Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Assinale a alternativa CORRETA:

I. Há a presença de uma oração subordinada substantiva e de uma adjetiva no trecho em destaque.
II. A palavra “para” é uma preposição e sua substituição pela locução “para que” demandaria o desenvolvimento da oração em que ocorre.
III. Encontram-se dois verbos transitivos diretos e um intransitivo no trecho.
Quais estão corretas?
( ) Quando há um verbo de ligação, o advérbio de negação que “modifica o verbo”, na realidade, exclui que haja compatibilidade entre o sujeito e o seu predicativo.
( ) As expressões negativas são mais numerosas do que sugere a gramática tradicional, e o advérbio “não” é, entre todas, uma das menos confiáveis pelos equívocos a que dá margem.
( ) Além dos advérbios de negação, pode-se incluir, entre os recursos que a língua nos oferece para negar algo, os prefixos negativos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


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“Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou (...)”
Há uma sequenciação de:
Quanto a presença e classificação dos sujeitos nas orações que compõem o texto abaixo, temos:


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I. Há a ausência da inicial maiúscula no período.
II. Há a ausência do acento grave na locução adverbial “as vezes”.
III. Há presença indevida de uma vírgula separando o sujeito do predicado.
IV. Observa-se a ausência do ponto finalizando o período.
V. A expressão “mais” está inadequada, a ocorrência exige o “mas”.
Estão CORRETOS:
Observe a tira:

Em relação à palavra em destaque é CORRETO dizer que:
I. O homem vestia casaco e calça amarela.
II. O professor agiu com coragem e paciência admirável.
III. Encontramos na rua estranhos homens e mulheres.
IV. O quintal e a casinha estavam sujos.
Em relação à CONCORDÂNCIA entre os termos, está CORRETA:
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)