Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3975356 Português
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?

Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.

"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "nãoleitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil. O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/06/leituratemqueda-dramatica-e-preocupante-pelomundo.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-barmobile&utm_campaign=materias)
Na oração “Roubaram o meu livro”, há a presença de um:
Alternativas
Q3974847 Português

Texto CG1A1


    Na esteira da pandemia de covid-19, as lições extraídas das primeiras necropsias desempenharam um papel crucial na redução das incertezas sobre como esse novo vírus estava infligindo tanto sofrimento e morte. Inicialmente, o que parecia ser apenas mais uma endemia desencadeada por um vírus respiratório, com origem na Ásia, revelou-se, em poucos meses, uma enfermidade nova e distinta, com poucas semelhanças com outras causadas pelos membros conhecidos da família dos coronavírus.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrentou críticas por sua demora e hesitação em reconhecer a pandemia. Muitos "especialistas" fizeram previsões e ofereceram orientações categóricas, que acabaram sendo desmentidas pela rápida disseminação da doença.


    Cientistas e jornalistas especializados em saúde, que inicialmente advertiram sobre a complexidade e o prolongamento do caminho a ser percorrido, foram inicialmente recebidos com ceticismo. A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas, que deram os primeiros passos decisivos e que tiveram sua importância reavaliada nesse contexto.


    Graças às informações comparativas das autópsias, foi possível identificar a doença e entender que ela não tinha tantas semelhanças com as que já haviam acometido a sociedade humana. Porém, mais do que isso, foram reforçadas a necessidade de um maior controle sanitário e a importância de uma análise patológica minuciosa para enfrentar desafios de mesma natureza no futuro.



Internet: <https://cursos.escolaeducacao.com.br>  (com adaptações). 

No trecho “A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas” (terceiro parágrafo do texto CG1A1), o vocábulo “porém” classifica-se como conjunção que expressa
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Q3974802 Português
No estudo da sintaxe da Língua Portuguesa, o sintagma nominal (SN) organiza-se em torno de um elemento central, responsável por determinar sua classe e função sintática. Considerando esse conceito, assinale a alternativa em que o termo destacado exerce a função de núcleo do sintagma nominal.
Alternativas
Q3974801 Português
A regência nominal e verbal diz respeito às relações de dependência que nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) e verbos estabelecem com seus complementos, exigindo ou não o uso de preposição.

Assinale a alternativa em que a regência verbal está empregada INCORRETAMENTE. 
Alternativas
Q3974799 Português
Na análise sintática da oração, os termos essenciais são responsáveis pela estrutura básica do enunciado, estabelecendo a relação fundamental entre aquilo de que se fala e o que se declara a respeito.

Considerando os conceitos de sujeito e predicado, assinale a alternativa em que a identificação desses termos está corretamente estabelecida.
Alternativas
Q3974798 Português
Considerando estritamente a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a forma verbal está corretamente empregada quanto à concordância verbal. 
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Q3974796 Português
Considere o seguinte excerto:

Durante a reunião pedagógica: a coordenadora apresentou os principais objetivos do semestre, reorganizar o calendário acadêmico, revisar os planos de ensino e fortalecer a integração entre os docentes. Os professores ouviram atentamente, anotaram orientações importantes, refletiram sobre as mudanças propostas, e demonstraram interesse em colaborar com o processo! Ao final da exposição um dos docentes levantou uma questão relevante: como seriam avaliados os impactos dessas alterações no desempenho discente? A pergunta gerou debate, diferentes opiniões surgiram; algumas mais cautelosas, outras bastante entusiasmadas.

Sobre a utilização da pontuação, é INCORRETO afirmar que:
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Q3974700 Português
A análise sintática moderna, superando a mera classificação de termos isolados, compreende a frase como uma organização de sintagmas. O sintagma é definido como uma unidade formal que se organiza em torno de um núcleo, estabelecendo relações de dependência e determinação. Com base na teoria sintagmática, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta:
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Q3974697 Português
Considere o seguinte período de Machado de Assis em 'Dom Casmurro': 

'Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles dão ao termo, mas no que lhe pôs o vulgo.'

