Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 41.621 questões

Q2792195 Português

Texto para responder às questões de 01 a 15.


Muribeca


Lixo? Lixo serve pra tudo. A gente encontra a mobília da casa, cadeira pra pôr uns pregos e ajeitar, sentar. Lixo pra poder ter sofá, costurado, cama, colchão.Até televisão.

É a vida da gente o lixão. E por que é que agora querem tirar ele da gente? O que é que eu vou dizer pras crianças? Que não tem mais brinquedo? Que acabou o calçado? Que não tem mais história, livro, desenho?

E o meu marido, o que vai fazer? Nada? Como ele vai viver sem as garrafas, sem as latas, sem as caixas? Vai perambular pela rua, roubar pra comer?

E o que eu vou cozinhar agora? Onde vou procurar tomate, alho, cebola? Com que dinheiro vou fazer sopa, vou fazer caldo, vou inventar farofa?

Fale, fale. Explique o que é que a gente vai fazer da vida? O que a gente vai fazer da vida? Não pense que é fácil. Nem remédio pra dor de cabeça eu tenho. Como vou me curar quando me der uma dor no estômago, uma coceira [...]? Vá, me fale, me diga, me aconselhe. Onde vou encontrar tanto remédio bom? E esparadrapo e band-aid e seringa?

O povo do governo devia pensar três vezes antes de fazer isso com chefe de família. Vai ver que eles tão de olho [...] aqui. Nesse terreno. Vai ver que eles perderam alguma coisa. É. Se perderam, a gente acha. A gente cata. A gente encontra. Até bilhete de loteria, lembro, teve gente que achou. Vai ver que é isso, coisa da Caixa Econômica . Vai ver que é isso, descobriram que lixo dá lucro, que pode dar sorte, que é luxo, que lixo tem valor.

Por exemplo, onde a gente vai morar, é? Onde a gente vai morar? Aqueles barracos, tudo ali em volta do lixão, quem é que vai levantar? [...] Esse negócio de prometer casa que a gente não pode pagar é balela, é conversa pra boi morto. Eles jogam a gente é num esgoto. Pr'onde vão os coitados desses urubus? A cachorra, o cachorro?

[...] Isso tudo aqui é uma festa. Os meninos, as meninas naquele alvoroço, pulando em cima de arroz, feijão. Ajudando a escolher. A gente já conhece o que é bom de longe, só pela cara do caminhão. Tem uns que vêm direto de supermercado, açougue. Que dia na vida a gente vai conseguir carne tão barato? Bisteca, filé, chã-de-dentro – o moço tá servido? A moça?

Os motoristas já conhecem a gente. Têm uns que até guardam com eles a melhor parte. É coisa muito boa, desperdiçada. Tanto povo que compra o que não gasta – roupa nova, véu, grinalda. [...] Agora, o que deu na cabeça desse povo? A gente nunca deu trabalho. A gente não quer nada deles que não esteja aqui jogado, rasgado, atirado. A gente não quer outra coisa senão esse lixão pra viver. Esse lixão para morrer, ser enterrado. Pra criar os nossos filhos, ensinar o nosso ofício, dar de comer. Pra continuar na graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não faltar brinquedo, comida, trabalho.

Não, eles nunca vão tirar a gente deste lixão. Tenho fé em Deus, com a ajuda de Deus eles nunca vão tirar a gente deste lixo. Eles dizem que sim, que vão. Mas não acredito. Eles nunca vão conseguir tirar a gente deste paraíso.

FREIRE, Marcelino .Angu de sangue. Cotia: teliê, 2000. p. 23-5.

Em “O que é QUE eu vou dizer pras crianças?”, o componente destacado é um(a):

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IADES Órgão: CRC-MG Prova: IADES - 2015 - CRC-MG - Revisor |
Q2791668 Português

Texto 3 para responder as questões de 36 a 41.



1 Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias
questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos
votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava
4 no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a
velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha
de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o
7 céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma
atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou
cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo
10 amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os
que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto
13 personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no
debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação.
Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre 45
16 anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem
instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia
nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo
19 que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz
no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os
serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a
22 perfeição espiritual e eterna.


ASSIS, Machado de. O espelho, esboço de uma nova teoria da alma humana. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (fragmento), com adaptações.

No trecho “dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador” (linhas 18 e 19), a conjunção introduz uma oração

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IADES Órgão: CRC-MG Prova: IADES - 2015 - CRC-MG - Revisor |
Q2791667 Português

Texto 3 para responder as questões de 36 a 41.



1 Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias
questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos
votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava
4 no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a
velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha
de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o
7 céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma
atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou
cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo
10 amigavelmente os mais árduos problemas do universo.
Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os
que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto
13 personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no
debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação.
Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre 45
16 anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem
instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia
nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo
19 que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz
no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os
serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a
22 perfeição espiritual e eterna.


ASSIS, Machado de. O espelho, esboço de uma nova teoria da alma humana. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (fragmento), com adaptações.

A respeito das estruturas do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IADES Órgão: CRC-MG Prova: IADES - 2015 - CRC-MG - Revisor |
Q2791662 Português

Texto 2 para responder as questões de 33 a 35.



