Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3501866 Português
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
Em “Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.”, a oração destacada estabelece com as anteriores uma relação sintático-semântica de 
Alternativas
Q3501862 Português
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
Em relação ao subtítulo do texto “Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3500912 Português
Marque a frase escrita com uma contração prepositiva imposta pela regência nominal.
Alternativas
Q3500909 Português
Analise as assertivas seguintes:

I. Entre os componentes da oração: "Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável" - temos respectivamente: locução verbal, substantivo abstrato, polissílabo paroxítono; um adjetivo polissílabo proparoxítono e um adjetivo polissílabo paroxítono formado por prefixação e sufixação.
II. A expressão destacada em: "porém nossa mente não se apagará tem o mesmo sentido semântico contextual de: não será apagada.
III. A frase: "Basta-nos acreditar" está escrita com ênclise.
IV. O período conotativo: "E quando falo em escrita, não precisa ser real" - transmite ideia consecutiva.

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3500907 Português
Sobre os componentes linguísticos do (1º§), analise as assertivas com V, para verdadeiro, ou F, para falso:

(__) O primeiro período do (1º§) é formado por orações subordinadas consecutivas.
(__) Os verbos: "mostrar" e "provar" são da mesma conjugação dos verbos: "penso" e "estou", porque todos têm a mesma vogal temática na forma nominal do infinitivo. O verbo "escrever" é de segunda conjugação; o verbo "existir" é de terceira conjugação.
(__) O pronome pessoal de tratamento do trecho: "Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo" - é dissílabo oxítono, seguido de pronome pessoal obliquo  tônico e enuncia sintonia do enunciador com um interlocutor indireto.
(__) Em cada um dos trechos: "provar que estou vivo" e "saber que eu estou vivo" - temos exemplo de conjunção subordinativa integrante.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q3500906 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)
Marque o parágrafo que inicia com exemplo de sujeito elíptico, identificado pela desinência verbal de primeira pessoa do plural. 
Alternativas
Q3500905 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)
Sobre os componentes linguísticos textuais, analise as assertivas com V, para verdadeiro, ou F, para falso:

(__) O elemento coesivo que inicia a frase: "Se eu não escrever ninguém saberá como penso" - enuncia ideia condicional.
(__) A frase: "As estrelas brilham no universo e vocês são estrelas brilhantes" está escrita com exemplo de homônimos perfeitos.
(__) A frase: "Aprender a ler significa apreender bons conteúdos" está escrita com exemplo de parônimos
(__) A última oração do período exclamativo: "Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento!" - É coordenada adversativa.

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3500904 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)

Marque o que não se comprova na oração transcrita a seguir:



"Razões pelas quais eu escrevo".

Alternativas
Q3497851 Português

Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas, das frases, abaixo:



I-Vocês, agora, estão aptos ____dirigir.


II- Todos estavam alienados___ descontentamento de Pedro.


III- Ricardo mostrou-se avesso_____qualquer problema que pudesse ocorrer.



Considerando a regência nominal, as preposições que completam as frases, respectivamente, são: 

Alternativas
Q3497848 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
O termo destacado tem como função sintática:

Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria
Alternativas
Q3497847 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Os termos destacados, abaixo, são, sintaticamente, classificados como:

Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas.
Alternativas
Q3497846 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Assinale a alternativa correta quanto às afirmações, abaixo.

I,“Olhou-se no espelho e achou-se bonita. ( verbos na voz reflexiva)
II-“e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas”... (são predicativos do sujeito)
III-Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
(as palavras destacadas são oxítona, paroxítona em ditongo decrescente, proparoxítona)
Alternativas
Q3497479 Português
Marque o segmento do texto que não apresenta erro(s) de concordância verbal ou nominal: 
Alternativas
Q3496714 Português
Assinale a alternativa correta quanto à aplicação da regência verbal da frase. 
Alternativas
Q3496709 Português
Sobre a regência verbal e nominal, assinale a opção correta acerca das seguintes assertivas:
I. De um ponto de vista militar, a resposta a ascensão da economia ateniense significou uma afronta ao poder espartano.
II. Durante o período precedente à Guerra do Peloponeso, Tebas já havia se alinhado à nova liderança ateniense.
III. A frota militar ateniense deu impulso à expansão do comércio local, provocando o acirramento do conflito com Esparta.
IV. A batalha foi realizada à maneira dos espartanos, ensejando a vitória dos povos da Lacônia.
V. Em relação às duas últimas fases da execução da despesa orçamentária, à liquidação e o pagamento, o pagamento é a mais esperada pelos credores.
Alternativas
Q3496185 Português
Assinale a alternativa que apresenta o uso correto da língua portuguesa: 
Alternativas
Q3496183 Português
Identifique a letra em que uma das frases não apresenta erro de regência verbal ou nominal segundo a linguagem culta formal.
Alternativas
Q3496180 Português
Assinale a alternativa correta quanto às regras gramaticais da regência verbal.
Alternativas
Q3496179 Português
Marque a alternativa em que há erro quanto às regras de concordância:
Alternativas
Q3492739 Português
A concordância nominal é a relação do nome (substantivo) e seus modificativos (artigo, adjetivo, pronome e numeral) quanto ao gênero e ao número. Assim, tendo por base as regras especiais de concordância nominal, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Respostas
14721: A
14722: E
14723: A
14724: B
14725: B
14726: D
14727: E
14728: C
14729: C
14730: C
14731: B
14732: A
14733: B
14734: D
14735: C
14736: D
14737: A
14738: D
14739: C
14740: D