Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.246 questões

Q2077069 Português
Entrevista que não houve

    Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete, onde trabalhava, pedindo uma entrevista. Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito por unanimidade em 1963. Ainda não a assumira porque, médico e cardíaco, temia não sobreviver à cerimônia. Mas agora era a hora. 
    Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. A revista estava cheia de repórteres experientes – dois deles os poetas Lêdo Ivo e Homero Homem, certamente amigos de Rosa. Eu tinha, se tanto, seis meses de profissão e acabara de chegar à Revista. Mas foi assim. Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que chamasse o homem de embaixador – o que Rosa também era.
    Naquele mesmo dia, telefonei. O próprio Rosa atendeu e, muito amável, desculpou-se, alegando que estava escrevendo seu discurso de posse e não podia parar para dar entrevistas, mesmo que fosse para Manchete. Eu insisti, “Mas, embaixador…”. E ele, firme – neca. Mas, talvez tocado pela evidente juventude do repórter, sugeriu que eu telefonasse no dia seguinte – quem sabe já teria terminado o discurso. Fiz isto, mas, não, ele não havia terminado. Como consolação, disse que, se eu fosse à cerimônia, me daria uma cópia do texto.
    Rosa tomou posse na quinta-feira, 16. Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão apertando mãos, como se levitasse a um metro do chão. Parecia encantado, não via ninguém – só a mim cumprimentou duas vezes, sem saber quem eu era. E o coração resistiu bem, não o traiu.
     Deixou para traí-lo três dias depois, na noite de domingo, 19, no seu apartamento, em Copacabana. E eu me esquecera de pedir-lhe o discurso.

(Ruy Castro. A arte de querer bem – Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)
Considere a frase do segundo parágrafo:
Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa.
Assinale a alternativa em que, com a substituição da forma verbal “incumbiu-me”, a frase permanece em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e preserva o sentido do texto original.
Alternativas
Q2077064 Português
Entrevista que não houve

    Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete, onde trabalhava, pedindo uma entrevista. Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito por unanimidade em 1963. Ainda não a assumira porque, médico e cardíaco, temia não sobreviver à cerimônia. Mas agora era a hora. 
    Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. A revista estava cheia de repórteres experientes – dois deles os poetas Lêdo Ivo e Homero Homem, certamente amigos de Rosa. Eu tinha, se tanto, seis meses de profissão e acabara de chegar à Revista. Mas foi assim. Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que chamasse o homem de embaixador – o que Rosa também era.
    Naquele mesmo dia, telefonei. O próprio Rosa atendeu e, muito amável, desculpou-se, alegando que estava escrevendo seu discurso de posse e não podia parar para dar entrevistas, mesmo que fosse para Manchete. Eu insisti, “Mas, embaixador…”. E ele, firme – neca. Mas, talvez tocado pela evidente juventude do repórter, sugeriu que eu telefonasse no dia seguinte – quem sabe já teria terminado o discurso. Fiz isto, mas, não, ele não havia terminado. Como consolação, disse que, se eu fosse à cerimônia, me daria uma cópia do texto.
    Rosa tomou posse na quinta-feira, 16. Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão apertando mãos, como se levitasse a um metro do chão. Parecia encantado, não via ninguém – só a mim cumprimentou duas vezes, sem saber quem eu era. E o coração resistiu bem, não o traiu.
     Deixou para traí-lo três dias depois, na noite de domingo, 19, no seu apartamento, em Copacabana. E eu me esquecera de pedir-lhe o discurso.

(Ruy Castro. A arte de querer bem – Crônicas.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)
Considerando a relação de sentido que estabelece com o enunciado que a antecede, a expressão destacada na frase do terceiro parágrafo – … mesmo que fosse para Manchete. – está corretamente substituída em:
Alternativas
Q2077015 Português
Assinale a alternativa em que há a ocorrência de orações subordinadas reduzidas de infinitivo.
Alternativas
Q2077012 Português
Com respeito às regras de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2077011 Português
Com respeito às regras de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2077010 Português
Sobre as regras de regência (verbal e nominal) e o uso do sinal indicativo da crase, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2077009 Português
Sobre as regras de regência (verbal e nominal) e o uso do sinal indicativo da crase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2077008 Português
Com relação aos períodos compostos por subordinação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2077004 Português

Leia o texto a seguir.


