Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3039774 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


8 BILHÕES DE PESSOAS, UMA HUMANIDADE.
Assuntos da ONU
13 nov. 2022

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fala sobre chegada da população mundial a oito bilhões em meados de novembro/22.

A população mundial chegará a oito bilhões em meados de novembro – resultado dos avanços científicos e das melhorias na alimentação, na saúde pública e no saneamento. No entanto, à medida que a nossa família humana cresce, está também cada vez mais dividida.

Bilhões de pessoas estão em dificuldades; centenas de milhões passam fome ou estão até subnutridas. Um número recorde de pessoas procura oportunidades, o alívio de dívidas e de dificuldades, das guerras e dos desastres climáticos.

Se não reduzirmos o enorme fosso entre os que têm e os que não têm, estaremos construindo um mundo de oito bilhões de pessoas repleto de tensões, desconfiança, crises e conflitos.
Os fatos falam por si só. Um pequeno grupo de bilionários possui a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial. Os que estão entre os 1% mais ricos do mundo detêm um quinto do rendimento mundial. As pessoas nos países mais ricos podem viver até 30 anos a mais do que nos países mais pobres. À medida que o mundo se tornou mais rico e saudável nas últimas décadas, essas desigualdades também se agravaram.

Além dessas tendências de longo prazo, a aceleração da crise climática e a recuperação desigual da pandemia de COVID19 aumentam as desigualdades. Estamos na direção de uma catástrofe climática, com as emissões e as temperaturas em contínuo crescimento. Inundações, tempestades e secas estão devastando países que em quase nada contribuíram para o aquecimento global.

A guerra na Ucrânia agrava as atuais crises alimentar, energética e financeira, que atingem mais duramente as economias em desenvolvimento. Estas desigualdades têm um maior impacto nas mulheres e nas meninas e em grupos marginalizados que já são discriminados. Muitos países do sul global enfrentam enormes dívidas, o agravamento da pobreza e da fome e os impactos crescentes da crise climática, tendo poucas oportunidades de investir numa recuperação sustentável da pandemia, na transição para as energias renováveis ou na educação e formação para a era digital. [...]

As divisões tóxicas e a falta de confiança causam atrasos e impasses numa série de questões, do desarmamento nuclear ao terrorismo, passando pela saúde. Devemos frear estas tendências prejudiciais, curar relações e encontrar soluções conjuntas para os nossos desafios comuns.

O primeiro passo passa por reconhecer que essas desigualdades desenfreadas são uma escolha que os países desenvolvidos têm a responsabilidade de reverter – já a partir deste mês na Conferência sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP27), no Egito, e na Cúpula do G20, em Bali. Espero que a COP27 resulte em um Pacto de Solidariedade Climática histórico sob o qual as economias desenvolvidas e emergentes se unam em torno de uma estratégia comum e combinem as suas capacidades e recursos para o benefício da humanidade. Os países mais ricos devem dar apoio financeiro e técnico às principais economias emergentes para a transição dos combustíveis fósseis. Esta é a nossa única esperança para cumprir as nossas metas climáticas.

Também apelo aos líderes da COP27 que cheguem a um acordo sobre um modelo de compensação aos países do sul global pelas perdas e os danos relacionados com o clima que já causam um enorme sofrimento.

A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento. Pedi às economias do G20 que adotem um pacote de estímulos que proporcionará aos governos do sul global investimentos e liquidez, e ajudará a aliviar e a reestruturar as suas dívidas. Enquanto pressionamos, para que estas medidas de médio prazo sejam implementadas, estamos também trabalhando sem parar com todas as partes interessadas para impedir a crise mundial de alimentos. [...]

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias. O nosso mundo de oito bilhões de pessoas pode gerar enormes oportunidades para alguns dos países mais pobres, onde o crescimento populacional é mais elevado. [...]

Acredito no talento da humanidade e tenho uma enorme fé na solidariedade humana. Nestes tempos difíceis, seria bom lembrarmos as palavras de um dos observadores mais sábios da humanidade, Mahatma Gandhi: “O mundo tem o suficiente para as necessidades de todos – mas não para a ganância de todos”.

Os grandes encontros mundiais deste mês devem ser uma oportunidade para começar a reduzir as divisões e a restaurar a confiança, com base na igualdade de direitos e de liberdades de cada membro desta forte família humana de oito bilhões de pessoas.

