Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3317412 Português
A INVENÇÃO DE UM ALFABETO ÚNICO DO AMOR

(1º§) Será que eu poderia inventar um alfabeto para declarar o meu amor por você? Ou seria melhor tentar expressar o meu sentimento com um desenho ou uma canção? São muitas letras para a expressão das ações de paixão!

(2º§) Pensemos um pouco para obter uma acertada resposta, pela voz do meu coração. É muita emoção sempre! Muita fascinação! Muita gratidão, muitas formando são tão sentidas que se tornam difícil de manifestá-las.

(3º§) Um dia, talvez eu encontre uma forma de expressar o que sinto por você de forma poética. Mas, por enquanto, não tenho maneira mais simples, direta e romântica do que dizendo na língua de Camões: Amo-te! Meu amor!

(4º§) De todas as coisas boas que recordo em minha vida, você foi a melhor que me aconteceu.

(5º§) Meu rumo estava indefinido, meu caminho sem destino, até você chegar e dar sentido à minha existência.

(6º§) Não poderia estar mais grato, do que agora, por você ter se tornado a minha fiel companheira, a minha namorada, a minha esposa. Minha eterna namorada!

(7º§) Meu único amor! Minha estrela guia! Minha realização emocional, porque sempre sonhei em ter um tesouro! Por isso que eu quero guarda-lo para o resto da vida!

(8º§) Eu te amo, meu doce amor! Você me toca com a cor da maciez e com o som do seu coração. Confie nos nossos sentimentos!


(João Rodrigues) – (Alfabeto do Amor - Pensador) – (Adaptado)
Marque o que não se comprova na frase que dá título ao texto.
“A invenção de um alfabeto único do amor”.
Alternativas
Q3317410 Português
A INVENÇÃO DE UM ALFABETO ÚNICO DO AMOR

(1º§) Será que eu poderia inventar um alfabeto para declarar o meu amor por você? Ou seria melhor tentar expressar o meu sentimento com um desenho ou uma canção? São muitas letras para a expressão das ações de paixão!

(2º§) Pensemos um pouco para obter uma acertada resposta, pela voz do meu coração. É muita emoção sempre! Muita fascinação! Muita gratidão, muitas formando são tão sentidas que se tornam difícil de manifestá-las.

(3º§) Um dia, talvez eu encontre uma forma de expressar o que sinto por você de forma poética. Mas, por enquanto, não tenho maneira mais simples, direta e romântica do que dizendo na língua de Camões: Amo-te! Meu amor!

(4º§) De todas as coisas boas que recordo em minha vida, você foi a melhor que me aconteceu.

(5º§) Meu rumo estava indefinido, meu caminho sem destino, até você chegar e dar sentido à minha existência.

(6º§) Não poderia estar mais grato, do que agora, por você ter se tornado a minha fiel companheira, a minha namorada, a minha esposa. Minha eterna namorada!

(7º§) Meu único amor! Minha estrela guia! Minha realização emocional, porque sempre sonhei em ter um tesouro! Por isso que eu quero guarda-lo para o resto da vida!

(8º§) Eu te amo, meu doce amor! Você me toca com a cor da maciez e com o som do seu coração. Confie nos nossos sentimentos!


(João Rodrigues) – (Alfabeto do Amor - Pensador) – (Adaptado)
Sobre o trecho: Não poderia estar mais grato do que agora, por você ter se tornado a minha fiel companheira, a minha namorada, a minha esposa. Minha eterna namorada! – analise as informações com o código C(Certo) ou E(Errado).

I – O primeiro verbo está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
II – Na expressão exclamativa: “Minha eterna namorada!” – Temos exemplo de concordância nominal no feminino singular.
III – Na frase: “Não poderia estar mais grato do que agora”, - temos expressões que enunciam comparação.
IV – A palavra eterna é um dos antônimos de “efêmera”.

Marque a alternativa com a série correta.
Alternativas
Q3317136 Português
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos que se seguem a eles e completam o seu sentido, diante disso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3317131 Português
Texto 01

Óbito do Autor – Capítulo 1 (Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco. Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia - peneirava - uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferiu à beira de minha cova: -- "Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.”

Fonte: Assis, Machado de. Obra Completa. vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994
Conforme o texto anterior, o termo em destaque no trecho: “Vós, que o conhecestes, ‘meus senhores’, vós podeis dizer comigo que a natureza...”, exerce qual função sintática? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3316772 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Bilhões de micróbios em nossa pele mantêm nossa saúde


Nosso corpo é coberto por um vibrante ecossistema microbiano. Cada vez mais, cientistas descobrem que a microbiota da nossa pele, na verdade, desempenha papel fundamental para nos manter saudáveis, além de oferecer outros benefícios surpreendentes.

