Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 04

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura do texto.
I. O termo “se” foi usado no texto como uma conjunção subordinativa e insere nele uma ideia de condição.
II. A locução verbal “pode chamar” poderia ser substituída pela forma “poderá chamar” sem alteração do sentido do texto.
III. O uso da forma verbal “beber” foi motivado pelo valor semântico inserido no texto pelo termo “se”.
IV. A terminação “r” dos verbos “beber” e “bater” indica que, no texto, eles foram usados no infinitivo não flexionado.
V. A locução verbal “pode chamar” é composta pelo verbo “poder” flexionado no presente do indicativo e pelo verbo “chamar” no infinitivo não flexionado.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questão, que a ele se refere.
Texto 03

Sobre a estrutura das falas do texto 03, analise as afirmativas a seguir.
I. o sujeito do verbo “está”, na fala do primeiro quadro, está subentendido.
II. o verbo “está” e o seu sujeito, na fala do segundo quadro, estão elípticos.
III. os verbos “põe” e “atrapalha” foram usados no modo imperativo afirmativo.
IV. os verbos “põe” e atrapalha” foram usados no modo imperativo negativo.
V. os verbos “põe” e “atrapalha” foram usados na terceira pessoa do singular.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02
Extravio
Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br/ferreira-gullar-extravio/. Acesso em: 11 set. 2023.
I. Na primeira estrofe, os substantivos “periferia” e “centro” formam um par antitético.
II. Na segunda estrofe, os dois pontos introduzem o aposto explicativo “risos, vértebras”.
III. Na terceira estrofe, as vírgulas separam uma oração subordinada adjetiva explicativa.
IV. Na quarta estrofe, o pronome “se”, proclítico, poderia ser usado em posição enclítica.
V. Na última estrofe, nos dois usos, o pronome “esta” poderia ser substituído por “essa”.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Diversos “eus” nos habitam: como ouvir as partes que nos compõem

Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 11 set. 2023.
Considere o parágrafo: “Por isso, às vezes, eu me isolo e fico como um caçador que observa e estuda a sua presa. Olho para todos os meus “eus” e escuto o que eles têm a dizer, mas sem julgar nenhum deles. Deixo eles falarem o quanto quiserem, mas não me deixo levar por nenhum deles. Eu só observo.” (Linhas 22-24)
Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura do referido parágrafo.
I. No primeiro período, a conjunção “como” foi usada para construir a figura de linguagem comparação.
II. No segundo período, o verbo “têm” encontra-se acentuado porque foi flexionado na terceira pessoa do plural concordando com o seu sujeito “eles”.
III. Em “deixo eles”, verifica-se uma marca de oralidade, já que, na fala, o pronome pessoal reto “eles”, muitas vezes, é usado no lugar do pronome oblíquo “os”.
IV. Em “mas não me deixo levar”, ocorre próclise obrigatória de acordo com a norma, pois o advérbio “não” é uma palavra atrativa.
V. No primeiro período, as vírgulas foram usadas para separar, respectivamente, uma conjunção coordenativa conclusiva e uma locução adverbial de tempo antecipadas.
Estão CORRETAS as afirmativas
(...)
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti
Dentro de ti
(...)
Sobre a classificação da oração destacada, assinale a correta.

(Disponível em: uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/26/os-desafios-de-descobrir-uma-doencacronica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
O auxílio psicológico (1) tem uma função importante (2) nesse processo (3), pois a linguagem organiza o pensamento (4) e as emoções (5).

