Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 41 a 47.
A escuta nas práticas de leitura
Mesmo antes do surgimento da escrita, o homem lia o mundo com o seu olhar, com suas experiências sensoriais. Utilizando-se da linguagem oral e das imagens, trocava ideias, refletindo sobre tudo o que o cercava. E, mesmo depois da invenção da escrita, continua utilizando-se da palavra oral e das imagens para fazer observações, construir conhecimentos, partilhar suas impressões sobre a vida e discutir as questões que ocorrem a sua volta.
A produção de sentidos a partir da leitura, seja pela criança, pelo leitor jovem ou adulto, está relacionada a vários elementos, entre os quais podemos destacar: o ambiente de leitura; a formação histórico-cultural do leitor; sua disposição pessoal para a leitura; as leituras anteriores feitas pelo leitor; a forma como a leitura é mediada etc.
Na escola, especificamente, as apropriações feitas pelo aluno são múltiplas, com diversas interpretações, valorizações que estão ligadas aos elementos mencionados, como também ao trabalho desenvolvido em sala de aula, na biblioteca, na totalidade da escola ou fora dela. A leitura com envolvimento proporciona uma simbiose entre o leitor e o livro, mas quando esta não é acompanhada e orientada pode não atingir os seus objetivos. Um sujeito que tem uma história de mediação afetivamente positiva com relação a essas práticas de leitura desenvolverá a capacidade de "ouvir" nas entrelinhas dos textos.
O livro Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura, da pesquisadora argentina Cecilia Bajour, trata justamente dessas discussões sobre o papel do mediador e a qualidade de suas intervenções, tendo como propósito principal refletir sobre a escuta como vínculo pedagógico entre docentes e alunos em diversas práticas de leitura literária [...].
Para Bajour, a tarefa do professor é "escutar e se nutrir de leituras e saberes", a fim de descobrir como ocorre a construção de mundos com palavras e imagens. O mediador deve esboçar perguntas que instiguem a discussão, o pensamento sobre o lido. Para isso, entra a necessidade primeira de se conhecerem a fundo os textos que serão escolhidos. Somente assim tem-se uma escuta apurada no momento da conversa.
No primeiro capítulo do livro, a autora [...] discorre sobre a importância da escuta para o sucesso no trabalho com a leitura e enfatiza o papel do mediador como sujeito ativo na interlocução entre o texto e o leitor. Destaca, ainda, o potencial da conversação literária como possibilidade de mudança nos métodos tradicionais de leitura adotados na escola e aponta a seleção de textos como sendo um dos pilares no trabalho de formação de leitores [...].
No segundo capítulo, o texto debruça-se sobre a conversa literária como uma situação de ensino. A partir da análise de falas dos professores que participaram do curso de especialização em Literatura Infantil e Juvenil, a autora ressalta que diversas experiências relatadas mostraram a necessidade de um posicionamento crítico por parte dos professores a respeito da relação entre seleção de textos e teoria. Quanto mais esses mediadores conhecerem a respeito dos textos e das maneiras de lê-los, menos ficarão presos a receitas, esquemas, critérios fixos etc. no momento de fazer escolhas. Esses pontos de partida muitas vezes desprezam a importância do estético e propõem classificações e tipologias que deixam o literário e o artístico em segundo plano [...].
O título que introduz o terceiro capítulo traz uma indagação provocativa: "O que a promoção da leitura tem a ver com a escola?". Inicialmente, a autora tece críticas sobre algumas versões que são dadas ao conceito de "promoção", associando-o à ideia de "animação", "espetáculo", "show", que acabam deixando o livro e a leitura em segundo plano ou, em casos mais graves, nos quais eles quase não aparecem. Por outro lado, ela mostra-se a favor de muitas práticas artísticas ligadas ao campo da "promoção" que colocam a leitura e os livros como o centro das propostas. Artes como o teatro, a narração oral, o cinema e as canções podem oferecer novas possibilidades sempre que valorizam esteticamente os textos e os colocam em destaque.
Entretanto, Bajour não defende a desescolarização da leitura. De acordo com a autora, "não há motivo para que a responsabilidade da escola de propiciar aos alunos experiências culturais ricas e variadas seja concebida de forma apartada da responsabilidade de ensinar".
No quarto e último capítulo, a autora, no intuito de ampliar as discussões sobre as escolhas, trata da questão do cânone referente à literatura infantil. Ela propõe uma forma possível de mudar essa ideia de cânone, concebido como algo totalitário, sagrado, surdo e autorreferencial, que consagra os textos e define sua circulação. Bajour aponta que se deve pensar em um cânone que escute, que se ofereça ao diálogo, que se abra para a cultura que corre fora das instituições e que não se reduza a seus ditames.
A partir da leitura da obra, pode-se concluir que a literatura na escola deve se pautar em textos que possibilitem o desenvolvimento do senso crítico. Os alunos devem ser percebidos como leitores plurais e as mediações necessitam de critérios e ações capazes de levar o leitor iniciante a valorizar a leitura e a reconhecê-la como um processo de escuta que conduz a novos horizontes.
Retirado e adaptado de: Revista Presença Pedagógica. A escuta nas práticas de leitura. Editora Pulo do Gato. Disponível em: http://www.editorapulodogato.com.br/pagina.php?id=102 Acesso em: 05 nov., 2023.
Fonte: Revista Presença Pedagógica.
Assinale a alternativa que apresenta a regência correta, segundo a norma culta da língua portuguesa:
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Ele foi treinado com quase 300 mil artigos científicos e poderá ajudar pesquisadores da Nasa a encontrar novas informações e referências relevantes para seus trabalhos. (linhas 20 e 21)
No período acima, há
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A conjunção sublinhada no período acima apresenta valor de
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A segunda oração do segmento acima se classifica como
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O segmento sublinhado no período acima apresenta circunstância
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Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Trata-se de período composto por coordenação e subordinação. II. Há duas orações subordinadas adjetivas. III. Há somente uma oração principal.
Assinale
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Texto para a questão.

