Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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• É sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece. E a maioria dos cidadãos não essa camada.
• A transformação digital é irreversível, mas é preciso que alicerces, embora eles invisíveis à maior parte da sociedade.
• É justamente a base e a fundação invisível que sustentam todo o ecossistema digital. Se não elas, as aplicações mais modernas e inovadoras não ficar de pé.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
• Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida. (3o parágrafo)
• À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade. (5o parágrafo)
As expressões destacadas veiculam, correta e respectivamente, sentidos de
No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia
Seleção terá estreia difícil contra Marrocos, mas depois enfrentará Haiti e Escócia
O Brasil já conhece seus primeiros adversários na Copa do Mundo de 2026. No Grupo C, a seleção de Carlo Ancelotti irá brigar por uma vaga na segunda fase com Marrocos, Escócia e Haiti. Uma missão não tão difícil, já que podem ser até três classificados por chave. Mas que deverá ser marcada por obstáculos extracampo.
Por estar num dos primeiros grupos, o Brasil já estreará no terceiro dia da Copa, 13 de junho. Logo, terá menos tempo de preparação do que outras seleções. Para completar, fará seus primeiros jogos na costa Leste dos Estados Unidos (a Fifa distribuirá os confrontos entre Boston, Nova Jersey, Filadélfia, Atlanta e Miami). Com isso, já sabe que terá que realizar uma viagem mais longa na terceira rodada, quando sairá da ponta Nordeste para o Sul do país.
Este não é o pior dos cenários. Há outros grupos que demandarão deslocamentos mais complexos. Mas a pior notícia é que os brasileiros terão que encarar as altas temperaturas da região (que ainda por cima é mais sujeita aos fenômenos climáticos que interrompem as partidas).
O calor era uma forte preocupação do técnico Carlo Ancelotti antes do sorteio. Presente na comissão técnica da Itália em 1994, ele lembra do quanto sua seleção sofreu com as altas temperaturas do verão americano. Sem sorte nas bolinhas, terá que passar por este desafio de novo.
Por outro lado, a composição do grupo aparentemente representa um “refresco” para Ancelotti. Se o Brasil estreará diante da forte seleção marroquina, depois terá pela frente adversários menos tradicionais: o Haiti, em 19 de junho; e a Escócia, no dia 24. Mas é importante não subestimá-los, já que todos se classificaram em primeiro de seus grupos desbancando concorrentes mais badalados.
Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/no-grupo-c-da-copa-brasil-estreia-mais-cedo-enao-consegue-fugir-do-forte-calor-mas-rivais-sao-boanoticia-analise.ghtml. Excerto adaptado. Acesso em 05/12/2025
No Grupo C da Copa, Brasil estreia mais cedo e não consegue fugir do forte calor, mas rivais são boa notícia
Seleção terá estreia difícil contra Marrocos, mas depois enfrentará Haiti e Escócia
O Brasil já conhece seus primeiros adversários na Copa do Mundo de 2026. No Grupo C, a seleção de Carlo Ancelotti irá brigar por uma vaga na segunda fase com Marrocos, Escócia e Haiti. Uma missão não tão difícil, já que podem ser até três classificados por chave. Mas que deverá ser marcada por obstáculos extracampo.
Por estar num dos primeiros grupos, o Brasil já estreará no terceiro dia da Copa, 13 de junho. Logo, terá menos tempo de preparação do que outras seleções. Para completar, fará seus primeiros jogos na costa Leste dos Estados Unidos (a Fifa distribuirá os confrontos entre Boston, Nova Jersey, Filadélfia, Atlanta e Miami). Com isso, já sabe que terá que realizar uma viagem mais longa na terceira rodada, quando sairá da ponta Nordeste para o Sul do país.
Este não é o pior dos cenários. Há outros grupos que demandarão deslocamentos mais complexos. Mas a pior notícia é que os brasileiros terão que encarar as altas temperaturas da região (que ainda por cima é mais sujeita aos fenômenos climáticos que interrompem as partidas).
O calor era uma forte preocupação do técnico Carlo Ancelotti antes do sorteio. Presente na comissão técnica da Itália em 1994, ele lembra do quanto sua seleção sofreu com as altas temperaturas do verão americano. Sem sorte nas bolinhas, terá que passar por este desafio de novo.