Qual é a universidade mais antiga do mundo?


Esse é um tema que ainda gera muita controvérsia entre os estudiosos. Na concepção moderna, a universidade surgiu na Idade Média e na Europa, o que classifica a Universidade de Bolonha, na Itália, fundada em 1088, como a mais antiga do mundo. Mas, ampliando a visão de mundo e considerando a cultura oriental, a Universidade Al-Azhar, no Cairo, ganha o título. Ela foi criada em 998 a pedido do vizir Yaqub para que o califa Aziz ministrasse instrução e alimentação a 36 estudantes da mesquita. Focada na Teologia e visando resolver os problemas entre a fé e a ciência, a instituição cresceu e atraiu mestres e alunos de todo o mundo muçulmano.


(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/ 1568 /qual-e-a-universidade-mais-antiga-do-mundo? gclid=EAIaIQobChMI6eS--Zuo9gIVBRPUAR3OqQGw EAMYASAAEgJo5fD_BwE. Acesso em: 02/03/2022, com adaptações).


Sobre os mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2075245 Português

De cinco em cinco minutos

Em algum momento menos próspero dos anos 70 – com certeza entre empregos ou pulando de frila em frila* –, encontrei repentinamente minha amiga Gardênia Garcia na avenida Rio Branco. Depois de beijos e abraços pelo reencontro, ela me convidou a subir à salinha que fazia de escritório, ali perto.

Fomos. A salinha consistia de duas cadeiras e uma mesa, esta forrada de pôsteres, folders e prospectos sobre a Encyclopaedia Britannica, com ênfase na última edição, a de 1972, em 32 volumes. A qual se orgulhava de ter, entre os autores de seus artigos, luminares como Albert Einstein, Anna Freud, sir Alexander Fleming, Alfred Hitchcock, Claude Lévi-Strauss, Carl Sagan, e isso apenas de A a C. O incrível é que, pela primeira meia hora, não percebi que Gardênia estava tentando me vender uma enciclopédia.

Naquela época, tendo de rebolar para fazer jus ao aluguel, à feira e ao sapato das crianças, a última coisa de que eu precisava era de uma Britannica. Pois não é que comprei a dita, e, de lambujem, ainda levei o Webster’s Dictionary em três volumes e um enorme Atlas, tudo em 30 ou 40 prestações?

Bem, aconteceu que a aquisição daquela Britannica não me levou à falência, nem fez faltar feijão à mesa ou sapato para as meninas. Aliás, nos anos seguintes, seus artigos me foram tão úteis que ela se pagou várias vezes. E, hoje, graças a Gardênia, continuo possuidor da famosa edição de 1972, que tinha até Einstein e Hitchcock entre seus colaboradores.

Em 2012, ouvi que a Britannica anunciava o fim de sua edição impressa e se limitaria a existir on-line e em digital, o que lhe permitiria ser atualizada de cinco em cinco minutos. Não vi vantagem nisso. Na Britannica de papel, o mundo tinha de parar entre uma edição e outra, enquanto os luminares escreviam seus artigos.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 24.03.2012. Adaptado)

* pulando de frila em frila: realizando trabalhos como profissional autônomo; como freelancer.

A alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal e nominal está em:
Alternativas
Q2075244 Português

De cinco em cinco minutos

Em algum momento menos próspero dos anos 70 – com certeza entre empregos ou pulando de frila em frila* –, encontrei repentinamente minha amiga Gardênia Garcia na avenida Rio Branco. Depois de beijos e abraços pelo reencontro, ela me convidou a subir à salinha que fazia de escritório, ali perto.

Fomos. A salinha consistia de duas cadeiras e uma mesa, esta forrada de pôsteres, folders e prospectos sobre a Encyclopaedia Britannica, com ênfase na última edição, a de 1972, em 32 volumes. A qual se orgulhava de ter, entre os autores de seus artigos, luminares como Albert Einstein, Anna Freud, sir Alexander Fleming, Alfred Hitchcock, Claude Lévi-Strauss, Carl Sagan, e isso apenas de A a C. O incrível é que, pela primeira meia hora, não percebi que Gardênia estava tentando me vender uma enciclopédia.

Naquela época, tendo de rebolar para fazer jus ao aluguel, à feira e ao sapato das crianças, a última coisa de que eu precisava era de uma Britannica. Pois não é que comprei a dita, e, de lambujem, ainda levei o Webster’s Dictionary em três volumes e um enorme Atlas, tudo em 30 ou 40 prestações?