Por isso, é melhor pesquisar mais antes de procurar aquele sabão bactericida.

Você, talvez, já tenha ouvido falar da microbiota intestinal, o complexo ecossistema de micróbios que habita os nossos intestinos.

Já se comprovou que a diversidade deste conjunto de bactérias, fungos, vírus e outros organismos unicelulares desempenha papel importante em uma série de doenças, como diabetes, asma e até a depressão.

Mas os micróbios que pegam carona na nossa pele também nos trazem benefícios. Eles oferecem a primeira linha de defesa contra os patógenos que tenham a infelicidade de pousar sobre a superfície do nosso corpo.

Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas que encontramos no nosso dia a dia e participam do desenvolvimento do nosso sistema imunológico.

Em termos de diversidade bacteriana, o microbioma da pele só perde para os nossos intestinos.

Quando paramos para analisar, é algo bastante surpreendente. Afinal, em comparação com os habitats seguros, quentes e úmidos da nossa boca e intestino, a pele é um lugar bastante inóspito.

"A pele é um ambiente muito hostil, em comparação com outras partes do corpo", explica a professora de cura de feridas Holly Wilkinson, da Universidade de Hull, no Reino Unido.

"Ela é seca, árida e muito exposta aos elementos. As bactérias que vivem ali evoluíram por milhões de anos para enfrentar essas pressões", acrescenta.

Essa evolução conjunta nos trouxe muitos benefícios.

Nem todas as partes da pele são colonizadas igualmente. Na verdade, as bactérias são surpreendentemente criteriosas em relação aos lugares onde elas vivem.

Se você passar um cotonete pela sua testa, pelo nariz ou pelas costas, você irá descobrir que estas áreas estão repletas de Cutibacterium, um gênero de bactérias que evoluiu para se alimentar do sebo oleoso produzido pelas células da nossa pele. Elas ajudam a umedecer e proteger a camada externa do nosso corpo.

Mas pegue uma amostra das suas axilas, quentes e úmidas, e você encontrará grandes quantidades de Staphylococcus e Corynebacterium. Examine entre os dedos dos pés e lá haverá muitas espécies de Propionibacterium. Algumas espécies são utilizadas na produção de queijo, ao lado de uma ampla variedade de fungos.

Regiões secas da pele, como os braços e as pernas, são particularmente inóspitas para as bactérias. Por isso, as espécies que moram ali não ficam por muito tempo.

Estas regiões também abrigam uma maior proporção de vírus do que outras áreas externas do corpo. E, naturalmente, a nossa pele também abriga outras criaturas, como os minúsculos ácaros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o.adaptado.
Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas 'que' encontramos no nosso dia a dia.

Sintaticamente, nesta frase, o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3316667 Português
Leia o título e o subtítulo de uma matéria jornalística apresentados a seguir.
Ar-condicionado deixa a conta de luz mais cara: saiba como evitar desperdício de energia
Barrar o contato direto com o sol, não tampar a saída de vento com toalhas e optar pelo modelo "inverter" são algumas das dicas dos especialistas.

BARBOSA, Marília. Ar-condicionado deixa a conta de luz mais cara: saiba como evitar desperdício de energia. G1, 15 de dezembro de 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/guia/guia-de-compras/ar-condicionado-deixaa-conta-de-luz-mais-cara-saiba-como-evitar-desperdicio-de-energia.ghtml. Acesso em: 15 dez. 2023.

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos desse excerto.
Alternativas
Q3316666 Português
Leia o excerto a seguir, observando sua estruturação sintática.

“O Megadeth anunciou que se apresentará no Brasil, mais precisamente em São Paulo, no final de abril de 2024. O grupo não se apresenta em terras brasileiras desde 2017. Vale lembrar que o Megadeth iria se apresentar no Rock In Rio 2022, porém a apresentação foi cancelada.”

RIBEIRO, Mateus. Fãs e músicos apoiam Kiko Loureiro após guitarrista anunciar afastamento do Megadeth. Whiplash, 20 de novembro de 2023. Disponível em: https://whiplash.net/materias/news_701/356679-megadeth.html. Acesso em: 21 nov. 2023. Adaptado.

Assinale a alternativa que faz uma análise CORRETA quanto a essa estruturação. 
Alternativas
Q3316660 Português
Leia o excerto a seguir.