1 A literatura mineira se desenvolveu ainda no século
18, quando Vila Rica, atual Ouro Preto, tornou-se centro
econômico e político da então Colônia Portuguesa,
4 formando a primeira geração literária brasileira. Na época
do ouro, os poetas árcades, como Tomás Antônio Gonzaga,
Alvarenga Peixoto e Cláudio Manoel da Costa, se
7 inspiravam na paisagem local e em ideais bucólicos. Mas
alguns deles acabaram se envolvendo na questão política da
região que eclodiu na Inconfidência Mineira, no fim do
10 século.
Já no século 19, no Romantismo e, depois, no
Simbolismo, surgem expoentes mineiros como Bernardo
13 Guimarães e Alphonsus de Guimaraens, respectivamente.
O século 20, desde seu início, é marcado pela volta de
Minas ao cenário literário nacional com grande projeção.
16 Um dos grandes marcos é a produção literária de Carlos
Drummond de Andrade, nascido em Itabira, no ano de
1902. Formado em farmácia - por insistência da família - o
19 escritor se uniu a outros autores, entre eles Emílio Moura, e
fundou A Revista para divulgar o Modernismo no Brasil.
Uma das principais temáticas do autor é sua terra natal. Só
22 mineiros sabem. E não dizem nem a si mesmos o
23 irrevelável segredo chamado Minas.


Disponível em: < https://www.mg.gov.br/governomg/portal/m/ governomg/conheca-minas/5658- literatura/5146/5044 >. Acesso em: 30 ago. 2015, com adaptações.

No trecho “Já no século 19, no Romantismo e, depois, no Simbolismo, surgem expoentes mineiros como Bernardo Guimarães e Alphonsus de Guimaraens, respectivamente.” (linhas de 11 a 13), o sujeito é

Alternativas
Q2782491 Português

Considere as seguintes afirmações sobre substituição de formas verbais do texto.

I. A substituição de queira (l. 5) por goste exigiria a inserção da preposição de antes de que (l. 5).

II. A substituição de autoriza (l. 21) por permite implicaria duas alterações adicionais na estrutura da frase.

III. A substituição da forma verbal se traduz (l. 37) por acarreta exigiria a supressão da preposição em (l. 37).

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2780681 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.


asdDas musas, entidades mitológicas da Grécia Antiga, dizia-se que eram capazes de inspirar criações artísticas e científicas. Mulheres belas, talentosas e descendentes diretas de Zeus já foram homenageadas por Shakespeare, Dante e Rafael.

asdPois a musa inspiradora de Felipe Alves Elias tinha 15 m de comprimento e 6 m de altura, pesava até sete toneladas e estaria, hoje, com idade bem avançada: 145 milhões de anos. Funcionário do Museu de Zoologia da USP, Felipe leva tatuado no braço um crânio de espinossauro e é um paleoartista. Ele diz: “Faço a representação visual de uma hipótese paleontológica sobre a anatomia, a aparência ou a ecologia das espécies fósseis.” Apesar da explicação complicada, todos já devem ter visto obras de paleoartistas em livros didáticos, exposições ou filmes. O trabalho deles, contudo, não aparece nos Flintstones ou no Jurassic WorldO Mundo dos Dinossauros.

asd“A paleoarte tem como função a divulgação científíca”, diz Ariel Milani, um dos grandes estudiosos da área no Brasil. “No cinema, é entretenimento. Visualmente é lindo, mas tudo ali é uma grande liberdade artística”. Ao dizer isso, ele jura que não é dor de cotovelo. Pioneiro da paleoarte no Brasil, Ariel desenha dinossauros há quase 20 anos e atualmente faz doutorado na Unicamp. Ele afirma: “Meu trabalho tenta formalizar a paleoarte dentro das ciências biológicas. O problema é que as pessoas não entendem o limite entre arte e ciência. Para os cientistas, somos artistas; para os artistas, somos cientistas.”

asdPara estimular o crescimento da área no país, anualmente a Paleo SP – reunião anual da Sociedade Brasileira de Paleontologia – organiza um concurso de paleoarte. O próximo evento está marcado para dezembro e Ariel será o juiz técnico, por isso sugere alguns macetes que podem levar os aspirantes à vitória. “O dinossauro não pode ser magnífico, se estiver andando em cima da grama, está errado. A grama só surgiu depois dos dinossauros. Também não pode colocar um T-Rex ao lado de um dinossauro do período Triássico.”


(Revista da Folha, junho de 2015. Adaptado)

Substituindo-se a conjunção contudo em – O trabalho deles, contudo, não aparece nos Flintstones ou no Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros. – a frase permanece com o mesmo sentido em:

Alternativas
Q2780678 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.


asdDas musas, entidades mitológicas da Grécia Antiga, dizia-se que eram capazes de inspirar criações artísticas e científicas. Mulheres belas, talentosas e descendentes diretas de Zeus já foram homenageadas por Shakespeare, Dante e Rafael.