(Disponível em: uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/26/os-desafios-de-descobrir-uma-doencacronica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Julgue o item subsequente.
Em “O professor de matemática explicou as fórmulas complexas com paciência e clareza”, o trecho “de matemática” é uma locução prepositiva que funciona como adjunto adverbial.
Julgue o item subsequente.
Em “Acordado, Harry observava a luz do luar que entrava pela janela”, tem-se um predicado verbo-nominal, e “acordado” exerce papel de predicativo do sujeito.
I. As crianças parece brincarem estonteantes. II. Tratam-se de pessoas incapazes para assumir a presidência da indústria. III. Cinco horas, soou, na pracinha da igreja, o relógio.
Está(ão) CORRETO(S):
O diagramador casou as margens de todo o trabalho com muito estilo.
Na árvore do silêncio está o fruto da segurança. (Provérbio árabe)
Considerando-se a regência verbal, analisar os itens abaixo:
I. O médico acudiu o paciente imediatamente.
II. Sua atitude implicou sérias consequências.
III. O juiz anuiu o pedido no seu processo trabalhista.
Está(ão) CORRETO(S):
Como contribuir com a formação de leitores nos Anos Finais do Fundamental?
É importante ouvir os interesses dos alunos, abrir espaço para debates e reflexões e colocar as obras em diálogo com a realidade dos estudantes
[...]
Michelli, atualmente com 36 anos, se formou em Letras e se especializou em Gestão de Bibliotecas Escolares pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, atua como docente de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental na EBM Paulina Wagner, em Blumenau, e na EEF Clara Donner, em Timbó, ambas no interior de Santa Catarina. Em 2020, ela foi uma das 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10 com o projeto O podcast na sala de aula: oralidade, escrita e tecnologia.
Mas, mesmo apreciando muito os livros e suas histórias, Michelli tinha dificuldade de inserir o trabalho com a leitura literária nas suas aulas. “Eu incentivava [a leitura] e conversava com os alunos, mas era difícil trabalhar um livro inteiro, especialmente por serem textos mais longos e pela questão do acesso às obras. Por mais que a gente tivesse biblioteca, não contávamos ainda com o PNLD [Programa Nacional do Livro Didático] Literário, que garantiria obras a todos os alunos. Isso era um entrave”, diz.
Contextualização, discussões e reflexões
Essa realidade começou a mudar em 2019, quando ela fazia mestrado em Letras na UFSC e teve a ideia de desenvolver um projeto literário a partir do livro O menino do dedo verde, clássico infanto-juvenil do escritor francês Maurice Druon. “Em uma das disciplinas do mestrado, nós estudamos alguns critérios de qualidade de uma obra infantojuvenil. Achei esse livro uma ótima escolha por ter também capítulos curtos e algumas ilustrações, adequado para turmas de 6º ano, com as quais trabalhei”, explica. Com isso, a professora partiu para a prática em sala de aula: primeiro, fez a apresentação do autor, contextualizando a época em que a obra foi escrita. Depois, para motivar a leitura, relacionou o livro com outros textos que dialogam com a história. Como o enredo aborda a temática da guerra, Michelli decidiu mostrar o trailer do filme O menino do pijama listrado — inspirado no livro homônimo, de John Boyne — a fim de ampliar o olhar dos alunos para um dos assuntos tratados. Os primeiros capítulos foram lidos em sala, e depois a professora combinou prazos para que os estudantes lessem e pudessem discutir alguns temas em grupo.
Para ela, a prática de sempre contextualizar algum assunto que aparecia na história e recorrer a materiais complementares foi essencial para engajar a turma, que se envolveu com a trama. Em um trecho da obra, o garoto visita uma cadeia, e esse foi o gancho para falar com os alunos sobre o sistema prisional brasileiro. Com o auxílio de um infográfico, a conversa rendeu um bom debate sobre direitos humanos. Em outra parte da história, o menino conhece uma favela e usa o poder de seu dedo para florir o lugar. Com isso, Michelli propôs uma discussão que partiu de uma reportagem sobre artistas plásticos que fizeram diversas pinturas nas casas de uma comunidade no México, ação que colaborou para melhorar a segurança das pessoas.
“São discussões que acontecem a partir da
história, e não cobranças com questionários e fichas
de leitura. A proposta é sempre ter conversas sobre
algo que surgiu na narrativa, mas que vai mais a fundo em questões que nos fazem refletir, que é uma das