“O que pode ajudar o mundo a superar a dependência do petróleo que está causando as mudanças climáticas? A resposta está nos minerais críticos — e você os encontra no seu bolso. Estes minerais são usados para fabricar desde as baterias dos nossos celulares até as que produzem energia limpa, como a eólica e a solar.”
OS minerais em nossos telefones celulares que podem ajudar no combate às mudanças climáticas. BBC Brasil, novembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-785327f3-1924-47dd-bc5cdeea29a07e0a. Acesso em: 16 nov. 2023. Adaptado.

Qual é a classificação das orações grifadas no excerto? 
Alternativas
Q3316658 Português
Em qual dos trechos a seguir se pode identificar o emprego de um anacoluto?
Alternativas
Q3316657 Português
Leia o trecho a seguir.

“A pergunta ‘o que significa ser um autor?’ é apenas uma das questões mais urgentes no mercado [...] de Inteligência Artificial (IA). [...] Suas fontes de informação são grandes bancos de textos com exemplos que lhes permitem determinar, em um sentido probabilístico, quais palavras, estruturas de frases, temas e evidências são mais frequentes. As respostas, entretanto, podem levantar dúvidas sobre plágio, precisão e originalidade das explicações fornecidas.”

SPINAK, Ernesto. IA: Como detectar textos produzidos por chatbox e seus plágios. Scielo em Perspectiva, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2023/11/17/ia-como-detectar-textos-produzidos-porchatbox-e-seus-plagios/. Acesso em: 19 nov. 2023. Adaptado.

O conectivo “entretanto” empregado nesse trecho pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao enunciado em que ocorre, por:
Alternativas
Q3316655 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

No quinto parágrafo, foram destacadas duas orações subordinadas. Analise-as e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta, CORRETA e respectivamente, a classificação sintática dessas orações:
Alternativas
Q3316654 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Como se classifica o sujeito gramatical do verbo “traçar”, empregado no terceiro parágrafo?
Alternativas
Q3316653 Português

Texto para a questão.


O escritor é um sádico

Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica



    Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?


       Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.


       Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.


      A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.


     Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele. 


    E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


     Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.


PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado. 

Qual é a função da vírgula sinalizada no segundo parágrafo da crônica? 
Alternativas
Q3316536 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.


Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.


Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.


Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.


Traduzir-se uma parte

na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte -

será arte?



Ferreira Gullar

Ao definir-se entre as tais duas partes, o poeta utiliza frequentemente a forma verbal “é”, flexão verbal pertencente ao verbo “ser”. O verbo “ser” é considerado um verbo de ligação, por esse motivo a estrutura sintática que aparece posposta à forma verbal “é” no poema é classificada como:
Alternativas
Q3315771 Português
Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares


As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Após uma breve perda da dianteira em 2021 para a Covid-19, que naquele ano causou 411 mil óbitos, as enfermidades do coração e do sistema circulatório retomaram a liderança. De acordo com os dados do relatório "Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares" mais recente, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology , um conjunto de 18 doenças cardiovasculares tirou a vida de aproximadamente 400 mil brasileiros em 2022, quase o equivalente ao total de mortos no pior ano da pandemia do novo coronavírus.

O relatório é parte de um estudo mais amplo chamado Carga global de doenças, ou Global burden of diseases (GBD), que envolve a participação de mais de 10 mil pesquisadores, brasileiros inclusive, e registra desde 1990 a evolução de 371 causas de morte e 88 fatores de risco relacionados a elas no mundo. Na edição de 2023 do documento sobre doenças cardiovasculares, os dados do Brasil são apresentados somados aos do Paraguai, que à época tinha 6,1 milhões de habitantes, o correspondente a cerca de 3% da população brasileira.

Nos dois países, os únicos integrantes da sub-região denominada América Latina Tropical no GBD, as doenças cardiovasculares mataram 408 mil pessoas em 2022, um aumento de 48,4% em relação às 275 mil mortes de 1990 − no período, a população dos dois países cresceu 35,6%. No mundo todo, as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram um pouco menos, 39,4%, passando de 12,4 milhões em 1990 para 19,8 milhões em 2022, período em que a população mundial cresceu 51%.

Dois problemas responderam, sozinhos, pela grande maioria (76%) dos óbitos em 2022 na América Latina Tropical: o infarto do miocárdio e as diferentes formas de acidente vascular cerebral (AVC). Foram 170,5 mil óbitos pelo problema cardíaco e 138,4 mil por AVC. "Os números absolutos de morte crescem porque a população está aumentando e as pessoas estão vivendo mais", explica o médico e epidemiologista Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), um dos colaboradores do GBD.