asdPois a musa inspiradora de Felipe Alves Elias tinha 15 m de comprimento e 6 m de altura, pesava até sete toneladas e estaria, hoje, com idade bem avançada: 145 milhões de anos. Funcionário do Museu de Zoologia da USP, Felipe leva tatuado no braço um crânio de espinossauro e é um paleoartista. Ele diz: “Faço a representação visual de uma hipótese paleontológica sobre a anatomia, a aparência ou a ecologia das espécies fósseis.” Apesar da explicação complicada, todos já devem ter visto obras de paleoartistas em livros didáticos, exposições ou filmes. O trabalho deles, contudo, não aparece nos Flintstones ou no Jurassic WorldO Mundo dos Dinossauros.

asd“A paleoarte tem como função a divulgação científíca”, diz Ariel Milani, um dos grandes estudiosos da área no Brasil. “No cinema, é entretenimento. Visualmente é lindo, mas tudo ali é uma grande liberdade artística”. Ao dizer isso, ele jura que não é dor de cotovelo. Pioneiro da paleoarte no Brasil, Ariel desenha dinossauros há quase 20 anos e atualmente faz doutorado na Unicamp. Ele afirma: “Meu trabalho tenta formalizar a paleoarte dentro das ciências biológicas. O problema é que as pessoas não entendem o limite entre arte e ciência. Para os cientistas, somos artistas; para os artistas, somos cientistas.”

asdPara estimular o crescimento da área no país, anualmente a Paleo SP – reunião anual da Sociedade Brasileira de Paleontologia – organiza um concurso de paleoarte. O próximo evento está marcado para dezembro e Ariel será o juiz técnico, por isso sugere alguns macetes que podem levar os aspirantes à vitória. “O dinossauro não pode ser magnífico, se estiver andando em cima da grama, está errado. A grama só surgiu depois dos dinossauros. Também não pode colocar um T-Rex ao lado de um dinossauro do período Triássico.”


(Revista da Folha, junho de 2015. Adaptado)

No enunciado – Com a paleoarte, os estudiosos [predispor-se] à divulgação científica; já com o cinema, todos [entreter-se]. Visualmente é lindo, mas ali, desenhos, efeitos especiais, tudo [decorrer] de uma grande liberdade artística”. – os verbos destacados, respectivamente, quanto à conjugação e à concordância, assumem emprego correto em:

Alternativas
Q2772949 Português

O que nosso cérebro faz de nós


01 O que você faria se tivesse que responder a dezenas de milhares de comandos e

02 comunicar-se com mais de mil pessoas ao mesmo tempo, sendo que essa troca de informações

03 pode mudar o tempo todo? Se você fosse um neurônio, não teria problema algum. Agora imagine

04 toda essa atividade sendo exercida por cerca de 86 bilhões de células neurais. É na intimidade

05 desses circuitos de múltiplos contatos entre os neurônios, auxiliados por células, que transitam

06 nossos instintos, afetos, pensamentos, subjetividade, nossa lógica, atitudes e estratégias,

07 _______, quem somos.

08 Se o que somos é o resultado de nossas funções cerebrais, é importante esclarecer que as

09 pessoas não são pré-determinadas, mas se constituem ao longo de sua vida. Somos todos

10 diferentes não apenas porque resultamos de uma constituição genética diferente, mas porque

11 vivemos diferentes experiências. No final das contas, ambos os fatores, a genética e a

12 experiência, _____ sobre os circuitos neurais, sobre as conexões entre os neurônios, as sinapses.

13 Cada comportamento é o resultado das atividades cerebrais. É graças a essa plasticidade que

14 experiências traumáticas podem ser superadas, que nosso humor é adaptável ao contexto, que

15 nossas atitudes podem melhorar com nossos erros. Inventamos, planejamos a longo prazo,

16 dimensionamos as consequências de nossos atos. No entanto, muitas dessas capacidades não

17 são exclusividade humana. O cérebro vem evoluindo há milhões de anos. Responder a certos

18 estímulos, regular nossas vísceras, corrigir a postura corporal e a locomoção, formar memórias,

19 manifestar nosso medo e raiva fazem parte de nossos kits neurais básicos de sobrevivência.

20 Muito já se conhece sobre localizações de funções no cérebro, mas os neurocientistas

21 seguem mesmo interessados em decifrar a área mais desenvolvida que os humanos possuem: o

22 pré-frontal.

23 Sobre o cérebro, do ponto de vista molecular ao emocional e comportamental, muito vem

24 sendo compreendido. Só que ao conhecê-lo melhor, deparamos com a realidade nua e crua dos

25 mecanismos neurais, que pode, à primeira vista, ir contra preceitos até então soberanos. É o caso

26 do livre-arbítrio. Ao ver como o cérebro processa e avalia decisões, encaramos o fato de que

27 muita atividade neuronal já aconteceu antes de nos darmos conta de nossas vontades e intenções.

28 Outras áreas mais desenvolvidas no nosso cérebro são as da linguagem. Diz-se que a

29 linguagem verbal é um dom da espécie humana. Ainda não há um veredicto final da ciência sobre

30 isso, mas sim, é bem provável. A aprendizagem da linguagem pelas regiões cerebrais

31 responsáveis floresce em conexões sinápticas e, com poucos meses de vida, independente da

32 formação cultural de um povo, o cérebro aprende a reconhecer os fonemas da língua falada a sua

33 volta, associando-os à mímica facial típica de cada som, seguindo um padrão universal. Mas, de

34 novo, descobriu-se que não somente as crianças, mas outros mamíferos também são capazes de

35 perceber categorias fonéticas.

