Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2025 - CREMESE - Médico Fiscal |
Q3505237 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju




        Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos. Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária.”, a oração “que o estado venha a dar toda assistência à usuária” é subordinada substantiva objetiva o direta, complementando sentido de um verbo transitivo direto, da oração principal.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2025 - CREMESE - Médico Fiscal |
Q3505235 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju




        Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos. Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações”, a locução conjuntiva “até que” tem valor concessivo e poderia, nesse contexto, ser substituída por embora.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2025 - CREMESE - Médico Fiscal |
Q3505232 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju




        Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos. Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML)”, o termo “procedimentos” é o núcleo do sujeito de uma oração subordinada.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2025 - CREMESE - Médico Fiscal |
Q3505231 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju




        Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos. Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente”, o termo “Ronaldo Marinho” funciona, sintaticamente, como aposto explicativo.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CREMESE Prova: Quadrix - 2025 - CREMESE - Médico Fiscal |
Q3505226 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju




        Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos. Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No título, “é suspeito”, apesar das aparências, não é uma locução de voz passiva.

Alternativas
Q3505186 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 SATÉLITE

O Brasil e a China estão avançando em sua cooperação espacial, com foco no desenvolvimento do satélite CBERS-5, projetado para melhorar o monitoramento terrestre no Brasil. Em 29 de abril de 2025, representantes dos dois países se reuniram no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para discutir o andamento e as próximas etapas do projeto.

O CBERS-5 será a evolução da série de satélites CBERS, operando em órbita geoestacionária para monitoramento contínuo do território brasileiro. Sua missão será o acompanhamento de fenômenos climáticos extremos e a coleta de dados sobre desmatamento e preservação ambiental.

O lançamento do satélite está previsto para 2030 e contará com tecnologias avançadas, ampliando a capacidade de observação e auxiliando na previsão de desastres naturais e gestão de recursos hídricos. A ministra Luciana Santos destacou o projeto como um marco na cooperação entre os dois países, com foco em inovações sustentáveis que beneficiem o meio ambiente e a sociedade.

 A cooperação é parte de um esforço maior para estreitar os laços entre o Brasil e a China em alta tecnologia e inovação, alinhando-se aos princípios de desenvolvimento sustentável.


Fonte: https://agenciagov.ebc.com.br/ (texto adaptado)

Após a leitura do texto "SATÉLITE", assinale a alternativa em que a concordância verbal ou nominal está INCORRETA, considerando as regras da norma padrão da Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3505098 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.


Brainrot - o lixo que apodrece a mente


Este fenômeno, Brainrot, surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos.


    Brainrot ainda não faz parte dos termos médicos ou cientificamente reconhecidos, é, na verdade, um termo que vem sendo usado e ganhando popularidade na internet e nas redes sociais, é algo que diz respeito ao comportamento de consumir excessivamente conteúdos de baixa qualidade e até mesmo nocivos à saúde mental. A conexão está sempre direcionada à atualização de fenômenos negativos, ao lixo das redes.

    Este fenômeno surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos. Mais tarde isso evoluiu para outros interesses das redes sociais, sempre de baixa qualidade, geralmente tóxico para a saúde mental e para os relacionamentos.

    Parece que nosso tempo perde-se literalmente entre os dedos. Enchemos ou preenchemos nossos dias com banalidades, com informações irrelevantes, muitas vezes falsas, ou pelo menos, duvidosas. Parecemos dominados e entregues ao lixo social. O pior é que passamos a viver essa realidade, trabalhamos para ela, somos sua criatura. Oferecemos o que nos é oferecido, damos o que recebemos. Tornamo-nos multiplicadores de lixo.

    Vivemos esses momentos, que poderiam ser horas preciosas de vida, imersos num mundo tóxico, que nos aproxima do nada e nos distancia de todos. Pensamos lixo, vivemos lixo, nosso cérebro termina apodrecendo pelo lixo.

    A cada dia que passa o Brainrot vem sendo mais tratado como um problema de saúde, visto que as pessoas envolvidas nesse tipo de comportamento manifestam sintomas psíquicos, como procrastinação, falta de concentração, ansiedade, isolamento social, depressão, além de problemas físicos. A mente passa a ser consumida por pensamentos repetitivos e obsessivos, muitas vezes relacionados a um determinado tema, atualmente muito comum o conteúdo ideológico.

