Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3839196 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Em: “O livro que comprei ontem chegou.” O pronome QUE exerce a função de: 
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Q3839127 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado completa o sentido de uma palavra de natureza substantiva.
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Q3839126 Português

Analise a concordância estabelecida pelas formas verbais destacadas abaixo, preenchendo C ou E conforme esteja respectivamente certa ou errada. A seguir, assinale a sequência obtida.


(__) Era duas horas quando tudo aconteceu.


(__) Chegou todos os itens solicitados.


(__) Vieram para a festa os pais da noiva.


(__) A lista de mercadorias apresentaram alterações. 

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Q3839121 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Crônicas de uma infância


    Eu já fiz uma coleção de pedras. Parece um pouco idiota, eu sei, mas quem não teve suas fases? (o que não exclui, de maneira alguma, a possibilidade, e até a certeza, de que possa estar sendo tolo nesse exato momento, mas a tendência é percebermos posteriormente).


    Para minha coleção, pegava todas as pedrinhas e pedregulhos que encontrava pelo caminho. Muitas eram bem parecidas, cinzas, restos de calçadas e de asfalto. Um ou outro torrão de terra mais enrijecido acabava passando pela coleção também. Não sei se é pela modificação da paisagem urbana ou pela mudança da paisagem da minha memória, mas a sensação que tenho é a de que tínhamos mais praças, árvores e calçadas de terra naquela época. (...)


    Até que um dia, caminhando pela calçada, encontrei uma pedra linda! Ela era verde, brilhante, levemente translúcida, encantadora.


    Peguei-a rapidamente, quase como que a escondendo de outro passante, como se fosse desejada por outras pessoas e eu um privilegiado por achá-la primeiro. Guardei-a junto das outras, inicialmente, mas ela era tão linda que eu não suportava o fato de apenas tê-la guardada; comecei a abrir a gaveta e brincar com ela constantemente. Colocava na palma, virava-a, admirava-a de todos os ângulos, girando nas mãos. Era o item raro da minha coleção.


    Pouco tempo depois, quando percebi, eu estava com uma coceira estranha nos dedos, quase uma dor.


    Quando reparei com cuidado, estava com a mão toda cortada. A minha pedra mais linda não era uma pedra, era um caco de vidro, talvez de uma garrafa esquecida que teve uma noite incrível e foi atirada longe em algum momento ou algo tipo. Linda e perigosa...


    Decidi acabar com minha coleção de pedra depois disso...


    E passei a ter mais cuidado com aquilo que me encanta os olhos. Sem saber, aquilo pode te ferir... Às vezes, tão profundamente que pode ser tarde demais.


SIMONE, Renan de. Crônicas de uma infância. Disponível em <https://renandesimone.com/2025/11/28/cronicas-de-uma-infancia/>.

“ela era tão linda que eu não suportava o fato de apenas tê-la guardada”


A palavra destacada no período acima introduz uma oração com o sentido de:

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Q3839019 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Na frase “Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor”, o sujeito do verbo “pode levar” é
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Q3839017 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
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Q3838897 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
Em “O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu”, o termo destacado exerce a função sintática de:
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Q3838895 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
O trecho “A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado”, pode ser caracterizado como período composto, pois:
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Q3838760 Português

Comunicar ainda é um ato humano


Vivemos um tempo paradoxal: nunca foi tão fácil produzir conteúdo, mas nunca foi tão difícil produzir sentido. Em meio a textos automatizados e narrativas guiadas por algoritmos, surge uma questão essencial: o que acontece quando delegamos às máquinas não apenas a forma, mas a intenção do que comunicamos? O risco central não é a substituição do humano, mas o esvaziamento do significado.


Sem intenção consciente, a comunicação se transforma em mero estímulo eficiente, porém vazio. Quando sistemas decidem o que deve emocionar ou convencer, perde-se a responsabilidade sobre o porquê da mensagem. Onde não há intenção humana, há o perigo da manipulação disfarçada de inovação.


Nesse cenário, comunicar exige ética. Não basta dominar ferramentas tecnológicas; é preciso usá-las para ampliar a consciência, não para anestesiá-la. A inteligência artificial reflete valores e visões de mundo de quem a cria, mas carece de um elemento insubstituível: a consciência ética humana.


A IA pode ampliar e organizar vozes, mas não cria intenção. A intenção é o núcleo da comunicação. Criar e comunicar continuam sendo atos humanos profundos, encontros entre consciência e linguagem. A tecnologia pode amplificar, mas apenas o humano decide o que merece ser dito.


Texto Adaptado


MCSILL, James. Comunicar ainda é um ato humano. Hoje em Dia, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/comunicar-ainda-e-um-at o-humano-1.1097630 . Acesso em: 16 dez. 2025. 