Bem, aconteceu que a aquisição daquela Britannica não me levou à falência, nem fez faltar feijão à mesa ou sapato para as meninas. Aliás, nos anos seguintes, seus artigos me foram tão úteis que ela se pagou várias vezes. E, hoje, graças a Gardênia, continuo possuidor da famosa edição de 1972, que tinha até Einstein e Hitchcock entre seus colaboradores.

Em 2012, ouvi que a Britannica anunciava o fim de sua edição impressa e se limitaria a existir on-line e em digital, o que lhe permitiria ser atualizada de cinco em cinco minutos. Não vi vantagem nisso. Na Britannica de papel, o mundo tinha de parar entre uma edição e outra, enquanto os luminares escreviam seus artigos.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 24.03.2012. Adaptado)

* pulando de frila em frila: realizando trabalhos como profissional autônomo; como freelancer.

O aluguel e o sustento da casa eram itens ________ quais o cronista se preocupava, pois era pai de meninas ________ quem devia cuidados e proteção. Mesmo assim, conseguiu quitar as prestações ________ quais lhe permitiram ser proprietário da renomada enciclopédia cujos artigos lhe foram muito úteis.
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q2075243 Português

De cinco em cinco minutos

Em algum momento menos próspero dos anos 70 – com certeza entre empregos ou pulando de frila em frila* –, encontrei repentinamente minha amiga Gardênia Garcia na avenida Rio Branco. Depois de beijos e abraços pelo reencontro, ela me convidou a subir à salinha que fazia de escritório, ali perto.

Fomos. A salinha consistia de duas cadeiras e uma mesa, esta forrada de pôsteres, folders e prospectos sobre a Encyclopaedia Britannica, com ênfase na última edição, a de 1972, em 32 volumes. A qual se orgulhava de ter, entre os autores de seus artigos, luminares como Albert Einstein, Anna Freud, sir Alexander Fleming, Alfred Hitchcock, Claude Lévi-Strauss, Carl Sagan, e isso apenas de A a C. O incrível é que, pela primeira meia hora, não percebi que Gardênia estava tentando me vender uma enciclopédia.

Naquela época, tendo de rebolar para fazer jus ao aluguel, à feira e ao sapato das crianças, a última coisa de que eu precisava era de uma Britannica. Pois não é que comprei a dita, e, de lambujem, ainda levei o Webster’s Dictionary em três volumes e um enorme Atlas, tudo em 30 ou 40 prestações?

Bem, aconteceu que a aquisição daquela Britannica não me levou à falência, nem fez faltar feijão à mesa ou sapato para as meninas. Aliás, nos anos seguintes, seus artigos me foram tão úteis que ela se pagou várias vezes. E, hoje, graças a Gardênia, continuo possuidor da famosa edição de 1972, que tinha até Einstein e Hitchcock entre seus colaboradores.

Em 2012, ouvi que a Britannica anunciava o fim de sua edição impressa e se limitaria a existir on-line e em digital, o que lhe permitiria ser atualizada de cinco em cinco minutos. Não vi vantagem nisso. Na Britannica de papel, o mundo tinha de parar entre uma edição e outra, enquanto os luminares escreviam seus artigos.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 24.03.2012. Adaptado)

* pulando de frila em frila: realizando trabalhos como profissional autônomo; como freelancer.

As frases elaboradas preservam o sentido original do texto em:
Alternativas
Q2073393 Português
O que é marketing digital?

