Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Eu coberto de pele coberta de pano coberto de ar e debaixo de meu pé cimento e debaixo do cimento terra e sob a terra petróleo correndo e o lento apagamento do sol por cima de tudo e depois do sol outras estrelas se apagando mais rapidamente que a chegada de sua luz até aqui.
Arnaldo Antunes
Analise as afirmativas sobre o texto.
1. A primeira palavra do texto, com função de sujeito, remete ao significado da última que tem a função de adjunto adverbial.
2. Para o autor do texto a chegada do brilho da pessoa amada é rápida e transitória.
3. O texto contém três verbos, todos com predicação transitiva.
4. Este “eu” do poema se vê envolvido, por baixo e por cima, como se o mundo se dispusesse em torno dele em camadas cada vez mais distantes, desde sua pele até as estrelas mais longínquas.
5. A palavra “coberto” exerce a função de complemento verbal em todas as vezes em que aparece e a expressão “pé de cimento” a de complemento adverbial de lugar.
Assinale a alternativa que indica todas as afrmativas corretas.
Desde focas e chinchilas até raposas e linces,
milhões de animais são mortos todos os anos para a
confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são
abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a
indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as
organizações de defesa dos animais, mais do que
injustificada - há tecidos sintéticos e naturais que cumprem
a função a atividade é extremamente cruel. O sofrimento
já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos
caçadores - as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na
cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados
em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes
e padeceriam horrores na hora de extrair a pele. Os
produtores, por sua vez, contestam o que chamam de
sensacionalismo das entidades. "No caso da chinchila, a
morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras
cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou
sofrimento", diz Carlos Perez, presidente da Associação dos
Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores
dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em
conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos -
mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da
moda os animais são sacrificados apenas para alimentar
a vaidade alheia.
MATADO PARA VESTIR
Confira o polêmico passo-a-passo da confecção de um
casacão de madame
1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante.
2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados - método indolor, segundo os produtores - ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.
(http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-animais-ainda-sao-
usados-para-fazer-casacos-de-pele)
I. Trata-se de um pronome.
II. Refere-se a "animal".
III. Está flexionado no masculino. IV. Está flexionado no singular, provocando desvio em relação à concordância nominal do trecho.
Está correto o que se afirma em:
Desde focas e chinchilas até raposas e linces,
milhões de animais são mortos todos os anos para a
confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são
abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a
indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as
organizações de defesa dos animais, mais do que
injustificada - há tecidos sintéticos e naturais que cumprem
a função a atividade é extremamente cruel. O sofrimento
já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos
caçadores - as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na
cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados
em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes
e padeceriam horrores na hora de extrair a pele. Os
produtores, por sua vez, contestam o que chamam de
sensacionalismo das entidades. "No caso da chinchila, a
morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras
cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou
sofrimento", diz Carlos Perez, presidente da Associação dos
Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores
dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em
conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos -
mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da
moda os animais são sacrificados apenas para alimentar
a vaidade alheia.
MATADO PARA VESTIR
Confira o polêmico passo-a-passo da confecção de um
casacão de madame
1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante.
2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados - método indolor, segundo os produtores - ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.
(http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-animais-ainda-sao-
usados-para-fazer-casacos-de-pele)
Desde focas e chinchilas até raposas e linces,
milhões de animais são mortos todos os anos para a
confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são
abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a
indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as
organizações de defesa dos animais, mais do que
injustificada - há tecidos sintéticos e naturais que cumprem
a função a atividade é extremamente cruel. O sofrimento
já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos
caçadores - as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na
cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados
em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes
e padeceriam horrores na hora de extrair a pele. Os
produtores, por sua vez, contestam o que chamam de
sensacionalismo das entidades. "No caso da chinchila, a
morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras
cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou
sofrimento", diz Carlos Perez, presidente da Associação dos
Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores
dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em
conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos -
mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da
moda os animais são sacrificados apenas para alimentar
a vaidade alheia.
MATADO PARA VESTIR
Confira o polêmico passo-a-passo da confecção de um
casacão de madame
1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante.
2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados - método indolor, segundo os produtores - ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.
3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.
(http://mundoestranho.abril.com.br/materia/que-animais-ainda-sao-
usados-para-fazer-casacos-de-pele)

Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. (l.24-25)
Analise as assertivas abaixo em relação a questões sintáticas.
I. Nesta nova cultura é classificado como adjunto adverbial.
II. A oração incluída entre as palavras que tem como até demandas sociais é classificada como oração subordinada adjetiva restritiva.
III. A oração para enfrentar as crescentes demandas sociais é classificada como oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
IV. O verbo ganhou necessita de um complemento direto e um indireto, representados, respectivamente, por espaço e a relação com o contribuinte.
Quais estão incorretas?