36 Por isso, se quisermos entender _______ somos como somos, precisamos também

37 conhecer o cérebro dos outros animais. As pesquisas do grupo de Suzana Herculano-Houzel

38 reconhecem que o encéfalo humano não possui um número excepcionalmente maior de neurônios

39 cerebrais que explique as nossas habilidades cognitivas superiores. Talvez o que possa justificar

40 essa diferença cognitiva seja a incrível ideia que nossos ancestrais tiveram de, um dia, cozinharem

41 a comida que consumiam. Daí pra diante, nosso cérebro que arduamente orquestrava

42 comportamentos e trabalhosas funções digestórias e metabólicas para obter energia de alimentos

43 ____ pôde, então, se dedicar a outras atividades, como falar, filosofar, criar. E a história humana

44 tomou um rumo diferente da de outras espécies.

Fonte: Caderno PrOA - http://www.clicrbs.com.br – acesso em 29-9-2015 – texto adaptado

Avalie as seguintes afirmações a respeito de passagens do texto:


I. Se o vocábulo Se (l. 03) fosse substituído por Mesmo que, o sentido manter-se-ia o mesmo, havendo, no entanto, necessidade de ajuste na estrutura frasal.

II. Ao usar a expressão No entanto (l. 16), o autor do texto informa que a ideia a ser apresentada a seguir se somará à anteriormente citada.

III. Os fragmentos um dia (l. 40) e Daí pra diante (l. 41) funcionam como marcadores temporais; entretanto, nenhum deles faz referência a um tempo preciso.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2772946 Português

O que nosso cérebro faz de nós


01 O que você faria se tivesse que responder a dezenas de milhares de comandos e

02 comunicar-se com mais de mil pessoas ao mesmo tempo, sendo que essa troca de informações

03 pode mudar o tempo todo? Se você fosse um neurônio, não teria problema algum. Agora imagine

04 toda essa atividade sendo exercida por cerca de 86 bilhões de células neurais. É na intimidade

05 desses circuitos de múltiplos contatos entre os neurônios, auxiliados por células, que transitam

06 nossos instintos, afetos, pensamentos, subjetividade, nossa lógica, atitudes e estratégias,

07 _______, quem somos.

08 Se o que somos é o resultado de nossas funções cerebrais, é importante esclarecer que as

09 pessoas não são pré-determinadas, mas se constituem ao longo de sua vida. Somos todos

10 diferentes não apenas porque resultamos de uma constituição genética diferente, mas porque

11 vivemos diferentes experiências. No final das contas, ambos os fatores, a genética e a

12 experiência, _____ sobre os circuitos neurais, sobre as conexões entre os neurônios, as sinapses.

13 Cada comportamento é o resultado das atividades cerebrais. É graças a essa plasticidade que

14 experiências traumáticas podem ser superadas, que nosso humor é adaptável ao contexto, que

15 nossas atitudes podem melhorar com nossos erros. Inventamos, planejamos a longo prazo,

16 dimensionamos as consequências de nossos atos. No entanto, muitas dessas capacidades não

17 são exclusividade humana. O cérebro vem evoluindo há milhões de anos. Responder a certos

18 estímulos, regular nossas vísceras, corrigir a postura corporal e a locomoção, formar memórias,

19 manifestar nosso medo e raiva fazem parte de nossos kits neurais básicos de sobrevivência.

20 Muito já se conhece sobre localizações de funções no cérebro, mas os neurocientistas

21 seguem mesmo interessados em decifrar a área mais desenvolvida que os humanos possuem: o

22 pré-frontal.

23 Sobre o cérebro, do ponto de vista molecular ao emocional e comportamental, muito vem

24 sendo compreendido. Só que ao conhecê-lo melhor, deparamos com a realidade nua e crua dos

25 mecanismos neurais, que pode, à primeira vista, ir contra preceitos até então soberanos. É o caso

26 do livre-arbítrio. Ao ver como o cérebro processa e avalia decisões, encaramos o fato de que

27 muita atividade neuronal já aconteceu antes de nos darmos conta de nossas vontades e intenções.

28 Outras áreas mais desenvolvidas no nosso cérebro são as da linguagem. Diz-se que a

29 linguagem verbal é um dom da espécie humana. Ainda não há um veredicto final da ciência sobre

30 isso, mas sim, é bem provável. A aprendizagem da linguagem pelas regiões cerebrais

31 responsáveis floresce em conexões sinápticas e, com poucos meses de vida, independente da

32 formação cultural de um povo, o cérebro aprende a reconhecer os fonemas da língua falada a sua

33 volta, associando-os à mímica facial típica de cada som, seguindo um padrão universal. Mas, de

34 novo, descobriu-se que não somente as crianças, mas outros mamíferos também são capazes de

35 perceber categorias fonéticas.

36 Por isso, se quisermos entender _______ somos como somos, precisamos também

37 conhecer o cérebro dos outros animais. As pesquisas do grupo de Suzana Herculano-Houzel

38 reconhecem que o encéfalo humano não possui um número excepcionalmente maior de neurônios

39 cerebrais que explique as nossas habilidades cognitivas superiores. Talvez o que possa justificar

40 essa diferença cognitiva seja a incrível ideia que nossos ancestrais tiveram de, um dia, cozinharem

41 a comida que consumiam. Daí pra diante, nosso cérebro que arduamente orquestrava

42 comportamentos e trabalhosas funções digestórias e metabólicas para obter energia de alimentos

43 ____ pôde, então, se dedicar a outras atividades, como falar, filosofar, criar. E a história humana

44 tomou um rumo diferente da de outras espécies.