A respeito do uso da vírgula na frase "Quando sistemas decidem o que deve emocionar ou convencer, perde-se a responsabilidade sobre o porquê da mensagem.", assinale a alternativa CORRETA.
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Q3838393 Português
Assinale a alternativa em que o paralelismo da frase está CORRETO.
Alternativas
Q3838389 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
Aponte a condição agregada ao verbo “haver” para sua utilização no texto.
Alternativas
Q3838388 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
O termo “los”, ligado ao verbo “acessar” [acessá-los], tem, respectivamente como classificação morfológica e sintática, o conteúdo de qual alternativa abaixo?
Alternativas
Q3838386 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
O termo “para que” inicia uma oração nomeada por:
Alternativas
Q3838122 Português
Leia o texto abaixo para responder às próximas questões:


Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.


Mandou chamar o médico:


— Diga trinta e três.


— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…


— Respire.


……………………………………………………………………….


— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.


— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?



— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira
Em relação às vírgulas utilizadas no trecho abaixo, assinale a alternativa que apresente justificativa CORRETA de acordo com as normas vigentes da língua portuguesa:

Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

Alternativas:

Alternativas
Q3837890 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Florestas são organismos vivos. Algumas árvores vivem séculos; outras, anos. Quando uma delas morre, sua queda derruba as vizinhas e abre uma clareira de tamanho proporcional a seu porte. Nas terras firmes do Baixo Rio Negro, a taxa de mortalidade das árvores por causas naturais e formação de clareiras é de cerca de 1% ao ano por hectare.

    As clareiras naturais não ficam desabitadas, pois abrem passagem a raios solares que vão estimular o crescimento de novos indivíduos, que ocuparão o espaço deixado livre.

    Nas clareiras abertas pelos indígenas para plantio de mandioca, a destruição é irrelevante, já que as áreas abertas têm em média de meio a um hectare. Seu uso acontece em períodos curtos de cinco a dez anos, no máximo. Como nos cinco anos finais a roça é deixada para formar capoeiras, o reflorestamento é rápido e favorece a diversificação das espécies.

    Já nas clareiras produzidas pelo fogo para exploração comercial da área, a fragmentação da mata aumenta de cinco a trinta vezes as taxas de mortalidade das árvores.

    Morrerão anualmente de trinta a cento e oitenta árvores por hectare. O crescimento da população jovem dificilmente será capaz de repor essas perdas.

    O desaparecimento de tantas árvores altera as condições climáticas no interior dos fragmentos florestais que resistiram, causando elevação da temperatura e redução da umidade. As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer.



(Drauzio Varella,

O sentido das águas: histórias do Rio Negro, 2025. Adaptado)

Considere a passagem do 6o parágrafo:


“As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer”.


Assinale a alternativa que apresenta frase redigida em conformidade com as informações do fragmento transcrito.

Alternativas
Q3837889 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Florestas são organismos vivos. Algumas árvores vivem séculos; outras, anos. Quando uma delas morre, sua queda derruba as vizinhas e abre uma clareira de tamanho proporcional a seu porte. Nas terras firmes do Baixo Rio Negro, a taxa de mortalidade das árvores por causas naturais e formação de clareiras é de cerca de 1% ao ano por hectare.

    As clareiras naturais não ficam desabitadas, pois abrem passagem a raios solares que vão estimular o crescimento de novos indivíduos, que ocuparão o espaço deixado livre.

    Nas clareiras abertas pelos indígenas para plantio de mandioca, a destruição é irrelevante, já que as áreas abertas têm em média de meio a um hectare. Seu uso acontece em períodos curtos de cinco a dez anos, no máximo. Como nos cinco anos finais a roça é deixada para formar capoeiras, o reflorestamento é rápido e favorece a diversificação das espécies.

    Já nas clareiras produzidas pelo fogo para exploração comercial da área, a fragmentação da mata aumenta de cinco a trinta vezes as taxas de mortalidade das árvores.

    Morrerão anualmente de trinta a cento e oitenta árvores por hectare. O crescimento da população jovem dificilmente será capaz de repor essas perdas.

    O desaparecimento de tantas árvores altera as condições climáticas no interior dos fragmentos florestais que resistiram, causando elevação da temperatura e redução da umidade. As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer.