Apesar da elevação no total de casos, devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, em boa parte do mundo a situação vem melhorando e o número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade, recurso estatístico que permite comparar dados de populações com estruturas etárias diferentes, encontra-se em queda nessas três décadas. No Brasil, a redução foi de 55,6%: baixou de 356 mortes por 100 mil pessoas em 1990 para 158 por 100 mil em 2022. No restante do planeta, a redução foi de 35%. Caiu de 358 óbitos por 100 mil em 1990 para 233 por 100 mil em 2022.

"Até os anos 2000, infarto e AVC competiam como principal causa de morte nos estados brasileiros. O diagnóstico e o controle da hipertensão arterial fizeram a taxa de mortalidade por AVC cair mais do que a taxa de mortes por infarto", conta a cardiologista Luisa Brant, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também colaboradora do GBD. A proporção de mortes por AVC em cada grupo de 100 mil passou de 138 em 1990 para 58 em 2019, queda de 58%. A de infarto baixou 52,5%, de 158 para 75, no mesmo período.

Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Cerca de 400 mil
pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas
cardiovasculares. Revista Pesquisa FAPESP.
Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/cerca-de-400-
mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemascardiovasculares/ Acesso em: 26 fev., 2024.

Analise o seguinte trecho, retirado do texto:
Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.

Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente os valores semânticos das palavras em destaque no texto:
Alternativas
Q3315660 Português
Analise a música de aniversário a seguir.

“Parabéns para você
Nessa data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vida.”

De acordo com as regras da gramática normativa, os ERROS são:

I. “Parabéns para você” está incorreto, pois deveria ser “Parabéns a você”
II. Muitas felicidades, muitos anos de vida – muitas felicidades e muitos anos de vida.
III. O correto seria apenas utilizar “muitos anos de vida”
IV. “Nessa data querida” está incorreto, pois deveria ser “Nesta data querida”.
V. Não há inadequação apenas na frase “muitas felicidades, muitos anos de vida”.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3315659 Português
Assinale a alternativa em que retira a ambiguidade presente na frase “Mariana pegou o ônibus correndo.” 
Alternativas
Q3315605 Português
No período “A doença não traz risco à saúde, mas pode causar desconforto e constrangimento.” temos as seguintes orações:
Alternativas
Q3315602 Português
Analise a mensagem a seguir.

Maria,
Estive na clínica hoje e o psiquiatra examinou o paciente preocupado. Depois queria discutir com você a respeito do assunto.
Abraços.

A frase “o psiquiatra examinou o paciente preocupado” apresenta marcas de:
Alternativas
Q3315593 Português
Leia o Texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A pressão por perfeição causada pelas redes sociais pode afetar a qualidade de vida das pessoas


Um estudo divulgado no final do ano passado sobre o uso da internet, promovido pela empresa de marketing We Are Social, revelou que os brasileiros gastam, em média, três horas por dia navegando nas redes sociais.

E com o crescimento do uso de aplicativos como o Facebook e o Instagram, milhares de pessoas em todo o mundo estão ganhando muito dinheiro fazendo publicidade para marcas, ditando padrão de beleza e acirrando o clima de competição em relação à aparência e à estética, o que tem gerado uma forte pressão nos usuários.

Inclusive, tal pressão levou o Instagram a ocultar o número de curtidas nas publicações da plataforma, como uma tentativa de diminuir o clima de competição entre os usuários para que eles se sintam mais livres para postarem seus conteúdos.

Mas até que ponto essa pressão nas redes sociais pode afetar a vida e a autoestima das pessoas?

No Brasil, essa pressão por um corpo perfeito tem conduzido muitos brasileiros a desenvolverem transtornos comportamentais, como baixa autoestima, ansiedade e até mesmo depressão.

A ONG inglesa Girlguiding fez uma pesquisa com mais de mil garotas e jovens, entre 11 e 21 anos, e comprovou que a relação delas com o mundo virtual pode não ser tão amistosa quanto aparenta.

Uma em cada três jovens relatou que sua maior preocupação on-line era comparar a sua vida com a de outras pessoas por meio das redes sociais, e alegaram que se preocupam pela forma como isso está afetando seu bem-estar.

A psicóloga e psicanalista Sheyna Vasconcellos, professora da faculdade Unijorge, em Salvador, esclarece que a nossa necessidade de aprovação e aceitação é muito antiga, e anterior às redes sociais. Assim, a decisão do Instagram em ocultar as curtidas, disfarça um pouco essa rivalidade e, até certo ponto, é libertadora, mas não é esse o problema.

Ela explica que a geração atual tende a usar o corpo como cenário de exibição em busca de aprovação e curtidas, levando a ficarem cada vez mais tempo visíveis on-line, já que a internet funciona 24 horas por dia, comprometendo ainda mais essa relação com o espaço virtual.