Fonte: Caderno PrOA - http://www.clicrbs.com.br – acesso em 29-9-2015 – texto adaptado

Analise as seguintes afirmações acerca de determinadas formas verbais do texto:


I. As ocorrências da forma verbal (linhas 17 e 29) podem ser substituídas, respectivamente, por fazem e existe, sem que em nenhum dos casos haja incorreção gramatical.

II. toma conhecimento substituiria adequadamente aprende (l. 32), havendo, no entanto, necessidade de ajustes na estrutura da frase.

III. Na linha 39, dê explicações sobre substitui corretamente explique sem necessidade de ajustes estruturais na frase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2770913 Português

Observe a relação entre os verbos destacados abaixo e seus complementos verbais:


I. “Eu preciso de alguém.”

II. “Farei qualquer coisa.”

III. “Não sei se consigo uma fantasia de galinha e a imprensa.”


Os verbos destacados classificam-se, respectivamente, como:

Alternativas
Q2770908 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Como saber se seu animal de estimação tem problemas emocionais


Perda de apetite e inatividade incomum podem ser sinais de transtornos psicológicos em pets.


"Cada vez que vamos sair, Fred grita como se o estivessem matando. Late histericamente quando vê uma moto, bicicleta ou outro cachorro. Corre desesperadamente quando está com a coleira, tanto que já me jogou várias vezes no chão. É simplesmente impossível sair com ele."

María José adotou Fred em novembro de 2013, mas foi em janeiro deste ano que ela começou a se preocupar com a saúde mental de seu animal de estimação. "Nunca tinha passado pela minha cabeça que um cachorro pudesse ter problemas de estresse ou traumas do passado que podiam aflorar anos depois", diz ela.

"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."

Mas María José se opôs. Ela via um cachorro cheio de energia, sempre disposto a brincar e com um apetite insaciável.

Uma de suas patas traseiras estava quebrada, por isso foi preciso colocar um pino em seus ossos. Além disso, seu exame para leishmaniose havia dado positivo.

Durante o tempo que ficou em recuperação, Fred permaneceu em casa, longe das ruas em que havia vivido até ser acolhido por sua dona. A prioridade para ela era a saúde física de seu animal de estimação. Nunca pensou em sua saúde mental.

Quando Fred começou a sair, ele ficava nervoso, tirava a coleira e latia incessantemente. Um adestrador havia dito a María José que ele tinha um problema com autoridade e por isso disse a ela que castigasse ou premiasse Fred ao seguir ou não suas ordens. Mas isso não resolveu o problema. Pelo contrário, piorou a situação.

Depois de consultar outros especialistas e ler muito sobre o tema, María José compreendeu que estar na rua causava tanta ansiedade a seu animal de estimação que ele não conseguia obedecer a ordem alguma.

"Os cachorros têm memória e traumas. É muito possível que o pânico que Fred sente quando vê motos seja causado pelo fato de ele já ter sido atropelado", diz.

María José levou o cão à organização espanhola de adestramento MiaCrok. Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, que tem ampla experiência com animais abandonados, disse que o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a que foi submetido.

"É como ter dois cachorros: o Fred de casa, doce, tranquilo, leal e obediente, e o Fred de fora de casa: histérico e agressivo com outros cães", afirma.

"Se soubesse a quais sinais de estresse canino deveria prestar atenção, não teríamos chegado a esta situação extenuante e dolorosa para nós dois."


(g1.globo.com/)

Observe, na passagem a seguir, as ocorrências em destaque da palavra “que”:


“Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, queI tem ampla experiência com animais abandonados, disse queII o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a queIII foi submetido.”


Sobre tais ocorrências, pode-se afirmar corretamente que:

Alternativas
Q2770906 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Como saber se seu animal de estimação tem problemas emocionais


Perda de apetite e inatividade incomum podem ser sinais de transtornos psicológicos em pets.


"Cada vez que vamos sair, Fred grita como se o estivessem matando. Late histericamente quando vê uma moto, bicicleta ou outro cachorro. Corre desesperadamente quando está com a coleira, tanto que já me jogou várias vezes no chão. É simplesmente impossível sair com ele."

María José adotou Fred em novembro de 2013, mas foi em janeiro deste ano que ela começou a se preocupar com a saúde mental de seu animal de estimação. "Nunca tinha passado pela minha cabeça que um cachorro pudesse ter problemas de estresse ou traumas do passado que podiam aflorar anos depois", diz ela.

"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."

Mas María José se opôs. Ela via um cachorro cheio de energia, sempre disposto a brincar e com um apetite insaciável.

Uma de suas patas traseiras estava quebrada, por isso foi preciso colocar um pino em seus ossos. Além disso, seu exame para leishmaniose havia dado positivo.

Durante o tempo que ficou em recuperação, Fred permaneceu em casa, longe das ruas em que havia vivido até ser acolhido por sua dona. A prioridade para ela era a saúde física de seu animal de estimação. Nunca pensou em sua saúde mental.

