Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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I – Esses são os objetivos _________ você realmente aspira?
II – Vivemos momentos _________ jamais nos esqueceremos.
III – Aquele foi o paciente _________ o médico assistiu.
IV – As leis de trânsito representam aquelas ___________devemos obedecer.
V – Muitas são as obras________ precisamos para fazer o trabalho.
2. Amanhã já se apagou
3. Se hoje eu te odeio
4. Amanhã lhe tenho amor
5. Lhe tenho amor
6. Lhe tenho horror
7. Lhe faço amor
8. Eu sou um ator
(RAUL SEIXAS. Metamorfose Ambulante. Rio de Janeiro. Universal Music: 1973.)
Neste recorte da música Metamorfose Ambulante, Raul Seixas repete a palavra "Se" nos três primeiros versos, conforme grifado acima. Acerca deste termo, assinale a alternativa correta:
Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil
Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).
A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.
Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.
"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".
O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".
"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.
"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.
O navio demorará cerca de seis semanas.
Em relação à regência do verbo nesta frase, é CORRETO afirmar que o mesmo trata-se de verbo:
Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil
Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).
A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.
Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.
"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".
O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".
"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.
"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.
Ele admite 'não haver uma solução definitiva', mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado.
Na oração destacada, pode-se afirmar que o(s):
Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil
Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).
A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.
Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.
"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".
O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".
"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.
"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
Projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
O número de orações presentes na frase é de:
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros.
Sintaticamente, é correto afirmar que o:
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
'Há' duas grandes razões pelas quais a aviação 'apresenta' um desafio único em termos de mudança climática.
Em relação à regência verbal dos termos destacados, é correto afirmar que, nesta frase:
O clube
― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…
― E gordos…
― Você está enorme.
― Você também.
― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.
― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.
― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?
― Você não se lembra? Não há mais criados.
― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.
― Mas eu vivo só para estas reuniões.
― Eu também. Não há mais nada.
― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.
― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.
― Ali se sentava o… Como era mesmo?
― O Gastão.
― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…
― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.
― É engraçado. Não consigo me lembrar…
― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.
― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.
― Ali, sentava o doutor Malvino.
― Camarões com molho de nata.
― Não. Musse de salmão.
― Exato. Divina. E do lado dele…
― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.
― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.
― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…
― Lamentável, lamentável.
― E quando morreu o Parreirinha?
― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.
― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.
― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.
― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]
― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.
― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.
― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…
― Cuidado. Assim. Epa.
― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.
― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.
― Olha a garrafa!
― Caiu embaixo da mesa.
― O fogo já chegou no chão.
― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.
― Salva as panquecas! Salva as panquecas!
― Tarde demais.
― Acho que devíamos chamar alguém para…
― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.
― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?
― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.
― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.
― Ai.
― Hein?
― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?
― Bisque de lagosta.
― Pena, pena. Enfim…
― O pior é morrer assim, queimado.
― Você preferia como?
― Pelo menos mal-passado.
Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Sempre fomos incompreendidos.”
II. “Pensamos em recorrer à Justiça, lembra?”
Nas sentenças dadas, os verbos “ser” e “recorrer” apresentam, respectivamente, as regências:
O clube
― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…
― E gordos…
― Você está enorme.
― Você também.
― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.
― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.
― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?
― Você não se lembra? Não há mais criados.
― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.
― Mas eu vivo só para estas reuniões.
― Eu também. Não há mais nada.
― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.
― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.
― Ali se sentava o… Como era mesmo?
― O Gastão.
― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…
― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.
― É engraçado. Não consigo me lembrar…
― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.
― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.
― Ali, sentava o doutor Malvino.
― Camarões com molho de nata.
― Não. Musse de salmão.
― Exato. Divina. E do lado dele…
― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.
― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.
― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…
― Lamentável, lamentável.
― E quando morreu o Parreirinha?
― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.
― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.
― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.
― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]
― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.
― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.
― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…
― Cuidado. Assim. Epa.
― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.
― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.
― Olha a garrafa!
― Caiu embaixo da mesa.
― O fogo já chegou no chão.
― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.
― Salva as panquecas! Salva as panquecas!
― Tarde demais.
― Acho que devíamos chamar alguém para…
― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.
― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?
― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.
― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.
― Ai.
― Hein?
― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?
― Bisque de lagosta.
― Pena, pena. Enfim…
― O pior é morrer assim, queimado.
― Você preferia como?
― Pelo menos mal-passado.
Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
O clube
― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…
― E gordos…
― Você está enorme.
― Você também.
― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.
― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.
― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?
― Você não se lembra? Não há mais criados.
― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.
― Mas eu vivo só para estas reuniões.
― Eu também. Não há mais nada.
― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.
― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.
― Ali se sentava o… Como era mesmo?
― O Gastão.
― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…
― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.
― É engraçado. Não consigo me lembrar…
― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.
― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.
― Ali, sentava o doutor Malvino.
― Camarões com molho de nata.
― Não. Musse de salmão.
― Exato. Divina. E do lado dele…
― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.
― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.
― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…
― Lamentável, lamentável.
― E quando morreu o Parreirinha?
― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.
― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.
― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.
― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]
― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.
― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.
― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…
― Cuidado. Assim. Epa.
― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.
― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.
― Olha a garrafa!
― Caiu embaixo da mesa.
― O fogo já chegou no chão.
― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.
― Salva as panquecas! Salva as panquecas!
― Tarde demais.
― Acho que devíamos chamar alguém para…
― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.
― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?
― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.
― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.
― Ai.
― Hein?
― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?
― Bisque de lagosta.
― Pena, pena. Enfim…
― O pior é morrer assim, queimado.
― Você preferia como?
― Pelo menos mal-passado.
Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “― Você não se lembra? Não há mais criados.”
II. “― Ali se sentava o… Como era mesmo?”
III. “― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…”
Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua como conjunção condicional apenas em:
Na conversa, Maria abordou ___ que a incomodavam, com a certeza ____ tudo seria resolvido.
As facetas de resina ganharam espaço nos sorrisos das pessoas, mas ainda causam bastante dúvidas em quem não conhece o procedimento. Muita gente pensa que vai ficar com aquele sorriso padronizado, essa, no entanto, não precisa ser a realidade. Quer saber mais? Vem com a gente! [texto adaptado].
Disponível em: https://blog.odontoclinic.com.br/estetica/facetas-de-resina/.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentados em 2017, os distúrbios referentes à ansiedade já atingem 9,3% da população brasileira. Isso corresponde a 18.657.943 de pessoas. Ainda, de acordo com uma pesquisa realizada pelo professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Fernando R. Asbahr, 10% de todas as crianças e adolescentes terão problemas com algum tipo de transtorno de ansiedade.
Disponível em: https://www.unimedlondrina.com.br/noticias/tudosaude/25/10/2018/ansiedade-crianca-adolescente/. Acesso em: 12 mar. 2024.