E esse espaço sem fronteiras cria dispersão e fragmentação, o que pode ser bem perigoso para quem já está vulnerável psiquicamente. “Para muitos, a vida editada nas redes sociais não corresponde à vida real, cheia de frustrações. E isso faz com que o indivíduo sinta uma forte solidão em sua angústia”.

E como as famílias lidam com isso?

Outro dado relevante levantado pelo estudo da ONG inglesa é a opinião das jovens sobre a percepção que os pais têm da pressão que elas sofrem no mundo digital.

Cerca de 50% das entrevistadas relataram que os pais têm consciência desse tipo de pressão, porém, apenas 12% afirmaram que seus pais têm alguma preocupação real com esse problema enfrentado por elas.

A psicóloga alerta que a vida midiática faz parte da nossa cultura e das novas formas de sofrimento psíquico, e o papel da família nesse contexto é muito importante.

“Cada vez mais os familiares precisam conhecer os interesses de seus jovens, o tipo de conteúdo e perfis que os seduzem e, muito importante: escutar o que eles têm a dizer, e ouvir suas opiniões para procurar entendê-los e orientá-los. Ao demonstrar interesse por este novo mundo a relação entre a família e seus jovens vai se estreitar e abrir um “canal” que pode ganhar mais relevância do que o canal do Youtube”, orienta a psicóloga.

Aceitação, autoconfiança e autoestima

O cirurgião Sandro Fabrício Queiroz está acostumado a conviver com pacientes que encontram nas redes sociais um espaço de socialização que muitas vezes não vislumbram na vida off-line, com amigos, escolas e familiares.

Além de atuar em vários hospitais de Salvador, o cirurgião é o responsável técnico pela CTS - Clínica de Tratamento e Suor especialista em hiperidrose, uma doença que causa transpiração excessiva em algumas partes do corpo, como mãos, axilas e rosto.

Essa doença não traz maiores risco à saúde, mas causa muito desconforto e constrangimento, levando a pessoa a ter que tomar vários banhos por dia, evitar um aperto de mão, um abraço, um contato mais próximo com outras pessoas, impactando em suas relações sociais e na vida diária.

“A hiperidrose impacta fortemente na qualidade de vida das pessoas. E, como nas redes sociais eles não precisam enfrentar esse problema – não precisam de contato físico -, muitos pacientes acabam se entregando à vida virtual, substituindo o convívio e a aceitação da vida real pelos “likes” das redes sociais”. O cirurgião esclarece que adolescentes com hiperidrose se sentem inseguros e incomodados e podem se tornar introspectivos. E nessa fase da vida qualquer situação de exclusão pode afetar a autoconfiança e a autoestima, e, nesse aspecto, o convívio com a rede social pode ser libertador. “De uma maneira geral, tudo é amplificado no mundo virtual: as pressões pelo enquadramento aos padrões são maiores e problemas são aumentados ou simplesmente criados, mas por outro lado, o mundo virtual pode abrir as portas para a obtenção de soluções adequadas para os problemas que existem na vida real. As redes sociais permitem o contato com grande número de pessoas com os mesmos problemas, contribuindo para uma maior aceitação, bem como para a solução necessária que, de outra forma, permaneceriam como uma determinação do destino da qual não se pode escapar”, reflete o cirurgião.

Padrão estético exagerado

Veiculação de tratamentos estéticos milagrosos e um ideal de beleza muito exagerado disseminados pelas redes sociais são preocupações destacadas pela dermatologista Lorena Marçal, vice-presidente regional Bahia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/BA).

Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, gerando um falso ideal de beleza e de “facilidade” de procedimentos sem riscos, propagados por pessoas que não são médicos nem especialistas e não têm conhecimento e autorização para divulgar esses serviços.

“É preciso ter muito cuidado. Hoje em dia buscam um padrão que nem sempre é indicado e recomendado, como lábios exageradamente grandes, mandíbulas marcadas, região molar muito projetada, nariz fino e sobrancelhas bastante arqueadas. Na dúvida, tem que procurar um médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Só através de uma avaliação médica bem feita é que se pode fazer as indicações exatas do que realmente é necessário, e qual o melhor procedimento a ser feito”.


Fonte:https://www.revistaabm.com.br/artigos/a-pressao-por-perfeicao-causada-pelas-redes-sociais-pode-afetar-a-qualidade-de-vida-das-pessoas
No trecho “Segundo ela, há um grande aumento por procura em procedimentos estéticos em busca de um padrão de beleza veiculado, muitas vezes, usando imagens sensacionalistas e distorcidas, (...)” o conectivo destacado apresenta o valor semântico de: 
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