Questões de Concurso
Comentadas sobre sintaxe em português
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Nessa frase os termos sublinhados exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas:
COLUNA I.
A- Sujeito. B- Sujeito indeterminado. C- Oração sem sujeito. D- Sujeito simples. E- Sujeito composto. F- Sujeito oculto/elíptico.
COLUNA II.
1- Pode ocorrer com o verbo na 3ª pessoa do plural, com o verbo na 3ª pessoa do singular + se. 2- Apresenta um único núcleo. 3- Identificável pela desinência verbal, ou pelo contexto. 4- Apresenta dois, ou mais núcleos. 5- Aparece com verbo impessoal. Principais verbos impessoais (verbos que não admitem sujeito): haver, {significando existir, ou acontecer e na indicação de tempo}; fazer, {indicando tempo decorrido, ou a decorrer}. 6- É o termo da oração com o qual o verbo concorda em pessoa (1ª, 2ª, 3ª) e número (singular e plural).
Sobre o texto 1, é correto afirmar:
As pessoas acidentadas foram encaminhadas a diferentes clinicas _______.
“Toda a humanidade estaria condenada ao sofrimento se houvesse um juízo para as vicissitudes do amor”. Assim, começou a carta que recebi de minha doce amada a quem havia feito sofrer recentemente. Não precisava ela de o lembrar a mim. Em nosso último encontro, às margens do Rio Ipiranga, gritei efusivamente: - Digo ao teu coração que parto agora! Ali naquela hora sei que o ferimento provocado interessou sua alma de tal modo que ela sucumbiu. A vida é suas decisões já me dizia meu velho pai! O que se há de fazer? Agora é deixar as lágrimas correrem e esperar outro amor se aproximar.
Analise as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
1. O texto está coeso e é coerente. 2. O aluno possui bom vocabulário. 3. Há alguns desvios de regência verbal, mas que em nada prejudicam a mensagem do enunciador. 4. Não há erros de concordância verbal e/ou nominal. 5. O texto, fazendo referência irônica a fato histórico, faz uso inapropriado da língua e fere o princípio da autoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Gente, venham para cá! 2. Algum de nós saímos. 3. As estrelas parecia brilharem, eu mesma presenciei – disse a garota entusiasmada. 4. Tratavam-se de questões fundamentais para o exercício da docência. 5. Mesmo a contragosto, envio anexo ao recibo solicitado, por esse belo portador, essa missiva cheia de promessas de amor.
Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
1. Estavas triste. / Estavas em casa. 2. Andei muito preocupado. / Andei muito hoje. 3. Fiquei pesaroso. / Fiquei na minha sala.
Assinale a alternativa correta em relação as frases.
1. Em “Na tua comunidade não há quem ensine?“, a regência do verbo “ensinar” está correta como intransitivo. 2. Em “Ele percebeu, então, que falara demais a ponto de lhe interessar, e olhou-a rapidamente de lado.“, há problemas com a regência do verbo “interessar” já que no sentido usado deveria reger objeto direto obrigatoriamente 3. Em “Admiras-te, tu, de não seres obedecida? Ora, pois, obedeça ao amor e verás!“, o verbo “obedecer” está corretamente empregado nas duas vezes em que aparece, pois, embora seja transitivo indireto, admite voz passiva. 4. Em “Naquele momento, avisaram-no que chegaria mais merenda na escola. Ele esperou.“, os verbos “avisar” e “esperar” estão corretamente empregados, sendo que o último está em sua acepção intransitiva. 5. Em “O meio mais seguro que dispomos para viajar ainda é a bicicleta, quer queiram ou não!“, a regência do verbo “dispor” atende à norma- -padrão, já a do “querer”, por ter seu objeto direto implícito, apresenta erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
“A ninguém era proibida a entrada, nem havia o costume de lhe anunciarem quem vinha”.
Analise as afirmativas abaixo, considerando a morfossintaxe da frase.