Adaptado
https://news.un.org

“A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento.” 12º§


A expressão destacada é um:

Alternativas
Q3015656 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está inadequada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3015629 Português
Quanto à concordância verbal, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa.
( ) O sujeito sendo composto e anteposto ao verbo, leva geralmente este para o plural.
( ) Se o sujeito composto for de pessoas diversas, o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. [A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª; a 2ª prevalece sobre a 3ª].
( ) Se a conjunção ou indicar exclusão, ou retificação, o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo.
( ) Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem, usa-se comumente, o verbo no singular.
( ) É preferível a concordância no plural quando o verbo precede o sujeito.
Alternativas
Q3015628 Português
Sobre os termos integrantes da oração, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa devida.

( ) Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensáveis à compreensão do enunciado.
( ) Os termos integrantes da oração são os seguintes: a) complementos verbais: objeto direto e objeto indireto; b) complemento nominal; c) agente da passiva.
( ) O objeto indireto pode ser constituído por um substantivo, ou expressão substantivada; pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos; por qualquer pronome substantivo.
( ) O objeto direto pode acompanhar verbos de outras categorias, os quais, no caso, são considerados, acidentalmente, transitivos indiretos; ele é sempre regido de preposição, expressa ou implícita.
( ) Há casos em que o objeto direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre principalmente quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico; quando o objeto é o pronome relativo quem.
Alternativas
Q3014559 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal. 
Alternativas
Q3014520 Português
Assinale a alternativa, onde não há vocativo.
Alternativas
Q3014519 Português
Marque a alternativa, onde temos um predicado verbo-nominal.
Alternativas
Q3014477 Português
Quanto à concordância verbal, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só...mas também, não só como também, tanto...como, etc.
( ) Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes tudo, nada, ninguém, etc., o verbo concorda, no plural, com o pronome resumidor.
( ) O verbo concorda no plural quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa, ou o mesmo ser.
( ) O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo, ou exprimirem ideias opostas; caso contrário, tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural.
( ) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular.
Alternativas
Q3014476 Português
Quanto aos termos acessórios da oração, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa correta.

( ) O adjunto adnominal pode ser expresso pelos adjetivos, pelos artigos, pelos pronomes adjetivos, pelos numerais, pelas locuções, ou expressões adjetivas.
( ) O adjunto adverbial é expresso pelos advérbios; pelas locuções, ou expressões adverbiais.
( ) O núcleo do aposto é um substantivo, ou um pronome substantivo.
( ) O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às vezes, está elíptico.
( ) O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração.
Alternativas
Q3014277 Português
Assinale a alternativa que contém uma oração subordina substantiva subjetiva. 
Alternativas
Q2820319 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder às questões 1 e 2.


TEXTO I


Inovação com tradição e credibilidade


Nasceu a Cemig SIM com um propósito: fornecer soluções em energia de modo sustentável para melhorar a vida cotidiana das pessoas! Com muita experiência no setor elétrico, escolhemos a luz solar como principal fonte do nosso processo de produção de energia limpa, o que reduz impactos ambientais e gera economia para o seu negócio ou condomínio.


Disponível em: https://cemigsim.com.br/. Acesso em: 8 jun. 2023 (adaptado).

No texto I, classificam-se como objeto direto os termos destacados, exceto:

Alternativas
Q2808590 Português

TEXTO I


Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades


01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias

02 digitais da informação e comunicação, também

03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas

04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de

05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido

06 incorporadas às práticas docentes como meio para

07 promover aprendizagens mais significativas, com o

08 objetivo de apoiar os professores na

09 implementação de metodologias de ensino ativas,

10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à

11 realidade dos estudantes e despertando maior

12 interesse e engajamento dos alunos em todas as

13 etapas da Educação Básica.

14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e

15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar

16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não

17 se esgotam aí. É necessário promover a

18 alfabetização e o letramento digital, tornando

19 acessíveis as tecnologias e as informações que

20 circulam nos meios digitais e oportunizando a

21 inclusão digital.

22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum

23 Curricular contempla o desenvolvimento de

24 competências e habilidades relacionadas ao uso

25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto

26 de forma transversal – presentes em todas as áreas

27 do conhecimento e destacadas em diversas

28 competências e habilidades com objetos de

29 aprendizagem variados – quanto de forma

30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento

31 de competências relacionadas ao próprio uso das

32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou

33 seja, para o desenvolvimento de competências de

34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas

35 práticas sociais.

[...]

36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que

37 incorporar as tecnologias digitais na educação não

38 se trata de utilizá-las somente como meio ou

39 suporte para promover aprendizagens ou despertar

40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os

41 alunos para que construam conhecimentos com e

42 sobre o uso dessas TDICs.

[...]

43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas

44 pedagógicas e no currículo como objeto de

45 aprendizagem requer atenção especial e não pode

46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É

47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o

48 olhar de utilização das tecnologias e recursos

49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e

50 suporte à implementação de metodologias ativas e

51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto

52 como um fim, promovendo a democratização ao

53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.

