Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3734429 Português
Texto


O PLÁGIO ENCOBERTO EM TEXTOS DO CHATGPT


Fabrício Marques (Fonte de pesquisa: FAPESP) Estudos mostram como modelos de linguagem natural podem ser fonte de má conduta acadêmica e indicam formas de prevenir o problema


    Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio. Isso porque esses sistemas processam, memorizam e reproduzem informações preexistentes, baseadas em gigantescos volumes de dados disponíveis na internet, tais como livros, artigos científicos, páginas da Wikipédia e notícias.

    O grupo analisou 210 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, criadora do ChatGPT, em busca de indícios de três diferentes tipos de plágio: a transcrição literal, obtida copiando e colando trechos; a paráfrase, que troca palavras por sinônimos a fim de obter resultados ligeiramente diferentes; e o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente.

    A conclusão do estudo foi de que todos os três tipos de cópia estão presentes. E, quanto maior é o conjunto de parâmetros usados para treinar os modelos, mais frequentemente a má conduta foi registrada. A análise utilizou dois tipos de modelos os pré-treinados, baseados em um amplo espectro de dados, e os de ajuste fino, aprimorados pela equipe da Penn State a fim de concentrar e refinar a análise em um conjunto menor de documentos científicos e jurídicos, artigos acadêmicos relacionados à Covid-19 e solicitações de patentes. A escolha desse tipo de conteúdo não foi ocasional nesses textos, a prática de plágio é considerada muito problemática e não costuma ser tolerada.

    No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte. "Constatamos que o plágio aparece com diferentes sabores", disse um dos autores do trabalho, Dongwon Lee, cientista da computação da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Informação da Penn State, de acordo com o serviço de notícias Eurekalert. Os achados serão divulgados com mais detalhes na Web Conference, um evento da ACM que acontece entre 30 de abril e 4 de maio na cidade de Austin, nos Estados Unidos.

    O ChatGPT é um entre vários sistemas baseados em inteligência artificial e ganhou grande notoriedade porque foi disponibilizado para uso público. Desde novembro, já foi testado por mais de 100 milhões de pessoas e impressionou por sua capacidade de gerar textos coerentes que mimetizam a escrita dos seres humanos (ver Pesquisa FAPESP n° 325). Uma das polêmicas que levantou envolveu justamente a originalidade de suas respostas e o receio de que se transforme em uma fonte de má conduta acadêmica.

   "As pessoas perseguem grandes modelos de linguagem porque, quanto maior um modelo fica, mais suas habilidades aumentam", disse o autor principal do trabalho, Jooyoung Lee, estudante de doutorado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Informação da Penn State. Ferramentas de escrita de inteligência artificial conseguem criar respostas únicas e individualizadas a perguntas apresentadas por usuários, mesmo extraindo as informações de um banco de dados. Essa habilidade, contudo, não livra a ferramenta de ser uma fonte de plágio, mesmo em formatos mais difíceis de detectar. "Ensinamos os modelos a imitar a escrita humana, mas não os ensinamos a não plagiar", afirmou Lee.

    Várias ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar conteúdo gerado por softwares de inteligência artificial. A própria OpenAI desenvolveu umprograma capaz de apontar textos feitos por robôs. Há outras do gênero na internet, como o Writer AI Content Detector e o Content at Scale. Como os sistemas de linguagem natural estão em desenvolvimento, também será necessário atualizar continuamente a tecnologia para rastrear sua produção.


    Uma equipe da Escola de Engenharias e Ciências Aplicadas da mesma Penn State mostrou que é possível treinar as pessoas para identificar esses textos, sem precisar depender exclusivamente de programas detectores. Apresentado em fevereiro em um congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial realizado em Washington, Estados Unidos, o estudo liderado pelo cientista da computação Chris Callison-Burch mostrou que essas ferramentas já são muito eficientes em produzir prosa fluente e seguir as regras gramaticais. "Mas eles cometem tipos distintos de erros que podemos aprender a identificar", disse ao blog Penn Engineering Today o cientista da computação Liam Dugan, aluno de doutorado da Penn State e um dos autores do artigo.

