A respeito das estruturas do texto, assinale a alternativa ...
Texto 3 para responder as questões de 36 a 41.
A respeito das estruturas do texto, assinale a alternativa correta.
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Comentário da questão:
O tema central da questão está relacionado a interpretação de estruturas sintáticas e à aplicação da gramática normativa, especialmente na identificação do valor e da classificação de termos da oração, do sentido de conectivos e da conjugação verbal no presente do indicativo.
Justificativa da alternativa correta – Letra D
A alternativa D afirma que, na linha 19, o vocábulo “jaz” é verbo flexionado no tempo presente do modo indicativo. Esse enunciado está rigorosamente correto. Segundo as gramáticas de referência (Bechara; Cunha & Cintra), o verbo “jazer” é irregular e apresenta, na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, a forma “jaz”:
eu jazo, tu jazes, ele/ela jaz... Portanto, a análise gramatical da flexão verbal sustenta a correção da alternativa.
Análise das alternativas incorretas
A) “Uma noite” não é complemento direto de “debatiam”; trata-se de adjunto adverbial de tempo, indicando quando ocorreu a ação. Complementos diretos são exigidos por verbos transitivos e não trazem preposição, o que não é o caso aqui.
B) A locução “em que”, no trecho citado, exprime uma noção locativa (“o céu, no qual as estrelas pestanejavam”). Substituir por “quando” mudaria o sentido para temporal, violando a coesão e relação correta entre as orações.
C) Os advérbios “não” e “nunca” na passagem são ambos advérbios de negação; “nunca” é frequentemente considerado de negação, não de tempo, conforme gramáticas.
E) “Um ou outro” não equivale a “um qualquer”. O sentido é de alternância restrita entre dois elementos, sem o valor de indiferença da expressão “um qualquer”.
Estratégias para revisar esse tipo de questão: Sempre verifique a função sintática pelo contexto, analise o núcleo dos sujeitos e os valores das locuções introduzidas, principalmente quando envolverem “em que” (locativo) ou “quando” (temporal). Atenção também à exata referência das expressões e ao uso preciso das formas verbais.
Referências: Bechara, Evanildo (Moderna Gramática Portuguesa); Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo).
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É simples. "Nunca" pode atuar tanto como um advérbio de negação quanto de tempo, dependendo do contexto.
Advérbio de negação: Quando "nunca" implica uma negativa, geralmente em uma situação absoluta, sem referência temporal específica. Exemplo: "Não discutia nunca." Nesse caso, "nunca" expressa a ideia de que algo não ocorre em hipótese alguma.
Advérbio de tempo: Quando "nunca" se refere à ideia de ausência de ação ao longo do tempo, indicando que algo jamais ocorreu em um momento ou período. Exemplo: "Nunca estive na Europa." Aqui, "nunca" está associado ao tempo, enfatizando que, em todo o passado, essa experiência não aconteceu.
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