Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3791293 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia".
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791250 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791249 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia". De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791247 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3791244 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3791207 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791206 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia".
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791205 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3791203 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791168 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

 El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3791166 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

 El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia".
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791165 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

 El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3791164 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

 El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791048 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos


Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.


O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.


A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.


Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.


Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.


O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.

Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais.


Sintaticamente, é CORRETO afirmar que, nesta frase, o sujeito        

Alternativas
Q3791041 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Robôs cuidadores e roupas com GPS: as apostas do Japão contra crise de demência entre idosos


Atualmente, cerca de 30% da população japonesa tem sessenta e cinco anos ou mais, o que agrava a crise diante da redução da força de trabalho e das restrições à entrada de estrangeiros para atuar nos cuidados.


O governo japonês trata a demência como prioridade e estima que os gastos com saúde e assistência social chegarão a quatorze trilhões de ienes até 2030. Para aliviar a pressão sobre o sistema, a principal aposta é a tecnologia. Sistemas com GPS e dispositivos vestíveis ajudam a localizar idosos perdidos, enquanto redes comunitárias, como funcionários de lojas de conveniência, recebem alertas em tempo real para agilizar os resgates.


A inteligência artificial também é usada para a detecção precoce da doença. O sistema aiGait, da Fujitsu, analisa a postura e a forma de caminhar para identificar sinais iniciais de demência. Já a Universidade Waseda desenvolve o robô humanoide AIREC, projetado para auxiliar em tarefas cotidianas e, futuramente, em cuidados mais complexos.


Robôs semelhantes já são utilizados em casas de repouso para tocar músicas aos residentes ou orientá-los em exercícios simples de alongamento. Eles também monitoram pacientes durante a noite, instalados sob os colchões para acompanhar o sono e as condições de saúde, reduzindo a necessidade de rondas humanas.


Outro exemplo é o Poketomo, pequeno robô que lembra horários de medicamentos, informa sobre o clima e conversa com pessoas que vivem sozinhas, ajudando a reduzir o isolamento social. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.


O valor das relações humanas aparece em um restaurante, em Tóquio, onde pessoas com demência trabalham atendendo clientes. Criado por Akiko Kanna, o espaço promove o engajamento social e mostra que, embora a tecnologia seja uma aliada, a conexão humana continua sendo essencial para quem vive com a doença.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dzq7gpkqgo.adaptado.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que os robôs devem complementar, e não substituir, os cuidadores humanos.
Em relação aos mecanismos de coesão textual presentes na frase, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3791022 Português

Observe a oração a seguir e responda à questão:


"A antiga biblioteca foi restaurada por especialistas em conservação de obras raras."


Considerando a estrutura da oração e o emprego do termo "por especialistas em conservação de obras raras", assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta desse termo.

Alternativas
Q3790768 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 

Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, "adaptação brasileira de um personagem norte-americano".


Em relação à análise sintática do termo destacado, é CORRETO afirmar que o termo destacado trata-se de: 

Alternativas
Q3790765 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 

Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar "às escolas", formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.


Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é CORRETO afirmar que, nesta frase,

Alternativas
Q3790764 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 

Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


Em relação ao mecanismo de coesão textual empregado na articulação entre os períodos, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3790728 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 



Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.



Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.



Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 



Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.



O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.



A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.





https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais "que" compravam as edições para os filhos.


Em relação à classificação das palavras, é CORRETO afirmar que o vocábulo destacado trata-se de: 

Alternativas
Respostas
5301: B
5302: A
5303: A
5304: B
5305: D
5306: D
5307: C
5308: A
5309: C
5310: B
5311: C
5312: C
5313: B
5314: D
5315: D
5316: E
5317: A
5318: D
5319: A
5320: D