(Drauzio Varella,

O sentido das águas: histórias do Rio Negro, 2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o sentido da palavra destacada está corretamente indicado nos colchetes.
Alternativas
Q3837702 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Autoridades investigam mortes e intoxicações após consumo de destilados adulterados em São Paulo

 

O Brasil enfrenta um surto incomum de intoxicações por metanol em São Paulo, ligado ao consumo de bebidas alcoólicas que provavelmente foram adulteradas. [...] As ocorrências envolveram bares, adegas e vítimas de diferentes perfis, o que levou as autoridades a classificarem a situação como “anormal”. Embora as marcas e locais específicos não tenham sido divulgados, as bebidas adulteradas eram destilados de marcas conhecidas, como gin e vodca, que teriam sido batizados com metanol antes de serem vendidos.

O metanol (CH₃OH) é um tipo de álcool, semelhante ao etanol (C₂H₆O) consumido em bebidas alcoólicas, mas muito mais tóxico. É um líquido incolor e inflamável, com cheiro parecido com o álcool comum, o que dificulta sua identificação a olho nu. [...] O perigo está na forma como ele é metabolizado pelo corpo. Quando ingerido, o fígado converte o metanol primeiro em formaldeído – um produto químico altamente tóxico. A cegueira, por exemplo, é um dos efeitos mais característicos da intoxicação por metanol. Ela ocorre por causa da forma como o ácido fórmico ataca a retina, a camada do olho que capta luz e transforma imagens.

 

Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/metanol-o-que-e-como-vai-parar-em-bebidas-alcoolicas-e-por-que-pode-serfatal/.%20Acesso%20em:%2019%20out.%202025. Acesso em: 19 out. 2025.

No texto, observa-se a ocorrência de aposto cuja função sintática consiste em explicar, especificar, resumir ou comentar um substantivo ou pronome. O fragmento que exemplifica o uso de aposto é  
Alternativas
Q3837695 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Com a promulgação da Lei 15.100/2025, os celulares saem da sala de aula, mas a mediação do professor se torna ainda mais essencial. Talvez agora, com menos atenção voltada aos celulares, outras tecnologias possam voltar para a escola. Podemos redirecionar a forma de usar tecnologias para que continue a ser uma aliada do ensino.

A mudança nos convida a explorar tecnologias que transformam o aprendizado em uma experiência mais envolvente. Em vez de apenas consumir informações de forma passiva, estudantes podem interagir com lousas digitais, explorar programas de modelagem e análise de dados e colocar a ciência em ação com kits experimentais e sensores digitais.

Essas ferramentas não são apenas acessórios modernos, mas portas de entrada para um ensino que privilegia a investigação. Com a mediação do professor, a sala de aula pode retornar como verdadeiro laboratório de ideias, em que testar hipóteses, resolver problemas e fazer descobertas volta a ser o grande destaque do aprendizado. Afinal, ciência é um diálogo entre teoria e prática!

A Lei 15.100/2025, na verdade, cria um terreno fértil para experiências de aprendizado intencional, em que a tecnologia passa a ser guiada pelos professores. Em vez de os alunos ficarem dispersos em buscas individuais no celular, a legislação cria um canal para que sejam incentivadas atividades coletivas, como projetos de pesquisa em plataformas colaborativas.

Em uma aula sobre ecossistemas, por exemplo, a turma pode analisar dados de desmatamento, usando bancos de dados científicos. O professor planeja e medeia a discussão, orienta a interpretação dessas informações e propõe que soluções em grupo sejam formuladas. Essas propostas são novamente pensadas, por todos, e se transformam em formas dinâmicas de entender os conteúdos.

Em simulações interativas, como as que recriam reações químicas em laboratórios virtuais, os alunos testam hipóteses, ajustam variáveis e veem os resultados, sempre com a supervisão docente. Em uma aula sobre física, atividades com simuladores, como o ambiente do PhET (projeto da Universidade de Colorado Boulder que oferece simulações interativas gratuitas de ciências e matemática), podem ser usadas para explorar conceitos de energia e movimento.

A mediação de professoras e professores é essencial sempre, pois devem questionar as escolhas dos estudantes e propor desafios ao conectarem os experimentos virtuais aos fenômenos do mundo. Nesse novo cenário escolar, as tecnologias digitais vão estimular atividades colaborativas que fortaleçam a atenção compartilhada no ensino de ciências.

Imagine uma aula em que os alunos, guiados pelo professor, simulam juntos os impactos do aquecimento global em um ecossistema virtual, ajustando variáveis como temperatura e umidade. Plataformas interativas, como o Padlet, permitem a construção coletiva de mapas conceituais sobre cadeias alimentares ou ciclos biogeoquímicos, enriquecidos com textos, imagens e vídeos.

Ferramentas com inteligência artificial (IA), como a plataforma de jogos Arludo, também ampliam a exploração de conceitos em biologia e ecologia. E sempre haverá um tempinho para debater os benefícios e desafios que a IA traz para as ciências.