    O experimento utilizou um jogo disponível na internet, chamado Real or Fake Text (Texto real ou falso). O grupo apresentou aos participantes do estudo, todos eles alunos de graduação ou pós-graduação de um curso de inteligência artificial da Penn State, sentenças cujo início foi escrito por seres humanos, mas que, a partir de certo ponto, reproduziam respostas formuladas por modelos de linguagem. Os textos selecionados provinham de notícias publicadas na imprensa, discursos presidenciais, histórias de ficção e receitas culinárias. Os jogadores eram convidados a apontar em que ponto começava o trecho escrito por inteligência artificial e explicar por que apostavam naquela localização. Quando acertavam, eles recebiam pontos. As principais razões apontadas eram o surgimento de conteúdo irrelevante, de erros lógicos, de sentenças contraditórias, de frases muito genéricas e de problemas com a gramática. Foi mais fácil acertar nas receitas culinárias do que nas outras narrativas.

    A pontuação dos participantes foi significativamente maior do que se as respostas fossem feitas ao acaso, mostrando que os textos gerados por robôs são detectáveis. Embora as habilidades dos jogadores variassem bastante, o desempenho deles melhorava com o uso do jogo em um sinal de aprendizado. "Cinco anos atrás, os modelos não conseguiam se concentrar no assunto ou produzir uma frase fluente", afirmou Dugan. "Agora, eles raramente cometem erros gramaticais. Nosso estudo identifica tipos de erros cometidos por chatbots, mas é importante ter em mente que eles continuarão a evoluir. As pessoas deverão seguir treinando para reconhecer a diferença e trabalhar com o software de detecção como um complemento".


(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-plagio-encobertoem-textos-do-chatgpt/)

"A análise utilizou dois tipos de modelos os pré-treinados (...) e os de ajuste fino" (3° parágrafo)
"No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte." (4° parágrafo)

Analisando o emprego dos termos destacados nos trechos acima, transcritos do texto, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3734428 Português
Texto


O PLÁGIO ENCOBERTO EM TEXTOS DO CHATGPT


Fabrício Marques (Fonte de pesquisa: FAPESP) Estudos mostram como modelos de linguagem natural podem ser fonte de má conduta acadêmica e indicam formas de prevenir o problema


    Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio. Isso porque esses sistemas processam, memorizam e reproduzem informações preexistentes, baseadas em gigantescos volumes de dados disponíveis na internet, tais como livros, artigos científicos, páginas da Wikipédia e notícias.

    O grupo analisou 210 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, criadora do ChatGPT, em busca de indícios de três diferentes tipos de plágio: a transcrição literal, obtida copiando e colando trechos; a paráfrase, que troca palavras por sinônimos a fim de obter resultados ligeiramente diferentes; e o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente.

    A conclusão do estudo foi de que todos os três tipos de cópia estão presentes. E, quanto maior é o conjunto de parâmetros usados para treinar os modelos, mais frequentemente a má conduta foi registrada. A análise utilizou dois tipos de modelos os pré-treinados, baseados em um amplo espectro de dados, e os de ajuste fino, aprimorados pela equipe da Penn State a fim de concentrar e refinar a análise em um conjunto menor de documentos científicos e jurídicos, artigos acadêmicos relacionados à Covid-19 e solicitações de patentes. A escolha desse tipo de conteúdo não foi ocasional nesses textos, a prática de plágio é considerada muito problemática e não costuma ser tolerada.

    No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte. "Constatamos que o plágio aparece com diferentes sabores", disse um dos autores do trabalho, Dongwon Lee, cientista da computação da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Informação da Penn State, de acordo com o serviço de notícias Eurekalert. Os achados serão divulgados com mais detalhes na Web Conference, um evento da ACM que acontece entre 30 de abril e 4 de maio na cidade de Austin, nos Estados Unidos.