    Isso pode desencadear algo que se pode chamar de “vício cognitivo”, que leva a pessoa a ficar obcecada por determinado assunto e incapaz de pensar em outra coisa. Essa condição pode levar a uma sensação de exaustão mental e dificuldade de concentração em outras atividades.

    Como se trata de um problema de saúde, há necessidade de busca de ajuda profissional, mas, infelizmente, a maioria das pessoas acometidas por esse mal não se veem doentes e aborrecem-se com aquelas que tentam lhe pontuar o problema. As poucas que percebem, entendem que precisam buscar informações de qualidade, usar parte de seu tempo em outras atividades, como práticas esportivas, cultura e lazer. Tornam-se convictas de que a vida não é apenas virtual, que precisam sair do mundo online e observar que há vida aqui fora.

    Infelizmente estamos na era da internet, com disparos intermináveis de mensagens, muitas com conteúdos desencontrados, muita maldade dentro do que deveria ser saudável e útil, causando desentendimentos, desavenças, inimizades e grupos de pessoas divididos, considerando-se inimigos uns dos outros.

    Infelizmente, isso já é presente e pode piorar no futuro, a não ser que façamos algo para prevenir a degradação dos tempos. Mas, o que fazer? Pelo menos, sejamos cabeças pensantes para tentar mudar essa história.


(ESTEVÃO, M. Disponível em: primeirapágina.com.br. Acesso em: 20/09/2024.)
O conector como pode estabelecer várias relações de sentido entre palavras e trechos de um texto. No trecho Como se trata de um problema de saúde, há necessidade de busca de ajuda profissional, qual o sentido desse conector? 
Alternativas
Q3505097 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.


Brainrot - o lixo que apodrece a mente


Este fenômeno, Brainrot, surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos.


    Brainrot ainda não faz parte dos termos médicos ou cientificamente reconhecidos, é, na verdade, um termo que vem sendo usado e ganhando popularidade na internet e nas redes sociais, é algo que diz respeito ao comportamento de consumir excessivamente conteúdos de baixa qualidade e até mesmo nocivos à saúde mental. A conexão está sempre direcionada à atualização de fenômenos negativos, ao lixo das redes.

    Este fenômeno surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos. Mais tarde isso evoluiu para outros interesses das redes sociais, sempre de baixa qualidade, geralmente tóxico para a saúde mental e para os relacionamentos.

    Parece que nosso tempo perde-se literalmente entre os dedos. Enchemos ou preenchemos nossos dias com banalidades, com informações irrelevantes, muitas vezes falsas, ou pelo menos, duvidosas. Parecemos dominados e entregues ao lixo social. O pior é que passamos a viver essa realidade, trabalhamos para ela, somos sua criatura. Oferecemos o que nos é oferecido, damos o que recebemos. Tornamo-nos multiplicadores de lixo.

    Vivemos esses momentos, que poderiam ser horas preciosas de vida, imersos num mundo tóxico, que nos aproxima do nada e nos distancia de todos. Pensamos lixo, vivemos lixo, nosso cérebro termina apodrecendo pelo lixo.

    A cada dia que passa o Brainrot vem sendo mais tratado como um problema de saúde, visto que as pessoas envolvidas nesse tipo de comportamento manifestam sintomas psíquicos, como procrastinação, falta de concentração, ansiedade, isolamento social, depressão, além de problemas físicos. A mente passa a ser consumida por pensamentos repetitivos e obsessivos, muitas vezes relacionados a um determinado tema, atualmente muito comum o conteúdo ideológico.

    Isso pode desencadear algo que se pode chamar de “vício cognitivo”, que leva a pessoa a ficar obcecada por determinado assunto e incapaz de pensar em outra coisa. Essa condição pode levar a uma sensação de exaustão mental e dificuldade de concentração em outras atividades.

    Como se trata de um problema de saúde, há necessidade de busca de ajuda profissional, mas, infelizmente, a maioria das pessoas acometidas por esse mal não se veem doentes e aborrecem-se com aquelas que tentam lhe pontuar o problema. As poucas que percebem, entendem que precisam buscar informações de qualidade, usar parte de seu tempo em outras atividades, como práticas esportivas, cultura e lazer. Tornam-se convictas de que a vida não é apenas virtual, que precisam sair do mundo online e observar que há vida aqui fora.