 

Disponível em: https://sl1nk.com/ggEIr. Acesso em: 19 maio 2025.

Assinale a alternativa em que o termo destacado funcione como um conectivo entre uma oração principal e uma oração subordinada substantiva.  
Alternativas
Q3837662 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Um vídeo do reencontro entre o cantor João Gomes e a sua ex-professora de Petrolina, no sertão pernambucano, viralizou nas redes sociais e emocionou muita gente. “Professora minha ali no canto, que eu sei que sente orgulho, porque foi com vocês que aprendi a ser um rapaz direito”, disse o cantor do palco, onde fazia um show beneficente para reverter fundos para um hospital da cidade. Verlandia Fernandes, 48 anos, deu aulas para o cantor por quatro anos no ensino fundamental. João Gomes, natural de Serrita (PE), cresceu na cidade de Petrolina.

    A disciplina preferida de João na escola era literatura, o que foi a base para ele seguir a carreira de compositor. Hoje ele tem números impressionantes para um artista de 23 anos: já liderou a lista de artistas mais ouvidos do Brasil no YouTube, no Spotify e acumula mais de 16 milhões de seguidores somente no Instagram. “Fazia bastante tempo eu tinha ido a um show dele, só que eu resolvi ir neste final de semana por ser beneficente”. Graduada em Pedagogia, ela dá aulas há 25 anos. “Encontrei também outros alunos: uma aluna que agora é pediatra, outro que é advogado. Quando eu vejo que deu certo, que eles estão felizes e que encontraram seu caminho na vida, me dá muito orgulho”.

    A homenagem de João Gomes, que não teve planejamento, aconteceu justamente dias antes do Dia dos Professores. “Fui para homenagear o menino João e a homenageada fui eu”, brinca Verlandia. “Foi um incentivo lindo para nós, professores. É um elogio para que os outros sigam e façam igual, para que as pessoas entendam que o professor realmente tem valor e faz toda a diferença na vida das crianças”, afirma.



(Rute Pina, “A história por trás da homenagem à professora em show de João Gomes em Petrolina”, www.bbc.com/ portuguese/articles/c78z1ygd93xo, 15.10.2025. Adaptado)

Ainda que seja utilizada frequentemente com valor semântico de adição, no trecho “Fui para homenagear o menino João e a homenageada fui eu”, a conjunção “e” estabelece relação de sentido de
Alternativas
Q3837661 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Um vídeo do reencontro entre o cantor João Gomes e a sua ex-professora de Petrolina, no sertão pernambucano, viralizou nas redes sociais e emocionou muita gente. “Professora minha ali no canto, que eu sei que sente orgulho, porque foi com vocês que aprendi a ser um rapaz direito”, disse o cantor do palco, onde fazia um show beneficente para reverter fundos para um hospital da cidade. Verlandia Fernandes, 48 anos, deu aulas para o cantor por quatro anos no ensino fundamental. João Gomes, natural de Serrita (PE), cresceu na cidade de Petrolina.

    A disciplina preferida de João na escola era literatura, o que foi a base para ele seguir a carreira de compositor. Hoje ele tem números impressionantes para um artista de 23 anos: já liderou a lista de artistas mais ouvidos do Brasil no YouTube, no Spotify e acumula mais de 16 milhões de seguidores somente no Instagram. “Fazia bastante tempo eu tinha ido a um show dele, só que eu resolvi ir neste final de semana por ser beneficente”. Graduada em Pedagogia, ela dá aulas há 25 anos. “Encontrei também outros alunos: uma aluna que agora é pediatra, outro que é advogado. Quando eu vejo que deu certo, que eles estão felizes e que encontraram seu caminho na vida, me dá muito orgulho”.

    A homenagem de João Gomes, que não teve planejamento, aconteceu justamente dias antes do Dia dos Professores. “Fui para homenagear o menino João e a homenageada fui eu”, brinca Verlandia. “Foi um incentivo lindo para nós, professores. É um elogio para que os outros sigam e façam igual, para que as pessoas entendam que o professor realmente tem valor e faz toda a diferença na vida das crianças”, afirma.



(Rute Pina, “A história por trás da homenagem à professora em show de João Gomes em Petrolina”, www.bbc.com/ portuguese/articles/c78z1ygd93xo, 15.10.2025. Adaptado)

A frase, baseada no texto, que está redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e verbal é:
Alternativas
Respostas
3141: C
3142: C
3143: D
3144: E
3145: D
3146: B
3147: D
3148: B
3149: D
3150: C
3151: C
3152: D
3153: B
3154: A
3155: E
3156: C
3157: C
3158: C
3159: B
3160: D