54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a

55 proposta pedagógica da escola e investir na

56 formação continuada de professores.

57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à

58 prática do ensino, como apresentações digitais,

59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento

60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das

61 TDICs para promover a criação de conteúdos

62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de

63 softwares para a elaboração de histórias em

64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na

65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.

66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os

67 alunos podem criar áudios e vídeos para

68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou

69 sequência didática. Que tal conhecer algumas

70 dessas possibilidades?


MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.

Relacione corretamente os termos destacados com as respectivas funções sintáticas, numerando os parênteses abaixo de acordo com a seguinte indicação: 1. sujeito; 2. adjunto adverbial; 3. complemento nominal; 4. Objeto direto.


( ) “Ao longo das últimas décadas, as tecnologias digitais da informação e comunicação, também conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de aprender.” (linhas 01-05)

( ) “As razões pelas quais as tecnologias e recursos digitais devem, cada vez mais, estar presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não se esgotam aí.” (linhas 14-17)

( ) “Nesse contexto, é preciso lembrar que incorporar as tecnologias digitais na educação não se trata de utilizá-las somente como meio ou suporte para promover aprendizagens ou despertar o interesse dos alunos [...]” (linhas 36-40)

( ) É preciso repensar os projetos pedagógicos com o olhar de utilização das tecnologias e recursos digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e suporte à implementação de metodologias ativas e à promoção de aprendizagens significativas, quanto como um fim[...]” (linhas 46-52)


A sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2762370 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Estabelece relação de condição o termo sublinhado em:
Alternativas
Q2762369 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Segundo o gramático Evanildo Bechara (Moderma gramática portuguesa, 2009), expressão expletiva ou de realce é uma expressão que não exerce função sintática. Constitui exemplo de expressão expletiva o segmento sublinhado em:
Alternativas
Q2762367 Português
1. Existem muitas histórias do seu Justinho.

2. Uma vez o Alaor, que era um grande gozador, recebeu o seu Justinho no escritório, de manhã, com uma pergunta.

3. — Seu Justinho, o senhor abotoa a camisa de cima para baixo ou de baixo para cima?

4. - O seu Justinho pensou um pouco. depois respondeu: .

5. — De baixo para cima, como todo mundo.

6. — Epa - protestou o Simas. — Como todo mundo não. Eu abotõo de cima para baixo.

7. O Alaor propôs um plebiscito no escritório. .

8. — Quantos abotoam a camisa de cima para baixo e quantos abotoam de baixo para cima?

9. Curiosamente, fora o seu Justinho e o Simas, ninguém se lembrava como abotoava a camisa. Alguns começaram a tirar a camisa ali mesmo, para ver como as recolocariam. já que nunca tinham reparado naquilo. Mas o seu Justinho os deteve. Tirar a camisa no escritório, onde já se vira? Todos ao trabalho antes que aparecesse o chefe.

10. Mas durante todo o dia o seu Justinho ficou preocupado. No fim do expediente, dirigiu-se ao Alaor.

11. — Não gostei disso que você começou.

12. — Que foi que eu comecei?

13. — Essa história das camisas.

14. — Por que, seu Justinho?

15. — É desagregadora. Vai criar confusão.

16. E, realmente, no dia seguinte não foram poucos os que se declararam perplexos com a questão. Naquela manhã, pela primeira vez em suas vidas, tinham prestado atenção na forma como abotoavam a camisa. Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo. Era como se não se conhecessem. Um funcionário, inclusive, não compareceu ao trabalho e no outro dia deu a razão: simplesmente ficara paralisado no momento de aboioar a camisa, sem saber se começava por baixo ou por cima. À mulher até pensara que ele estivesse tendo alguma coisa.

17. — Que foi?

18. — Eu não consigo vestir a minha camisa. Eu não consigo vestir a minha camisa!

19. — Deixa que eu ajudo.

20. — Não! Você não vê? Eu é que tenho que vestir. E não consigo decidir se começo a abotoar por baixo ou por cima!

21. Como ele resolvera o problema, para vir trabalhar um dia depois? Botara uma camisa sem botão.

22. Seu Justinho não estava gostando nada daquilo. E nos dias seguintes passou a gostar ainda menos. Notou que todos estavam abalados com a experiência. De repente, por causa dos botões de suas camisas, estavam todos às voltas com graves indagações existenciais, sobre a gratuidade de todas as coisas, sobre os limites do livre arbitro e o lugar do homem num universo aleatório. E aquilo estava prejudicando o serviço. 

23. — Viu o que você fez? — perguntou o seu Justinho, brabo, para o Alaor.

24, — Mas era só uma brincadeira!