O conceito marketing digital pode ser explicado como ações de comunicação para negócios que estão na internet, na telefonia celular e em outros meios digitais. O marketing digital também abrange a prática de promover produtos ou serviços através de canais que levam o conteúdo às pessoas rapidamente, de forma relevante e personalizada. Resumidamente, o termo “marketing digital” nada mais é que o marketing na era digital. Ele também impulsionou o surgimento de um novo cliente: o consumidor 2.0. Este cliente é mais exigente, atento, bem informado e curioso. O consumidor 2.0 faz buscas na internet para consultar preços de produtos e serviços, e também para saber a opinião de outros consumidores.
Vale lembrar que, antes de dominar todas as técnicas de marketing digital, o profissional que entende o conceito marketing digital precisa ter capacidade de aprender. Este mercado é dinâmico e, de um dia para o outro, todo o conhecimento adquirido pode não ser tão importante. Uma nova mídia social pode surgir, uma plataforma inédita pode ser desenvolvida, algoritmos podem ser modificados, um aplicativo pode mudar tudo.
Agora que você já entendeu o conceito marketing digital, chegou a hora de saber quais são as mentiras mais contadas sobre o mercado:
É fácil ficar rico com marketing digital
Essa talvez seja a maior de todas as mentiras sobre o mercado do marketing digital. Se você pretende ganhar muito dinheiro em pouco tempo: esqueça. É verdade que este setor pode ser mais acessível que o marketing offline, o “tradicional”, mas isso não quer dizer que você vá ficar rico do dia para a noite.
Muitos profissionais caem em anúncios de cursos e workshops que prometem muito sucesso com marketing digital em pouco tempo, mas o que eles nãos sabem é que a maioria dessas propagandas está ali para enganá-los. Não existe fórmula mágica, apenas trabalho! Comprar cursos acreditando que se tornará um milionário após conclui-lo é um grande erro.
Muitas pessoas vivem exclusivamente do marketing digital hoje em dia, mas, como qualquer negócio, são etapas que precisam ser construídas até alcançar o sucesso. Com estudo e muito trabalho, é possível encontrar bons resultados no mercado do marketing digital. Porém, o profissional precisa saber que este é um trabalho como qualquer outro e demanda tempo de dedicação.

Adaptado de: https://www.guiase.com.br/mentiras-sobre-o
conceito-marketing-digital/. Acesso em: 05 abr. 2022. 
Considerando a estruturação da frase que segue e os sentidos por ela expressos, assinale a alternativa que a analisa corretamente. “O marketing digital também abrange a prática de promover produtos ou serviços através de canais que levam o conteúdo às pessoas rapidamente, de forma relevante e personalizada.”
Alternativas
Q2073392 Português
O que é marketing digital?

O conceito marketing digital pode ser explicado como ações de comunicação para negócios que estão na internet, na telefonia celular e em outros meios digitais. O marketing digital também abrange a prática de promover produtos ou serviços através de canais que levam o conteúdo às pessoas rapidamente, de forma relevante e personalizada. Resumidamente, o termo “marketing digital” nada mais é que o marketing na era digital. Ele também impulsionou o surgimento de um novo cliente: o consumidor 2.0. Este cliente é mais exigente, atento, bem informado e curioso. O consumidor 2.0 faz buscas na internet para consultar preços de produtos e serviços, e também para saber a opinião de outros consumidores.
Vale lembrar que, antes de dominar todas as técnicas de marketing digital, o profissional que entende o conceito marketing digital precisa ter capacidade de aprender. Este mercado é dinâmico e, de um dia para o outro, todo o conhecimento adquirido pode não ser tão importante. Uma nova mídia social pode surgir, uma plataforma inédita pode ser desenvolvida, algoritmos podem ser modificados, um aplicativo pode mudar tudo.
Agora que você já entendeu o conceito marketing digital, chegou a hora de saber quais são as mentiras mais contadas sobre o mercado:
É fácil ficar rico com marketing digital
Essa talvez seja a maior de todas as mentiras sobre o mercado do marketing digital. Se você pretende ganhar muito dinheiro em pouco tempo: esqueça. É verdade que este setor pode ser mais acessível que o marketing offline, o “tradicional”, mas isso não quer dizer que você vá ficar rico do dia para a noite.
Muitos profissionais caem em anúncios de cursos e workshops que prometem muito sucesso com marketing digital em pouco tempo, mas o que eles nãos sabem é que a maioria dessas propagandas está ali para enganá-los. Não existe fórmula mágica, apenas trabalho! Comprar cursos acreditando que se tornará um milionário após conclui-lo é um grande erro.
Muitas pessoas vivem exclusivamente do marketing digital hoje em dia, mas, como qualquer negócio, são etapas que precisam ser construídas até alcançar o sucesso. Com estudo e muito trabalho, é possível encontrar bons resultados no mercado do marketing digital. Porém, o profissional precisa saber que este é um trabalho como qualquer outro e demanda tempo de dedicação.

