Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 38.396 questões

Q4018134 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real."
No trecho acima, tanto as formas verbais quanto nominais estabeleceram concordância correta. Considerando as regras de concordância nominal e verbal segundo a norma-padrão, analise as frases a seguir:
I. Devem haver cinco premiados na cerimônia de entrega dos prêmios.
II. Da turma, 70% conseguiu atingir a meta.
III. Aos poucos clara se mostravam a situação e o perigo.
IV. É proibido a permanência de pessoas estranhas no recinto.
Levando em conta as regras de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018133 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira."
Com base na regência verbal, analise as afirmativas acerca dos verbos empregados no trecho, bem como de outros verbos em contextos distintos e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O verbo 'oferecer' atua como bitransitivo, apresentando objeto direto e indireto explícitos no período.
(__) Semelhante à transitividade do verbo 'oferecer', o verbo 'informar' exige dois complementos, como em 'Informei ao cliente o andamento do processo'.
(__) O verbo 'agradar' quando significa 'acariciar' pede objeto direto, como em 'O pai a agradava'.
(__) O verbo 'satisfazer' pode exigir objeto direto ou complemento preposicionado, como em 'Satisfaço o seu pedido' e 'Satisfaço ao seu pedido', sendo ambas formas corretas.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4018050 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula."
Considerando a função sintática, analise as afirmativas a seguir e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O pronome 'que' é um pronome relativo empregado para retomar 'médico', exercendo a função de sujeito na oração.
(__) O verbo 'haver', no trecho, é impessoal e intransitivo, empregado no sentido de 'existir', razão pela qual a oração não apresenta sujeito.
(__) Caso o verbo 'haver' fosse substituído por 'existir', o vocábulo 'médico' passaria a exercer a função de núcleo do sujeito da oração, uma vez que o verbo deixaria de ser impessoal.
(__) O vocábulo 'primeiras' exerce a mesma função sintática da expressão 'dos pais' na frase 'A visita dos pais deixou os filhos felizes'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4018043 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família." Com base na análise sintática da oração acima, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O verbo 'existir' apresenta sujeito simples expresso na oração.
(__) O verbo 'existir', assim como o verbo 'haver', é impessoal, não apresentando sujeito.
(__) A expressão 'uma figura quase mítica' exerce a mesma função sintática do 'que' na frase 'O livro que eu li encerra uma bonita história'.
(__) A justificativa para o verbo 'existir' estar flexionado no singular corresponde à mesma que se aplica ao verbo 'haver' na frase 'Havia apenas uma pessoa no carro'.
A sequência que preenche de forma CORRETA os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018008 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

"Talvez" você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, "como" ChatGPT e Gemini, "às vezes" inventam informações.


Em relação à classificação gramatical dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4017883 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, "como saúde, finanças pessoais e reputação".
Em relação à função sintática dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4017738 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso 


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. 

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o -fragmento-adaptado 
"Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. "

Alguns verbos exigem preposição para introduzir seus complementos, como ocorre com o verbo 'basear' na frase acima. Analise, a seguir, o emprego das preposições após os verbos destacados.

I. O comportamento dele implicou em desprezo por parte dos demais.
II. Mariana namora com Marcos há mais de dois anos.
III. Fui na cidade de Espoo, na Finlândia, no inverno de 2025.
IV. Em que pese o engarrafamento, chegamos a tempo.
V. Socorremo-nos dos amigos nas dificuldades.

Após a análise, identifique a alternativa CORRETA que apresenta as frases com o uso adequado da preposição.
Alternativas
Q4017690 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso 


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.

Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.

O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. 

Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.

Finlândia

A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.

O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.

"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.

"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."

Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.

Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.

"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"

Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo".

Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.

"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.

Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.

"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.

Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.

Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.

"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o -fragmento-adaptado 
"Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10."

No trecho, o verbo 'chegar' encontra-se no singular, em concordância com o pronome 'nenhum'. Com base nas regras de concordância da norma-padrão, julgue as afirmativas a seguir acerca de outros casos de concordância.

I. Na frase "Apenas 3% dos países falam a língua inglesa", a concordância está adequada, pois, em construções com expressões percentuais, é comum que o verbo concorde com o termo preposicionado que especifica a referência numérica, isto é, 'dos países'. Todavia, também é possível a concordância com o número existente. Assim, no contexto, o verbo também pode permanecer no singular em 'chegou'.
II. Na frase 'Em seguida, a equipe realizou uma análise sobre quais países falam a língua inglesa, a concordância está adequada, pois, em construções com expressões que indicam coletivo que não estejam acompanhadas de expressões no plural, o verbo deve ficar no singular, o que justifica o emprego da forma verbal 'realizou'.
III. Na frase 'Os pesquisadores disseram que a descoberta sobre as melhores cidades do mundo podem levar a terapias inovadoras voltadas à promoção do bem-estar e à melhoria da qualidade de vida', observa-se concordância adequada.
IV. Com pronomes como 'que' e 'quem', pode ocorrer as seguintes formas de concordância adequada: 'Não gastava ele as horas que lhe sobravam' e 'São eles quem marca a data da prova'.

