduz expressão com valor de:

Alternativas
Q1168023 Português

Leia a tira de “Hagar, o Horrível”, criada pelo cartunista estadunidense Dik Browne, para responder à questão a seguir.


(Fonte: Folha UOL)

Analise o trecho destacado a seguir e assinale a alternativa que classifica corretamente a oração nele destacada: “Não diga à sua mãe que eu falei isso”.
Alternativas
Respostas
37341: C
37342: C
37343: D
37344: B
37345: E
37346: C
37347: C
37348: D
37349: B
37350: C
37351: A
37352: C
37353: C
37354: D
37355: D
37356: E
37357: D
37358: A
37359: A
37360: C