Por outro lado, a composição do grupo aparentemente representa um “refresco” para Ancelotti. Se o Brasil estreará diante da forte seleção marroquina, depois terá pela frente adversários menos tradicionais: o Haiti, em 19 de junho; e a Escócia, no dia 24. Mas é importante não subestimá-los, já que todos se classificaram em primeiro de seus grupos desbancando concorrentes mais badalados.
Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/futebol/noticia/2025/12/05/no-grupo-c-da-copa-brasil-estreia-mais-cedo-enao-consegue-fugir-do-forte-calor-mas-rivais-sao-boanoticia-analise.ghtml. Excerto adaptado. Acesso em 05/12/2025
“Por que mudamos a ordem alfabética do teclado da máquina de escrever por outra tão arbitrária como a atual? Porque desse modo superávamos um problema mecânico. Se escrevias rápido demais, as barras que moviam as letras se chocavam e bloqueavam o mecanismo. A solução consistia em mudar a situação das teclas: letras como o i e e que normalmente pulsam sucessivamente, as colocas nos extremos opostos da máquina, com o objetivo de que suas barras não se choquem.”
Nesse texto há várias estruturas com primeiras e segundas pessoas que poderiam ser evitadas, utilizando-se estruturas com se.
Assinale a forma modificada que mostra erro na construção de alguma frase do texto.
A única frase em que o pronome substituto não é um pronome relativo, como os demais, é:
Nessa visão, seria um exemplo de boa escrita a seguinte frase:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Meus pais sempre me pareceram, aos olhos da criança que fui, perfeitos. Eu agradecia a Deus por ter nascido em um lar tão abençoado, onde tudo funcionava, e ai de quem duvidasse. Até que cresci e passei eu mesma a duvidar: ora, quem é perfeito? Eu me furtaria a vergonha de passar o resto da vida inebriada pela própria ilusão. Passei a glorificar o imperfeito e segui amando todos eles, já que ninguém é perfeito.
Estou longe de desprezar genialidades, como uma foto de Sebastião Salgado, uma página de Guimarães Rosa, o canto de Caetano Veloso. Aproximam-se do sagrado. Mas quando desço desse altar e caio no mundano, é pela imperfeição que me enamoro.
Faço todo esse preâmbulo para que eu possa exaltar o que está fora de foco. O abandono da excelência a favor da essência. Andamos obcecados por qualidade técnica, filtros que eliminam defeitos, nenhum ruído escapando, nenhum fio solto, a artificialidade substituindo o que é verdadeiro. A essência, ao contrário, é inexata, transcende, se move, esparrama. A essência não se falsifica, transforma a própria falha em gozo. Sabe que o excelente, ou é um gênio, ou um impostor.
Adoro, especialmente, fotos desfocadas, com sua imperfeição poética, humana. São retratos em movimento: da gente dançando, correndo, gesticulando. Somos borrões capturados por olhares objetivos, mas está para nascer quem nos possa reduzir a uma única dimensão. Temos várias versões sobrepostas, somos reais assim como somos fictícios, seres indeterminados fazendo o possível para se enquadrar, só que um pedaço de nós sempre invade o contorno limitador e escorre para fora. Queremos ser vistos com nitidez, eu sei, mas também somos aquele ser indefinido por trás do espelho embaçado no banheiro.
(Martha Medeiros. “A arte de falhar: um elogio ao que está fora de foco”,
27.07.2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Adaptado)
( ) As palavras “também” e “virá” são acentuadas em virtude da mesma regra: todas as proparoxítonas são acentuadas.
( ) No trecho “Além do reforço aos sistemas de saúde, Vecina comenta o contexto estrutural que agrava essas doenças [...]”, o termo destacado tem valor semântico de adição.
( ) Em “Para Vecina, no entanto, a resposta mais eficaz não virá apenas de laboratórios ou políticas setoriais.”, o termo destacado tem valor semântico de conclusão.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Em 1835, havia 65 mil pessoas morando em Salvador, antiga capital do Brasil Colônia que ainda gozava de prestígio econômico naqueles primeiros anos de país independente. Deste total, 40% eram escravizados. Dos escravizados, 63% eram nascidos em solo africano. Estes dados, trazidos pelo historiador João José Reis em seu livro Rebelião Escrava no Brasil – A História do Levante dos Malês, dão a dimensão do que representava o regime escravocrata para a sociedade brasileira, e ajudam a compreender o cenário que propiciou a ocorrência, na capital baiana, do maior levante de escravizados da história do Brasil: a Revolta dos Malês, episódio histórico que ocorreu na noite do dia 24 de janeiro de 1835.