    O ChatGPT é um entre vários sistemas baseados em inteligência artificial e ganhou grande notoriedade porque foi disponibilizado para uso público. Desde novembro, já foi testado por mais de 100 milhões de pessoas e impressionou por sua capacidade de gerar textos coerentes que mimetizam a escrita dos seres humanos (ver Pesquisa FAPESP n° 325). Uma das polêmicas que levantou envolveu justamente a originalidade de suas respostas e o receio de que se transforme em uma fonte de má conduta acadêmica.

   "As pessoas perseguem grandes modelos de linguagem porque, quanto maior um modelo fica, mais suas habilidades aumentam", disse o autor principal do trabalho, Jooyoung Lee, estudante de doutorado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Informação da Penn State. Ferramentas de escrita de inteligência artificial conseguem criar respostas únicas e individualizadas a perguntas apresentadas por usuários, mesmo extraindo as informações de um banco de dados. Essa habilidade, contudo, não livra a ferramenta de ser uma fonte de plágio, mesmo em formatos mais difíceis de detectar. "Ensinamos os modelos a imitar a escrita humana, mas não os ensinamos a não plagiar", afirmou Lee.

    Várias ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar conteúdo gerado por softwares de inteligência artificial. A própria OpenAI desenvolveu umprograma capaz de apontar textos feitos por robôs. Há outras do gênero na internet, como o Writer AI Content Detector e o Content at Scale. Como os sistemas de linguagem natural estão em desenvolvimento, também será necessário atualizar continuamente a tecnologia para rastrear sua produção.


    Uma equipe da Escola de Engenharias e Ciências Aplicadas da mesma Penn State mostrou que é possível treinar as pessoas para identificar esses textos, sem precisar depender exclusivamente de programas detectores. Apresentado em fevereiro em um congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial realizado em Washington, Estados Unidos, o estudo liderado pelo cientista da computação Chris Callison-Burch mostrou que essas ferramentas já são muito eficientes em produzir prosa fluente e seguir as regras gramaticais. "Mas eles cometem tipos distintos de erros que podemos aprender a identificar", disse ao blog Penn Engineering Today o cientista da computação Liam Dugan, aluno de doutorado da Penn State e um dos autores do artigo.

    O experimento utilizou um jogo disponível na internet, chamado Real or Fake Text (Texto real ou falso). O grupo apresentou aos participantes do estudo, todos eles alunos de graduação ou pós-graduação de um curso de inteligência artificial da Penn State, sentenças cujo início foi escrito por seres humanos, mas que, a partir de certo ponto, reproduziam respostas formuladas por modelos de linguagem. Os textos selecionados provinham de notícias publicadas na imprensa, discursos presidenciais, histórias de ficção e receitas culinárias. Os jogadores eram convidados a apontar em que ponto começava o trecho escrito por inteligência artificial e explicar por que apostavam naquela localização. Quando acertavam, eles recebiam pontos. As principais razões apontadas eram o surgimento de conteúdo irrelevante, de erros lógicos, de sentenças contraditórias, de frases muito genéricas e de problemas com a gramática. Foi mais fácil acertar nas receitas culinárias do que nas outras narrativas.

    A pontuação dos participantes foi significativamente maior do que se as respostas fossem feitas ao acaso, mostrando que os textos gerados por robôs são detectáveis. Embora as habilidades dos jogadores variassem bastante, o desempenho deles melhorava com o uso do jogo em um sinal de aprendizado. "Cinco anos atrás, os modelos não conseguiam se concentrar no assunto ou produzir uma frase fluente", afirmou Dugan. "Agora, eles raramente cometem erros gramaticais. Nosso estudo identifica tipos de erros cometidos por chatbots, mas é importante ter em mente que eles continuarão a evoluir. As pessoas deverão seguir treinando para reconhecer a diferença e trabalhar com o software de detecção como um complemento".