    Infelizmente estamos na era da internet, com disparos intermináveis de mensagens, muitas com conteúdos desencontrados, muita maldade dentro do que deveria ser saudável e útil, causando desentendimentos, desavenças, inimizades e grupos de pessoas divididos, considerando-se inimigos uns dos outros.

    Infelizmente, isso já é presente e pode piorar no futuro, a não ser que façamos algo para prevenir a degradação dos tempos. Mas, o que fazer? Pelo menos, sejamos cabeças pensantes para tentar mudar essa história.


(ESTEVÃO, M. Disponível em: primeirapágina.com.br. Acesso em: 20/09/2024.)
O pronome relativo estabelece relação de sentido entre palavras e trechos de um texto, substituindo-os e contribuindo para que haja coesão e progressão textual. Assinale o trecho em que a palavra que NÃO está usada como pronome relativo.
Alternativas
Q3505060 Português

Qual a alternativa registra a correta aplicação da regência verbal?



(CEGALLA, D. P. Novíssima Gramatica da Língua Portuguesa. 56ª ed., pag. 49512) 

Alternativas
Q3505057 Português

Assinale a alternativa em que o verbo NÃO é intransitivo:


(CEGALLA, D. P. Novíssima Gramatica da Língua Portuguesa. 56ª ed., pag. 336-340)  

Alternativas
Q3504984 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.


Expressões desaparecem. Para onde foram?


    Cartear marra é uma delas. Usadíssima nos anos 60, não vejo ninguém mais carteando marra. Quantas vezes nós, adolescentes, nos bailinhos, ao vermos alguém de outra cidade querendo dançar com as nossas meninas, chegávamos perto: não vem cartear marra aqui, não. Cartear marra era querer ser metido a gostoso.

    Hoje, décadas depois, vou ao dicionário. Cartear significa também chutar. E marra, coragem. Portanto a expressão estava correta: fingir coragem. E, cá entre nós, naquele tempo todo mundo carteava marra.

    Outra genial: par de besta. Tipo assim: o cara veio com par de besta pra cima de mim e eu saí na porrada. E eu nunca entendia porque o sujeito com um par de besta (o animal, claro), significava que era todo valentão. O que é que a besta tinha a ver com valentia?

    Mas hoje, descobri. O primeiro significado da palavra besta é uma arma, uma espécie de arco para atirar setas. Portanto, o cara que vinha com par de besta, vinha armado, vinha para agredir, para ofender.

    Por outro lado, e ainda mais bestial, o interessante é que o sujeito metido a besta era o metido a gostoso, a bonitão, a conquistador. Aqui, no caso, nunca entendi o porquê da besta. Se você for metido a besta, me explique.

[...] 

    Naquela época não tinha pêr-répis, a não ser se você fosse gilete. A gente saía para encher o picuá dos outros e, qualquer problema, noves fora zero. 

    Mas o que mais me irritava, na adolescência, era a minha irmã mais velha achar que eu era inocente. Já tinha uns doze anos e ela dizia que eu era inocente. E olha que eu já era culpadíssimo!

    Me desculpe cartear tanta marra…


(PRATA, Mário. Estadão, 11/02/2004. Disponível em: www.mensagenscomamor.com. Acesso em 10/10/2024.)
A palavra por que pode ser usada em várias situações comunicativas e sua grafia se altera conforme a situação, a exemplo de E eu nunca entendia porque o sujeito com um par de besta (o animal, claro), significava que era todo valentão e Aqui, no caso, nunca entendi o porquê da besta. Sobre usos dessa palavra no exemplo dado em cada parênteses, marque V para os verdadeiros e F para os falsos.

( ) Os candidatos não foram eleitos porque não tinham boas propostas de governo. → Expressa sentido de causa, podendo ser substituído por pois e visto que.
( ) O candidato afirmou que já percebeu o motivo por que não conseguiu se reeleger.→ Constitui elemento de ligação entre duas orações, estabelecendo relação com um termo antecedente.
( ) Aquele candidato não se elegeu por quê? → Tem caráter interrogativo, indicando ênfase em uma pergunta que é fruto de indignação, não se diferenciando a grafia se no início ou final da frase.
( ) Esses candidatos não sabem o porquê de não terem sido eleitos. → Indica sentido de explicação, podendo ser substituído por já que e pelo que.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3504977 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.