Sobre a organização sintática desse excerto, assinale a alternativa correta:
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Q3974695 Português
No que concerne às normas gramaticais e ortográficas aplicadas aos topônimos na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a grafia e a regência verbal corretas:
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Q3974694 Português
No que concerne ao comportamento morfossintático do vocábulo "meio" e às normas de concordância nominal vigentes na norma-padrão, assinale a proposição correta: 
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Q3974589 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Emprega-se vírgula para isolar um vocativo no seguinte trecho:
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Q3974588 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Expressão expletiva é aquela que não exerce função sintática. Constitui uma expressão expletiva aquela sublinhada no seguinte trecho:
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Q3974585 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado no seguinte trecho:
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Q3974402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma estatística


As crianças,

Sem um tiro aliás,

E isso é que tornava o caso ainda mais espantoso,

Morriam mais do que índios nos filmes norte-americanos,

E quando a gente acaso perguntava, para se mostrar

                                                                        [atenciosos: 


“Quantos filhos a senhora tem, comadre?”

A comadre respondia, com ternura:

“Eu tenho quatro filhos e nove anjinhos.”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)

Certos lugares____________de péssimas estatísticas de mortalidade infantil, havendo o risco à integridade____________das crianças. Em alguns deles, os números_____________mais altos do que os da mortalidade de índios nos filmes americanos. É preciso garantir zelo_____________infância e mudanças nessa estatística.


De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:

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Q3974397 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Na passagem “Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia…” (2º parágrafo), os termos destacados estabelecem, corretamente e na ordem em que aparecem, relações de sentido de
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Q3974396 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:

 

Irresponsabilidade que mata crianças

 

Pela primeira vez no século 21, o número de crianças que morrem antes de completar 5 anos de idade deve aumentar, em vez de diminuir. De acordo com um relatório da Fundação Gates, a mortalidade infantil deve atingir 4,8 milhões de crianças em 2025, 200 mil a mais que em 2024.

Trágica sob qualquer ponto de vista, a morte de crianças por doenças evitáveis e tratáveis como diarreia, além daquelas que podem ser erradicadas com vacinas, soa como um atestado de falência da humanidade.

O principal motivo para que, após anos de quedas consecutivas, as mortes na primeira infância voltem a aumentar é o corte da ajuda internacional oferecida por países ricos. Na segunda passagem de Donald Trump pela Casa Branca, os EUA, historicamente os maiores doadores de ajuda internacional do mundo, promoveram reduções significativas em programas de assistência global.

Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida, países como Reino Unido, Alemanha e França também têm fechado as torneiras para assistência aos países mais necessitados. Segundo o relatório, pelo menos 24 nações de alta renda reduziram suas doações internacionais.

O quadro ruim pode tornar-se ainda mais sombrio. Num cenário já contemplado por muitos países, de cortes de cerca de 20% na assistência global à saúde, 12 milhões de mortes adicionais de crianças podem ocorrer até 2045. Caso as reduções com ajuda internacional se intensifiquem para um patamar de 30%, o número de mortes adicionais de crianças pode chegar a 16 milhões até 2045.

Evitáveis, as mortes de milhares de crianças exigem compromisso firme tanto com o financiamento de ajuda aos mais necessitados quanto com o combate à desinformação. A humanidade já dispõe de ferramentas para que crianças não morram aos milhares por causas praticamente banais.

 

(O Estado de S.Paulo, “Editorial”, 26.12.2025. Disponível em: https://www. estadao.com.br/opiniao. Adaptado)

Considere a passagem “Embora o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) seja muito provavelmente o maior símbolo desta nova era de cooperação internacional contida…” (4º parágrafo).


Sem prejuízo ao sentido original do texto e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas devem ser substituídas, na ordem em que aparecem, por:

Alternativas
Q3974390 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto mantém a conformidade com a norma-padrão de regência verbal, emprego e colocação de pronomes.
Alternativas
Q3974388 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Considere as frases a seguir, reescritas a partir de informações do texto:



•  Era preciso pôr um termo______________situação abusiva, e tomar uma resolução pronta e imediata.


•  Comecei por bater o pé, e repreendi severamente________________meus dois empregados.


•  Entramos em explicações; e no fim de contas disseram_______________mim a causa dessa dissidência.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:

Alternativas
Q3974387 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Assinale a alternativa em que a concordância nominal está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
2201: C
2202: D
2203: C
2204: D
2205: E
2206: C
2207: C
2208: C
2209: D
2210: C
2211: C
2212: E
2213: E
2214: D
2215: E
2216: A
2217: B
2218: B
2219: A
2220: C