Quando Fred começou a sair, ele ficava nervoso, tirava a coleira e latia incessantemente. Um adestrador havia dito a María José que ele tinha um problema com autoridade e por isso disse a ela que castigasse ou premiasse Fred ao seguir ou não suas ordens. Mas isso não resolveu o problema. Pelo contrário, piorou a situação.

Depois de consultar outros especialistas e ler muito sobre o tema, María José compreendeu que estar na rua causava tanta ansiedade a seu animal de estimação que ele não conseguia obedecer a ordem alguma.

"Os cachorros têm memória e traumas. É muito possível que o pânico que Fred sente quando vê motos seja causado pelo fato de ele já ter sido atropelado", diz.

María José levou o cão à organização espanhola de adestramento MiaCrok. Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, que tem ampla experiência com animais abandonados, disse que o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a que foi submetido.

"É como ter dois cachorros: o Fred de casa, doce, tranquilo, leal e obediente, e o Fred de fora de casa: histérico e agressivo com outros cães", afirma.

"Se soubesse a quais sinais de estresse canino deveria prestar atenção, não teríamos chegado a esta situação extenuante e dolorosa para nós dois."


(g1.globo.com/)

Releia a passagem:


"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."


O pronome em destaque faz referência, no texto, a um termo que aparece antes dele, retomando-o sintaticamente. Qual é esse termo?

Alternativas
Q2770905 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Como saber se seu animal de estimação tem problemas emocionais


Perda de apetite e inatividade incomum podem ser sinais de transtornos psicológicos em pets.


"Cada vez que vamos sair, Fred grita como se o estivessem matando. Late histericamente quando vê uma moto, bicicleta ou outro cachorro. Corre desesperadamente quando está com a coleira, tanto que já me jogou várias vezes no chão. É simplesmente impossível sair com ele."

María José adotou Fred em novembro de 2013, mas foi em janeiro deste ano que ela começou a se preocupar com a saúde mental de seu animal de estimação. "Nunca tinha passado pela minha cabeça que um cachorro pudesse ter problemas de estresse ou traumas do passado que podiam aflorar anos depois", diz ela.

"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."

Mas María José se opôs. Ela via um cachorro cheio de energia, sempre disposto a brincar e com um apetite insaciável.

Uma de suas patas traseiras estava quebrada, por isso foi preciso colocar um pino em seus ossos. Além disso, seu exame para leishmaniose havia dado positivo.

Durante o tempo que ficou em recuperação, Fred permaneceu em casa, longe das ruas em que havia vivido até ser acolhido por sua dona. A prioridade para ela era a saúde física de seu animal de estimação. Nunca pensou em sua saúde mental.

Quando Fred começou a sair, ele ficava nervoso, tirava a coleira e latia incessantemente. Um adestrador havia dito a María José que ele tinha um problema com autoridade e por isso disse a ela que castigasse ou premiasse Fred ao seguir ou não suas ordens. Mas isso não resolveu o problema. Pelo contrário, piorou a situação.

Depois de consultar outros especialistas e ler muito sobre o tema, María José compreendeu que estar na rua causava tanta ansiedade a seu animal de estimação que ele não conseguia obedecer a ordem alguma.

"Os cachorros têm memória e traumas. É muito possível que o pânico que Fred sente quando vê motos seja causado pelo fato de ele já ter sido atropelado", diz.

María José levou o cão à organização espanhola de adestramento MiaCrok. Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, que tem ampla experiência com animais abandonados, disse que o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a que foi submetido.

"É como ter dois cachorros: o Fred de casa, doce, tranquilo, leal e obediente, e o Fred de fora de casa: histérico e agressivo com outros cães", afirma.

"Se soubesse a quais sinais de estresse canino deveria prestar atenção, não teríamos chegado a esta situação extenuante e dolorosa para nós dois."


(g1.globo.com/)

Sobre o período “É simplesmente impossível sair com ele.”, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2770550 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Como saber se seu animal de estimação tem problemas emocionais


Perda de apetite e inatividade incomum podem ser sinais de transtornos psicológicos em pets.


"Cada vez que vamos sair, Fred grita como se o estivessem matando. Late histericamente quando vê uma moto, bicicleta ou outro cachorro. Corre desesperadamente quando está com a coleira, tanto que já me jogou várias vezes no chão. É simplesmente impossível sair com ele."

María José adotou Fred em novembro de 2013, mas foi em janeiro deste ano que ela começou a se preocupar com a saúde mental de seu animal de estimação. "Nunca tinha passado pela minha cabeça que um cachorro pudesse ter problemas de estresse ou traumas do passado que podiam aflorar anos depois", diz ela.

"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."

Mas María José se opôs. Ela via um cachorro cheio de energia, sempre disposto a brincar e com um apetite insaciável.

Uma de suas patas traseiras estava quebrada, por isso foi preciso colocar um pino em seus ossos. Além disso, seu exame para leishmaniose havia dado positivo.

Durante o tempo que ficou em recuperação, Fred permaneceu em casa, longe das ruas em que havia vivido até ser acolhido por sua dona. A prioridade para ela era a saúde física de seu animal de estimação. Nunca pensou em sua saúde mental.

