Questões de Concurso
Sobre sílaba: monossílabos, dissílabos, trissílabos, polissílabos em português
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Polícia Civil alerta para falso e-mail com vírus enviado para empresas de SC
Delegado responsável pela investigação explica como identificar quando o e-mail é falso
JULIA DE ARAUJO, FLORIANÓPOLIS 28/02/2022 ÀS 15H51 - Atualizado Há 2 meses
Mais um golpe na praça que requer alerta da população. Um e-mail falso, com vírus, está sendo enviado em nome da DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil de Santa Catarina com falsas intimações no nome do usuário.
Os e-mails são enviados para algumas empresas do Estado, porém, ao clicar no link da suposta intimação, o computador da pessoa é infectado por um vírus.
Chamado de Malware, o software que ataca o computador da vítima é criado especificamente para infectar e prejudicar o sistema ou coletar dados dos usuários. [...]
Segundo o delegado Verdi Furlanetto, responsável pelo caso, a investigação segue em sigilo de Justiça e ele pede aos usuários que receberam o e-mail que não cliquem em nada.
“Trata-se de uma ação de criminosos destinada a empresas de Santa Catarina com um link malicioso com o objetivo de infectar computadores”, alerta o delegado. “A orientação é que não cliquem em links desconhecidos”, finaliza Furlanetto.
A DEIC pede que a população ao verificar um site ou link suspeito, denuncie na Polícia Civil por meio do disque-denúncia 181 ou WhatsApp (48) 98844-0011. Para saber o e-mail de cada delegacia do Estado, acesse o site oficial da Polícia Civil.
Fonte: https://ndmais.com.br/seguranca/policia/policia-civil-alerta-para-falso-e-mail-com-virus-enviado-para-empresas-de-sc/
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Câmara aprova projeto que facilita autorização de agrotóxicos
[...]
Por Elisa Clavery, Luiz Felipe Barbiéri e Marcela Mattos, TV Globo e g1 — Brasília, 09/02/2022 19h47
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto de lei que flexibiliza o controle e a aprovação de agrotóxicos no país. Foram 301 votos a favor e 150 contrários, além de duas abstenções.
O texto já tinha sido aprovado pelo Senado, mas voltará à análise dos senadores porque foi alterado pela Câmara.
Apresentado em 2002, o projeto é alvo de críticas de ambientalistas, que apelidam o texto de “PL do Veneno” – a discussão se arrasta há quase 20 anos no Congresso.
A bancada ruralista defende que as mudanças irão “modernizar” e dar “mais transparência” na aprovação das substâncias. [...]
Pela proposta de 2018, a decisão sobre permitir novos agrotóxicos seria exclusiva do Ministério da Agricultura – o que, na visão de críticos da proposta, enfraquece a análise dos registros do ponto de vista da saúde e do meio ambiente. [...]
O texto também muda o nome dos “agrotóxicos”, passando a denominá-los “pesticidas”. Segundo o relator da matéria, deputado Luiz Nishimori (PL-PR), a mudança uniformiza a nomenclatura adotada pelo Brasil e pelos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). [...]
A proposta foi fortemente criticada por parlamentares da oposição. O líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que “esse projeto vai permitir que se coloque mais veneno no prato dos brasileiros”.
“Tanto isso é verdade que querem esconder o nome dos produtos que esse projeto quer liberar: agrotóxicos. Querem esconder esse nome e querem facilitar o registro de substâncias que causam câncer, mutação genética, danos no aparelho reprodutor, distúrbios hormonais. São enormes os riscos trazidos por esse projeto à vida humana. Ele é péssimo para a vida humana”, afirmou Molon.
[...]
Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2022/02/09/camara-aprova-projeto-que-facilita-autorizacao-deagrotoxicos.ghtml
Em relação ao número de sílaba, as palavras são assim classificadas:
[i] Monossílabas: apresentam somente uma sílaba.
[ii] Dissílabas: apresentam duas sílabas.
[iii] Trissílabas: apresentam três sílabas.
[iv] Polissílabas: apresentam quatro ou mais sílabas.
Considerando essa definição, assinale a alternativa em que TODAS as palavras têm a mesma classificação.

(__)A frase nominal: "A função social da escola" é formada por artigo definido que concorda com o substantivo comum e com adjetivo uniforme; por uma contração prepositiva imposta pela regência nominal e por um substantivo simples.
(__)O título do texto exemplifica período simples, porque a oração é absoluta escrita com sujeito simples.