I. produzem (l.02) – “Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul” (l.01).
II. sejam (l.07) – “especialistas nas universidades públicas e privadas” (l.06).
III. Trabalha (l.27) – “meta prioritária” (l.27).
IV. são (l.30) – “pontos de destaque na atuação da Receita Estadual” (l.30).
Quais estão corretamente indicadas?
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.

I. ‘compõem’ (l.13) por fazem a composição.
II. ‘ levar’ (l.16) por conduzir.
III. ‘usa’ (l.23) por faz uso.
IV. ‘colonizou’ (l.49) por tornou-se colonizador.
Quais provocam alteração sintática no período em que se inserem?
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.

I. A forma verbal parece completa corretamente a lacuna da linha 10, atendendo à regra gramatical.
II. A expressão podem ser divididos completa corretamente a lacuna da linha 12, visto o sujeito ser composto, representado pelos núcleos tempo e sociedade (l.12).
III. Na linha 25, o pronome oblíquo lhe preencheria corretamente a lacuna, atendendo à regência do verbo combater (l.25).
IV. A lacuna da linha 47 deveria ser preenchida por incorpora, visto que o sujeito da oração é o pronome relativo que, que retoma a expressão ‘tapeçaria’ (l.47).
Quais estão incorretas?

Analise as assertivas que seguem.
I. A oração principal é “Time Famine é uma expressão recente”.
II. As orações que iniciam pelo pronome que são subordinadas à mesma oração.
III. O referente dos pronomes relativos é o mesmo.
IV. No período, há duas orações reduzidas.
Quais estão incorretas?
As crianças são alvo de muitas de nossas contradições. Não consideramos inadequado que elas se manifestem como consumidoras e que façam escolhas dos mais variados tipos; queremos que sejam autônomas com rapidez e isso faz com que se metam em encrencas que não lhes fazem bem e que ainda não têm condições de resolver; insistimos para que sejam precoces na aquisição de conhecimentos especializados e que busquem o processo hoje e sempre.
Ao mesmo tempo, consideramos que alguns temas da vida não lhes dizem respeito. Em período eleitoral, dá para perceber que política é um assunto que poucos adultos consideram pertinentes a elas. Mas as crianças não compartilham dessa opinião: elas estão envolvidas com as eleições e com a política. Entretanto, são poucas as que conseguem ter a boa companhia de seus educadores para que comecem a decifrar a complexidade e a importância do assunto
Você se lembra, caro leitor, que anos atrás as escolas começaram a declarar a importância da educação para a cidadania? Pois é: a maioria colocou essa expressão em seu projeto pedagógico. E o que vemos agora, em tempo de eleição? São poucas as escolas que têm trabalhado o tema em seu cotidiano com os alunos. Muitas até trabalham, mas de um modo tão fragmentado que não colaboram para que o aluno compreenda sobre as eleições como parte de um processo do regime democrático.
Diversas escolas têm realizado a simulação de eleições para que os alunos entendam os cargos disputados e suas funções, e aprendam a argumentar e a observar os candidatos em seu empenho para convencer os eleitores de que são merecedores de seu voto. Boa parte realiza esse trabalho com alunos dos ciclos mais adiantados. Quantas escolas fazem isso com os alunos da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental?
Enquanto isso, as crianças, desde a mais tenra idade, declaram sua preferência por este ou aquele candidato de acordo com o que lhes importa - tom de voz, tipo de roupa, cabelo -, xingam sem pudor outros, afirmam com convicção que todo político rouba, pratica corrupção, mente etc.. Muitas crianças testemunham brigas de adultos por causa de suas diferentes preferências políticas, observam a violência da argumentação utilizada neste período, entram de gaiato em farsas inventadas contra este ou aquele candidato. Assim, qual criança vai se interessar por política? E nós devemos querer que elas se interessem!
Parece que as famílias têm feito mais por seus filhos do que as escolas por seus alunos nessa questão: ouvem o que os filhos têm a dizer sobre os candidatos e explicam, sempre que conseguem, os equívocos de sua opinião, tentam conter o palavreado que eles usam, ensinam o sentido de tantas pesquisas etc.. Mas os pais têm o direito de tentar levar o filho para junto de sua posição ideológica, não é verdade?
Por isso faz tanta falta o trabalho da escola em política e cidadania: ela poderia incentivar os alunos a ter visão crítica, a se interessar pelo assunto sem ter de aderir a candidatos ou partidos, como faz a família, para que, na maturidade, eles façam suas próprias escolhas. Esse trabalho poderia incentivar as novas gerações a querer dar continuidade ao estado democrático e a ter interesse real por política. Não é?
“(...) a se interessar pelo assunto sem ter de aderir a candidatos ou partidos, como faz a família, para que, na maturidade, eles façam suas próprias escolhas.”
No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
(Luís Fernando Veríssimo)
Os conectores no início desse segmento têm valor de
No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia processo de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
(Luís Fernando Veríssimo)
Assinale a opção que indica a frase que não segue as regras de concordância verbal da norma culta.