Quando Fred começou a sair, ele ficava nervoso, tirava a coleira e latia incessantemente. Um adestrador havia dito a María José que ele tinha um problema com autoridade e por isso disse a ela que castigasse ou premiasse Fred ao seguir ou não suas ordens. Mas isso não resolveu o problema. Pelo contrário, piorou a situação.

Depois de consultar outros especialistas e ler muito sobre o tema, María José compreendeu que estar na rua causava tanta ansiedade a seu animal de estimação que ele não conseguia obedecer a ordem alguma.

"Os cachorros têm memória e traumas. É muito possível que o pânico que Fred sente quando vê motos seja causado pelo fato de ele já ter sido atropelado", diz.

María José levou o cão à organização espanhola de adestramento MiaCrok. Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, que tem ampla experiência com animais abandonados, disse que o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a que foi submetido.

"É como ter dois cachorros: o Fred de casa, doce, tranquilo, leal e obediente, e o Fred de fora de casa: histérico e agressivo com outros cães", afirma.

"Se soubesse a quais sinais de estresse canino deveria prestar atenção, não teríamos chegado a esta situação extenuante e dolorosa para nós dois."


(g1.globo.com/)

Em “Fred grita como se o estivessem matando”, a palavra em destaque:


I. classifica-se, morfologicamente, como pronome.

II. exerce função sintática de objeto direto.

III. complementa, sintaticamente, o verbo “estar”, que é sempre transitivo direto.

IV. deveria aparecer ligado por um hífen ao pronome “se”.


Está correto o que se afirma exatamente em:

Alternativas
Q2770206 Português

Utilize o texto abaixo para responder às questões de 1 até 07.


TEXTO I

Numa sociedade fortemente hierarquizada, em que as pessoas se ligam entre si e essas ligações são consideradas como fundamentais (valendo mais, na verdade, do que as leis universalizantes que governam as instituições e as coisas), as relações entre senhores e escravos podiam se realizar com muito mais “intimidade, confiança e consideração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas, muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas, círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins, santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade. (...) Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a superioridade do branco como grupo dominante.

(Roberto da Matta, Relativizando - Uma Introdução à Antropologia Social)


Analise o excerto a seguir para responder às questões 6 e 7:

[...] ele vê o negro como seu “complemento natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas complementar às suas próprias atividades que são as do espírito. Assim, a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e inferiores.

Está correto acerca das estruturas sintáticas das orações que compõem o excerto o que se afirma em

Alternativas
Q2767757 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões 2, 3 e 4.


NÃO DEIXE SUA CHAMA APAGAR

A síndrome de Burnout está acabando com a carreira e a saúde de muita gente. Existe solução para esse mal dos tempos modernos?


Frustração com o trabalho, decepção com a vida profissional, esgotamento mental e emocional, cansaço intenso e falta de energia para ir para a empresa, enxaqueca, gripes e resfriados frequentes, sentir-se a ponto de ter um ataque histérico, não suportar mais as pessoas em seu ambiente profissional. Esses são alguns dos sintomas que geralmente ocorrem com pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout.

Burnout é uma expressão de origem inglesa, que pode ser compreendida como “queimado até o fim”, “estar acabado”. Ela corresponde a um quadro clínico também conhecido como Síndrome do Esgotamento Profissional (Grupo V da CID10). Igualmente denominada como “doença dos perfeccionistas no trabalho”, é principalmente de origem ocupacional.


Revista Vida e Saúde, ago 15, p. 9.

Marque a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2765176 Português

Texto III


Tecendo a manhã


Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.


E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que tecido, se eleva por si: luz balão.


João Cabral de Melo Neto.



"De um que apanhe esse grito."


Esse trecho:

Alternativas
Q2757398 Português

Texto para responder às questões de 01 a 13.


Peste Alada


Mosquitos são criaturas terríveis. Estima-se que eles tenham sido responsáveis por metade de todas as mortes de seres humanos ao longo da história. Ou seja, mataram mais gente do que qualquer outra coisa. Isso acontece porque, como se multiplicam rápido e em enormes quantidades, são excelentes transmissores de doenças - como a dengue, que é causada por um vírus chamado DENV. O mosquito pica uma pessoa infectada, adquire o vírus, e o espalha para outras pessoas ao picá-las também. A dengue é uma doença séria, que pode matar, e um grande problema no Brasil: em 2013, o Ministério da Saúde registrou 1,4 milhão de casos, mais que o dobro do ano anterior. Tudo culpa do Aedes aegypti. Ele é um mosquito de origem africana, que chegou ao Brasil via navios negreiros, na época do comércio de escravos. E hoje, impulsionado pela globalização, levou a dengue a mais de cem países (na década de 1970, apenas nove tinham epidemias da doença). Os números mostram que, mesmo com todos os esforços de combate e campanhas de educação e prevenção, o mosquito está ganhando a guerra.