Muito além das regras de etiqueta, a forma como você interage com os outros demonstra se você é, de fato, uma pessoa elegante


Quando nos comunicamos, nosso comportamento causa um impacto imediato em quem está ao redor. A forma como escolhemos nos expressar pode criar uma impressão duradoura, positiva ou negativa. Por isso, é fundamental estar atento a como nossas palavras e ações afetam aqueles com quem interagimos. Ser elegante ao se comunicar vai contribuir para causar uma boa impressão nas relações sociais e profissionais. E isso não depende somente de seguir regras de etiqueta. Muitas vezes confundimos elegância com formalidade excessiva ou apenas com a utilização de palavras de cortesia. Ser elegante na comunicação é muito mais que isso. Confira abaixo algumas orientações:


Palavras mágicas


Na infância, somos ensinados (ou deveríamos ser!) que existem “palavras mágicas” que nunca podemos esquecer e que são essenciais para termos boas maneiras. São as expressões básicas como “por favor”, “bom dia”, “boa tarde”, “desculpe” e “com licença”, sem as quais não podemos falar em comunicação elegante. Estas simples expressões de cortesia demonstram respeito pelos outros e são o primeiro passo para estabelecer uma comunicação harmoniosa.


[...]


Saber escutar


A elegância na comunicação também se reflete na habilidade de ouvir. Não interromper o outro e prestar atenção ao que está sendo dito são sinais claros de respeito. Escutar ativamente, sem a intenção de monopolizar a conversa, demonstra interesse pelo ponto de vista alheio e ajuda a criar um diálogo mais equilibrado e cordial.


Discordar com classe


Saber discordar com classe é uma habilidade crucial. Ao enfrentamos opiniões divergentes, é importante expressar nossas próprias perspectivas de maneira construtiva e respeitosa. Isso envolve reconhecer o ponto de vista do outro, mesmo não concordando com ele, e evitar ataques pessoais ou comentários depreciativos. E já parou para pensar na chatice que seria conversar somente com quem pensa igual a você em tudo?


Sem intimidade com quem não é íntimo


Tratar alguém com a mesma intimidade que você reserva para sua família e seus amigos mais próximos pode ser inadequado, especialmente quando não há uma relação de proximidade estabelecida. Já trouxemos aqui na coluna uma lista do que devemos evitar para não deixar uma má impressão. Vale relembrar: nada de chamar alguém de ‘amor’, ‘linda/o’, ‘fofa/o’, ‘flor’ ou por apelidos, se você não tem intimidade.


Linguagem corporal e vocabulário adequado


A postura e o olhar fazem parte da linguagem corporal e desempenham um papel relevante na elegância da nossa interação. Manter contato visual, ou seja, olhar nos olhos da pessoa com quem estamos conversando, demonstra atenção e respeito. Além disso, usar um vocabulário que o outro entenda facilita a clareza e a compreensão mútua. Usar palavras difíceis para ‘impressionar’ pode ter o efeito contrário: afastar e não prender a atenção.


[...]


(COLLARES, L. Disponível em: www.primeirapágina.com.br. Acesso em: 20/08/24. Adaptado.)
A coluna da esquerda apresenta efeitos de sentido próprios das orações subordinadas e a da direita, trechos do texto em que se encontram esses sentidos. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1. Condição
2. Tempo
3. Concessão

( ) Quando nos comunicamos, nosso comportamento causa um impacto imediato em quem está ao redor.
( ) Vale relembrar: nada de chamar alguém de ‘amor’, ‘linda/o’, ‘fofa/o’, ‘flor’ ou por apelidos, se você não tem intimidade.
( ) Ao enfrentamos opiniões divergentes, é importante expressar nossas próprias perspectivas de maneira construtiva e respeitosa.
( ) Isso envolve reconhecer o ponto de vista do outro, mesmo não concordando com ele, e evitar ataques pessoais ou comentários depreciativos.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3504730 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju

Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos.

         Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


Em “uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.”, a oração “como se eles estivessem trabalhando” é subordinada adjetiva restritiva.

Alternativas
Q3504719 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju

Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos.

         Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju.”, o termo “de 16 anos” é o adjunto adnominal que modifica o substantivo “adolescente”, assim como o artigo “uma”.