Após análise, assinale apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4016533 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



A Dança da Maçã



Antônio chegou na hora marcada. Ainda tinha a chave do apartamento, mas preferiu bater. Luiza abriu a porta. Os dois se cumprimentaram secamente.


– Oi.


– Oi.


Antônio fez um gesto indicando os dois homens que estavam com ele. Um senhor e um mais moço.


– Este e o seu Molina e este... Como é seu nome mesmo?


– Arlei disse o mais moco.


– Arlei. Eles vieram me ajudar com a mudança.


– Bom dia – disse Luiza. – Já está tudo mais ou menos separado. Algumas caixas de papelão e sacolas de plástico, uma lâmpada articulada de mesa de desenho, a mesa de desenho desmontada, uma taça de metal. Tudo junto perto da porta.


– Eu resolvi levar a poltrona – disse Antônio.


– Tudo bem – disse Luiza.


– E isso aí, pessoal ? disse Antônio, abrindo os braços para mostrar o que seria levado. Isto, e aquela poltrona ali. [...]


– Álbum de fotografia. Vai também?


– Vai – disse Luiza. Tudo que esta nas sacolas vai embora. Arlei estava olhando o álbum. Mostrou para o seu Molina:


– Olha os dois na praia. 


E fez um aceno de cabeça para Luiza, com as pontas da boca puxadas para baixo, querendo dizer “Sim senhora, hein?”, e que a Luiza de biquíni não era de se jogar fora. Mas o seu Molina estava sério, olhando para Luiza.


– Você não quer ficar com o álbum?


Luiza perdeu a paciência.


– Não quero ficar com nada disto, entende? O que está nas caixas e nos sacos, é para ir embora.


São dele. [...]


Disponível em: http://www.scribd.com/doc/10940016/ CronicasSelecionadas-Do-Jornal-Estadao-Luis-Fernando-Verissimo . Acesso em 05/02/2026.

Considere os fragmentos de texto:
I. “Antônio chegou na hora marcada.”
II. “Ainda tendo a chave do apartamento, preferiu bater.”
III. “Tudo estando nas sacolas, vai embora.”
IV. “O que está nas caixas e nos sacos, é para ir embora.”
Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise sintática das orações reduzidas presentes nos fragmentos.
Alternativas
Q4016527 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


A disciplina do amor


Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. 


TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

Considere a frase: “Casou-se a noiva com um primo.” Na frase acima, o pronome “se” integra o verbo pronominal “casar-se”, não exercendo função de partícula apassivadora. Assinale a alternativa em que o pronome “se” apresenta o mesmo valor sintático-semântico, integrando o verbo pronominal:
Alternativas
Q4015622 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Assinale a alternativa que apresenta a concordância nominal CORRETA, conforme a norma-padrão: 
Alternativas
Q4015619 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
No processo de subordinação, a análise rigorosa exige a identificação da função sintática que a oração subordinada desempenha em relação à oração principal. As Substantivas integram o sentido da principal; as Adjetivas qualificam um substantivo; e as Adverbiais estabelecem o nexo circunstancial (lógico) do enunciado.
Analise as orações destacadas nas proposições abaixo:
I. Convém ao interesse público que todos os processos de licitação sejam transparentes.
II. Os servidores tinham a convicção de que as novas metas seriam atingidas até o final do ano.
III. O projeto é tão ambicioso que os investidores decidiram triplicar o aporte de capital.
IV. Os cidadãos, que buscam por justiça e celeridade, devem acompanhar os trâmites do processo.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das orações em destaque:
Alternativas
Q4015618 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A análise sintática exige a distinção rigorosa entre as unidades de estruturação do pensamento: a FRASE, como enunciado de sentido completo (nominal ou verbal); a ORAÇÃO, como unidade organizada obrigatoriamente em torno de um núcleo verbal; e o PERÍODO, como unidade iniciada por letra maiúscula e encerrada por pontuação final, podendo ser classificado como simples ou composto.
Analise as proposições abaixo sob a ótica da norma-padrão:
I. "Quanta perspicácia e retidão nas decisões do magistrado durante o julgamento!"
II. "Os auditores do tribunal pretendiam analisar detidamente os fluxos de caixa da autarquia."
III. "Houve, devido a inconsistências orçamentárias, sérios entraves ao prosseguimento da licitação."
IV. "O veredito foi proferido, os réus silenciaram e a sessão, por fim, encerrou-se."