Adaptado de: https://www.guiase.com.br/mentiras-sobre-o
conceito-marketing-digital/. Acesso em: 05 abr. 2022. 
Assinale a alternativa que apresenta a relação de sentido estabelecida entre oração subordinada e oração principal na seguinte frase: “O consumidor 2.0 faz buscas na internet para consultar preços de produtos e serviços.”.
Alternativas
Q2073237 Português
Realidade não passa de uma alucinação compartilhada

   Não são poucos os neurocientistas que estão convencidos de que a percepção, e, em última instância, a própria realidade, não passa de uma alucinação controlada, mas, para não chocar muito o público, tendem a dizer isso em tom semijocoso. Anil Seth, autor de “Being You” (sendo você), diz com todas as letras que a alucinação é mesmo a base de nossa consciência. Apenas enfatiza que o termo “controlada” é uma parte importante da equação.
  Manter-se vivo não é tarefa para amadores. Evitar predadores, encontrar sustento e reproduzir-se exige de cada animal que ele antecipe perigos e oportunidades. Da modesta ameba que percebe e busca alimentos aos sofisticados seres humanos, bichos, desenvolvemos sentidos como visão, audição e ecolocação que transformam instâncias da realidade em experiências subjetivas, as quais nos fazem agir de modo a reduzir as incertezas da vida.
   Mas o mundo é um lugar complexo. Os sinais captados pelos sentidos vêm em quantidades brutais, cheios de descontinuidades, são frequentemente contraditórios e podem não significar nada sozinhos. Mas nossos cérebros organizam essa bagunça fazendo com que percebamos o mundo de acordo com suas expectativas prévias. O controle é muito mais de cima para baixo – isto é, o cérebro dizendo aos sentidos como as coisas devem ser percebidas – do que os sentidos informando livremente o cérebro.
    Nesse contexto faz sentido descrever a percepção como uma alucinação. A realidade nada mais é do que aquelas percepções sobre as quais todos estamos de acordo. E a inversa também vale. O delírio é a percepção descontrolada.
 Partindo disso, Seth escreveu um excelente livro, que, sem abusar do jargão da neurociência, oferece um interessante modelo para pensarmos a consciência.

(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/
helioschwartsman/2022/06/realidade-nao-passa-de-uma-alucinacao-compartilhada.shtml. 04.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
Alternativas
Q2072948 Português
Mais um massacre

     No sábado (14.05), um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km até um supermercado localizado em Buffalo, no estado americano de Nova York. Com um rifle semiautomático nas mãos, abriu fogo contra pessoas que estavam dentro e fora do estabelecimento, matando dez e ferindo três.
    Embora as motivações do massacre ainda estejam sob investigação, suspeita-se que Payton Gendron tenha sido estimulado, em seu ato insano e abominável, por teorias racistas conspiratórias que têm deixado as franjas do extremismo para ganhar cada vez mais adeptos nos Estados Unidos.
     Se o ominoso extremismo de direita aparece como provável motivação do atentado em Buffalo, é o acesso praticamente irrestrito a armas, inclusive às de uso militar, que torna morticínios do tipo tão comuns nos EUA. O tiroteio de sábado foi o 198°, somente neste ano, no qual ao menos quatro pessoas foram mortas ou feridas, segundo a ONG Gun Violence Archive.
     O fato de Gendron ter sido submetido a uma avaliação mental há pouco menos de um ano, em razão de uma ameaça de ataque suicida feita quando era estudante, e ainda assim conseguir comprar legalmente um rifle de altíssima letalidade, exemplifica bem a permissividade da legislação do país.
      Calcula-se que existam em solo americano cerca de 120 armas para cada 100 habitantes, fazendo dos EUA, de longe, o líder mundial em número per capita.
     Apesar do firme compromisso do presidente Joe Biden com a reforma das leis sobre o tema, as principais iniciativas para tornar mais restrito o acesso acabam barradas num Congresso em que o lobby armamentista tem grande peso.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 17.05.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q2072947 Português
Mais um massacre