Entra em cena o OX513A, que foi criado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Ele é idêntico ao Aedes aegypti - exceto por dois genes modificados, colocados pelo homem. Um deles faz as larvas do mosquito brilharem sob uma luz especial (para que elas possam ser identificadas pelos cientistas). O outro é uma espécie de bomba-relógio, que mata os filhotes do mosquito. A ideia é que ele seja solto na natureza, se reproduza com as fêmeas de Aedes e tenha filhotes defeituosos - que morrem muito rápido, antes de chegar à idade adulta, e por isso não conseguem se reproduzir. Com o tempo, esse processo vai reduzindo a população da espécie, até extingui-la. Recentemente, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, um órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, aprovou o mosquito. E o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a permitir a produção em grande escala do OX513A- que agora só depende de uma última liberação da Anvisa. A Oxitec, empresa criada pela Universidade de Oxford para explorar a tecnologia, acredita que isso vai ocorrer. Tanto que acaba de inaugurar uma fábrica em Campinas para produziro mosquito.

O OX513A já foi utilizado em testes na Malásia, nas Ilhas Cayman (no Caribe) e em duas cidades brasileiras: Jacobina e Juazeiro, ambas na Bahia. Deu certo. Em Juazeiro, a população de Aedes aegypti caiu 94% após alguns meses de tratamento com os mosquitos transgênicos. Em Jacobina, 92%. As outras formas de combate, como mutirões de limpeza, campanhas educativas e visitas de agentes de saúde, continuaram sendo realizadas. “Nós não paramos nenhuma ação de controle. Adicionamos mais uma técnica”, diz a bióloga Margareth Capurro, da USP, coordenadora técnica das experiências. Há indícios de que o mosquito transgênico funciona. Mas ele também tem seu lado polêmico. [...]

Mas, e se o mosquito OX513A sofresse uma mutação, e se tornasse imune ao gene letal? Afinal, é assim que a evolução funciona. Mutações são inevitáveis. [...] A Oxitec diz que não há risco. Ela estima que até 5% dos filhotes transgênicos poderão sobreviver ao gene letal, e chegar à idade adulta. Mas eles serão menores e mais fracos do que os mosquitos “selvagens”, e por isso não conseguirão se reproduzir. Mesmo se conseguirem, em tese não terão nenhuma característica que os torne mais perigosos que o Aedes comum. Além disso, como eles são criados em laboratório, seu DNA pode ser monitorado. “Os dois genes [que foram] inseridos são muito estáveis. A linhagem 0X513A foi criada em 2002, e até agora teve mais de cem gerações em laboratório, sem nenhuma mudança nos genes inseridos”, afirmou a empresa em nota enviada à SUPER.

Revista Superinteressante, edição 337, set de 2014

No trecho: “Ou seja, mataram mais gente do que qualquer outra coisa.”, a vírgula foi empregada para:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IESES Órgão: CRC-SC Prova: IESES - 2015 - CRC-SC - Bibliotecário |
Q2751704 Português

Assinale a alternativa em que há ERRO de regência:

Alternativas
Q2750729 Português

PAISAGEM URBANA


-----São cinco horas da manhã, um nevoeiro cai branco como leite, fria como gelo. Milhões de gotinhas d’água brilham em trilhos de ferro. “Bom dia”, diz Um Homem para o Outro Homem. “Bom dia, por quê?”, pensa o Outro, olhando para o Um. Um Homem inalterável é um poste, que espera o trem na estação quase vazia.

-----É o trem que leva e traz toda a gente ao trabalho, ao centro da cidade, a tantos lugares nenhum. É o trem que chega carregado de pop, popular, população, populacho, que pula que nem pipoca por todos os bairros da capital. Na plataforma uma luz vermelha pisca, enquanto um sinal de alerta grita: blem! Blem! Blem! Na cabeça, tanto do Um como do Outro, as ideias vão e vêm, como os trens. Os trens que não têm remédio, não têm escolha. Apenas vão e vem. É preciso ir em frente.

-----A máquina aparece na curva e vem lenta, grave, forte, grande, imensa. Pára a máquina, desce um branco, uma mulata, o gordo e o magro, dois meninos maluquinhos. Chegada de uns, partida de outros. No meio de um cheiro áspero de fumaça e óleo diesel, o Outro Homem entra no trem. Um Homem continua um poste. Rígido. Concreto. E é só quando uma moça desce a escada do vagão carregando uma mala, cabelo preso com fita e olhar de busca, que o homem-poste tem um sobressalto. Os olhares se encontram. O trem vai e os olhares vêm. O mundo é assim...

-----Outro Homem se foi. Um Homem está feliz.


Marco Antonio Hailer.

Considere as seguintes afirmações sobre classes de palavras e termos da oração dos vocábulos presentes no texto:


I - O vocábulo “trem” em “que espera o trem” (1º parágrafo) é substantivo em função de objeto direto.

II - Os vocábulos “da cidade” (2º parágrafo) é uma locução adjetiva em função de adjunto adnominal.

III - O vocábulo, “feliz” em “Um Homem está feliz” (3º parágrafo) é um adjetivo em função de predicativo do sujeito.

IV - O vocábulo “luz” em “Na plataforma uma luz vermelha pisca” é um substantivo em função de núcleo do sujeito simples.


Quais afirmativas estão corretas?

Alternativas
Respostas
33861: C
33862: B
33863: D
33864: A
33865: D
33866: E
33867: C
33868: D
33869: D
33870: D
33871: E
33872: A
33873: B
33874: C
33875: D
33876: B
33877: B
33878: A
33879: C
33880: D