Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.195 questões

Q1962482 Português
Assinale a alternativa CORRETA quanto a regência verbal e o uso da crase, de acordo com a norma culta: 
Alternativas
Q1962481 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Câncer: Reduzir consumo de bacon, linguiças e salsichas ajuda a evitar a doença, dizem cientistas

Para especialistas, consumir regularmente carnes processadas pode levar ainda a casos de diabete e de doenças cardiovasculares

Sophie Egan, The New York Times
08 de julho de 2022 | 05h00

Cachorros-quentes, bacon e churrascos. A cultura está repleta de ocasiões alegres com carnes processadas, mas, quando essa indulgência se estende além da celebração ocasional, os especialistas dizem que você deve reduzir.

“As evidências são bastante convincentes de que o consumo regular de carnes processadas é prejudicial à saúde, incluindo câncer colorretal, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares”, disse Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia e presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. E, no geral, acrescentou ele, a maioria dos especialistas em saúde concorda que “carnes processadas são mais prejudiciais do que carnes não processadas”. 

As carnes processadas podem incluir presunto, linguiça, bacon, frios (como mortadela, peru defumado e salame), salsichas, carne seca, calabresa e até molhos feitos com esses produtos. Quando a carne é processada, ela é transformada por meio de cura, fermentação, defumação ou salga para aumentar o sabor e a vida útil.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a carne processada era “cancerígena para humanos”, citando “evidências suficientes” de que causava câncer colorretal. O Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer recomenda comer pouca ou nenhuma carne processada e limitar a carne vermelha a cerca de três porções por semana.

É importante limitar a ingestão de carne vermelha – mais comumente bovina e suína nos Estados Unidos –, mesmo quando não processada, porque esse tipo de carne está ligado não apenas ao câncer, mas também a doenças cardíacas, derrame e risco geral de morte.

Os especialistas não podem recomendar um tipo de carne processada em detrimento de outro devido à forma como a pesquisa é conduzida atualmente.

“A maioria dos estudos se concentra em carnes processadas altamente consumidas: linguiças, bacon, salsichas”, disse Hu. Assim, como todos os tipos de carnes processadas são agrupados na maioria dos estudos, acrescentou o professor, “é difícil fazer uma declaração conclusiva sobre quais carnes processadas são melhores ou piores do que outras”. E, observou ele, as pessoas que tendem a comer um tipo de carne processada tendem a comer outros, por isso é difícil distinguir os efeitos.

“Teoricamente, você pode argumentar que aves e peixes processados não são tão ruins quanto a carne vermelha processada”, disse Hu, citando o menor teor de gordura saturada de aves e peixes e a abundância de ácidos graxos ômega-3 em certos tipos de peixes. “Mas não temos evidências para apoiar isso.” Portanto, até que mais pesquisas sejam feitas, trate os produtos processados de aves e peixes com a mesma cautela.

A questão principal parece ser o processamento em si, e não do que é feita a carne processada, disse Marji McCullough, diretora científica sênior de pesquisa epidemiológica da Sociedade Americana do Câncer. O ato de curar ou preservar com nitratos e nitritos, que podem criar substâncias químicas cancerígenas nos alimentos, pode contribuir para o risco de câncer, afirmou.

Outra possível variável, acrescentou ela, é que cozinhar carne em altas temperaturas pode formar cancerígenos adicionais. Isso inclui cozinhar carne em contato direto com uma chama ou superfície quente, como ao grelhar, assar ou fritar.


Sódio

Além dos riscos de câncer, todas as carnes processadas tendem a ser ricas em sódio, o que é “um fator importante”, disse Hu. A ingestão excessiva de sódio pode aumentar o risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. [...]

Vijaya Surampudi, professora assistente de medicina do Centro de Nutrição Humana da UCLA, disse que a preocupação com a carne processada é que ela pode aumentar a inflamação no corpo, alterando o microbioma do intestino. “As bactérias intestinais interagem com nosso sistema imunológico e às vezes levam à inflamação crônica”, afirmou, o que pode afetar a pressão arterial, o açúcar no sangue e o colesterol, aumentando o risco de doenças crônicas e até morte.

“Uma dieta baseada em vegetais será muito mais preventiva na redução do risco”, disse Surampudi. “Isso não significa que você precisa ser 100% vegano ou vegetariano”, acrescentou ela, mas apenas que a maior parte de sua dieta deve vir de fontes vegetais. [...]

Fonte:
(https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cancer-reduzir-consumo-de-bacon-linguicas-esalsichas-ajuda-a-evitar-a-doenca-dizemcientistas,70004111302.)
No fragmento do texto “carnes processadas são mais prejudiciais do que carnes não processadas”, o termo em destaque exerce a função sintática de: 
Alternativas
Q1962476 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Câncer: Reduzir consumo de bacon, linguiças e salsichas ajuda a evitar a doença, dizem cientistas

Para especialistas, consumir regularmente carnes processadas pode levar ainda a casos de diabete e de doenças cardiovasculares

Sophie Egan, The New York Times
08 de julho de 2022 | 05h00

Cachorros-quentes, bacon e churrascos. A cultura está repleta de ocasiões alegres com carnes processadas, mas, quando essa indulgência se estende além da celebração ocasional, os especialistas dizem que você deve reduzir.

“As evidências são bastante convincentes de que o consumo regular de carnes processadas é prejudicial à saúde, incluindo câncer colorretal, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares”, disse Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia e presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. E, no geral, acrescentou ele, a maioria dos especialistas em saúde concorda que “carnes processadas são mais prejudiciais do que carnes não processadas”. 

As carnes processadas podem incluir presunto, linguiça, bacon, frios (como mortadela, peru defumado e salame), salsichas, carne seca, calabresa e até molhos feitos com esses produtos. Quando a carne é processada, ela é transformada por meio de cura, fermentação, defumação ou salga para aumentar o sabor e a vida útil.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a carne processada era “cancerígena para humanos”, citando “evidências suficientes” de que causava câncer colorretal. O Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer recomenda comer pouca ou nenhuma carne processada e limitar a carne vermelha a cerca de três porções por semana.

É importante limitar a ingestão de carne vermelha – mais comumente bovina e suína nos Estados Unidos –, mesmo quando não processada, porque esse tipo de carne está ligado não apenas ao câncer, mas também a doenças cardíacas, derrame e risco geral de morte.

Os especialistas não podem recomendar um tipo de carne processada em detrimento de outro devido à forma como a pesquisa é conduzida atualmente.

“A maioria dos estudos se concentra em carnes processadas altamente consumidas: linguiças, bacon, salsichas”, disse Hu. Assim, como todos os tipos de carnes processadas são agrupados na maioria dos estudos, acrescentou o professor, “é difícil fazer uma declaração conclusiva sobre quais carnes processadas são melhores ou piores do que outras”. E, observou ele, as pessoas que tendem a comer um tipo de carne processada tendem a comer outros, por isso é difícil distinguir os efeitos.

“Teoricamente, você pode argumentar que aves e peixes processados não são tão ruins quanto a carne vermelha processada”, disse Hu, citando o menor teor de gordura saturada de aves e peixes e a abundância de ácidos graxos ômega-3 em certos tipos de peixes. “Mas não temos evidências para apoiar isso.” Portanto, até que mais pesquisas sejam feitas, trate os produtos processados de aves e peixes com a mesma cautela.

A questão principal parece ser o processamento em si, e não do que é feita a carne processada, disse Marji McCullough, diretora científica sênior de pesquisa epidemiológica da Sociedade Americana do Câncer. O ato de curar ou preservar com nitratos e nitritos, que podem criar substâncias químicas cancerígenas nos alimentos, pode contribuir para o risco de câncer, afirmou.

Outra possível variável, acrescentou ela, é que cozinhar carne em altas temperaturas pode formar cancerígenos adicionais. Isso inclui cozinhar carne em contato direto com uma chama ou superfície quente, como ao grelhar, assar ou fritar.


Sódio

Além dos riscos de câncer, todas as carnes processadas tendem a ser ricas em sódio, o que é “um fator importante”, disse Hu. A ingestão excessiva de sódio pode aumentar o risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. [...]

Vijaya Surampudi, professora assistente de medicina do Centro de Nutrição Humana da UCLA, disse que a preocupação com a carne processada é que ela pode aumentar a inflamação no corpo, alterando o microbioma do intestino. “As bactérias intestinais interagem com nosso sistema imunológico e às vezes levam à inflamação crônica”, afirmou, o que pode afetar a pressão arterial, o açúcar no sangue e o colesterol, aumentando o risco de doenças crônicas e até morte.

“Uma dieta baseada em vegetais será muito mais preventiva na redução do risco”, disse Surampudi. “Isso não significa que você precisa ser 100% vegano ou vegetariano”, acrescentou ela, mas apenas que a maior parte de sua dieta deve vir de fontes vegetais. [...]

Fonte:
(https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cancer-reduzir-consumo-de-bacon-linguicas-esalsichas-ajuda-a-evitar-a-doenca-dizemcientistas,70004111302.)
No período composto do terceiro parágrafo do texto “Quando a carne é processada, ela é transformada por meio de cura, fermentação, defumação ou salga para aumentar o sabor e a vida útil.” O conectivo quando introduz uma oração: 
Alternativas
Q1962475 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Câncer: Reduzir consumo de bacon, linguiças e salsichas ajuda a evitar a doença, dizem cientistas

Para especialistas, consumir regularmente carnes processadas pode levar ainda a casos de diabete e de doenças cardiovasculares

Sophie Egan, The New York Times
08 de julho de 2022 | 05h00

Cachorros-quentes, bacon e churrascos. A cultura está repleta de ocasiões alegres com carnes processadas, mas, quando essa indulgência se estende além da celebração ocasional, os especialistas dizem que você deve reduzir.

“As evidências são bastante convincentes de que o consumo regular de carnes processadas é prejudicial à saúde, incluindo câncer colorretal, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares”, disse Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia e presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. E, no geral, acrescentou ele, a maioria dos especialistas em saúde concorda que “carnes processadas são mais prejudiciais do que carnes não processadas”. 

As carnes processadas podem incluir presunto, linguiça, bacon, frios (como mortadela, peru defumado e salame), salsichas, carne seca, calabresa e até molhos feitos com esses produtos. Quando a carne é processada, ela é transformada por meio de cura, fermentação, defumação ou salga para aumentar o sabor e a vida útil.

Em 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a carne processada era “cancerígena para humanos”, citando “evidências suficientes” de que causava câncer colorretal. O Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer recomenda comer pouca ou nenhuma carne processada e limitar a carne vermelha a cerca de três porções por semana.

É importante limitar a ingestão de carne vermelha – mais comumente bovina e suína nos Estados Unidos –, mesmo quando não processada, porque esse tipo de carne está ligado não apenas ao câncer, mas também a doenças cardíacas, derrame e risco geral de morte.

Os especialistas não podem recomendar um tipo de carne processada em detrimento de outro devido à forma como a pesquisa é conduzida atualmente.

“A maioria dos estudos se concentra em carnes processadas altamente consumidas: linguiças, bacon, salsichas”, disse Hu. Assim, como todos os tipos de carnes processadas são agrupados na maioria dos estudos, acrescentou o professor, “é difícil fazer uma declaração conclusiva sobre quais carnes processadas são melhores ou piores do que outras”. E, observou ele, as pessoas que tendem a comer um tipo de carne processada tendem a comer outros, por isso é difícil distinguir os efeitos.

“Teoricamente, você pode argumentar que aves e peixes processados não são tão ruins quanto a carne vermelha processada”, disse Hu, citando o menor teor de gordura saturada de aves e peixes e a abundância de ácidos graxos ômega-3 em certos tipos de peixes. “Mas não temos evidências para apoiar isso.” Portanto, até que mais pesquisas sejam feitas, trate os produtos processados de aves e peixes com a mesma cautela.

A questão principal parece ser o processamento em si, e não do que é feita a carne processada, disse Marji McCullough, diretora científica sênior de pesquisa epidemiológica da Sociedade Americana do Câncer. O ato de curar ou preservar com nitratos e nitritos, que podem criar substâncias químicas cancerígenas nos alimentos, pode contribuir para o risco de câncer, afirmou.

Outra possível variável, acrescentou ela, é que cozinhar carne em altas temperaturas pode formar cancerígenos adicionais. Isso inclui cozinhar carne em contato direto com uma chama ou superfície quente, como ao grelhar, assar ou fritar.


Sódio

Além dos riscos de câncer, todas as carnes processadas tendem a ser ricas em sódio, o que é “um fator importante”, disse Hu. A ingestão excessiva de sódio pode aumentar o risco de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. [...]

Vijaya Surampudi, professora assistente de medicina do Centro de Nutrição Humana da UCLA, disse que a preocupação com a carne processada é que ela pode aumentar a inflamação no corpo, alterando o microbioma do intestino. “As bactérias intestinais interagem com nosso sistema imunológico e às vezes levam à inflamação crônica”, afirmou, o que pode afetar a pressão arterial, o açúcar no sangue e o colesterol, aumentando o risco de doenças crônicas e até morte.

“Uma dieta baseada em vegetais será muito mais preventiva na redução do risco”, disse Surampudi. “Isso não significa que você precisa ser 100% vegano ou vegetariano”, acrescentou ela, mas apenas que a maior parte de sua dieta deve vir de fontes vegetais. [...]

Fonte:
(https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cancer-reduzir-consumo-de-bacon-linguicas-esalsichas-ajuda-a-evitar-a-doenca-dizemcientistas,70004111302.)
No excerto do segundo parágrafo do texto “disse Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia e presidente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard.” A vírgula está sendo usada porque: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2022 - SEDU-ES - Professor MaPB Pedagogo |
Q1962357 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


A ingaia ciência


A madureza, essa terrível prenda

que alguém nos dá, raptando-nos, com ela,

todo sabor gratuito de oferenda

sob a glacialidade de uma estela,  



a madureza vê, posto que a venda

interrompa a surpresa da janela,

o círculo vazio, onde se estenda,

e que o mundo converte numa cela. 



A madureza sabe o preço exato

dos amores, dos ócios, dos quebrantos,

e nada pode contra sua ciência



e nem contra si mesma. O agudo olfato,

o agudo olhar, a mão, livre de encantos,

se destroem no sonho da existência. 



(ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro Enigma)


Leia atentamente as afirmações abaixo.

I. O sentido da primeira frase do poema, que se inicia em “A madureza” (1° verso), completa-se ao final do 4° verso. II. O trecho o círculo vazio (2ª estrofe) possui a mesma função sintática do trecho o mundo (2ª estrofe). III. O eu lírico emprega o presente do indicativo a fim de enunciar verdades eternas, como no trecho A madureza sabe o preço exato // dos amores (3ª estrofe).

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q1962225 Português

Considere o fragmento de texto abaixo para a questão.

Galinhas

RAFAEL BARRETT

   Enquanto não possuía nada além da minha cama e dos meus livros, eu estava feliz. Agora eu possuo nove galinhas e um galo, e minha alma está perturbada. A propriedade me tornou cruel.
  Sempre que comprava uma galinha, amarrava-a por dois dias a uma árvore, para impor a minha morada, destruindo em sua memória frágil o amor a sua antiga residência. Remendei a cerca do meu quintal, a fim de evitar a evasão das minhas aves e a invasão de raposas de quatro e dois pés.
  Eu me isolei, fortifiquei a fronteira, tracei uma linha diabólica entre mim e meu vizinho. Dividi a humanidade em duas categorias: eu, dono das minhas galinhas, e os outros que podiam tirá-las de mim.
   Eu defini o crime. O mundo encheu-se para mim de alegados ladrões, e pela primeira vez eu lancei do outro lado da cerca um olhar hostil. [...]

Texto original: “Galinhas”, de Rafael Barrett (Paraguai, 1910). Texto traduzido para o português acessado em: https://viladeutopia.com.br/galinhas/ (com alterações)

Apenas uma das alternativas a seguir NÃO apresenta elemento com a mesma função sintática de ‘a humanidade’, em “Dividi a humanidade em duas categorias”. Assinale-a.
Alternativas
Q1962223 Português

Considere o fragmento de texto abaixo para a questão.

Galinhas

RAFAEL BARRETT

   Enquanto não possuía nada além da minha cama e dos meus livros, eu estava feliz. Agora eu possuo nove galinhas e um galo, e minha alma está perturbada. A propriedade me tornou cruel.
  Sempre que comprava uma galinha, amarrava-a por dois dias a uma árvore, para impor a minha morada, destruindo em sua memória frágil o amor a sua antiga residência. Remendei a cerca do meu quintal, a fim de evitar a evasão das minhas aves e a invasão de raposas de quatro e dois pés.
  Eu me isolei, fortifiquei a fronteira, tracei uma linha diabólica entre mim e meu vizinho. Dividi a humanidade em duas categorias: eu, dono das minhas galinhas, e os outros que podiam tirá-las de mim.
   Eu defini o crime. O mundo encheu-se para mim de alegados ladrões, e pela primeira vez eu lancei do outro lado da cerca um olhar hostil. [...]

Texto original: “Galinhas”, de Rafael Barrett (Paraguai, 1910). Texto traduzido para o português acessado em: https://viladeutopia.com.br/galinhas/ (com alterações)

Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1962222 Português

Considere o fragmento de texto abaixo para a questão.

Galinhas

RAFAEL BARRETT

   Enquanto não possuía nada além da minha cama e dos meus livros, eu estava feliz. Agora eu possuo nove galinhas e um galo, e minha alma está perturbada. A propriedade me tornou cruel.
  Sempre que comprava uma galinha, amarrava-a por dois dias a uma árvore, para impor a minha morada, destruindo em sua memória frágil o amor a sua antiga residência. Remendei a cerca do meu quintal, a fim de evitar a evasão das minhas aves e a invasão de raposas de quatro e dois pés.
  Eu me isolei, fortifiquei a fronteira, tracei uma linha diabólica entre mim e meu vizinho. Dividi a humanidade em duas categorias: eu, dono das minhas galinhas, e os outros que podiam tirá-las de mim.
   Eu defini o crime. O mundo encheu-se para mim de alegados ladrões, e pela primeira vez eu lancei do outro lado da cerca um olhar hostil. [...]

Texto original: “Galinhas”, de Rafael Barrett (Paraguai, 1910). Texto traduzido para o português acessado em: https://viladeutopia.com.br/galinhas/ (com alterações)

Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação semântica INCORRETA.
Alternativas
Q1962221 Português

Considere o fragmento de texto abaixo para a questão.

Galinhas

RAFAEL BARRETT

   Enquanto não possuía nada além da minha cama e dos meus livros, eu estava feliz. Agora eu possuo nove galinhas e um galo, e minha alma está perturbada. A propriedade me tornou cruel.
  Sempre que comprava uma galinha, amarrava-a por dois dias a uma árvore, para impor a minha morada, destruindo em sua memória frágil o amor a sua antiga residência. Remendei a cerca do meu quintal, a fim de evitar a evasão das minhas aves e a invasão de raposas de quatro e dois pés.
  Eu me isolei, fortifiquei a fronteira, tracei uma linha diabólica entre mim e meu vizinho. Dividi a humanidade em duas categorias: eu, dono das minhas galinhas, e os outros que podiam tirá-las de mim.
   Eu defini o crime. O mundo encheu-se para mim de alegados ladrões, e pela primeira vez eu lancei do outro lado da cerca um olhar hostil. [...]

Texto original: “Galinhas”, de Rafael Barrett (Paraguai, 1910). Texto traduzido para o português acessado em: https://viladeutopia.com.br/galinhas/ (com alterações)

Assinale a alternativa que apresenta uma análise integralmente CORRETA. 
Alternativas
Q1962128 Português
Dentre as alternativas abaixo, assinale a única em que a concordância nominal está incorreta. Importa destacar os diversos significados da partícula “OU” nas asserções. 
Alternativas
Q1962127 Português
Leia atentamente as regras referentes à concordância verbal e assinale a alternativa que não está correta. 
Alternativas
Q1962126 Português
Quanto à concordância verbal, Bezerra (2015) afirma que “Quando o sujeito é formado por expressões partitivas o verbo poderá concordar, no singular, com o núcleo dessas expressões ou com o termo da expressão explicativa ou especificativa que as acompanha”. Identifique, dentre as alternativas abaixo, a única alternativa que foge a essa regra.
Alternativas
Q1961858 Português

Não é fácil matar uma rainha


Folha comete erro crasso ao publicar indevidamente obituário de Elizabeth 2ª


Por José Henrique Mariante

16.abr.2022 às 23h15


Deu no Twitter e em tudo o que é canto. A Folha matou a rainha Elizabeth 2ª, “aos XX anos”, em uma desastrosa publicação na manhã de segunda-feira (11). A ressuscitação levou absurdos 25 minutos, que em tempo de internet é eternidade multiplicada, como anos de cachorro. O jornal apontou para um erro técnico em seu pedido de desculpas. Explicou também que é prática do jornalismo ter obituários prontos. Apanhou feio.


[...].


Não é a primeira vez que a Folha mata alguém antes da hora. [...] Antes da rainha, foi o rei. Ninguém menos do que Pelé já foi levado desta para melhor algumas vezes, por CNN, O Globo e outros veículos. Na onda mais recente, em fevereiro, o próprio foi ao Instagram fazer troça: “Estão dizendo por aí que eu não estou bem. Vocês não acham que eu estou bonitão?”, indagou o craque, em pose de pugilista.


[...].


Argumentar que houve um erro técnico parece esquiva e lembrar que obituários são feitos com antecedência é o mínimo. A Folha tem em torno de 200 artigos desse tipo prontos ou encaminhados. Alguns personagens, pela importância, têm edições preparadas. Longevo, Oscar Niemeyer obrigou a Redação a reeditar seus textos várias vezes, assim como a apresentação gráfica, por mais de uma década. Michael Jackson, no outro extremo, pegou o mundo de surpresa. Em 2021, a Folha publicou o obituário de Carlos Menem escrito por Clóvis Rossi, morto dois anos antes. A correspondente Sylvia Colombo atualizou o original.


Vale tudo, só não vale matar antes. Aí é vexame. Bom jornalismo se faz com antecedência, planejamento e, evidentemente, sem erros. Apresentar material digno à magnitude de uma figura pública, localizar e discutir seu legado, é papel básico da imprensa, o chamado registro histórico.


Porém, as horas de ruminação que o impresso às vezes permitia, a depender do horário de chegada da má notícia, não existem mais. No site, pronto é um apertar de botão, tornando cada vez mais sedutora a ideia de notícia feita em linha de montagem, eficiente na corrida por audiência até a próxima falha, técnica ou não. Mas jornalismo não é fábrica.


Vida longa à rainha. E ao rei.



Folha de S. Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com. br/colunas/jose-henrique-mariante-ombudsman/2022/04/nao-e-facil-matar-uma-rainha.shtml.

Acesso em: 19 abr. 2022.

Na passagem “Apresentar material digno à magnitude de uma figura pública, localizar e discutir seu legado, é papel básico da imprensa, o chamado registro histórico.”, o termo que complementa um nome de maneira adequada é
Alternativas
Q1961856 Português

Não é fácil matar uma rainha


Folha comete erro crasso ao publicar indevidamente obituário de Elizabeth 2ª


Por José Henrique Mariante

16.abr.2022 às 23h15


Deu no Twitter e em tudo o que é canto. A Folha matou a rainha Elizabeth 2ª, “aos XX anos”, em uma desastrosa publicação na manhã de segunda-feira (11). A ressuscitação levou absurdos 25 minutos, que em tempo de internet é eternidade multiplicada, como anos de cachorro. O jornal apontou para um erro técnico em seu pedido de desculpas. Explicou também que é prática do jornalismo ter obituários prontos. Apanhou feio.


[...].


Não é a primeira vez que a Folha mata alguém antes da hora. [...] Antes da rainha, foi o rei. Ninguém menos do que Pelé já foi levado desta para melhor algumas vezes, por CNN, O Globo e outros veículos. Na onda mais recente, em fevereiro, o próprio foi ao Instagram fazer troça: “Estão dizendo por aí que eu não estou bem. Vocês não acham que eu estou bonitão?”, indagou o craque, em pose de pugilista.


[...].


Argumentar que houve um erro técnico parece esquiva e lembrar que obituários são feitos com antecedência é o mínimo. A Folha tem em torno de 200 artigos desse tipo prontos ou encaminhados. Alguns personagens, pela importância, têm edições preparadas. Longevo, Oscar Niemeyer obrigou a Redação a reeditar seus textos várias vezes, assim como a apresentação gráfica, por mais de uma década. Michael Jackson, no outro extremo, pegou o mundo de surpresa. Em 2021, a Folha publicou o obituário de Carlos Menem escrito por Clóvis Rossi, morto dois anos antes. A correspondente Sylvia Colombo atualizou o original.


Vale tudo, só não vale matar antes. Aí é vexame. Bom jornalismo se faz com antecedência, planejamento e, evidentemente, sem erros. Apresentar material digno à magnitude de uma figura pública, localizar e discutir seu legado, é papel básico da imprensa, o chamado registro histórico.


Porém, as horas de ruminação que o impresso às vezes permitia, a depender do horário de chegada da má notícia, não existem mais. No site, pronto é um apertar de botão, tornando cada vez mais sedutora a ideia de notícia feita em linha de montagem, eficiente na corrida por audiência até a próxima falha, técnica ou não. Mas jornalismo não é fábrica.


Vida longa à rainha. E ao rei.



Folha de S. Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com. br/colunas/jose-henrique-mariante-ombudsman/2022/04/nao-e-facil-matar-uma-rainha.shtml.

Acesso em: 19 abr. 2022.

Releia o trecho a seguir do artigo publicado na Folha de S. Paulo, observando o trecho grifado:


“Em 2021, a Folha publicou o obituário de Carlos Menem escrito por Clóvis Rossi, morto dois anos antes.”


Entre as passagens a seguir, assinale aquela em que o termo grifado tenha mesma função sintática do termo assinalado no trecho apresentado anteriormente.

Alternativas
Q1961852 Português

INSTRUÇÃO: Leia a crônica de Moacyr Scliar para responder à questão.


O aprendiz de escritor

Moacyr Scliar


Escrevo há muito tempo. Costumo dizer que, se ainda não aprendi – e acho mesmo que não aprendi, a gente nunca para de aprender –, não foi por falta de prática. Porque comecei muito cedo. Na verdade, todas as minhas recordações estão ligadas a isso, a ouvir e contar histórias. Não só as histórias das personagens que me encantaram, o Saci-Pererê, o Negrinho do Pastoreio, a Cuca, Hércules, Mickey Mouse, Tarzan e os piratas. Mas também as minhas próprias histórias, as histórias de minhas personagens, estas criaturas reais ou imaginárias com quem convivi desde a infância.


“Na verdade”, eu escrevi ali em cima. Verdade é uma palavra muito relativa para um escritor de ficção. O que é verdade, o que é imaginação? No colégio onde fiz o segundo grau, o Júlio de Castilhos, havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.


Todo mundo sabia que ele era mentiroso. Todo mundo, menos ele.


Uma vez, o rádio deu uma notícia alarmante: um avião em dificuldades sobrevoava Porto Alegre. Podia cair a qualquer momento. Fomos para o colégio, naquele dia, preocupados; e conversávamos sobre o assunto, quando apareceu ele, o Mentiroso. Pálido:


– Vocês nem podem imaginar!


Uma pausa dramática, e logo em seguida:


– Sabem este avião que está em perigo? Caiu perto da minha casa. Escapamos por pouco. Gente, que coisa horrível!


E começou a descrever o avião incendiado, o piloto gritando por socorro... Uma cena impressionante. Aí veio um colega correndo, com a notícia: o avião acabara de aterrissar, são e salvo. Todo mundo começou a rir. Todo mundo, menos o Mentiroso:


– Não pode ser! – repetia, incrédulo, irritado. – Eu vi o avião cair!


Agora, quando lembro este fato, concluo que não estava mentindo. Ele vira, realmente, o avião cair. Com os olhos da imaginação, decerto; mas para ele o avião tinha caído, e tinha incendiado, e tudo o mais. E ele acreditava no que dizia, porque era um ficcionista. Tudo que precisava, naquele momento, era um lápis e papel. Se tivesse escrito o que dizia, seria um escritor; como não escrevera, tratava-se de um mentiroso. Uma questão de nomes, de palavras.


Palavras. São tudo, para quem escreve. Ou quase tudo. Como a serra, o martelo, a plaina, a madeira, a cola e os pregos para o marceneiro; como a colher, o prumo, os tijolos e a argamassa para o pedreiro; como a fazenda, a linha, a tesoura e a agulha para o alfaiate. Estou falando em instrumentos de trabalho, porque literatura nem sempre parece trabalho.


Há uma história (sempre contando histórias, Moacyr Scliar! Sempre contando histórias!) sobre um escritor e seu vizinho. O vizinho olhava o escritor que estava sentado, quieto, no jardim, e perguntava: Descansando, senhor escritor? Ao que o escritor respondia: Não, trabalhando. Daí a pouco o vizinho via o escritor mexendo na terra, cuidando das plantas: Trabalhando? Não, respondia o escritor, descansando. As aparências enganam; enganaram até o próprio escritor.



SCLIAR, Moacyr. Memórias de um aprendiz de escritor.

São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1984.

Releia a frase a seguir transcrita do texto:


“[...] havia um rapaz que tinha fama de mentiroso.”


Ao se passar o termo “um rapaz” para o plural, a frase, de acordo com a norma padrão, ficará:

Alternativas
Q1961771 Português
Leia as assertivas a seguir.

I - No período “Como todo fenômeno novo, as redes têm aspectos positivos que favorecem a integração e a interação social e [têm] um lado negativo, fruto principalmente da obsessão das plataformas digitais pelo lucro” (linhas 34-37), a oração “que favorecem a integração e a interação social” está adjetivando o substantivo “aspectos”, ao restringir/especificar o sentido deste.
II - No período “Lidar com o triângulo formado pelas fake news, plataformas digitais e informação constitui o mais difícil de todos os desafios enfrentados pelo jornalismo contemporâneo” (linhas 01-03), a oração reduzida de infinitivo “Lidar com o triângulo formado pelas fake news, plataformas digitais e informação” funciona como sujeito do verbo “constitui”.
III -  As conjunções “portanto” (linha 18) e “mas” (linha 46) evidenciam, nos contextos em que estão inseridas, respectivamente as ideias de “consequência” e “contraste”.  

Marque a opção adequada. 
Alternativas
Q1961770 Português
Marque a opção em que o grupo sublinhado não exerce a mesma função sintática que os demais nas orações em que estão inseridos.  
Alternativas
Q1961769 Português
Identifique a opção que apresenta o número total de termos que necessariamente alteram sua flexão na reescrita do período a seguir, ao ser modificada a palavra “notícias” (plural) para “notícia” (singular): “As notícias falsas passaram a ser um problema mundial ao serem transformadas em arma político-ideológica e se tornarem uma enorme dor de cabeça para as empresas jornalísticas ameaçadas de perder a credibilidade do seu público” (linhas 09-12). 
Alternativas
Q1961430 Português

Texto CG1A1-I



       Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano.

       O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século.

       Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. 

       Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. 

       A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. 



Internet: <www.ipea.gov.br> (com adaptações). 

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o próximo item. 



Na oração “onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento” (terceiro período do último parágrafo), o termo “problemas” funciona como núcleo do complemento verbal de “abundam”.

Alternativas
Q1961426 Português

Texto CG1A1-I



       Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano.

       O empreendimento científico e tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida de toda a humanidade no último século.

       Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído. 

       Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia, verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a “morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas, parecem corroborar a análise de Nichols. 

       A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e tecnológica. 



Internet: <www.ipea.gov.br> (com adaptações). 

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o próximo item. 



No segundo período do terceiro parágrafo, o emprego da preposição “para”, em “para cuja solução”, se justifica pela regência do verbo contribuir, presente na forma verbal “têm contribuído”. 

Alternativas
Respostas
24121: A
24122: A
24123: B
24124: D
24125: D
24126: D
24127: C
24128: B
24129: D
24130: C
24131: B
24132: B
24133: A
24134: B
24135: B
24136: E
24137: D
24138: D
24139: E
24140: C