Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q2068386 Português
Assinale a alternativa que indica o número do termo sublinhado, inserido imediatamente depois dele, que exerce a função sintática de complemento nominal no trecho a seguir: “o ponto é que o desenvolvimento (1) e a promoção (2) de um ambiente (3) organizacional cada vez mais diverso e inclusivo (4) é a meta de muitas empresas (5)”.
Alternativas
Q2068385 Português
Assinale a alternativa que indica o termo que exerce a função de sujeito da forma verbal “tem” na linha 09.
Alternativas
Q2068383 Português
Assinale a alternativa que indica o sentido conferido pela expressão “mas também” (l. 21) no trecho em que ocorre. 
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Q2068316 Português
A pipoca

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. (...)

Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chefe. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. (...)

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. (...)

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebradentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas! (...)

É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebradentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. (...)

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. (...)

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. (...) A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. (...)

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem. (...)

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. (...) A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

ALVES, Rubem. A pipoca. In:_____. O amor que acende a luaCampinas, SP: Papirus, 1999.
Quanto ao fenômeno sintático de regência verbal, a alternativa com regência INADEQUADA, segundo as regras gramaticais, encontra-se em: 
Alternativas
Q2068315 Português
A pipoca

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. (...)

Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chefe. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu. (...)

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. (...)

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebradentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas! (...)

É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebradentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. (...)

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. (...)

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. (...) A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. (...)

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem. (...)

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. (...) A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

ALVES, Rubem. A pipoca. In:_____. O amor que acende a luaCampinas, SP: Papirus, 1999.
Na sentença: “De outras ovelhas cuidarei, que não de vós.”, o conectivo destacado assume um valor semântico de: 
Alternativas
Q2067972 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
Alternativas
Q2067970 Português
Assinale a alternativa correta conforme a norma-padrão.
Alternativas
Q2067967 Português
Assinale a alternativa em que a oração sublinhada possa ser corretamente classificada como oração subordinada adjetiva.
Alternativas
Q2067966 Português
Assinale a alternativa em que o sujeito é indeterminado.
Alternativas
Q2067001 Português

                                        

Em “No entanto, o desenho das políticas públicas e as regras que regem suas decisões, elaboração e implementação também influenciam os resultados dos conflitos inerentes às decisões sobre política pública.” (linhas de 30 a 33), as expressões sublinhadas apresentam, respectivamente, valor 
Alternativas
Q2066998 Português



                                     

Assinale a alternativa que apresenta a reescrita do período “Nos EUA, ao contrário, a área surge no mundo acadêmico sem estabelecer relações com as bases teóricas sobre o papel do Estado, passando direto para a ênfase nos estudos sobre a ação dos governos.” (linhas de 14 a 18), sem alteração na correção gramatical. 
Alternativas
Q2066898 Português


                                                                                      

Assinale a alternativa na qual o termo sublinhado exerce a mesma função sintática que o pronome relativo em “A repercussão que a judicialização da saúde alcançou em âmbito político e institucional se reflete no âmbito acadêmico.” 
Alternativas
Q2066895 Português

                                       

Assinale a alternativa em que o termo em destaque exerce a mesma função sintática que o trecho sublinhado em “A influência mundial, a partir da experiência norte-americana, mostra que, desde o final do século 19 até o início do século 20, a Administração Pública era compreendida, a partir da tradição científica, como um espaço de execução, pelo Executivo, das políticas públicas definidas pela esfera política (HENRY, 1975).” (linhas de 1 a 6) 
Alternativas
Q2066894 Português

                                       

Assinale a alternativa em que se mantém as ideias e a correção gramatical no trecho “Nesse momento, o foco era preparar os servidores públicos para atuar com profissionalismo na Administração Pública, ou seja, centrava-se na formação da burocracia governamental, responsável pela execução das políticas públicas.” (linhas de 6 a 10), mesmo depois das alterações realizadas.
Alternativas
Q2066841 Português



                   

“Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma”. (CEGALLA, 2010, p. 319).
A esse respeito, a frase nominal da tirinha é
Alternativas
Q2066840 Português



                   

Em relação ao emprego da crase em “...Eu também não obedecia à minha mãe”, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas.
I – O verbo “obedecer é tradicionalmente transitivo indireto
PORQUE
II – a crase antes do pronome possessivo “minha” é obrigatória.


Sobre as asserções, é correto afirmar que
Alternativas
Q2066836 Português

Pomar do cerrado


          Quando visitou Brasília na década de 1970, Clarice Lispector escreveu que as árvores da nova capital eram mirradinhas e pareciam de plástico. Mas se ela voltasse à cidade nos dias de hoje ficaria surpresa. As árvores floresceram, se tornaram frondosas, abrigam sombras, produzem flores e frutos. É possível fazer até um calendário floral.