(__)A sílaba "rão" da palavra "serão"" é formada por uma consoante, uma vogal nasal e uma semivogal oral.
(__)No trecho: "Quando se pensa na função social da escola" - temos oração subordinada adverbial temporal reduzida do gerúndio, uso de próclise, duas contrações prepositivas impostas pela regência nominal.
(__)A sílaba "mei" da palavra "primeira" é formada por uma consoante bilabial, uma vogal e uma semivogal.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:



I
A senhora estranhou, na última vez que estivemos juntos, a minha excessiva indulgência pelas criaturas infelizes, que escandalizam a sociedade com a ostentação do seu luxo e extravagâncias.
Quis responder-lhe imediatamente, tanto é o apreço em que tenho o tato sutil e esquisito da mulher superior para julgar de uma questão de sentimento. Não o fiz, porque vi sentada no sofá, do outro lado do salão, sua neta, gentil menina de 16 anos, flor cândida e suave, que mal desabrocha à sombra materna. Embora não pudesse ouvir-nos, a minha história seria uma profanação na atmosfera que ela purificava com os perfumes da sua inocência; e — quem sabe? — talvez por ignota repercussão o melindre de seu pudor se arrufasse unicamente com os palpites de emoções que iam acordar em minha alma.
Receei também que a palavra viva, rápida e impressionável não pudesse, como a pena calma e refletida, perscrutar os mistérios que desejava desvendar-lhe, sem romper alguns fios da tênue gaza com que a fina educação envolve certas ideias, como envolve a moda em rendas e tecidos diáfanos os mais sedutores encantos da mulher. Vê-se tudo; mas furta-se aos olhos a indecente nudez.
Calando-me naquela ocasião, prometi dar-lhe a razão que a senhora exigia; e cumpro o meu propósito mais cedo do que pensava. Trouxe no desejo de agradarlhe a inspiração; e achei voltando a insônia de recordações que despertara a nossa conversa. Escrevi as páginas que lhe envio, as quais a senhora dará um título e o destino que merecerem. É um perfil de mulher apenas esboçado.
Desculpe, se alguma vez a fizer corar sob os seus cabelos brancos, pura e santa coroa de uma virtude que eu respeito. O rubor vexa em face de um homem; mas em face do papel, muda e impassível testemunha, ele deve ser para aquelas que já imolaram à velhice os últimos desejos, uma como essência de gozos extintos, ou extremo perfume que deixam nos espinhos as desfolhadas rosas.
De resto, a senhora sabe que não é possível pintar sem que a luz projete claros e escuros. Às sombras do meu quadro se esfumam traços carregados, contrastam debuxando o relevo colorido de límpidos contornos.
ALENCAR, José de. Lucíola. Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - Departamento Nacional do Livro.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000035.pdf>. Acesso em: 04 jun 2021.
As palavras em destaque no primeiro capítulo da obra Lucíola, de José de Alencar, possuem uma característica em comum: todas elas são acentuadas. Considerando a regra de acentuação que determina que todas as proparoxítonas são acentuadas, assinale a alternativa que apresenta apenas palavras do texto que pertencem a esse grupo.
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.
Dona Colô
Manuela Cantuária*
Tamanho o desespero da neta quando encontra a avó, no auge de seus 82 anos, no alto de uma escada, buscando uma caixa no armário. As duas haviam acabado de chegar de uma consulta médica com uma bomba-relógio dentro de um envelope. O diagnóstico de Alzheimer de Colotildes de Jesus.
A neta oferece ajuda, mas a avó insiste que ainda sabe se virar sozinha. Abre a caixa com um vestido de noiva embolorado. Sob o olhar desconfiado da jovem de 20 e poucos anos, rasga o vestido num rompante. Meu casamento foi o dia mais feliz da minha vida, diz Dona Colô.
Dona Colô gostava de costurar. Costurou seu vestido de noiva por meses. E agora o transformava em retalhos para fazer uma colcha. Uma colcha de memórias que ela decidiu costurar para não esquecer de si mesma.
O segundo dia mais feliz da vida de Colotildes foi quando enterrou seu marido. Ele morreu rápido. E se viu, finalmente, livre. Usou sua toalha de mesa favorita para receber seus familiares, com uma estampa de passarinhos. Mais um retalho, enquadrando a mancha de vinho deixada por sua cunhada, que, segundo ela, também era um pudim de cachaça, mas boa gente.
Os primeiros desenhos da neta também viraram retalhos alegres. Ela, apesar de jovem, já despontava como artista plástica, o que era um grande motivo de orgulho para sua avó, dona de casa.