25. A brincadeira deixara todos angustiados. Até que seu Justinho decidiu tomar uma atitude. Como bom burocrata, baixou uma norma, gue mandou afixar no quadro de avisos.

26. “Neste escritório, todos os homens abotoam a camisa de baixo para cima, revogadas as disposições em contrário.”

27. Houve um certo alívio no ambiente, o que seu Justinho tomou como mais um triunfo da burocracia que afinal não passava de um método para pôr ordem no caos, segundo ele.

28. Mal sabia o seu Justinho que, depois de ler a sua determinação no quadro, todos tinham começado a abotoar a camisa de cima para baixo. A questão não era mais a extensão da liberdade humana num universo indiferente, a questão era contrariar o seu Justinho. Quem ele pensava que era, mandando até nas suas camisas?


(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Pai não entende nada. Porto Alegre: L&PM, 1996)
Em Era uma coisa banal, uma ação cotidiana e corriqueira, e, no entanto, todos tinham vivido até então sem saber se abotoavam a camisa de baixo para cima ou de cima para baixo (16º parágrafo), a locução sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por: 
Alternativas
Q2705671 Português
     Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.

    leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aventurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.

      Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.

     O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.



(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)
O termo sublinhado indica ideia de adição no seguinte segmento:
Alternativas
Q2705668 Português
     Ainda hoje, quando lanço o olhar ao mar, imagino a vida de meus avós como ilhas distantes, cercadas pela vastidão de um oceano de histórias (muitas delas guardadas na linha de um horizonte que não pode mais ser lido). No alto do Morro de São Sebastião, contemplo o sol nascente e me inspiro a iniciar estas linhas. Talvez elas não contenham toda a verdade, talvez haja imprecisões e deslizes históricos, mas foi assim que eu as recebi, pela boca dos que sobreviveram.

    leiri-san inspecionava as conversas dos navios que nasciam no estaleiro que dirigia com disciplina. Há décadas os japoneses iniciaram a colonização da ilha de Taiwan, tomada da China após a guerra sino-japonesa. Para lá a família leiri emigrou para prosperar. Chiyoko, filha do patriarca leiri, cresceu entre finas bonecas de porcelana, tendo os melhores instrutores, tornando-se de pianista a carateca. Sempre ávida por conhecimento, aprendeu com seu tio diversos procedimentos, tais como a realização de partos e, sobretudo, a quiropraxia. Chiyoko se transformou em uma mulher extraordinária, nadando em alto-mar e, apesar de sua compleição esguia, aventurando-se até a praticar sumô. Após aprender tantas coisas, não poderia ter se tomado outra coisa a não ser professora.

      Naquele dia, apesar da triste guerra, Chiyoko estava feliz. Era o dia do aniversário de seu pai. Não importava a ela que seu otosan estivesse em um leito de hospital nem que o medo rondasse cada esquina. Ela tinha conseguido, a grande custo, algumas iguarias que seu pai gostava de comer. Era para comemorar a data, para celebrar a vida. E seus passos eram alegres quando a sirene tocou. E era alegre o dia quando as bombas caíram.

     O hospital em que seu pai estava foi atingido. A vida naufragou. [...] Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra, que estava para ser perdida.



(Adaptado de: KONDO, André. Origens. Editora do Brasil, 2019. Edição Eletrônica)
Por ter aprendido tantas coisas com o tio médico, Chiyoko auxiliava os feridos durante a guerra. (4º parágrafo)

A oração subordinada do trecho acima estabelece ideia de 
Alternativas
Q2660094 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

Assinale a alternativa correta no que se refere à concordância verbal no texto.

Alternativas
Q2660016 Português

O homem trocado


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele

pergunta se foi tudo bem.

– Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.

– Eu estava com medo desta operação...

– Por quê? Não havia risco nenhum.

– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento.

Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam

o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua

verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

– E o meu nome? Outro engano.

– Seu nome não é Lírio?

– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.

Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na

universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil. – O

senhor não faz chamadas interurbanas?

– Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

– Por quê?

– Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca

alegria, quando ouvira o médico dizer:

– O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

– Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

– Apendicite? – perguntou, hesitante.

– É. A operação era para tirar o apêndice.

– Não era para trocar de sexo?


(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 Crônicas Escolhidas. p. 192/193. Porto Alegre: LP&M, 1996.)

Assinale a alternativa em que o termo destacado exerce a função sintática DIFERENTE dos demais.

Alternativas
Respostas
16921: A
16922: D
16923: B
16924: C
16925: A
16926: B
16927: E
16928: C
16929: B
16930: D
16931: A
16932: A
16933: C
16934: D
16935: A
16936: C
16937: E
16938: B
16939: D
16940: C