(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-plagio-encobertoem-textos-do-chatgpt/)

"o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente"

Em relação ao trecho acima, transcrito do texto, assinale a alternativa que apresenta as palavras, na mesma ordem, que completam CORRETAMENTE as lacunas da análise apresentada abaixo:

O trecho é introduzido por uma expressão de natureza __________, mantendo com a oração anterior uma relação de __________, com o sentido de __________.
Alternativas
Q3734427 Português
Texto


O PLÁGIO ENCOBERTO EM TEXTOS DO CHATGPT


Fabrício Marques (Fonte de pesquisa: FAPESP) Estudos mostram como modelos de linguagem natural podem ser fonte de má conduta acadêmica e indicam formas de prevenir o problema


    Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio. Isso porque esses sistemas processam, memorizam e reproduzem informações preexistentes, baseadas em gigantescos volumes de dados disponíveis na internet, tais como livros, artigos científicos, páginas da Wikipédia e notícias.

    O grupo analisou 210 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, criadora do ChatGPT, em busca de indícios de três diferentes tipos de plágio: a transcrição literal, obtida copiando e colando trechos; a paráfrase, que troca palavras por sinônimos a fim de obter resultados ligeiramente diferentes; e o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente.

    A conclusão do estudo foi de que todos os três tipos de cópia estão presentes. E, quanto maior é o conjunto de parâmetros usados para treinar os modelos, mais frequentemente a má conduta foi registrada. A análise utilizou dois tipos de modelos os pré-treinados, baseados em um amplo espectro de dados, e os de ajuste fino, aprimorados pela equipe da Penn State a fim de concentrar e refinar a análise em um conjunto menor de documentos científicos e jurídicos, artigos acadêmicos relacionados à Covid-19 e solicitações de patentes. A escolha desse tipo de conteúdo não foi ocasional nesses textos, a prática de plágio é considerada muito problemática e não costuma ser tolerada.

    No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte. "Constatamos que o plágio aparece com diferentes sabores", disse um dos autores do trabalho, Dongwon Lee, cientista da computação da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Informação da Penn State, de acordo com o serviço de notícias Eurekalert. Os achados serão divulgados com mais detalhes na Web Conference, um evento da ACM que acontece entre 30 de abril e 4 de maio na cidade de Austin, nos Estados Unidos.

    O ChatGPT é um entre vários sistemas baseados em inteligência artificial e ganhou grande notoriedade porque foi disponibilizado para uso público. Desde novembro, já foi testado por mais de 100 milhões de pessoas e impressionou por sua capacidade de gerar textos coerentes que mimetizam a escrita dos seres humanos (ver Pesquisa FAPESP n° 325). Uma das polêmicas que levantou envolveu justamente a originalidade de suas respostas e o receio de que se transforme em uma fonte de má conduta acadêmica.

   "As pessoas perseguem grandes modelos de linguagem porque, quanto maior um modelo fica, mais suas habilidades aumentam", disse o autor principal do trabalho, Jooyoung Lee, estudante de doutorado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Informação da Penn State. Ferramentas de escrita de inteligência artificial conseguem criar respostas únicas e individualizadas a perguntas apresentadas por usuários, mesmo extraindo as informações de um banco de dados. Essa habilidade, contudo, não livra a ferramenta de ser uma fonte de plágio, mesmo em formatos mais difíceis de detectar. "Ensinamos os modelos a imitar a escrita humana, mas não os ensinamos a não plagiar", afirmou Lee.

    Várias ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar conteúdo gerado por softwares de inteligência artificial. A própria OpenAI desenvolveu umprograma capaz de apontar textos feitos por robôs. Há outras do gênero na internet, como o Writer AI Content Detector e o Content at Scale. Como os sistemas de linguagem natural estão em desenvolvimento, também será necessário atualizar continuamente a tecnologia para rastrear sua produção.