     No sábado (14.05), um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km até um supermercado localizado em Buffalo, no estado americano de Nova York. Com um rifle semiautomático nas mãos, abriu fogo contra pessoas que estavam dentro e fora do estabelecimento, matando dez e ferindo três.
    Embora as motivações do massacre ainda estejam sob investigação, suspeita-se que Payton Gendron tenha sido estimulado, em seu ato insano e abominável, por teorias racistas conspiratórias que têm deixado as franjas do extremismo para ganhar cada vez mais adeptos nos Estados Unidos.
     Se o ominoso extremismo de direita aparece como provável motivação do atentado em Buffalo, é o acesso praticamente irrestrito a armas, inclusive às de uso militar, que torna morticínios do tipo tão comuns nos EUA. O tiroteio de sábado foi o 198°, somente neste ano, no qual ao menos quatro pessoas foram mortas ou feridas, segundo a ONG Gun Violence Archive.
     O fato de Gendron ter sido submetido a uma avaliação mental há pouco menos de um ano, em razão de uma ameaça de ataque suicida feita quando era estudante, e ainda assim conseguir comprar legalmente um rifle de altíssima letalidade, exemplifica bem a permissividade da legislação do país.
      Calcula-se que existam em solo americano cerca de 120 armas para cada 100 habitantes, fazendo dos EUA, de longe, o líder mundial em número per capita.
     Apesar do firme compromisso do presidente Joe Biden com a reforma das leis sobre o tema, as principais iniciativas para tornar mais restrito o acesso acabam barradas num Congresso em que o lobby armamentista tem grande peso.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 17.05.2022. Adaptado)
Na oração – Embora as motivações do massacre ainda estejam sob investigação… –, a expressão destacada estabelece relação de sentido de
Alternativas
Q2071667 Português

TEXTO 1


00_texto .png (331×338)

Adaptado de: https://i.pinimg.com/originals/67/72/5d/

67725d11a38cf072645404797fd1d5ba.jpg. Acesso em: 14 mar.

2022.


TEXTO 2


[...]

O que determina no médio e longo prazo o desempenho econômico de um país é sua capacidade produtiva, que em qualquer período de tempo gera uma oferta agregada de bens e serviços, denominada Produto Interno Bruto (PIB). Para haver crescimento continuado do PIB é preciso que haja uma expansão continuada daquela capacidade, que é determinada pelos fatores de produção disponíveis. Para efeito de simplificação e raciocínio, agrupam-se estes fatores em três categorias: (a) a quantidade de mão de obra disponível e sua qualificação média; (b) o estoque de capital físico empregado ajustado a sua qualidade; e (c) a Produtividade Total dos Fatores de Produção (PTF), que é um resíduo explicativo após se aferir a contribuição dos outros dois. Quanto mais acurada for a mensuração da quantidade e qualidade da força de trabalho e do estoque de capital empregado, menor tende a ser a PTF. Mas, mesmo nos países desenvolvidos, onde a disponibilidade de informações permite que ela seja bem mensurada, ela é, entre os três fatores, o que mais explica crescimento econômico.


Adaptado de: SICSU, J.; CASTELAR, A. (Orgs.). Sociedade e economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento. Brasília: Ipea, 2009. 



TEXTO 3


O que é o PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

O PIB do Brasil em 2021, por exemplo, foi de R$ 8,7 trilhões. No último trimestre divulgado (4º trimestre de 2021), o valor foi de R$ 2 257,7 bilhões.

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional.

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.



Análises feitas a partir do PIB

A partir da performance do PIB, pode-se fazer várias análises, tais como:

* Traçar a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano;

*Fazer comparações internacionais sobre o tamanho das economias dos diversos países;

*Analisar o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), que mede quanto do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais, entre outros estudos.

O PIB é, contudo, apenas um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde. Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente baixo.


Adaptado de: https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php. Acesso em:14 mar. 2022


Assinale a alternativa em que o predicado do trecho “[...] o PIB é um indicador de fluxo [...]”, do Texto 3, está corretamente classificado.
Alternativas
Q2071658 Português

TEXTO 1


00_texto .png (331×338)

Adaptado de: https://i.pinimg.com/originals/67/72/5d/

67725d11a38cf072645404797fd1d5ba.jpg. Acesso em: 14 mar.

2022.


TEXTO 2


[...]