A cortina do quarto agora tinha um buraco em forma de retalho. O vestido do batizado de um bebê despedaçado sobre a mesa. Fantasias de Carnaval, panos de prato com os dias da semana bordados, a bandeira do Bangu Atlético Clube.
A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.
O tempo era marcado pela mesma pergunta: você viu minha agulha? A neta escutava pensativa. E, pacientemente, ajudava Colotildes a recuperar o inquieto fio da meada. Até que veio a noite escura, e ela pode cobrir sua avó de memórias.
* Roteirista e escritora, faz parte da equipe do canal Porta dos Fundos. Folha de São Paulo, 16 maio 2022. Adaptado.
Com base nos dois textos a seguir, avalie o que se informa acerca dos aspectos fonético, ortográfico e do emprego da crase.
TEXTO I
“A neta desabotoa sua camisa xadrez preferida para que sua avó meta-lhe a tesoura. O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita. A trilha sonora de uma vida inteira.”
TEXTO II

I – No Texto II, os termos “violência” e “silêncio” estão acentuados obedecendo à mesma regra que determina a acentuação da palavra “avó” (Texto I).
II – Em “O som da máquina de costura se tornou a sua música favorita.” (Texto I), existe um erro de revisão, porque a crase é obrigatória antes de pronome possessivo.
III – Nos pares de palavras: “desabotoa”/“desabotua” há palavras parônimas, pois apesar de apresentarem semelhanças na grafia e na pronúncia, têm significados diferentes.
IV – No Texto II, “é” representa um monossílabo tônico, “seu” é monossílabo átono, “pior” é uma palavra oxítona, além de existirem vocábulos paroxítonos terminados em ditongo.
Está correto apenas o que se afirma em
Assinale a opção CORRETA quanto à acentuação gráfica.
Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é
Rosely Sayão
Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?
O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.
Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.
A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.
Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.
Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.
É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.
Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.
Prova falsa
Quem teve a ideia foi o padrinho do caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação.
– Mas o cachorro era um chato – desabafou.
Desses cachorrinhos de raça, cheios de nhém-nhém-nhém, que comem comidinha especial, precisam de muitos cuidados, enfim, um chato de galocha. E, como se isto não bastasse, implicava com o dono da casa.
– Vivia de rabo abanando para todo mundo, mas quando eu entrava em casa vinha logo com aquele latido fininho e antipático, de cachorro de francesa.
Ainda por cima era puxa-saco. Lembrava certos políticos da oposição, que espinafram o ministro, mas quando estão com o ministro ficam mais por baixo que tapete de porão. Quando cruzavam num corredor ou qualquer outra dependência da casa, o desgraçado rosnava ameaçador, mas quando a patroa estava perto abanava o rabinho, fingindo-se seu amigo.
– Quando eu reclamava, dizendo que o cachorro era um cínico, minha mulher brigava comigo, dizendo que nunca houve cachorro fingido e eu é que implicava com o “pobrezinho”.
Num rápido balanço, poderia assinalar: o cachorro comeu oito meias suas, roeu a manga de um paletó de casimira inglesa, rasgara diversos livros, não podia ver um pé de sapato que arrastava para locais incríveis. A vida lá em sua casa estava se tornando insuportável. Estava vendo a hora em que se desquitava por causa daquele bicho cretino. Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes e era uma choradeira das crianças e uma espinafração da mulher.
– Você é um desalmado – disse ela, uma vez.
Venceu a guerra fria com o cachorro graças à má educação do adversário. O cãozinho começou a fazer pipi onde não devia. Várias vezes exemplado, prosseguiu no feio vício. Fez diversas vezes no tapete da sala. Fez duas na boneca da filha maior. Quatro ou cinco vezes fez nos brinquedos do caçula. E tudo culminou com o pipi que fez em cima do vestido novo de sua mulher.
– Aí mandaram o cachorro embora? – perguntei.
– Mandaram. Mas eu fiz questão de dá-lo de presente a um amigo que adora cachorros. Ele está levando um vidão em sua nova residência.
– Ué... mas você não o detestava? Como é que ainda arranjou essa sopa para ele?
– Problema de consciência – explicou. – O pipi não era dele.
E suspirou cheio de remorso.
(PONTE PRETA, Stanislaw. Gol de padre e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997)
Tipos de chás e seus benefícios
Equipe Editorial do Tua Saúde

(Disponível em: https://www.tuasaude.com/tipos-de-cha-e-seus-beneficios/ - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise a charge a seguir para responder a questão.