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das estruturas acima: 
Alternativas
Q4015506 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.

 

Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.

Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.

Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.

Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo "prejuvenation" para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.

No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.

São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.

O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.

 

https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado

"Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu."
Analise a função sintática do termo 'que' no trecho 'que podemos agradecer' e, em seguida, observe os termos destacados nas frases a seguir.
I. Vai chover, disse Rita.
II. Faça isto com muito sigilo.
III. A madrinha deixou-a emocionada.
IV. Os estudantes não sabiam que era dia de apresentação.
V. Meus pais me amam de verdade.
Assinale a alternativa CORRETA em que o termo destacado exerce a mesma função sintática do 'que' no trecho apresentado.
Alternativas
Q4015122 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
As conjunções coordenativas são elementos que conectam orações independentes, estabelecendo entre elas relações lógicas de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação. A correta classificação dessas conjunções depende da análise do nexo semântico que elas imprimem ao período. Analise as conjunções em destaque nas proposições abaixo:
I. O projeto era inovador, mas não obteve o financiamento necessário.
II. Ele não apenas apresentou o relatório, como também sugeriu novas estratégias.
III. O faturamento da empresa caiu drasticamente; deve-se, pois, reduzir os custos.
IV. O palestrante ora citava dados técnicos, ora recorria a exemplos práticos.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das conjunções destacadas:
Alternativas
Q4015121 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
A transitividade verbal indica a relação de subordinação que se estabelece entre o verbo e seus complementos. Alguns verbos, dependendo do sentido que expressam, alteram sua regência, exigindo ou dispensando o uso de preposições específicas conforme a norma-padrão da língua.
Preencha as lacunas do texto abaixo com as preposições adequadas, considerando a regência dos verbos destacados:
"O novo gestor sempre ASPIRAVA _______ (1) cargo de diretoria, mas sabia que sua conduta ética IMPLICAVA _______ (2) as velhas práticas da empresa. Ao ASSISTIR _______ (3) apresentações dos projetos, ele VISAVA _______ (4) sucesso absoluto da instituição."

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, seguindo a norma-padrão:
Alternativas
Q4015118 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
As unidades de sentido na língua portuguesa organizam-se em frases, orações e períodos. A frase é todo enunciado de sentido completo; a oração é a unidade estruturada em torno de um núcleo verbal; e o período é a unidade sintática que se encerra com pontuação final, podendo ser simples ou composto. Analise o seguinte enunciado:
"Os diretores da instituição pretendem apresentar os novos projetos aos sócios durante a próxima reunião de condomínio."

Com base na estrutura do enunciado acima, assinale a classificação correta do período:
Alternativas
Q4014528 Português
Dados genéticos e proteção da privacidade: biobancos e a aplicação da LGPD

        A informação genética ocupa um lugar peculiar no sistema jurídico por seu caráter híbrido. É, ao mesmo tempo, um dado individual, profundamente identitário, e um dado relacional, com implicações para familiares, grupos étnicos e até populações inteiras.

        A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) classificou os dados genéticos como sensíveis, sujeitando‑os a um regime mais rigoroso de tratamento. Entretanto, os dispositivos legais revelam‑se insuficientes diante da complexidade das novas práticas envolvendo bancos de dados genômicos, especialmente os biobancos. Esses repositórios, públicos ou privados, armazenam material biológico humano e informações genéticas com fins de pesquisa, diagnóstico ou desenvolvimento tecnológico, e vêm sendo utilizados cada vez mais por empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e corporações internacionais.

        A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas. No entanto, a prática da pesquisa científica, especialmente em genética, frequentemente demanda o uso futuro e não previsto dos dados. Isso gera impasses jurídicos quanto à validade do consentimento amplo.

        Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória. Devido à singularidade do genoma, à possibilidade de cruzamento com bancos públicos e ao avanço de ferramentas de reidentificação, a suposta anonimização pode ser revertida, colocando em risco a confidencialidade e a segurança do titular.

        O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade. O crescimento de empresas que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor ilustra uma nova forma de economia de dados, em que a genômica se converte em produto de mercado.

        Portanto, mais do que adequar a prática científica aos limites da LGPD, é necessário repensar os próprios fundamentos da regulação da genética humana. O direito à privacidade, a proteção contra a discriminação genética e a defesa do bem comum devem ser os pilares de uma nova abordagem jurídica – mais protetiva, preventiva e participativa. Sem isso, o risco é transformar o avanço biotecnológico em um vetor de exclusão, vigilância e exploração.