O que determina no médio e longo prazo o desempenho econômico de um país é sua capacidade produtiva, que em qualquer período de tempo gera uma oferta agregada de bens e serviços, denominada Produto Interno Bruto (PIB). Para haver crescimento continuado do PIB é preciso que haja uma expansão continuada daquela capacidade, que é determinada pelos fatores de produção disponíveis. Para efeito de simplificação e raciocínio, agrupam-se estes fatores em três categorias: (a) a quantidade de mão de obra disponível e sua qualificação média; (b) o estoque de capital físico empregado ajustado a sua qualidade; e (c) a Produtividade Total dos Fatores de Produção (PTF), que é um resíduo explicativo após se aferir a contribuição dos outros dois. Quanto mais acurada for a mensuração da quantidade e qualidade da força de trabalho e do estoque de capital empregado, menor tende a ser a PTF. Mas, mesmo nos países desenvolvidos, onde a disponibilidade de informações permite que ela seja bem mensurada, ela é, entre os três fatores, o que mais explica crescimento econômico.


Adaptado de: SICSU, J.; CASTELAR, A. (Orgs.). Sociedade e economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento. Brasília: Ipea, 2009. 



TEXTO 3


O que é o PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

O PIB do Brasil em 2021, por exemplo, foi de R$ 8,7 trilhões. No último trimestre divulgado (4º trimestre de 2021), o valor foi de R$ 2 257,7 bilhões.

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional.

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.



Análises feitas a partir do PIB

A partir da performance do PIB, pode-se fazer várias análises, tais como:

* Traçar a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano;

*Fazer comparações internacionais sobre o tamanho das economias dos diversos países;

*Analisar o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), que mede quanto do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais, entre outros estudos.

O PIB é, contudo, apenas um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde. Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente baixo.


Adaptado de: https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php. Acesso em:14 mar. 2022


Sobre a análise do trecho “[...] é preciso que haja uma expansão continuada daquela capacidade [...]”, do Texto 2, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2071657 Português

TEXTO 1


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Adaptado de: https://i.pinimg.com/originals/67/72/5d/

67725d11a38cf072645404797fd1d5ba.jpg. Acesso em: 14 mar.

2022.


TEXTO 2


[...]

O que determina no médio e longo prazo o desempenho econômico de um país é sua capacidade produtiva, que em qualquer período de tempo gera uma oferta agregada de bens e serviços, denominada Produto Interno Bruto (PIB). Para haver crescimento continuado do PIB é preciso que haja uma expansão continuada daquela capacidade, que é determinada pelos fatores de produção disponíveis. Para efeito de simplificação e raciocínio, agrupam-se estes fatores em três categorias: (a) a quantidade de mão de obra disponível e sua qualificação média; (b) o estoque de capital físico empregado ajustado a sua qualidade; e (c) a Produtividade Total dos Fatores de Produção (PTF), que é um resíduo explicativo após se aferir a contribuição dos outros dois. Quanto mais acurada for a mensuração da quantidade e qualidade da força de trabalho e do estoque de capital empregado, menor tende a ser a PTF. Mas, mesmo nos países desenvolvidos, onde a disponibilidade de informações permite que ela seja bem mensurada, ela é, entre os três fatores, o que mais explica crescimento econômico.


Adaptado de: SICSU, J.; CASTELAR, A. (Orgs.). Sociedade e economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento. Brasília: Ipea, 2009. 



TEXTO 3


O que é o PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

O PIB do Brasil em 2021, por exemplo, foi de R$ 8,7 trilhões. No último trimestre divulgado (4º trimestre de 2021), o valor foi de R$ 2 257,7 bilhões.

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar dupla contagem. Se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, por exemplo, seu PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional.

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.



Análises feitas a partir do PIB

A partir da performance do PIB, pode-se fazer várias análises, tais como:

* Traçar a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano;

*Fazer comparações internacionais sobre o tamanho das economias dos diversos países;

*Analisar o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), que mede quanto do PIB caberia a cada indivíduo de um país se todos recebessem partes iguais, entre outros estudos.

O PIB é, contudo, apenas um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde. Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente baixo.


Adaptado de: https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php. Acesso em:14 mar. 2022


Assinale a alternativa que classifica corretamente a primeira oração em “Quanto mais acurada for a mensuração da quantidade e qualidade da força de trabalho e do estoque de capital empregado, menor tende a ser a PTF.”, do Texto 2.
Alternativas
Respostas
23381: C
23382: D
23383: C
23384: B
23385: E
23386: C
23387: B
23388: E
23389: D
23390: B
23391: D
23392: A
23393: D
23394: B
23395: C
23396: B
23397: A
23398: B
23399: E
23400: D