1. O sujeito da primeira oração está determinado por artigo. 2. O predicado da primeira oração é nominal. 3. É um período composto por coordenação, sendo a segunda oração uma coordenada aditiva. 4. O termo “lhe” é um adjunto adnominal, pois pode ser substituído por um pronome possessivo. 5. O pronome relativo “quem” exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
( ) Na frase: “As gemas amarelas escorriam” um artigo e um adjetivo têm função sintática de adjunto adnominal. ( ) Nas três vezes em que a partícula “se” aparece na última frase do texto ela não exerce função sintática alguma, pois trata-se de partícula expletiva. ( ) O verbo “parecer” na terceira frase do texto tem sujeito oracional. ( ) A palavra “periclitantes” é adjetivo e exerce a função sintática de predicativo do sujeito. ( ) Nas duas primeiras vezes em que aparece no texto, a palavra “que” é pronome relativo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Eu nasci há dez mil anos atrás
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os símbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E pra aquele que provar que eu estou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Raul Seixas
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho Vi Maomé cair na terra de joelhos
No primeiro verso o sujeito apresenta-se como sujeito simples, sendo esta função desempenhada pelo pronome pessoal “Eu”. No segundo verso, apesar de ficar subentendido também tratar-se da mesma pessoa que está relatando, qual o sujeito gramatical do verbo naquele contexto?
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Eu nasci há dez mil anos atrás
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os símbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E pra aquele que provar que eu estou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Raul Seixas
Eu nasci há dez mil anos atrás
Alternativas:
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Preconceito de linguagem
Na Romênia, segundo dizem os jornais franceses, que agora muito se interessam por tudo quanto diz respeito aos moldo-valáquios, na Romênia há certas palavras que em todas as outras línguas cultas têm significação nobre e que entre os romenos têm significação pejorativa. Chamar, por exemplo, a algum romeno marquês, ou condessa a alguma romena, é cometer injúria e grande. Entre eles, não se diz príncipe em romaico, porque esta palavra tem a significação analógica de jogral; de sorte que adotaram lá a palavra francesa prince, para designar qualquer membro da família real. A palavra rei também é injuriosa. Tanto assim que, na tradução do livro bíblico dos Reis, escrevem os romenos Livro dos Imperadores!
Em português há também palavras de significação primitivamente honesta e que entretanto agora não podem ser pronunciadas diante de pessoas de respeito. No norte de Minas, por exemplo, como no Norte de todo o país, chamar dama a uma senhora é arriscar a pele. Dama, lá por aquelas plagas, é “mulher perdida”.
A palavra moça pode ser pronunciada diante de quem quer que seja. “Esta menina está ficando moça” — “Sua filha é uma bela moça” — são expressões correntes. Entretanto, querendo alguém referir-se à amásia de alguém diz: “A moça de Fulano”!
Rapariga! É uma das palavras mais lindas da nossa língua. Em Minas, entretanto, rapariga aplica-se mais às mulheres do serviço doméstico, isto é, amas, cozinheiras, arrumadeiras, etc. Aqui, já vai tendo significação pejorativa: casa de raparigas é o mesmo que bordel. Ora, é um absurdo isso. Rapariga é simplesmente feminino de rapaz. Seria encantador poder toda gente dizer, como ainda há dias ouvi dizer a um espírito eminente, que me dá a honra da sua amizade: “V. não imagina que rapariga valente é minha mulher”.
Mãe! Não se discute a beleza desta suavíssima palavra. Pois também a palavra mãe vai assumindo significação equívoca. Em certas locuções é um vocábulo pelo menos suspeito. Os jornais já começam a substituí-lo por progenitora. É incrível! Que qualquer palavra possa derrancar com o tempo compreende-se; mas a palavra mãe? O noticiário elegante tem receio de dizer: “Faz anos hoje a Sra. Dona Fulana, muito digna mãe do nosso amigo Sr. Beltrano”. Em vez de mãe, escrevem progenitora, que é uma palavra erudita, seca, como todas as coisas eruditas, fria e pernóstica.
Mãe é alguma coisa tépida, doce, nobre como o colo materno. Progenitora é simplesmente uma delicadeza de moleque bem-falante. Mãe, colegas, mãe! Devemos escrever “a mãe do Sr. Fulano”, da mesma forma que escrevemos “O pai do Sr. Beltrano” e “o filho de Dona Sicrana”. Ninguém diz na intimidade — “vou beijar minha progenitora”, mas simplesmente — “vou beijar minha mãe”.
É para desejar que os jornais abandonem de uma vez a palavra progenitora, que é, etimologicamente, muito mais grosseira do que mãe. Progenitora compõe-se do prefixo pro e da raiz genite, de gigno, gignis, genui, genitum, gignere, que quer dizer gerar. De maneira que, posta em bom vernáculo, progenitora é a pró ou antegeradora do Sr. Fulano. Não sei onde está a delicadeza desta expressão…. Por conseguinte, de uma vez para sempre, estabeleçamos que os homens têm virtuosas e dignas mães, e não ridículas e pernósticas progenitoras.
Antônio Torres