Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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INSTRUÇÕES: A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente
antes de respondê-la.

(fonte adaptada:https://g1.globo.com>acesso em 28 de outubro de 2019)


Abaixo você encontrará três afirmações acerca de regras da norma padrão da Língua Portuguesa. Analise cada uma delas e assinale a opção que aponta as afirmativas corretas.
I. A frase “Me mandaram uma mensagem errada” possui um erro de colocação pronominal, por isso deveria ser “Mandaram-me uma mensagem errada”.
II. No sentido de “ver”, é correta a regência do verbo “assistir” em “Eu assisti ao jogo pela televisão”.
III. Na frase “Não entendi o porque de tanto mistério” o uso do “porquê” está correto.
Considere as possibilidades de reescrita do seguinte fragmento do texto:
“Em 1970, havia 16 recém-nascidos para cada mil habitantes da União Europeia; em 2017, eram nove.”
I. Em 1970, existia, para cada mil habitantes da União Europeia, 16 recém-nascidos; em 2017 esses números baixaram para nove.
II. Dezesseis recém-nascidos para cada mil habitantes da União Europeia: essa proporção é de 1970; já em 2017, são de nove.
III. Em 2017, na União Europeia, a proporção de recém-nascidos para cada mil habitantes era de nove, mas, quase 50 anos antes, em 1970, era de 16 para mil.
IV. Em 2017, a proporção de recém-nascidos para cada mil habitantes chegavam a nove na União Europeia, em 1970, por sua vez, eram de 16 para mil.
Quais preservam a correção gramatical?
Analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A lacuna tracejada da linha 10 pode ser completada com “a” ou “as”; ambas as opções são corretas nesse contexto.
( ) A substituição de “nós” (l. 16) por “espécie humana” torna necessário que essa expressão seja precedida por “à”.
( ) A substituição de “um estado” (l. 19) por “uma condição” exige que essa expressão seja precedida por “à”.
( ) É correta a substituição de “ao que” (l. 23) por “a isto que”.
O ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Mas quem quer que leia com atenção e sem partido o seu livro há de reconhecer que os autores são extremamente cautelosos com suas críticas... (4o parágrafo)
Preservando-se o paralelismo entre as formas verbais, os trechos sublinhados podem ser substituídos, respectivamente, por
O texto a seguir é referência para a questão.
O aplauso de pé, por Ruy Castro
Glenda Jackson, a atriz britânica, acaba de estrear com “Rei Lear” na Broadway. Ela é danada. Nos anos 90, trocou sua carreira no cinema e no teatro por uma cadeira no Parlamento, candidatou-se a prefeita de Londres pelos trabalhistas e foi cogitada para o cargo de ________. Voltou ao palco e, ________ tempos, foi homenageada numa cerimônia em que estavam presentes diversas categorias de cabeças coroadas. Quando seu nome foi anunciado e ela surgiu no palco, a ________ a aplaudiu de pé por longos minutos. Glenda esperou os aplausos silenciarem, sorriu e disse: “Em Londres, não aplaudimos de pé”.
Aplausos, tudo bem – ela diria –, mas ________ de pé? Representar direito o papel é a obrigação do ator. O aplauso sentado é mais que suficiente.
Sempre foi assim. Ao surgir no cinema, com filmes como “Delírios de Amor” (1969) e “Mulheres Apaixonadas” (1971), de Ken Russell, e “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, foi como se viesse de um planeta mais adulto que o nosso. De saída, ganhou dois Oscars – que aceitou, mas não foi receber. E, embora fosse filha de um pedreiro e de uma faxineira, nunca escolheu seus ________ pelo que lhe renderiam em dinheiro, mas pelo que exigiriam dela como atriz. Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O teatro, sim.
Se fosse uma atriz brasileira de teatro, Glenda Jackson teria de repetir todas as noites sua advertência sobre aplaudir de pé. No Brasil, assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham gostado ou não, começam a bater palmas. Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos realmente gostado de um espetáculo?
Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de Rei Lear? É uma peça de três horas e meia e serão oito récitas por semana. Glenda está com 82 anos. Isto, sim, é caso para aplaudir de pé.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/04/o-aplauso-de-pe.shtml)