Martha Medeiros, Doidas e Santas.
Texto para a questão.

Martha Medeiros, Doidas e Santas.
Texto para a questão.

Martha Medeiros, Doidas e Santas.

https://www.gov.br/pt-br/noticias/transito-e-transportes/2021/05/campanha-maio-amarelo-e-lancada-oficialmente-nesta-segundafeira-3
Considere as afirmações:
I. A oração “Estou fora”, embora não esteja de acordo com a gramática normativa, funciona como estratégia discursiva, no contexto em que foi utilizada, tendo em vista os objetivos da propaganda. II. Na oração “Se beber”, temos expressa uma circunstância de condição. III. Existe uma relação entre linguagem verbal e não verbal, tendo em vista que a imagem funciona como um alerta das consequências do ato de beber e dirigir. IV. Na oração “não dirija” temos um modo verbal no imperativo, pelo qual se expressa uma orientação.
Está CORRETO o que se afirma em:
TEXTO 6
“As pessoas de uma mesma língua não se comunicam da mesma forma o tempo todo e também não falam sempre do mesmo jeito, os registros são realizados de maneira diferente, pois dependem da situação ou local, das pessoas envolvidas e, por isso, o falante tem sua expressão específica de acordo com a sua realidade” (pág. 228)
BARROS L. F.; TEDESCO, M. T.; NORMANDIA, C. Aspectos da referenciação em textos orais de idosos do sítio urbano do Rio de Janeiro. In Estudos em variação linguística nas línguas românicas. Universidade de Aveiro, Portugal. 2018
As imagens abaixo pertencem à cartilha “Se cuida mulher. Conscientização sobre a menopausa” da Prefeitura de Uberaba em parceria com outras instituições:
TEXTO 3

Cartilha “Se cuida mulher. Conscientização sobre a menopausa. Portal Uberaba – MG. Disponível em file:///C:/Users/Samsung/Downloads/Guia%20Pr%C3%A1tico%20Sobre%20a%20Menopausa%20e%20o%20Climat%C3%A9rio.pdf. Acesso em 18 Out. 2023
“Muitos sintomas acometem as mulheres nesse período. A falta de orientação e, às vezes, até a coragem de falar sobre o assunto, fazem com que elas não procurem ajuda.”.
Sobre este período:
I - A expressão "às vezes" possui crase, porque é uma locução adverbial de tempo que indica uma circunstância de frequência. Ela é formada pela preposição "a" e pelo artigo "as", que concorda com o substantivo feminino "vezes". II – O sujeito da primeira oração é composto, visto que está no plural. III – A regência do verbo “acometer”, na cartilha, está incorreta, pois esse verbo exige a preposição “a” e, como a expressão “as mulheres” é feminina, deveria ter crase. No entanto, o termo se adequa ao contexto, tendo em vista os propósitos do gênero textual em destaque.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
“[...] Como eles se instalam apenas em mulheres, no entanto, o mundo científico só começou a se interessar por eles a partir dos anos 1990, quando a reposição hormonal entrou em voga. [..].”
Analise as proposições abaixo, indicando V para verdadeiro ou F para falso:
( ) Se analisada separadamente, a primeira oração do período é subordinada causal, porque estabelece a causa da falta de interesse do mundo científico pelos sintomas da menopausa. ( ) O termo “no entanto”, pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por “contudo”. ( ) A oração “Como eles se instalam apenas em mulheres” tem um valor semântico consecutivo em relação à oração anterior. ( ) O vocábulo “se”, no contexto, expressa uma condição. ( ) A conjunção “assim que” se encaixa, em termos semânticos, no lugar do termo destacado em “quando a reposição hormonal entrou em voga”.
A sequência CORRETA é

Disponível em: <https://www.facebook.com/photo/?fbid=675780447919539&set=a.475822997915286>. Acesso em 10 out. 2023
As imagens abaixo são um post da Prefeitura de Uberaba (em uma das redes sociais) a respeito de uma campanha comunitária:

Disponível em https://www.facebook.com/centrodereferenciadamulheruberaba/
“Não permita que esse ciclo se repita”
A oração em destaque é
TEXTO 02
Para que ninguém a quisesse
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda.
À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
(COLASANTI, M. Um espinho de marfim. Porto Alegre: L&PM,
1999. p. 88-89)
“Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos.”
Julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F)
( ) A primeira oração é subordinada causal, visto que trata da razão pela qual o marido tomas algumas decisões. ( ) A conjunção “e”, (nas duas ocorrências em que aparece) apesar de ser aditiva, no texto, tem valor adversativo, pois mostra uma ideia oposta do que deveria ser feito. ( ) “Apesar disso” possui ideia de concessão. ( ) Em “mandou que descesse a bainha” o termo “que” é uma conjunção integrante.
A sequência CORRETA é