A frase abaixo que difere da norma culta da língua portugues...

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Q3884953 Português
A frase abaixo que difere da norma culta da língua portuguesa, é:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a concordância verbal entre sujeito plural e o verbo "ter": em “As nações tem ordinariamente os governos e governantes que merecem.”, o sujeito "As nações" está no plural, então a norma-padrão exige a forma plural "têm"; como a frase traz "tem", ela é a única que difere da norma culta.

Tema central: concordância verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Não difere da norma culta. Em “O governo precisa da imprensa para defendê-lo; e a imprensa necessita do governo para subvencioná-la.”, os pronomes oblíquos estão empregados com referência adequada: "defendê-lo" retoma "o governo" e "subvencioná-la" retoma "a imprensa". A ênclise nos infinitivos é regular na norma-padrão.
B
Errada
Não difere da norma culta. Em “Os governos são como os vinhos que se decantam e se adoçam com o tempo.”, há concordância verbal correta entre "Os governos" e "são". Na oração relativa, "que" retoma "os vinhos", e os verbos "se decantam" e "se adoçam" também estão corretamente no plural.
C
Errada
Não difere da norma culta. Em “O melhor dos governos é para mim aquele que agoniza, pois vai ceder o lugar a outro.”, a estrutura "aquele que agoniza" está sintaticamente adequada, e a oração introduzida por "pois" mantém encadeamento e concordâncias compatíveis com a norma-padrão. O conteúdo da frase não é critério para apontar erro gramatical.
D
Errada
Não difere da norma culta. Em “O melhor governo é aquele que deseja tornar o povo feliz e sabe como fazer isso.”, os verbos "deseja" e "sabe" concordam com o antecedente singular "aquele". A construção "tornar o povo feliz" está bem formada e não há falha de concordância nem de organização sintática.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque contém inadequação de concordância verbal. Em "As nações tem ordinariamente os governos e governantes que merecem.", o sujeito "As nações" é plural, e o verbo "ter" no presente do indicativo deve concordar no plural: "têm". A forma "tem" corresponde à 3ª pessoa do singular. O desvio está na flexão verbal.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: levar o candidato a marcar frases apenas por estranhamento estilístico e tratar "tem" sem acento como detalhe gráfico irrelevante, quando aqui a distinção entre "tem" e "têm" marca o número verbal exigido pela concordância com sujeito plural.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado cobrar norma culta, localize primeiro sujeito e verbo antes de avaliar o efeito estilístico da frase.
  • Com o verbo "ter" no presente, confira se o sujeito é singular ou plural: "tem" é singular; "têm" é plural.
  • Não elimine alternativa por estranhar ênclise em infinitivo; verifique se o pronome retoma corretamente o referente.
  • Em frases com oração relativa, confirme a que termo o "que" se liga e teste a concordância dos verbos dessa oração.

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Comentários

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As nações têm, ordinariamente, os governos e governantes que merecem.

Se o erro da letra "e" não fosse tão gritante, eu marcaria letra "c" por causa da falta de inserção de vírgulas em "para mim".

E

“As nações tem ordinariamente os governos e governantes que merecem.” — Marquês de Maricá

O erro está na forma verbal “tem”.

O sujeito da oração é “As nações”, que está no plural.

Logo, o verbo ter também deve estar no plural:

✅ Correto: “As nações têm ordinariamente...”

❌ Incorreto: “As nações tem...”

As demais alternativas estão de acordo com a norma culta.

Resposta: E.

têm*

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