coisas que a literatura provoca na gente”, comenta.
Para encerrar o trabalho com O menino do dedo
verde, as crianças plantaram mudinhas de flores em
um vaso e o entregaram para alguém que estava
precisando de um gesto de gentileza. Depois,
escreveram um depoimento sobre esse momento.
[...]
(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21390/
como-contribuir-com-a-formacao-de-leitores-nos-anos-finaisdo-fundamental)
Leia o fragmento a seguir:
“Para encerrar o trabalho com O menino do dedo verde, as crianças plantaram mudinhas de flores em um vaso e o entregaram para alguém que estava precisando de um gesto de gentileza.”
Os verbos PLANTAR e PRECISAM, no contexto
supracitado, estão corretamente identificados como,
respectivamente:
Como contribuir com a formação de leitores nos Anos Finais do Fundamental?
É importante ouvir os interesses dos alunos, abrir espaço para debates e reflexões e colocar as obras em diálogo com a realidade dos estudantes
[...]
Michelli, atualmente com 36 anos, se formou em Letras e se especializou em Gestão de Bibliotecas Escolares pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Hoje, atua como docente de Língua Portuguesa dos Anos Finais do Ensino Fundamental na EBM Paulina Wagner, em Blumenau, e na EEF Clara Donner, em Timbó, ambas no interior de Santa Catarina. Em 2020, ela foi uma das 50 finalistas do Prêmio Educador Nota 10 com o projeto O podcast na sala de aula: oralidade, escrita e tecnologia.
Mas, mesmo apreciando muito os livros e suas histórias, Michelli tinha dificuldade de inserir o trabalho com a leitura literária nas suas aulas. “Eu incentivava [a leitura] e conversava com os alunos, mas era difícil trabalhar um livro inteiro, especialmente por serem textos mais longos e pela questão do acesso às obras. Por mais que a gente tivesse biblioteca, não contávamos ainda com o PNLD [Programa Nacional do Livro Didático] Literário, que garantiria obras a todos os alunos. Isso era um entrave”, diz.
Contextualização, discussões e reflexões
Essa realidade começou a mudar em 2019, quando ela fazia mestrado em Letras na UFSC e teve a ideia de desenvolver um projeto literário a partir do livro O menino do dedo verde, clássico infanto-juvenil do escritor francês Maurice Druon. “Em uma das disciplinas do mestrado, nós estudamos alguns critérios de qualidade de uma obra infantojuvenil. Achei esse livro uma ótima escolha por ter também capítulos curtos e algumas ilustrações, adequado para turmas de 6º ano, com as quais trabalhei”, explica. Com isso, a professora partiu para a prática em sala de aula: primeiro, fez a apresentação do autor, contextualizando a época em que a obra foi escrita. Depois, para motivar a leitura, relacionou o livro com outros textos que dialogam com a história. Como o enredo aborda a temática da guerra, Michelli decidiu mostrar o trailer do filme O menino do pijama listrado — inspirado no livro homônimo, de John Boyne — a fim de ampliar o olhar dos alunos para um dos assuntos tratados. Os primeiros capítulos foram lidos em sala, e depois a professora combinou prazos para que os estudantes lessem e pudessem discutir alguns temas em grupo.
Para ela, a prática de sempre contextualizar algum assunto que aparecia na história e recorrer a materiais complementares foi essencial para engajar a turma, que se envolveu com a trama. Em um trecho da obra, o garoto visita uma cadeia, e esse foi o gancho para falar com os alunos sobre o sistema prisional brasileiro. Com o auxílio de um infográfico, a conversa rendeu um bom debate sobre direitos humanos. Em outra parte da história, o menino conhece uma favela e usa o poder de seu dedo para florir o lugar. Com isso, Michelli propôs uma discussão que partiu de uma reportagem sobre artistas plásticos que fizeram diversas pinturas nas casas de uma comunidade no México, ação que colaborou para melhorar a segurança das pessoas.
“São discussões que acontecem a partir da
história, e não cobranças com questionários e fichas
de leitura. A proposta é sempre ter conversas sobre
algo que surgiu na narrativa, mas que vai mais a fundo em questões que nos fazem refletir, que é uma das
coisas que a literatura provoca na gente”, comenta.
Para encerrar o trabalho com O menino do dedo
verde, as crianças plantaram mudinhas de flores em
um vaso e o entregaram para alguém que estava
precisando de um gesto de gentileza. Depois,
escreveram um depoimento sobre esse momento.
[...]
(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/21390/
como-contribuir-com-a-formacao-de-leitores-nos-anos-finaisdo-fundamental)