       A Novacap plantou muitas espécies, estrangeiras, que se aclimataram à região e, por assim dizer, ganharam cidadania cerratense. Além disso, os brasilienses de outros estados também pontilharam Brasília de mangueiras, amoreiras, jaqueiras, pitangueiras, abacateiros, entre outros. Cada um introduziu a fruta preferida de sua região.

       Então, é uma criação coletiva que contribuiu para consolidar a cidade-parque. Apanhei muitas frutas para os meus filhos quando eram pequenos. Era uma festa topar com as amoreiras do Eixão aos domingos. Esse é um dos aspectos mais singulares e agradáveis da cidade. O biólogo e pesquisador Marcelo Kuhlman é apaixonado por qualquer espécie de planta e nada tem contra o plantio de árvores exóticas em áreas urbanas e reverencia a cidade-parque, mas levanta uma questão importante: a maior ameaça ao cerrado é o desconhecimento e a desvalorização. Por isso, ele propõe que sejam plantadas árvores frutíferas nativas no Plano Piloto e nas cidades-satélites.

        Espécies nativas de frutos do cerrado possuem a vantagem de já estarem adaptadas ao clima e ao solo local, são riquíssimas em nutrientes e ainda servem de alimento para a fauna nativa, como diversas espécies de aves, argumenta Kuhlman. E continua: o plantio de espécies como pequi, mangaba, araticum, jatobá, cagaita, murici e bacupari em áreas urbanas também valorizaria a flora local, que é um patrimônio genético e cultural da nossa região. Se a população desconhece as plantas que estão no seu quintal, a tendência é de que essas espécies caiam no esquecimento.

     Realmente, nos tempos de criança e adolescente, bastava dar um passo que eu estava em pleno cerrado. Catei muito pequi, cajuzinho, araticum e cagaita. Mas, agora, compro pequi à beira da estrada e, quando pergunto de onde vem, quase sempre a resposta é: de Minas Gerais. Com o crescimento urbano desordenado, essas espécies desapareceram das cercanias de Brasília.

        Atualmente, só é possível uma imersão no cerrado em áreas restritas como o Jardim Botânico ou o Parque Nacional. Seria preciso estender o acesso a todos os brasilienses. É necessário haver envolvimento da população em geral para que se possa despertar o interesse das pessoas e reconhecermos que a conservação do cerrado e das suas espécies depende de todos nós, diz Kuhlman sobre a utopia de transformar Brasília em cidade-pomar.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/12/22/interna_cidadesdf,815959/cronica-da-cidade.shtml. Adaptado.

Na subordinação, há orações que dependem sintaticamente de outras, isto é, que são termos de outras.

A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as orações sublinhadas.
( ) Em “Apanhei muitas frutas para os meus filhos quando eram pequenos.”, há uma oração adverbial temporal. ( ) Na passagem “Então, é uma criação coletiva que contribuiu para consolidar a cidade-parque.”, a oração subordinada é adjetiva explicativa. ( ) A oração “É necessário haver envolvimento da população em geral para que se possa despertar o interesse das pessoas” é subordinada adverbial final. ( ) A oração subordinada “ele propõe que sejam plantadas árvores frutíferas nativas no Plano Piloto e nas cidades-satélites.” classifica-se como substantiva subjetiva.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Veterinário | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Anestesiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Auditor | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cardiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cardiologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cirurgião Geral | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Cirurgião Plástico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Clínico Geral | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Dermatologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Dermatologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Endocrinologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Endocrinologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Gastroenterologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neuropediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Gastroenterologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Geriatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ginecologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ginecologista - Obstetra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Infectologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Nefrologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neurocirurgião | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Neurologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ortopedista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Otorrinolaringologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pneumologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Pneumologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Proctologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Psiquiatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Psiquiatra Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Radiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Ultrassonografista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Urologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico Otorrinolaringologista Pediátrico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Enfermeiro Auditor | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Vigilância Sanitária | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fonoaudiólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Buco Maxilo Facial | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Endodontista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Estomatologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Odontopediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Pacientes com Necessidades Especiais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Periodontista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Cirurgião Dentista - Protesista |
Q2066577 Português
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2065661 Português
Vênus
(Caio Fernando Abreu)

    Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
    Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se por Beatriz.
    Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
    - Beatriz.
    A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e disse assim:
    - Credo, aquele estrelete?
    Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento, ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azulmarinho?) da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
    Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas que ele ainda não entendia. 
Em “qual a menina da festa que ele achava mais bonita” (3º§), destaca-se um pronome relativo. Ao analisá-lo, na oração em que se encontra, é correto afirmar que exerce a função sintática de: 
Alternativas
Respostas
21801: C
21802: C
21803: D
21804: C
21805: A
21806: A
21807: B
21808: B
21809: D
21810: C
21811: B
21812: A
21813: E
21814: E
21815: C
21816: B
21817: C
21818: D
21819: E
21820: A