Internet:<www.conjur.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


O período “O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade” pode ser reescrito, mantendo‑se a correção gramatical e o sentido original do texto, da seguinte forma: Deve‑se também enfrentar com seriedade o risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado.

Alternativas
Q4014524 Português
Dados genéticos e proteção da privacidade: biobancos e a aplicação da LGPD

        A informação genética ocupa um lugar peculiar no sistema jurídico por seu caráter híbrido. É, ao mesmo tempo, um dado individual, profundamente identitário, e um dado relacional, com implicações para familiares, grupos étnicos e até populações inteiras.

        A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) classificou os dados genéticos como sensíveis, sujeitando‑os a um regime mais rigoroso de tratamento. Entretanto, os dispositivos legais revelam‑se insuficientes diante da complexidade das novas práticas envolvendo bancos de dados genômicos, especialmente os biobancos. Esses repositórios, públicos ou privados, armazenam material biológico humano e informações genéticas com fins de pesquisa, diagnóstico ou desenvolvimento tecnológico, e vêm sendo utilizados cada vez mais por empresas farmacêuticas, instituições acadêmicas e corporações internacionais.

        A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas. No entanto, a prática da pesquisa científica, especialmente em genética, frequentemente demanda o uso futuro e não previsto dos dados. Isso gera impasses jurídicos quanto à validade do consentimento amplo.

        Ademais, a promessa de anonimização como instrumento de proteção de dados genéticos revela‑se, em muitos casos, ilusória. Devido à singularidade do genoma, à possibilidade de cruzamento com bancos públicos e ao avanço de ferramentas de reidentificação, a suposta anonimização pode ser revertida, colocando em risco a confidencialidade e a segurança do titular.

        O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade. O crescimento de empresas que oferecem testes genéticos diretos ao consumidor ilustra uma nova forma de economia de dados, em que a genômica se converte em produto de mercado.

        Portanto, mais do que adequar a prática científica aos limites da LGPD, é necessário repensar os próprios fundamentos da regulação da genética humana. O direito à privacidade, a proteção contra a discriminação genética e a defesa do bem comum devem ser os pilares de uma nova abordagem jurídica – mais protetiva, preventiva e participativa. Sem isso, o risco é transformar o avanço biotecnológico em um vetor de exclusão, vigilância e exploração.

Internet:<www.conjur.com.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”, a oração introduzida pela conjunção “que” exerce a função de objeto direto do verbo “exigir”.

Alternativas
Q4014516 Português
Lei da Pesquisa Clínica é regulamentada para atrair investimentos em inovação

        Foi regulamentada, em 2025, a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrai investimentos em inovação e impulsiona um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável.

        O Brasil está entre os 20 países no ranking global de estudos clínicos, mas participa de menos de 2% da pesquisa clínica mundial. O país tem potencial de estar entre as dez nações mais relevantes do mundo nessa área. A expectativa é que a nova legislação impulsione esse crescimento.

        Em 2024, o Brasil registrou 254 estudos clínicos. A expectativa é dobrar esse número e reverter a tendência de queda a partir de 2022, quando os marcos regulatórios de outros países se tornaram mais competitivos. Com uma população de aproximadamente 214 milhões de pessoas e ampla diversidade genética e cultural, o país reúne condições únicas para atrair investimentos de instituições mundiais e gerar impactos positivos para o fortalecimento do SUS.

        O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será de até 90 dias úteis. Já as pesquisas estratégicas para o SUS e as situações emergenciais serão avaliadas em até 15 dias úteis.

        A nova lei determina que, em casos de doenças graves e sem alternativas de tratamento, os pacientes que apresentarem benefícios comprovados tenham garantida a continuidade do tratamento por até cinco anos após o término da pesquisa, mediante plano prévio aprovado pelo CEP. A oferta do medicamento pode ser encerrada ainda em situações como decisão do participante, cura, surgimento de alternativa terapêutica, ausência de benefício ou ocorrência de reação adversa grave.

        A proteção aos participantes também foi reforçada, com a definição do consentimento livre e de esclarecimentos mais detalhados. Regras específicas para pesquisas com grupos vulneráveis foram definidas para assegurar tratamento ético diferenciado e mais segurança.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs)”, as vírgulas são dispensáveis, pois a oração contida entre elas restringe o sentido do substantivo “modelo”, indicando qual dos modelos existentes está sendo mencionado.

Alternativas
Respostas
1921: D
1922: B
1923: B
1924: C
1925: A
1926: D
1927: C
1928: D
1929: D
1930: D
1931: B
1932: A
1933: A
1934: A
1935: A
1936: A
1937: B
1938: C
1939: C
1940: E