Um aspecto interessante do levante malês é o fato de ele ter, em essência, uma base religiosa islâmica. “Não há sombra de dúvida sobre o papel central desempenhado pelos muçulmanos na rebelião de 1835”, escreve Reis. “Os rebeldes foram para as ruas com roupas só usadas na Bahia pelos adeptos do islã. No corpo dos que morreram, a polícia encontrou amuletos muçulmanos e papéis com rezas e passagens do Alcorão.”
A palavra “malê” deriva do idioma iorubá e significa justamente “muçulmano”. O jornalista e pesquisador Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro, lembra que esses africanos muçulmanos que foram trazidos para Salvador tinham em comum o fato de que em geral “eram pessoas que sabiam ler e escrever” e acumulavam “um passado de luta”. Ele frisa ainda que muitos eram de posições importantes na África, o que os deixava em situação ainda mais vergonhosa sob o jugo da escravidão.
O gatilho foi a prisão de um líder religioso islâmico: Pacífico Licutan (?–1835), conhecido como Bilal – em alusão ao profeta muçulmano Bilal Ibne Rabá (581–642) – era um enrolador de tabaco escravizado, cujo proprietário era um médico, que vivia em Salvador. Acredita-se que o grupo pretendia, depois de revoltas generalizadas, conseguir não só libertar o líder religioso muçulmano como também derrubar o governo de Salvador e instituir ali uma administração malê. “A causa principal foi a opressão do sistema escravista e toda a desumanidade que o sistema escravista impunha. Em menor escala, outro fator foi o da intolerância religiosa”, comenta o historiador Petrônio Domingues, professor na Universidade Federal de Sergipe (UFS).
(Edison Veiga. O que foi a Revolta dos Malês, a maior rebelião de escravizados do Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/clylp4x10jpo, 08.10.2025. Adaptado)
• “Acredita-se que o grupo pretendia, depois de revoltas generalizadas, conseguir não só libertar o líder religioso muçulmano como também derrubar o governo de Salvador...” (4º parágrafo)
É correto afirmar que as expressões destacadas estabelecem relação de sentido de
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos?
As vastas planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar, nas últimas décadas, a extensas plantações de mirtilos e outras frutas.
Até a década de 1990, era difícil imaginar que essa área do deserto costeiro peruano, onde à primeira vista se vê pouco mais do que poeira e mar, pudesse se transformar em um grande centro de produção agrícola.
Mas foi exatamente isso que aconteceu não só ali, mas na maior parte do litoral desértico peruano, onde cresceram grandes plantações de frutas não tradicionais da região, como manga, mirtilos e abacates.
A enorme faixa que atravessa o país paralela às ondas do Pacífico e às elevações andinas converteu-se em um imenso pomar e no epicentro de uma pujante indústria agroexportadora.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, as exportações agrícolas peruanas cresceram, entre 2010 e 2024, a uma média anual de 11%, alcançando em 2024 o recorde de US$ 9,185 milhões.
O Peru se transformou, nesses anos, no maior exportador mundial de uvas e de mirtilos — uma fruta que quase não era produzida no país antes de 2008.
E sua capacidade para produzir em grande escala durante as estações em que isso é mais difícil no hemisfério norte, fez com que o país se consolidasse como uma das grandes potências agroexportadoras, e um dos principais fornecedores dos Estados Unidos, Europa, China e outros mercados.
Mas quais são as consequências disso? Quem se beneficia? E esse boom de exportação agrícola peruano é sustentável?
O processo que levaria ao desenvolvimento da indústria agroexportadora peruana começou na década de 1990, quando o governo do então presidente Alberto Fujimori promoveu profundas reformas para reanimar um país — atingido por anos de crise econômica e hiperinflação.
"O trabalho de base foi realizado para reduzir as barreiras tarifárias, promover o investimento estrangeiro no Peru e reduzir os custos administrativos para as empresas. Buscava-se impulsionar os setores que tivessem potencial exportador", disse à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC — César Huaroto, economista da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas.