    Uma equipe da Escola de Engenharias e Ciências Aplicadas da mesma Penn State mostrou que é possível treinar as pessoas para identificar esses textos, sem precisar depender exclusivamente de programas detectores. Apresentado em fevereiro em um congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial realizado em Washington, Estados Unidos, o estudo liderado pelo cientista da computação Chris Callison-Burch mostrou que essas ferramentas já são muito eficientes em produzir prosa fluente e seguir as regras gramaticais. "Mas eles cometem tipos distintos de erros que podemos aprender a identificar", disse ao blog Penn Engineering Today o cientista da computação Liam Dugan, aluno de doutorado da Penn State e um dos autores do artigo.

    O experimento utilizou um jogo disponível na internet, chamado Real or Fake Text (Texto real ou falso). O grupo apresentou aos participantes do estudo, todos eles alunos de graduação ou pós-graduação de um curso de inteligência artificial da Penn State, sentenças cujo início foi escrito por seres humanos, mas que, a partir de certo ponto, reproduziam respostas formuladas por modelos de linguagem. Os textos selecionados provinham de notícias publicadas na imprensa, discursos presidenciais, histórias de ficção e receitas culinárias. Os jogadores eram convidados a apontar em que ponto começava o trecho escrito por inteligência artificial e explicar por que apostavam naquela localização. Quando acertavam, eles recebiam pontos. As principais razões apontadas eram o surgimento de conteúdo irrelevante, de erros lógicos, de sentenças contraditórias, de frases muito genéricas e de problemas com a gramática. Foi mais fácil acertar nas receitas culinárias do que nas outras narrativas.

    A pontuação dos participantes foi significativamente maior do que se as respostas fossem feitas ao acaso, mostrando que os textos gerados por robôs são detectáveis. Embora as habilidades dos jogadores variassem bastante, o desempenho deles melhorava com o uso do jogo em um sinal de aprendizado. "Cinco anos atrás, os modelos não conseguiam se concentrar no assunto ou produzir uma frase fluente", afirmou Dugan. "Agora, eles raramente cometem erros gramaticais. Nosso estudo identifica tipos de erros cometidos por chatbots, mas é importante ter em mente que eles continuarão a evoluir. As pessoas deverão seguir treinando para reconhecer a diferença e trabalhar com o software de detecção como um complemento".


(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-plagio-encobertoem-textos-do-chatgpt/)

"Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio."

Em relação ao trecho acima, transcrito do texto, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3734041 Português
Leia atentamente o período abaixo:
É razoável que informassem a todos sobre as famílias.
Assinale a alternativa que qualifique a segunda oração presente:
Alternativas
Q3733998 Português

Leia atentamente o período abaixo:



Sem se esforçar, você não atingirá os seus objetivos.



Assinale a alternativa que classifique adequadamente a oração destacada:

Alternativas
Q3733788 Português

Leia atentamente o período a seguir:


Na infância, diversas tragédias já lhe haviam assombrado.


Temos uma oração:

Alternativas
Q3733786 Português
Leia atentamente o período abaixo:
Querida irmã, me ajude a cuidar das crianças.
Assinale a alternativa que indique corretamente a função sintática do termo destacado:
Alternativas
Q3733781 Português
Leia atentamente o período abaixo:
O crítico analisou-a e achou aquela novela chula, chata, maçante.
Assinale a alternativa que classifique os termos destacados:
Alternativas
Q3733670 Português
Leia atentamente a frase abaixo:
 Vi o assalto do carro.   A expressão destacada é dotada de ambiguidade, porque pode ser interpretada como:
Alternativas
Q3733669 Português

Leia atentamente a oração abaixo:

A festa virou velório.

Assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q3733661 Português

Leia atentamente o período abaixo:

Usando do dinheiro que lhe confere a Herança.

Assinale a alternativa que aponte a função dos termos destacados:

Alternativas
Q3733439 Português

Lição de gramática

(David Chericián)


Eu estou, você está,

e ela está e ele também;

e todos os que estavam, estiveram.

e estão muito bem

Estamos, estaremos

nós, ela e ele estarão lado a lado, e eu que estive,

estarei.



Analise o texto acima e assinale as afirmativas abaixo com V quando (Verdadeiro) ou F quando (Falso).



(__) O título está escrito com um substantivo dissílabo oxítono com ditongo nasal, seguido de preposição essencial e substantivo polissílabo proparoxítono escrito com encontro consonantal.



(__) Nos versos: "Eu estou, você está, / e ela está e ele também" − o poeta constrói orações coordenadas no tempo presente do modo indicativo, sendo, respectivamente: uma oração principal, uma coordenada assindética e duas coordenadas sindéticas.



(__) Nos versos: "e todos os que estavam, estiveram / e estão muito bem" − o poeta usa um tempo verbal (estavam) que enuncia ideia contínua no passado e um que enuncia ideia concluída no passado (estiveram).



(__) Nos versos: "Estamos, estaremos / nós, ela e ele estarão lado a lado, e eu que estive, estarei" − o poeta usa um tempo verbal no futuro do presente do modo indicativo, enunciando ideia hipotética (estarão / estarei) em primeira pessoa do plural e do singular, respectivamente.



Marque a alternativa com a série correta.

Alternativas
Q3733438 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Marque o parágrafo cujo último período está estruturado com termos coerentes com a ideia enunciada, entre os quais citamos:

"Termos essenciais dispostos na ordem direta; uso de uma conjunção dissílaba paroxítona escrita com dígrafo, que tem por objetivo explicar sobre o sujeito simples, o qual representado por pronome pessoal do caso reto".
Alternativas
Q3733437 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Analise as assertivas a seguir:



I. No trecho: "Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia, lembrando que vocês são professores, portanto, pensem o que se pode fazer" - temos substantivos que exemplificam homônimos perfeitos.



II. O trecho: "Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria; vocês são alunos e não devem odiar a língua pátria" − contempla termos que exemplificam homônimos perfeitos.



III. O predicado do período simples: "O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa" − é formado por um tempo verbal composto.



IV. Os substantivos paroxítonos: "entendimentos" e "pensamento" − exemplificam derivação sufixal, respectivamente, de um verbo de segunda conjugação e primeira conjugação.




Marque a série de assertivas com análises corretas.

Alternativas
Q3733436 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Sobre o trecho transcrito a seguir, marque a alternativa com análise incorreta.



"Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino" (6º§).

Alternativas
Q3733434 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Marque o parágrafo cujos termos morfológicos iniciais (anteriores à primeira vírgula) estão dispostos assim: "combinação prepositiva, substantivo polissílabo paroxítono, preposição essencial imposta pela regência nominal, verbo irregular de segunda conjugação dissílabo paroxítono, artigo definido, substantivo polissílabo oxítono, preposição essencial imposta pela regência nominal, verbo de primeira conjugação na forma nominal do infinitivo seguido de objeto direto, formado por: (artigo definido substantivo, adjetivo exemplificando concordância nominal).
Alternativas
Q3733433 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A BASE PARA O ENSINO DA GRAMÁTICA


(1º§) Os professores de Língua Portuguesa enfrentam um problema que vem se agravando dia após dia. Os alunos concluem o ensino básico, na sua grande maioria, sem dominar, às vezes até odiando, a língua pátria.


(2º§) O maior encalço na vida dos estudantes é entender a gramática da língua portuguesa. Muitos deles não conseguem compreender o porquê da existência de tantas regras, e exceções, que, em seus entendimentos, não possuem nenhum valor. Daí vem a questão: deve-se continuar a minar esse pensamento nos alunos ou está na hora de mudar a maneira de se ensinar a norma culta da língua portuguesa? Será que não se associa a gramática à arte, à cultura e à literatura. Ou se pretende ensinar língua portuguesa decorativamente? Não se pode pensar assim. A arte é fantástica, a cultura compreende tudo e a literatura se engaja com os efeitos da leitura.


(3º§) A língua portuguesa dispõe de vários tipos de gramática, mas as principais são: a normativa, a descritiva, a gerativa e a funcional. Três, dessas quatro, são desconhecidas pela maioria dos brasileiros, pois são estudadas somente nos cursos de graduação em Letras, a outra é comum a todos: a normativa. Ela é chamada assim porque é a responsável por essas regras que assombram a vida dos alunos.


(4º§) Nos dias de hoje, deve-se mostrar a prática de uso da norma e não somente teorias e exemplos descontextualizados. Para que o estudante possa ver a importância de tantas regras, tem de se provar que o não uso pode provocar desde interpretações equivocadas até a impossibilidade de comunicação. Partindo desse ponto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Há como professor utilizar o texto como base para o ensino da gramática?


(5º§) A justificativa de se ter o texto como base para o ensino da gramática, de acordo com as novas perspectivas de ensino, está na impossibilidade de se ter como base a análise de estratos, os quais descontextualizados não têm valor para as competências: discursiva (capacidade de usar a língua de modo variado), linguística (capacidade de conhecer a língua de uma comunidade específica) e estilística (capacidade de conhecer diferentes estilos). Para que o aluno tenha o domínio dessas três competências, as quais norteiam o desenvolvimento do português, seja na fala ou na escrita, o texto é

ferramenta ideal.


(6º§) Diante disso, este estudo, baseado em pesquisas bibliográficas, tem como objetivo geral mostrar a importância de contextualizar o ensino da gramática. Além de: conceituar gramática e texto; questionar os resultados do atual método de ensino da norma; refletir sobre as consequências do ensino da gramática nas perspectivas de hoje; conhecer os novos métodos de ensino.


(7º§) A gramática contempla quatro momentos: o primeiro dá o conceito geral de gramática e trabalha com cinco especificidades: gramática normativa, gramática descritiva, gramática gerativa, gramática internalizada e gramática funcional. No segundo momento, dá-se o conceito de texto e de seus tipos e gêneros, além de conceituar coesão e coerência. Em seguida, no terceiro momento, fala-se da aliança entre texto e gramática e por fim, dão-se sugestões para trabalhar texto e gramática juntos.


(8º§) Aos professores de português cabe a obrigação de ensinar a norma culta, sem desprestigiar todas as questões norteadas nas outras gramáticas, pois essas devem trabalhar aliadas, de forma contextualizada para que o aluno perceba como se dá o uso da língua portuguesa, principalmente na escrita. Aos alunos cabe se adaptar a essa nova perspectiva de ensino, deixando de lado a resistência de produzir elementos que certamente colaborarão para o aprendizado dessas normas, principalmente o texto.


(9º§) Entenda que a gramática estrutura as normas da língua. A língua depende da gramática, uma vez que são forças atuantes e indissociáveis.


(DAMASCENO JUNIOR, Raimundo Nonato Silva. Faculdade Evangélica de Brasília, Distrito Federal, 2009). (Texto adaptado)         

Marque a frase que inicia com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta.
Alternativas
Q3733125 Português
Leia atentamente o período abaixo:
Os alunos queixaram-se da didática apresentada pelo professor.
Assinale a alternativa que classifica corretamente o termo destacado:
Alternativas
Q3733124 Português
Leia atentamente o período a seguir :
Perdeu-se o talento brasileiro no futebol com o advento dos jogos digitais.
Assinale a alternativa que classifique corretamente o tipo de sujeito: 
Alternativas
Q3733122 Português
Leia atentamente as alternativas e assinale aquela em que o termo destacado é objeto indireto:
Alternativas
Respostas
15781: D
15782: B
15783: C
15784: D
15785: B
15786: C
15787: C
15788: E
15789: E
15790: E
15791: E
15792: B
15793: B
15794: A
15795: D
15796: B
15797: D
15798: D
15799: E
15800: A