Alternativas
Q3504718 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju

Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos.

         Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No trecho “Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju.”, o termo “por suspeita de abuso sexual” não é agente da passiva, mas, sim, adjunto adverbial de causa.

Alternativas
Q3504717 Português
Médico é suspeito de abuso sexual contra adolescente
em unidade de saúde de Aracaju

Um médico foi denunciado por suspeita de abuso sexual contra uma adolescente de 16 anos durante atendimento no Hospital Fernando Franco, em Aracaju. A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso. Segundo a polícia, a vítima teria passado mal na escola nesta quarta (17) e, acompanhada da mãe, foi conduzida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu ) ao hospital.

         O delegado Ronaldo Marinho informou que os envolvidos no caso estão sendo ouvidos e que foram realizados os procedimentos de proteção da adolescente e providenciada a realização de exames médicos laboratoriais junto ao Instituto Médico Legal (IML).

         A Polícia Civil aguarda o laudo do IML para a conclusão do inquérito. O caso está sendo tratado em sigilo. Através de nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações e que está à disposição da Secretaria de Segurança Pública.

         O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) disse, também por meio de nota, que é contra qualquer tipo de violência e que é extremamente importante que o estado venha a dar toda assistência à usuária. O Sindimed disse ainda que é necessário que seja instaurado inquérito policial para rigorosa apuração dos fatos.

         Na semana passada, uma auxiliar de enfermagem foi afastada após ser presa em flagrante usando as senhas de dois colegas de trabalho para bater ponto eletrônico, como se eles estivessem trabalhando.

         No fim de julho, um médico contratado pelo município foi afastado após ser flagrado pulando um muro e fugindo do plantão no Hospital Municipal Fernando Franco, na Zona Sul. O caso foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju disse que o caso está sendo apurado junto ao Conselho Regional de Medicina para adoção das providências cabíveis.

         Em abril, as câmeras flagraram um médico e um enfermeiro cortando o fio de acesso ao equipamento de ponto eletrônico na Unidade Básica de Saúde Celso Daniel, no Bairro Santa Maria, também na capital. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e instaurado processo administrativo contra os servidores.

Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No título, “de Aracaju” é adjunto adnominal ligado ao substantivo “saúde”.

Alternativas
Q3504589 Português
REVOLUÇÃO EM CURSO


   O problema da obesidade chega a níveis cada vez mais preocupantes no Brasil. Entre 2003 e 2019, a quantidade de pessoas acima do peso mais que dobrou, chegando a 26,8% da população. A projeção para 2025 é que esse número suba para 31%. Única forma de frear o crescimento, a prevenção vem sendo ignorada por muita gente. Levantamentos mostram que metade dos brasileiros raramente ou nunca pratica qualquer atividade física. Se não bastasse, à mesa, durante as refeições, boa parte das pessoas consome poucos nutrientes e muitas calorias. Um agravante é a grande preferência pelos chamados alimentos ultraprocessados, como biscoitos, torradas e salgadinhos. Combinados, sedentarismo e péssimos hábitos alimentares formam a receita que alimenta a obesidade.

   A ciência tem sido uma grande aliada na luta para controlar o problema, e esse esforço está hoje a cargo de pesos-pesados. No ringue dos avanços mais notáveis na área nos últimos anos, estão as duas farmacêuticas com o maior valor de mercado da atualidade. De um lado, a americana Eli Lilly, com seu medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. Do outro, a dinamarquesa Novo Nordisk, dona da semaglutida, princípio ativo do Wegovy e de seu primo mais famoso, o Ozempic, que é destinado ao diabetes. Demanda para esses fármacos não falta: hoje o excesso de gordura corporal afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Mas quem será que leva a melhor na batalha pela perda de peso?

   Em pesquisa do fim do ano passado financiada pela Eli Lilly, a tirzepatida levantou o cinturão do emagrecimento. Enquanto ela promoveu uma redução, em média, de 20% no peso corporal, a rival chegou a quase 14% - ambos números expressivos, diga-se. Os participantes do braço do Mounjaro perderam por volta de 22 quilos; os do Wegovy enxugaram 15 quilos no período. Feitas as contas, os autores do comparativo constataram que a diminuição de peso relativa foi 47% maior com a tirzepatida. O Mounjaro foi aprovado pela Anvisa em 2023 e acaba de ser divulgada a previsão do início das vendas do remédio no Brasil, conforme mostra a reportagem “Chegada de peso” desta edição. Contudo, não há indicação dele para controle da obesidade - o que implicará o chamado uso off-label.