"No início, o foco era o setor de mineração, mas, no fim do século já surge uma elite empresarial que vê o potencial do setor de exportação agrícola."
Mas não bastavam apenas leis mais favoráveis e nem boas intenções.
A agricultura em grande escala no Peru enfrentava tradicionalmente obstáculos como a baixa fertilidade dos solos da selva amazônica e a acidentada geografia da serra andina.
Ana Sabogal, especialista em ecologia vegetal e em mudanças antrópicas nos ecossistemas da Pontífica Universidade Católica do Peru, explicou que "o investimento privado de grandes agricultores, que são menos avessos ao risco do que os pequenos, facilitou inovações técnicas como a irrigação por gotejamento e o desenvolvimento de projetos de irrigação".
A solução para o problema da escassez de água no deserto permitiu que se começasse a cultivar em uma área onde tradicionalmente não se achava possível fazer agricultura, e a explorar suas condições climáticas únicas, que especialistas descrevem como uma "estufa natural".
"A região não tinha água, mas com água tornou-se uma terra muito fértil", afirma Huaroto.
Tudo isso, somado a inovações genéticas, como a que permitiu o cultivo local do mirtilo, possibilitou que o Peru incorporasse grandes extensões de seu deserto costeiro à superfície cultivável, que se expandiram em cerca de 30%, segundo estima Sabogal.
"Foi um aumento surpreendente e enorme da agroindústria", diz a especialista.
Hoje, regiões como Ica e Piura, no norte do país, tornaram-se importantes centros de produção agrícola, e a agroexportação é um dos motores da economia peruana.
Com base na regência verbal e nominal, assinale a afirmativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cobogó é solução 'caseira' para viver no Brasil que bate recorde de calor?
No ponto mais alto do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, o enorme reservatório de água dos anos 1930 não passa despercebido: tem o tamanho de um prédio de seis andares, fica em frente à principal igreja da cidade e destoa do conjunto arquitetônico ao redor.
Mas o que faria esse prisma retangular de concreto entrar na história da arquitetura brasileira está apenas em dois dos lados de sua fachada.
Em vez de ser uma caixa-d'água comum, com quatro lados "cegos" (sem nenhuma abertura), o prédio projetado pelo arquiteto Luiz Nunes utiliza um elemento construtivo que havia sido criado no Recife alguns anos antes: o cobogó.
Era a primeira vez que um edifício de expressão aparecia "vazado" - um estilo que seria replicado nas décadas seguintes em dezenas de prédios do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo, além de casas Brasil afora.
Depois de cair em certo esquecimento, a peça tem sido redescoberta por arquitetos nos últimos anos e é vista com potencial de refrescar ambientes em tempos de calor extremo.
É que o cobogó faz uma barreira contra o Sol, ao mesmo tempo que deixa passar alguma luminosidade. Também oferece alguma privacidade para quem está dentro, que consegue ver quem está fora.
E, o mais importante, permite que o vento circule.
Essa peça, que surgiu na indústria da construção pernambucana, acabou fazendo parte de estratégias usadas pelos arquitetos modernistas do século 20 para amenizar o calor em épocas em que o ar-condicionado não havia se popularizado ou sequer sido introduzido no Brasil.
Ele pode criar uma zona de proteção ou de transição num edifício, funcionando como 'colchão' de ar", explica a arquiteta Guilah Naslavsky, especialista em modernismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
"O cobogó é uma solução bioclimática, um ícone que combina a sustentabilidade com a poética da arquitetura brasileira", afirma Marcella Arruda, co-curadora da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na caixa-d'água de Olinda, por exemplo, a fachada de cobogós, ao ser barreira de Sol e permitir a passagem de vento, auxiliava para amenizar o calor incidente nas tubulações, preservando e resfriando a temperatura das águas no tanque.
É uma "climatização passiva" que ocorre no edifício por si só.
Hoje, os prédios construídos no quente Recife, como em tantas cidades brasileiras, pouco utilizam dessas estratégias que fizeram na história ali.
Em endereços mais nobres, fachadas são completamente fechadas em vidros verdes e azuis, um material conhecido por absorver e irradiar calor. Muitas vezes, sem varandas.
____ de que o uso de telhados verdes tem motivação prática e ambiental, e não apenas estética.
A alternativa que apresenta a expressão que completa corretamente o enunciado é: