Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q2525730 Português
Leia o texto a seguir:


Passageiros aproveitam campanha e tomam vacina contra gripe no metrô


Pontos de vacinação funcionam em estações até esta quinta-feira (23)


Passageiros aproveitam a campanha de vacinação contra a gripe em estações estratégicas no metrô na cidade do Rio. A iniciativa é uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde com a concessionária MetrôRio e tem o objetivo de ampliar o acesso da população, levando o imunizante a locais de grande circulação de pessoas. Os pontos de vacinação funcionam nesta quarta (22) e quinta-feira (23).

Na estação da Praça Saens Peña, 170 doses foram aplicadas somente durante a manhã.

A analista de sistemas Isabella Araújo, 40, mora na Saens Peña e se programou para vacinar nesta quarta-feira na estação do metrô. "Acho muito bom. Principalmente, pra galera que está indo trabalhar, facilita", avaliou.

Marilza Fiuza, 62, é corretora de plano de saúde. Ela pegou o metrô para ir a uma consulta médica e conseguiu se imunizar contra a influenza. "Eu estava pra vacinar e não tava arranjando tempo. Passei por aqui agora e aproveitei essa oportunidade maravilhosa", comemorou.

O advogado Roberto Fernandes, 46, também se imunizou enquanto estava no metrô a caminho do trabalho. Ele viu que a ação estava sendo realizada e aproveitou. "Acho ótimo porque facilita a vacinação das pessoas que não precisam se deslocar para o posto de vacinação", opinou.

A designer e empresária Thaís Guerra, 30, soube por uma notificação no celular na manhã desta quarta-feira que a campanha teria um ponto próximo de sua casa e se organizou para tomar o imunizante. "Eu estava falando ontem de vacinação. Hoje recebi uma notificação e vim. Foi muito prático", disse. Já a recepcionista Ana Beatriz, 33, trabalha na Praça Saens Peña e resolveu tomar a vacina. "Graças a Deus hoje está tendo vacinação aqui e eu tomei logo", comemorou.

A Secretaria Municipal de Saúde já aplicou mais de 18 mil vacinas em estações do metrô desde maio de 2023. Durante a campanha que termina na quinta (23), os pontos estão em estações estratégicas, com grande movimentação de pessoas: Saens Peña, Triagem, Maracanã, Carioca, Botafogo, Cantagalo, Pavuna e Colégio. A imunização ocorre antes das catracas, para que não seja necessário pagar passagem para receber a vacina.

O imunizante está disponível para todas as pessoas a partir de seis meses de idade. Para recebê-lo, é necessário apresentar um documento de identificação e, apesar de não ser obrigatória, recomenda-se levar a caderneta de vacinação.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2024/05/6850586-passageiros-aproveitam-campanha-e-tomam-vacina-contra-gripe-no-metro.html. Excerto. Acesso em: 2 mai. 2024.

Em “Durante a campanha que termina na quinta (23), os pontos estão em estações estratégicas, com grande movimentação de pessoas” (7º parágrafo), a oração em destaque é classificada como subordinada:

Alternativas
Q2525604 Português
Creio, logo é!


    Quando as informações conflitam com as nossas crenças, reinterpretamos os fatos de acordo com nossas convicções. Se uma previsão falha, em vez de abandonarmos a crença, buscamos explicações, muitas vezes, irracionais para justificar ou atenuar o erro e alimentar a crença na previsão. É como desenhar o alvo em torno da flecha e acreditar na pontaria do arqueiro.

    É comum tomarmos decisões baseadas em preferências inconsistentes, com consequências reais, simplesmente por rejeitarmos informações e evidências contrárias às nossas crenças. O autoengano é uma forma de proteger a autoestima e evitar o confronto com a possibilidade de que nossas certezas estejam erradas.

    Quando temos uma opinião positiva sobre uma questão, buscamos mensagens positivas a respeito de tal fato; quando a visão é negativa, buscamos mensagens negativas sobre a questão. De maneira tendenciosa, escolhemos informações ou desinformações consistentes com as nossas ideologias.

   A formação ou modificação de uma opinião envolve reestruturação cognitiva, um processo de aprendizagem. Todos nós temos alguma dificuldade em reconhecer nossos erros e reconfigurar nossas ideias. Não é tranquilo desconstruir concepções antigas, porém reafirmadas, o tempo todo, na contemporaneidade, por força dos grupos aos quais pertencemos.

    Temos a percepção equivocada de que apenas as nossas crenças são úteis ou corretas. Torturamos os fatos e as evidências contrárias até que eles confessem o que pretendemos.

    Mas tudo isso é muito antigo. “Uma vez que o entendimento de um homem se baseia em algo, seja porque é uma crença já aceita ou porque o agrada, isso atrai tudo a sua volta para apoiar e concordar com a opinião adotada. Mesmo que um número maior de evidências contrárias seja encontrado, ele as ignora ou desconsidera, ou faz distinções sutis para rejeitá-las, preservando a autoridade de suas primeiras concepções” (Bacon, 1620).


(Mara Lúcia Madureira. Painel de ideias. Diário da Região, 28.03.2024. Adaptado) 
A alternativa contendo adaptação do original redigida de acordo com a norma-padrão de concordância é:
Alternativas
Q2525529 Português
Sombras


    São muitas as pessoas sem coração, sem escrúpulos e sem consciência, que atormentam e destroem quem está ao seu alcance. Disfarçam-se por trás de profissões e nomes respeitáveis e nos enganam até que a mídia denuncie os seus sórdidos malfeitos. Porém, de gente sem sombra não se têm notícias. É contra a lei da Física. Todos os indivíduos, dos melhores aos piores, dos mais ricos aos mais pobres, sem distinção de credo ou cor, todos têm uma sombra. Mas eu sei de uma exceção. E foi o próprio homem sem sombra quem me contou a sua incrível história.

     A confidência dele aconteceu por acaso. Éramos dois estranhos sentados lado a lado em um bar. Ele tinha o rosto pálido e olhos que expressavam uma profunda tristeza. Apiedei-me de tamanho desconsolo e perguntei se lhe poderia ser útil. Ele respondeu:

     – Gostaria que me concedesse meia hora de seu tempo e ouvisse a triste história da minha vida. Sou um bom avaliador de caráter e sei que posso confiar em sua discrição. Peço-lhe que não faça uso da minha confidência, enquanto eu estiver neste mundo. Ouvindo-me, você prestará um grande favor, pois dividir o meu segredo aliviará o peso que carrego na alma.


(Lia Neiva, Sombras e assombros)
A concordância nominal e a verbal estão em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q2525447 Português
Assinale a alternativa em que a concordância entre as palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q2525255 Português
Um peso, duas medidas

Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu Bebel

Soares | 02/06/2024

    Janaína chegou com a filha de 8 anos naquela cidadezinha rural, que fica a 280 quilômetros de Belo Horizonte. O pai dela estava preso por tráfico, e Janaína não tinha família nem amigos. A moça conheceu Danilo, que já morava naquela cidade há uns cinco anos, e eles acabaram se casando.
   Janaína engravidou, e Danilo as levou para morar longe da cidade. O local ficava a uns oito quilômetros de distância do Centro, uma casinha isolada, num local ermo, com acesso por estrada de terra, sem sinal de celular. Ele era abusivo, a humilhava e a privava de tudo.
    Danilo foi trabalhar como segurança na cidade vizinha, passava a semana lá e, nos fins de semana, ia ver a esposa e as meninas, sempre indo embora e as deixando com poucos recursos. Janaína desenvolveu alcoolismo, bebia cachaça e deixava a filha mais nova sob os cuidados da mais velha. Depois passou a vender bebidas em casa, e a preocupação com a segurança das crianças passou a ser pauta no serviço social da cidade, especialmente em relação a abusos sexuais. As meninas ficaram abandonadas, até que o Conselho Tutelar interveio e ameaçou tirar a guarda das meninas.
    Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber, e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.
   Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.
      Anos depois, a mãe começou a ter crises de dor abdominal, indo ao posto de saúde. Ela precisava ser encaminhada para o hospital referência da cidade, mas se negava, não tinha com quem deixar as crianças. Nessas idas ao posto, ela confidenciava às profissionais que queria mudar. Que queria se arrumar, se cuidar, escovar o cabelo, fazer as unhas, mas não tinha forças para isso.
     As dores abdominais voltavam, ela era encaminhada com urgência para o hospital, mas não ia, não tinha ninguém para ficar com as meninas, mesmo numa emergência tão séria. Não tinha nenhuma rede de apoio. Não podia contar com ninguém, nem com o próprio marido.
    Na última crise, Janaína faleceu. Ela tinha 35 anos e foi levada por uma pancreatite numa manhã de domingo. Estava sozinha, nem o marido a acompanhava. Ela era uma mulher linda, saudável, jovem. Sucumbiu ao etilismo por abandono, pela solidão. Tantas vezes pediu ajuda, e a ajuda nunca veio. Nunca conseguiu uma rede de apoio, nem quando precisava cuidar da própria saúde. Não pôde se tratar ________ precisava ficar com as filhas. Perdeu a vida. Saiu da sua terra para morrer sozinha, numa terra que não era dela, onde ela era invisibilizada.
    Depois de tudo isso, a população se sensibilizou com o pai – sim, ela teve que dar conta sozinha, mas o pobre Danilo, não. “Tadinho do Danilo, coitado... Viúvo, vai precisar de uma grande rede de apoio, já que agora está sozinho com as filhas e precisa trabalhar.”
     Um peso, duas medidas. Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu. Mulheres, mães, se solidarizaram com a situação do pai solo, como se ele fosse a vítima e Janaína tivesse morrido como uma vilã. Como se ela tivesse escolhido o abandono.

(Texto baseado no relato de uma amiga que acompanhou a história. Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.)

SOARES, Bebel. Um peso, duas medidas. Estado de Minas, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/bebelsoares/2024/06/6869183-um-peso-duasmedidas.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

Dentre as palavras grifadas no trecho abaixo, quantas fazem referência a “Janaína”?


   “Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.

   Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.”

Alternativas
Q2525195 Português

Muita lógica para nada?


1     Muitas pessoas, ao longo da história, já esbravejaram contra a tentativa de racionalização e organização do pensamento por meio da lógica. Desde Sócrates, que via os sofistas como um grupo que se aproveitava da argumentação para confundir o povo e distorcer a verdade, até os pós-modernos (que desacreditam da própria noção de verdade e da lógica), temos visto todo tipo de argumentação contra a argumentação. E dentre os muitos exemplos que existem nesse sentido, talvez uma das mais espirituosas seja essa frase de Dostoiévski:


2     O homem tem tal predileção por sistemas e deduções abstratas que está disposto a distorcer intencionalmente a verdade, a negar a evidência dos seus sentidos só para justificar sua lógica. (Dostoiévski)


3     Por mais que pareça estranho esse tipo de desapreço pelo racional, especialmente se o que nos define como seres humanos é justamente a capacidade de organizar o pensamento, é importante considerar que a descrença na lógica decorre muitas vezes da observação do uso da racionalização para distorcer a realidade ou ganhar debates fingindo a verdade a que não se tem. Uma das coisas que Nietzsche criticava na filosofia era justamente a quantidade gigantesca de autores que, fingindo agir em nome da razão, lutavam impiedosamente para defender suas paixões. Nada de errado com as paixões, obviamente, o problema é não assumir a real intenção da filosofia: se esconder atrás de argumentos lógicos apenas para convencer os leitores de crenças e desejos muito particulares.


4     Não acho que a lógica é um problema. Mas concordo que devemos ponderar sobre sua utilização, pensando especialmente sobre o fato de que, muitas vezes, a ausência de argumentos sistematizados pode trazer benefícios evidentes (e a arte é o melhor exemplo disso). Por outro lado, vale ponderar também sobre o fato de que a lógica por si só não é sinal de verdade. Afinal, um bom argumento é aquele que tem a forma correta, não o conteúdo. E quem estuda lógica (olha só a utilidade dela aqui) geralmente consegue perceber essa diferença.


Extraído de: https://marcosramon.net/posts/muita-logica-para-nada/

No período “Não acho que a lógica é um problema” (4º parágrafo), a oração em destaque é:
Alternativas
Q2525194 Português

Muita lógica para nada?


1     Muitas pessoas, ao longo da história, já esbravejaram contra a tentativa de racionalização e organização do pensamento por meio da lógica. Desde Sócrates, que via os sofistas como um grupo que se aproveitava da argumentação para confundir o povo e distorcer a verdade, até os pós-modernos (que desacreditam da própria noção de verdade e da lógica), temos visto todo tipo de argumentação contra a argumentação. E dentre os muitos exemplos que existem nesse sentido, talvez uma das mais espirituosas seja essa frase de Dostoiévski:


2     O homem tem tal predileção por sistemas e deduções abstratas que está disposto a distorcer intencionalmente a verdade, a negar a evidência dos seus sentidos só para justificar sua lógica. (Dostoiévski)


3     Por mais que pareça estranho esse tipo de desapreço pelo racional, especialmente se o que nos define como seres humanos é justamente a capacidade de organizar o pensamento, é importante considerar que a descrença na lógica decorre muitas vezes da observação do uso da racionalização para distorcer a realidade ou ganhar debates fingindo a verdade a que não se tem. Uma das coisas que Nietzsche criticava na filosofia era justamente a quantidade gigantesca de autores que, fingindo agir em nome da razão, lutavam impiedosamente para defender suas paixões. Nada de errado com as paixões, obviamente, o problema é não assumir a real intenção da filosofia: se esconder atrás de argumentos lógicos apenas para convencer os leitores de crenças e desejos muito particulares.


4     Não acho que a lógica é um problema. Mas concordo que devemos ponderar sobre sua utilização, pensando especialmente sobre o fato de que, muitas vezes, a ausência de argumentos sistematizados pode trazer benefícios evidentes (e a arte é o melhor exemplo disso). Por outro lado, vale ponderar também sobre o fato de que a lógica por si só não é sinal de verdade. Afinal, um bom argumento é aquele que tem a forma correta, não o conteúdo. E quem estuda lógica (olha só a utilidade dela aqui) geralmente consegue perceber essa diferença.


Extraído de: https://marcosramon.net/posts/muita-logica-para-nada/

Assinale a opção abaixo em que não ocorreu um erro de regência verbal: 
Alternativas
Q2525066 Português

A cartomante 


     Não havia dúvida que naqueles atrasos e atrapalhações de sua vida alguma influência misteriosa preponderava. Era ele tentar qualquer coisa, logo tudo mudava. Esteve quase para arranjar-se na saúde pública; mas assim que obteve um bom “pistolão”, toda a política mudou. Se jogava no bicho, era sempre o grupo seguinte ou o anterior que dava. Tudo parecia mostrar-lhe que ele não deveria ir para diante. Se não fossem as costuras da mulher, não sabia bem como poderia ter vivido até ali. Há cinco anos que não recebia vintém de seu trabalho. Uma nota de dois mil-réis, se alcançava ter na algibeira por vezes, era obtida com o auxílio de não sabia quantas humilhações, apelando para a generosidade dos amigos.

     Queria fugir, fugir para bem longe, onde a sua miséria atual não tivesse o realce da prosperidade passada; mas, como fugir? Onde havia de buscar dinheiro que o transportasse, a ele, à mulher e aos filhos? Viver assim era terrível! Preso à sua vergonha como a uma calceta, sem que nenhum código e juiz tivessem condenado, que martírio!

     A certeza, porém, de que todas as suas infelicidades vinham de uma influência misteriosa, deu-lhe mais alento. Se era “coisa-feita”, havia de haver por força quem a desfizesse. Acordou mais alegre e se não falou à mulher alegremente era porque ela já havia saído. Pobre de sua mulher! Avelhantada precocemente, trabalhando que nem uma moura, doente, entretanto a sua fragilidade transformava-se em energia para manter o casal.

     Ela saía, virava a cidade, trazia costuras, recebia dinheiro, e aquele angustioso lar ia se arrastando, graças aos esforços da esposa. 
     Bem! As coisas iam mudar! Ele iria a uma cartomante e havia de descobrir o que é que atrasava sua vida.

     Saiu, foi à venda e consultou o jornal. Havia muitos videntes, espíritas, teósofos anunciados; mas simpatizou com uma cartomante, cujo anúncio dizia assim: “Madame Dadá, sonâmbula, extralúcida, deita as cartas e desfaz toda a espécie de feitiçaria, principalmente a africana. Rua, etc.”.
     Não quis procurar outra; era aquela, pois já adquirira a convicção de que aquela sua vida vinha sendo trabalhada pela mandinga de algum preto-mina, a soldo do seu cunhado, Castrioto, que jamais vira com bons olhos o seu casamento com a irmã.

     Arranjou com o primeiro conhecido que encontrou o dinheiro necessário, e correu depressa para a casa de Madame Dadá.

     O mistério ia desfazer-se e o malefício ser cortado. A abastança voltaria a casa; compraria um terno para Zezé, umas botinas para Alice, a filha mais moça; e aquela cruciante vida de cinco anos havia de lhe ficar na memória como passageiro pesadelo.

     Pelo caminho tudo lhe sorria. Era o sol muito claro, e doce, um sol de junho; eram as fisionomias risonhas dos transeuntes; e o mundo que até ali lhe aparecia mau e turvo, repentinamente lhe surgia claro e doce.

     Entrou, esperou um pouco, com o coração a lhe saltar do peito.
     O consulente saiu e ele foi afinal à presença da pitonisa. Era sua mulher.

(Contos completos de Lima Barreto. Por: Lima Barreto. 2010. Adaptado.) 

A alternativa em que a oração assinalada expressa ideia de conclusão é: 
Alternativas
Q2525049 Português
Julgue o item a seguir. 
Na frase "Ele tem medo de altura", a expressão "de altura" é um adjunto adnominal que qualifica o substantivo "medo". 
Alternativas
Q2524759 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q2524503 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

VELOSO, Caetano. Livros. Disponível em: https://www.letras.mus. br/caetano-veloso/81628/. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento]
No verso “Mas os livros que em nossa vida entraram”, há uma relação de regência verbal classificada como
Alternativas
Q2523941 Português

 Analise:


“O cliente perdeu os documentos”.


Na frase acima, o núcleo do predicado é:

Alternativas
Q2523812 Português
O método Jokic



        Muitos entusiastas do basquetebol foram cativados pelo esporte influenciados pelo excepcional Michael Jordan. O esporte naturalmente evolui, e suas dificuldades também; os ídolos se renovam com o tempo. Basta lembrar do nosso “Mão Santa”, Oscar Schmidt, um dos maiores cestinhas da história do esporte e uma lenda do basquetebol brasileiro.

       Gostaria de destacar um jogador de basquete profissional cujo talento é equiparável ao dos demais que se destacaram, mas com uma particularidade digna de nota. Estou me referindo a Nikola Jokic. Atualmente, ele atua na National Basketball Association (NBA) pela equipe do Denver Nuggets. Foi selecionado apenas como a 41ª escolha geral no Draft* de 2014, e conquistou o prêmio de Most Valuable Player e a final da temporada 2022-2023 da NBA, quando o Denver Nuggets ganhou o título inédito.

     Originalmente situado na posição de pivô (jogador especializado em defender e atacar próximo ao aro); a posição garante a defesa e os bloqueios dos arremessos dos adversários no garrafão **, o atleta é conhecido por suas habilidades versáteis, destacando-se em assistências.

       No basquete, a assistência refere-se ao ato de um jogador passar a bola para um companheiro de equipe que, em seguida, converte a cesta. Essa é a habilidade do jogador que cria oportunidades ofensivas para seus colegas; quem presta assistência não marca ponto, mas ajuda o outro a fazê-lo. Enfim, a equipe é a beneficiária. A assistência é a obsessão de Nikola. Ele não quer marcar ponto, quer servir o companheiro.

        Essa atitude demonstra uma humildade peculiar e um olhar para o outro que gera confiança, respeito e influência. Seu jogo supre a necessidade alheia, pois é desapegado do objetivo primordial do basquete que normalmente glorifica o jogador: o ponto. Pode-se pensar que a especialização nas assistências seja um subterfúgio para escamotear uma habilidade precária. Nada disso! Nikola Jokic compreende o jogo plenamente. Quando é preciso, ele marca pontos de várias maneiras. A sua polivalência lhe rendeu o apelido The Joker (o coringa).

       Tudo isso revela um estilo peculiar de liderança que chamo de “o método Jokic”. Quanto mais ele serve a equipe, mais se destaca como referência de liderança. Ele não é um líder ostensivo, mas alguém que lidera por ações para a equipe, não para si. Seu compromisso é com o sucesso coletivo, não com o individual.

      Assistir a uma partida com Nikola Jokic é uma lição de liderança, fundamentada numa das mais belas qualidades humanas: a assistência ao outro.



(Fernando F. Rossi. O Estado de S. Paulo, 7 de abril de 2024. Adaptado)



* O Draft da NBA é o evento mais aguardado da temporada do basquete. É nessa noite que as equipes escolhem os jogadores que farão parte de suas respectivas franquias na próxima temporada e se esses jovens darão bons frutos no futuro.


** garrafão: região retangular que fica próxima à cesta.
Assinale a alternativa em que a frase construída a partir do texto apresenta concordância de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q2523800 Português
A alternativa que completa, corretamente, a seguinte frase do texto, reescrita, de acordo com a norma-padrão de regência verbal, é:

A paz no trânsito...
Alternativas
Q2523798 Português
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com: 
Alternativas
Q2523482 Português
Analise as seguintes assertivas:

I. Está correta a concordância verbal em “Meu amigo é só confusões”.

II. A crase é facultativa em “O presente foi entregue à Maria, sua mãe”.

III. Em “Irei à sua casa hoje pela manhã”, o emprego da crase é obrigatório.

IV. Em “Concordo e aceito a proposta”, há inadequação causada pelo uso de verbos com regências distintas.

Estão corretas as assertivas
Alternativas
Q2523420 Português
Leia o texto para responder a questão.


Sozinhos


    Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

    – Ronca.

    – Não ronco.

    – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

    Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam os pais. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

    – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Essa noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos. Vou gravar os seus roncos.

    – Humrfm – diz o velho.

    Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

    Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

    – Rarrá! – diz a velha, feliz.

        Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

    – Rarrá! – diz o velho, vingativo.

    E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

    “Estão prontos?”

    “Não, acho que ainda não…”

    “Então vamos voltar amanhã…”


(Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Adaptado)
A regência verbal atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q2523284 Português
Leia o texto para responder a questão.


 Sobre escrever bem: uma declaração

contra o império da simplicidade


Que tudo seja expresso com o mínimo de ruído, que o leitor compreenda de imediato cada mensagem, que as sentenças sejam diretas e limpas, concisas e coerentes – e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. No império da simplicidade, eliminar palavras é o gesto literário por excelência. E assim vamos formando uma geração de escritores contrários ao dicionário e à linguagem; e uma geração de leitores que só desejam histórias fortes narradas limpidamente.

Ao escritor cabe sobretudo o medo. Deve temer os termos longos e abstratos, cada um passível de se tornar um peso morto sobre a página, a assombrar os leitores também assustados. Deve temer as palavras incomuns, as estranhas, as antigas, maculadas pela poeira dos séculos. Deve temer o olhar dos críticos, encarados como fiscais da clareza, e fugir de seu juízo definitivo de pretensão excessiva, de vaidade ou pedantismo. Ao escritor cabe a dieta da língua: ingerir apenas palavras magras e nutritivas, que não suscitem qualquer risco de resultarem indigestas aos estômagos sensíveis.

Assim recomendou a revista The Economist, num artigo que se propunha a ditar o que devem ler aqueles que querem escrever melhor. O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas?

Uma sequência de manuais de estilo que defendem sempre a mesma doutrina, a começar pelo manual clássico do escritor George Orwell, que parece ter aberto a tradição de ataque à escrita obscura ou labiríntica, a tradição de defesa da razão, algo que só se encontraria nas palavras cotidianas reunidas na ordem costumeira. Que a literatura siga as diretrizes de eficácia que regem o pensamento econômico, que se faça objetiva e vendável, com custos mínimos: nisso culminam tantos princípios.

Para dar riqueza a essa visão um tanto empobrecida, evocam-se sempre alguns grandes nomes da boa literatura concisa. Entre anglófonos, Ernest Hemingway é incensado como modelo maior da economia das letras. Entre brasileiros, Graciliano Ramos se torna a referência máxima, na obsessão por um estilo seco assemelhado às vidas que ele retrata.


(FUKS, Julián. Em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/
julian-fuks/2023/10/07/sobre-escrever-bem-uma-declaracao-contra-
-o-imperio-da-simplicidade.htm. 07.10.2023. Adaptado)
Considere os trechos:

•  … e que se escolha apenas um desses adjetivos para dizer o que se deseja. (1o parágrafo)
•  O que deve ler um bom escritor, segundo os economistas? (3o parágrafo)

As palavras destacadas estabelecem, respectivamente, relações de
Alternativas
Q2523123 Português
Assinale a frase em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q2522888 Português
Assinale a alternativa em que a frase está correta de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
12521: A
12522: B
12523: A
12524: A
12525: E
12526: D
12527: E
12528: A
12529: E
12530: D
12531: C
12532: A
12533: B
12534: C
12535: D
12536: B
12537: A
12538: A
12539: A
12540: C