   Esse medicamento e outros que engordam a lista da nova geração de drogas utilizadas no combate à obesidade já provocam uma revolução comportamental aqui no Brasil e no mundo. Com a devida orientação médica, são ferramentas poderosas para auxiliar pacientes na faixa de maior risco, aqueles com muita dificuldade para perder peso. Só não são drogas milagrosas, pois o problema pode voltar rapidamente se não ocorrer uma mudança de hábitos. A ciência tem dado uma grande contribuição na batalha contra a doença, sem dúvida, mas o esforço individual na busca por uma rotina mais saudável segue sendo imprescindível.


Revista Veja 2936, ano 58, nº 12. 21 de março de 2025. 
Sobre a palavra “nunca” na oração “Levantamentos mostram que metade dos brasileiros raramente ou nunca pratica qualquer atividade física”, é correto afirmar que ela é 
Alternativas
Q3504581 Português
BACTÉRIA REGULA O APETITE HUMANO POR DOCES

Ela vive no intestino - e produz uma substância que influencia o cérebro.


    A Bacteroides Vulgatus, que vive no intestino humano, está relacionada a uma preferência alimentar: pessoas com baixos níveis dessa bactéria sentem maior desejo por doces. Essa foi a conclusão de um estudo publicado por cientistas de duas universidades chinesas, que fizeram experiências em ratos de laboratório e também analisaram 84 voluntários humanos. Primeiro, nas cobaias, os pesquisadores desligaram um gene chamado Ffar4 (sigla em inglês para "receptor de ácidos graxos 4"). Isso teve dois efeitos: reduziu a quantidade da bactéria B. vulgatus no intestino deles, e elevou o apetite dos animais para alimentos doces. Depois, os cientistas examinaram a microbiota dos voluntários humanos - e descobriram que as pessoas que comiam mais doces carregavam menos B. vulgatus no intestino. Essa bactéria funciona como um freio para o apetite: ela secreta ácido pantotênico, uma substância que estimula o organismo a produzir o hormônio GLP-1, que age no cérebro controlando o apetite (uma versão sintética dele é o princípio ativo do Ozempic e de medicamentos similares). A descoberta pode levar à criação de um tratamento probiótico para o emagrecimento, baseado na suplementação de B. vulgatus.


Revista Superinteressante, 472 Ed. Fevereiro de 2025.
No período “A B. Vulgatus relaciona-se com uma preferência alimentar, pois regula o apetite humano por doces”, encontramos orações
Alternativas
Q3504473 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



TEXTO 1:



Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças


Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.


Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.


A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.


A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.


Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.


Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.


No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.


No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).


"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.


"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.


A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).



TEXTO 02:




Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).  

Analise o seguinte excerto, retirado do Texto 1:
A maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).
Assinale a alternativa em que a palavra "enquanto" foi empregada com o mesmo sentido do apresentado no excerto:
Alternativas
Q3504461 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



TEXTO 1:



Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças


Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.


Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.


A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.


A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.


Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.


Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.


No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.


No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).


"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.


"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.


A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).



TEXTO 02:




Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).  

As sentenças a seguir foram elaboradas com base no Texto 1. Analise-as cuidadosamente quanto à regência verbal:
I.A pesquisa almeja a compreensão do impacto das apostas e identificar os indivíduos vulneráveis ao transtorno do jogo.
II.Os pesquisadores informaram os resultados da pesquisa aos gestores da saúde pública.
III.O levantamento visava tanto a análise comportamental quanto a elaboração de políticas de prevenção.
IV.A dependência do jogo expõe o jogador a riscos e compromete sua relação com a família.
V.A prevenção ao transtorno do jogo interessa tanto profissionais de saúde quanto a sociedade em geral.
Está correta a regência verbal em: 
Alternativas
Respostas
6741: E
6742: E
6743: C
6744: E
6745: C
6746: D
6747: C
6748: D
6749: A
6750: B
6751: D
6752: D
6753: E
6754: C
6755: C
6756: E
6757: E
6758: B
6759: E
6760: A